12 esquemas para burlar turistas e como evitá-los 🕵️👁️

  • 19.10.2023 14:55
  • Paulo

Garante que ninguém te passa a perna na tua próxima viagem com as nossas dicas de como evitar esquemas e burlas direccionados a turistas (também conhecidos como “travel scams”).

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Haverá lá pior sensação que ser enganado? Especialmente quando estamos longe de casa, numa terra estrangeira e envoltos numa língua que provavelmente não dominamos, ser alvo de uma burla (ou um “travel scam”, na gíria inglesa) pode ser bastante intimidante. Não há como dourar a pílula: especialmente no que toca a destinos massificados e populares, há sempre pessoas que se dedicam a enganar os visitantes mais incautos no sentido de obter mais algum dinheiro em troca. É uma inevitabilidade! No entanto, isto não significa necessariamente que que te vá acontecer a TI. Se já estiveres a par dos esquemas mais comuns e souberes exactamente como detectá-los, evitá-los e como reagir para aliviar o potencial conflito, então já será meio caminho andado para que não sejas sequer abordado. Afinal, tal como os tubarões, também estes burlões profissionais sabem como “cheirar o sangue” na água.

E é precisamente para isso que este artigo serve! Se sofres do medo constante de ser enganado, o melhor mesmo é juntares-te a nós e conheceres quais os “travel scams” mais comuns, os destinos onde habitualmente têm lugar e qual a melhor forma de lidares com a situação. Anda daí!

Conselhos gerais

Antes de descrevermos os esquemas mais populares, deixamos aqui algumas dicas que achamos que te vão ajudar em qualquer contexto:

Quando te tentam dar algo para a mão, o teu primeiro instinto deve ser recusar;

Nunca deixes que a tua carteira ou documentos passem para a mão de outra pessoa, conta sempre o dinheiro na tua mão e leva o tempo que for necessário;

Mantém um ar confiante de quem sabe bem onde está (mesmo que não tenhas a mínima ideia!);

Se precisas de informações ou recomendações, o melhor é seres tu a iniciar a conversa. Mesmo assim, mantem a atenção e não te deixes guiar às cegas;

– Para visitar uma atracção, tenta comprar bilhetes antecipadamente, ou pesquisa a localização exacta da bilheteira. Nunca compres bilhetes em segunda-mão;

– Quer seja em lojas, táxis ou restaurantes, dá preferência a quem tem preços tabelados ou pergunta sempre com antecedência quanto custam os produtos ou serviços. Dá jeito saber se regatear é uma prática comum no país que visitas.

Deixamos agora algumas dicas específicas para evitares alguns dos esquemas mais populares.

Não tentes a tua sorte em jogos de rua

É muito comum ver alguém na rua com uma pequena caixa e um conjunto de copos, cartas de jogar ou outros objetos, a desafiar quem passa para um jogo.

Normalmente o jogo consiste em revelar uma das cartas ou a bola debaixo de um dos copos, baralhá-los e pedir-te para adivinhar onde estava a carta ou a bola escolhida.

Tal como no casino, a casa ganha sempre!

Mesmo que penses que tens uma excelente visão, a verdade é que vais sempre errar. Se já viste um ilusionista a fazer truques com cartas, percebes que é fácil, para quem tem treino para isso, fazer aparecer e desaparecer qualquer objecto. 

Não aceites “ofertas” de vendedores ambulantes

Muitos vendedores de rua abordam quem passa com uma “oferta”. Pode ser uma pequena pulseira, uma rosa ou um até um doce, enquanto fazem conversa.

Mas claro que não se trata de uma oferta. O objetivo é criar empatia e acabar por te fazer pagar pela “oferta” que não querias de todo. E se tentares devolvê-la, estes vendedores vão recusar ou mudar o assunto até te vencerem pelo cansaço.

Se, por instinto ou distracção, aceitaste a oferta, em vez de tentar devolvê-la à mão, o mais fácil é pousar delicadamente no chão e seguir em frente.

Há ainda sub-grupo de vendedores que passa logo “à acção”. Um exemplo disto são aqueles que, antes de dares por isso, te colocam uma pulseira muito difícil de retirar e exigem imediatamente dinheiro em troca, muitas vezes recorrendo a intimidação (bastante comuns em algumas zonas de Paria). Se tal acontecer, não existes em chamar a polícia ou a gritar por ajuda.

Evita as petições falsas

Alguém se aproxima de ti com um papel e uma caneta e explica-te que é uma petição para ajudar uma organização. A causa até parece nobre e é só mesmo uma assinatura…

… mas não te deixes levar, mesmo que na petição vejas o símbolo de uma organização legítima, como a Cruz Vermelha ou a UNICEF.

Depois da assinatura vem a pressão para fazer um donativo. Por vezes pode ser só uma tentativa de te pressionar a “doar” €5,00 para uma caridade falsa, mas pode também tratar-se de uma distracção para os carteiristas.

Ignora petições de rua e se quiseres fazer uma doação, opta por fazê-lo directamente a instituições credíveis.

Cuidado com as fotos com “personagens”

Gladiadores à frente do Coliseu, em Roma? Elmo, Monstro das Bolachas ou Homem Aranha em Times Square, em Nova Iorque? Há muitos turistas incautos que são atraídos por estas “personagens” para uma foto e que depois se deparam com tudo menos um honrado gladiador ou um super-herói, mas sim um indivíduo agressivo a pedir uma gorjeta.

Se estiveres disposto a oferecer uma gorjeta para tirar uma foto, tudo bem, mas caso não estejas, não aceites o “convite” – mesmo que te digam que é grátis – e tenta mesmo não os fotografar directa ou indirectamente, já que podem achar-se no direito de te exigir uma contribuição.

Pede só o que está no menu

O esquema começa pela sugestão de algo que não está no menu, com a indicação de que se trata de uma especialidade que nem sempre está disponível, e que por isso é mantida fora do cardápio.

Como já olhaste para o menu e todos os pratos principais estão na casa dos €15,00, resolves aceitar. Quando chega a conta, descobres que esta especialidade te custou um valor absurdo. E cuidado também com as bebidas, principalmente as alcoólicas que não aparecem no menu! De resto, este esquema já fez até notícia em Portugal, pelo que o melhor mesmo é pedir sempre apenas o que está no menu com o preço bem visível.

O mesmo vale para extras e taxinhas que nem sempre estão destacadas nos cardápios, como taxas de serviço, percentagens de gorjeta “recomendadas” e até mesmo quotas extra pelo pedido de uma sobremesa ou entrada para dividir.

Muita simpatia, o turista desconfia

Quando alguém te aborda na rua e se mostra demasiado prestável, deves sempre desconfiar. Há quem se ofereça para te mostrar o caminho para uma qualquer atracção “que poucos conhecem” ou para te pagar um chá ou uma cerveja.

Não sejas ingénuo – ninguém tem tempo para simplesmente se sentar numa praça e oferecer conselhos a viajantes. O objectivo é levar-te para uma loja, restaurante ou atracção e pressionar-te a fazer uma compra dispendiosa. Podem também pressionar-te a dar uma gorjeta generosa pelo serviço prestado. No pior dos casos, pode-se tratar mesmo de um assalto. Também convém desconfiar se te perguntarem se queres uma foto, pois pode ser meio caminho andado para ficares sem o telemóvel ou a câmara fotográfica.

Dentro dos mesmos moldes, podemos encontrar o famoso truque dos bares nocturnos, outrora tão infames em alguns países do Leste Europeu. A história, já batida, inicia-se quando és interpelado por uma ou duas belas e simpáticas jovens que te convidam para tomar um copo num bar “local”. Quando lá chegas, partilhas algumas bebidas com as tuas novas amigas que, do nada, desaparecerão, deixando-te com uma conta absolutamente astronómica para liquidar. Aqui, não adianta mostrar grande resistência. Mesmo que tentes alegar qualquer desconhecimento relativo a preços, os seguranças do bar (cuja gestão está envolvida na trama) farão questão de garantir que a dívida é saldada.

Atenção aos táxis e tuk tuks

Uma das melhores maneiras de perder dinheiro numa viagem é em táxis. Evita táxis que te dizem que o taxímetro está estragado e pergunta sempre com antecedência quanto é que te vai custar a viagem.

Por vezes, um taxista pode tentar convencer-te de que o teu hotel está cheio ou fechou e sugerir levar-te para outro. Isto é certamente uma maneira de te levar para um hotel mais caro, pelo qual o taxista vai receber uma comissão.

Felizmente, as aplicações de ride-sharing – como a Uber, a Lyft ou Bolt – permitem-te pedir um táxi e tratar de tudo através das suas aplicações. Dessa forma, saberás antecipadamente o custo da viagem e poderás efectuar o pagamento por cartão, sem teres sequer que discutir o assunto ou trocar dinheiro com o motorista.

Cuidado com os carteiristas

Lidar com carteiristas é um dos riscos mais comuns quando se viaja. Cientes de que basta uma desatenção para ficarmos sem a carteira, os “artistas” funcionam normalmente em grupetas, com um ou vários membros a criarem uma manobra de distracção enquanto os restantes metem as mãos à obra.

Já mencionámos as petições, também bastante usadas como engodo, mas há outros truques para captar a tua atenção. Encontrões, bebidas entornadas, obstáculos propositadamente deixados no teu caminho, vendedores insistentes ou um estranho (e insistente) conversador. O mesmo vale para zonas muito movimentadas e com tendência de aglomeração de multidões, como transportes públicos ou mercados. Uma vez que que, neste contexto, não estranharás a proximidade física dos locais (dada a falta de espaço), é bastante mais fácil para os carteiristas meterem-te a mão ao bolso ou abrirem-te um fecho de uma mochila ou carteira.

Posto isto, o melhor é ter sempre os teus objectos valiosos bem guardados no cofre do hotel, em bolsos de difícil acesso ou até mesmo em money belts, dependendo do nível de risco de cada destino.

Atenção às casas de câmbio

Outra forma comum de extrair uns trocos ao viajante incauto são as casas de câmbio. Tendo em conta a quantidade de comissões escondidas ou taxas desfavoráveis, estas podem ser mesmo consideradas um esquema. Afinal, de nada te adianta uma casa de câmbio publicitar zero taxas pelo serviço, se depois o rácio é 20% ou 30% desfavorável face ao valor de mercado. Neste caso, o melhor mesmo é pesquisares no próprio dia qual a taxa de câmbio nos mercados internacionais. Dessa forma, podes comparar com o rácio oferecido por cada agência e perceber verdadeiramente quais é que estão a lucrar para lá do razoável.

Ainda pior é aceitar fazer o câmbio com um desconhecido na rua (sim, pode acontecer alguém abordar-te para te oferecer uma taxa de câmbio muito vantajosa). Neste caso, contudo, corres mesmo o risco de estar a comprar moeda falsa.

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Verifica o estado dos veículos de aluguer

No aluguer de motas e carros é preciso ter especial atenção aos danos na viatura que não estão no contrato para evitar que, no momento da entrega, te tentem cobrar por esses danos. Analisa com cuidado o veículo e não te deixes convencer se te disserem que está tudo OK. Regista sempre quaisquer danos e marcas através de fotos e vídeos antes de pegares sequer no carro/moto, alertando os funcionários para quaisquer situações irregulares. Para além disso, garantir a contratação de um seguro contra todos os riscos é sempre uma boa ideia!

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Redobra a atenção na hora de levantar dinheiro

Deves ter especial atenção na hora de levantar dinheiro. Escolhe sempre uma caixa multibanco numa zona movimentada e bem iluminada. Garante que não está ninguém demasiado próximo e recusa qualquer ajuda que te tentem dar.

Verifica também que não existe nenhum mecanismo implantado na máquina, como um dispositivo de clonagem de cartões. Para isso, testa para ver se não existe uma peça postiça na ranhura do cartão. Finalmente, insere o teu PIN com uma mão e cobre o teclado com a outra. O mesmo vale para os TPAs (terminais de pagamento automático), especialmente em pequenos negócios ou lojas um ar suspeito.

Quando esses cuidados falham, contacta imediatamente o teu banco. Cartões recarregáveis ou com limites de levantamento são uma boa forma de prevenir fraudes, sendo precisamente esta uma das vantagens que mencionamos no nosso artigo sobre o cartão Revolut.

Redes de Wi-Fi públicas

Ao passo que muitos dos truques desta lista são já bastante conhecidos, para o final deixámos um risco que promete dar muitas dores de cabeça a viajantes (e não só) num futuro próximo. No mundo cada vez mais digital em que vivemos, estar ligado à internet virou algo quase tão essencial como comer, dormir ou falar. Como tal, é perfeitamente natural que os turistas procurem redes Wi-Fi gratuitas para ficar online, nem que seja por breves instantes. No entanto, só porque a rede está disponível e toda a gente o utiliza, não significa que devas fazer o mesmo… pelo menos sem a devida protecção! Afinal, não há garantias de que as redes públicas (e desprotegidas) não possam ser facilmente alvos de ataques de piratas digitais, sendo que os teus dados, passwords e informações confidenciais podem ficar expostos e/ou a saque. Na nossa opinião, mais valia ser burlado em 10 ou 20 euros!

Para evitares esta situação, tens duas vias. A primeira, mais fácil, passa por não te ligares a qualquer rede Wi-Fi pública desprotegida. Já a alternativa obriga à contratação de uma rede VPN (como a Express VPN, a Surfshark ou a Nord VPN), que te permitirá navegar na web ao mesmo tempo que o teu IP permanece encriptado, dificultando de sobremaneira a tarefa de qualquer hacker. Estes serviços são pagos (por amor da Santa não uses nenhuma VPN gratuita, senão sai pior a emenda que o soneto), mas custam apenas meia dúzia de euros por mês. Para além disso, e mesmo quando não estás em viagem, usar uma VPN é sempre uma maneira prática de adicionar uma camada extra de segurança à protecção dos teus dados e do teu rasto digital.

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