Sejam instituições dedicadas à história de determinado país ou povo, museus de história natural ou galerias de arte, compilámos uma lista com 10 dos melhores museus de toda a Europa.
Ah, o Velho Continente. Tido como principal polo mundial da história e da cultura, não surpreende que a Europa esteja repleta de museus interessantíssimos para todos os gostos. Sejam instituições dedicadas à história de determinado país ou povo, museus de história natural ou galerias de arte (entre muitas outras categorias) – pagos ou gratuitos – não há como negar a extraordinária concentração de todo o tipo de instituição cultural num continente que, comparativamente aos demais, é de pequena dimensão.
Pois bem, e para que saibas separar o trigo do joio e perceber quais os que definitivamente vale a pena visitar, decidimos compilar uma lista com 10 dos melhores museus de toda a Europa. Uma missão hercúlea que nos obrigou a deixar de fora algumas instituições absolutamente sublimes, mas que resultou num trabalho bastante interessante. Vamos a isso?
NOTA: Como já é habitual neste tipo de artigo, e para tornar as coisas mais interessantes (e nos dificultar a vida), limitámos as nossas escolhas a um museu por país 🙂

Começando em Londres, escolher apenas um museu a destacar na capital inglesa é quase um crime de lesa-pátria, já que esta será provavelmente a cidade europeia com maior concentração de instituições culturais de calibre mundial! Para além disso, muitos dos museus britânicos são totalmente gratuitos, como o lendário British Museum, o Victoria and Albert Museum, a National Gallery, o London Science Museum, o National Maritime Museum ou o Tate Britain. Mesmo dentro dos museus pagos, poderíamos perfeitamente dar palco ao Imperial War Museum London, aos Churchill War Rooms ou ao divertido Sherlock Holmes Museum. Muito para ver e fazer numa cidade conhecida pelos aguaceiros recorrentes!
Posto isto, a minha escolha recaiu sobre o famoso Natural History Museum, considerado o museu de história natural mais concorrido da Europa e um dos mais reconhecidos do planeta, ali taco-a-taco com a sua congénere de Nova York. Para além do edifício extraordinário, a colecção é reputada pelos mais de 80 milhões de itens dedicados a áreas como a botânica, a entemologia ou a zoologia (entre outras). Naturalmente, o museu é um verdadeiro hit entre as crianças, particularmente pelas famosas ossadas de dinossauros expostas no hall principal.
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Outro clássico de proporções épicas, o Louvre é o museu mais popular em todo o mundo, com quase 9 milhões de visitantes só em 2024! Para além disso, com uns inacreditáveis 758.000 metros quadrados, é também a maior instituição cultural do planeta, albergando nada menos que meio milhão de objectos das mais variadíssimas categorias e origens. Naturalmente, o museu é largamente associado à Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci, embora a experiência de ver o emblemático quadro seja normalmente desapontante.
Seja como for, existem inúmeros outros trabalhos merecedores de igual atenção, como a Vénus de Milo, “A Liberdade guiando o povo” ou a Vitória de Samotrácia. Convém ainda mencionar que a entrada no Louvre é paga e que o bilhete custa €22,00. Naturalmente, Paris tem muitos outros museus capazes de rivalizar com a sua instituição mais famosa, pelo que deves igualmente dar uma vista de olhos no Musée d’Orsay, no Musée de l’Orangerie ou no Centro George Pompidou. Fora da capital, vale a pena visitar o Museu das Civilizações Europeias e Mediterrânicas (Marselha), o Musée des Confluences (Lyon) ou a Cité du Vin (Bordéus).
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Passando ao país de nuestros hermanos, a capital Madrid é conhecida pelo seu famoso Triângulo de Ouro da Arte. Embora muitos visitantes possam não ter esta percepção, a realidade é que Madrid alberga alguns dos museus de arte mais importantes e impactantes do planeta, personificados no trio de instituições que ajuda a formar esta praceta: o Museu Thyssen-Bornemisza (€14,00), o Centro de Arte Reina Sofía (€12,00) e – o mais emblemático da grupeta e a nossa escolha – o Museu do Prado (€15,00).
Todos eles são museus de arte, dedicados a períodos temporais, estilos e autores diferentes, e englobando obras de nomes tão consagrados quanto Picasso, Dalí, Miró, el Greco, Caravaggio, van Eyck, Velázquez, Rafael, Goya ou Rembrandt. No fundo, é toda a história da arte europeia num único local! Fora de Madrid, entre os museus mais reputados de Espanha consta o Museu Picasso (Barcelona), o Museu Guggenheim (Bilbao), a Cidade das Artes e das Ciências (Valência) e o Museu-Teatro Dalí (Figueres).
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Situado na apropriadamente designada Museumplein (Praça dos Museus, em Neerlandês), o Rijksmuseum é a instituição cultural mais famosa de todos os Países Baixos, albergando autênticas obras-primas de alguns dos maiores nomes da arte do país, como Rembrandt, Frans Hals e Johannes Vermeer. O bilhete de entrada custa €25,00. Se reparaste na omissão de um nome particularmente popular da arte neerlandesa, isso deve-se à presença, na mesma praça, do Museu Van Gogh, outra instituição que não podíamos deixar passar em branco.
De resto, existem ainda outros museus em Amesterdão que podiam muito bem também ter sido eleitos para esta posição, como a Casa de Rembrandt, o Museu Stedelijk ou a ultrapopular Casa de Anne Frank, onde viveu escondida a família de uma das mais conhecidas vítimas do Holocausto na Segunda Guerra Mundial. Para algo um pouco menos ortodoxo, recomendamos a Heineken Experience. Fora da capital, uma palavrinha de apreço para o Kunstmuseum Den Haag (Haia) e para a zona cénica de Zaanse Schans.
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Uma instituição extremamente suis generis, o Museu Vasa é um local único no mundo. Uma espécie de cruzamento entre museu histórico e marítimo, retrata em detalhe um dos fails mais espectaculares de sempre! Confuso? Acontece que o Vasa foi um majestoso navio de guerra da antiga Marinha Imperial Sueca, originalmente construído no século XV. Até aí tudo bem… não fosse o facto de o navio ter afundando instantaneamente assim que foi colocado em água! De resto, o Vasa ficou no fundo do mar durante mais de 300 anos, até ser finalmente “resgatado” em 1961.
No entanto, a dimensão gigantesca da embarcação, cheia de ornamentos e detalhes em madeira, é verdadeiramente impressionante, fazendo desta uma das maiores atracções de toda a Estocolmo! O bilhete custa 230 SEK (Maio a Setembro) ou 195 SEK (resto do ano). Ainda na capital Sueca, os visitantes não podem perder o Museu do Prémio Nobel, o Museu Nórdico, o Fotografiska ou o Skansen, considerado um dos melhores museus ao ar livre do mundo.
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Embora tecnicamente situados na nação independente da Santa Sé, os Museus do Vaticano são considerados os mais esplendorosos de toda a Roma, e um dos pontos de paragem obrigatórios para quem visita a Cidade Eterna. De resto, é aqui que encontrarás uma das colecções mais ricas e extensas do mundo, resultado de séculos de financiamento das artes por parte da Igreja Católica. Para além da qualidade e fama de muitas das obras, o próprio espaço é absolutamente incrível, e tão ou mais opulento que os grandes palácios reais da Europa.
Evidentemente, não podes perder a chance de ver a Capela Sistina com os teus próprios olhos, já que o trabalho de Michelangelo é considerado um dos pontos altos do museu. Actualmente, o bilhete de entrada custa €20,00 (+€5,00 de taxa de reserva online). Outros museus de alto gabarito em Itália incluem a Galeria Borghese (Roma), as Galerias Uffizi (Florença), a Pinacoteca di Brera (Milão) ou o Museu Arqueológico Nacional (Nápoles).
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Um sítio que é o retrato do lado mais obscuro do ser humano. Todos conhecemos a perseguição a que os judeus foram sujeitos durante a WWII, porventura a maior estrutura organizada de liquidação alguma vez orquestrada. Uma rigidez e eficiência colocadas ao serviço do mal, e de forma tão vil, que ficou para sempre marcada como o “Holocausto”, um termo que pode tecnicamente ser utilizado para qualquer operação genocida, mas que ficará para sempre ligado a este episódio. Como elemento fundamental da chamada “Solução Final”, foram então criados os famosos campos de concentração, locais para onde os judeus eram transportados, sendo depois seleccionados para trabalhos forçados.
Aqueles que não tinham essa sorte, eram então enviados para as infames câmaras de gás, onde eram liquidados com recurso ao Zyklon B. De todos os campos conhecidos, nenhum é tão famoso ou horripilante quanto Auschwitz-Birkenau, transformado num museu na actual cidade polaca de Oświęcim. Por sorte, a Polónia está recheadinha de museus que merecem uma visita, como o Museu da Revolta de Varsóvia ou o POLIN (ambos na capital), o Museu da Segunda Guerra Mundial e o Museu Solidarnosc (os dois em Gdansk) ou a Fábrica de Oskar Schindler (Cracóvia).
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Outrora governada por um completo lunático chamado Enver Hoxha, a Albânia está repleta de cicatrizes das várias décadas sob o seu controlo, sendo a face mais visível a presença de milhares de bunkers nucleares espalhados por todos o país. Embora a esmagadora maioria destas estruturas seja minúscula, existem alguns exemplares muito maiores que estavam reservados à cúpula política e militar em caso de ataque, formando autênticas mansões subterrâneas. Desses, o mais famoso é o Bunk’Art 2, situado em pleno coração de Tirana.
No entanto, o bunker (e museu) mais impressionante e atmosférico pode ser encontrado nos arredores da capital, sob a designação de Bunk’Art 1. Com 3000 metros quadrados, mais de 100 salas e 5 pisos subterrâneos, é o maior bunker alguma vez construído na Albânia, sendo amplo e vazio o suficiente para que a visita seja levemente assustadora e perturbante. Algumas das salas são dedicadas a exibições focadas na história albanesa durante e no pós-WWII, ao passo que outras formam um conjunto de apartamentos e escritórios destinados a operações governamentais. Para além disso, poderás ainda descobrir as várias instalações artísticas do museu, que te permitem simular diferentes tipos de ataques (aéreo, químico, etc) e experienciar o que sentiriam aqueles que estivessem dentro dos bunkers.
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Considerado o grande highlight da Ilha dos Museus – um distrito de Berlim onde estão concentrados os melhores museus de arte da cidade – o Pergamon é uma instituição respeitadíssima na Alemanha. Construído ainda no tempo do Reino da Prússia, o edifício foi criado para receber e albergar peças que estavam a ser escavadas por equipas germânicas um pouco por todo o mundo islâmico, já que o espaço começava a ser parco para todos os tesouros que estavam a ser transportados para a Alemanha há época.
Como resultado, o Pergamon contém até aos dias de hoje algumas das descobertas arqueológicas mais significativas da Anatólia (na Turquia) e do Médio Oriente, com destaque para o Portão Ishtar, principal portão de entrada na lendária Babilónia; o Altar Pergamon, que deu nome ao museu; a Porta do Mercado de Mileto; ou a Fachada de Mshatta, originalmente pertencente a um dos famosos Castelos do Deserto da Jordânia. Encerrado para enormes renovações desde 2023, o museu irá reabrir ao público em 2027 – melhor e mais grandioso que nunca!

Uma vez que toda a nossa lista de melhores museus da Europa se focou em instituições artísticas, históricas e naturais, decidimos terminar o artigo com um museu profundamente Humano. Um sítio que começou como uma pequena galeria, o Museum of Broken Relationships (Museu das Relações Terminadas, num português livre) foi-se lentamente tornando num local de culto, ao ponto de se transformar num dos maiores chamarizes turísticos de Zagreb e já ter inclusive aberto uma segunda franquia em Chiang Mai, na Tailândia.
Espalhada por apenas meia dúzia de salas, a exibição é composta por vários objectos aleatórios, cada um deles acompanhado de uma descrição que explica o porquê daquele item estar ligado ao término de uma relação, e a história do mesmo. Alguns destes relatos são hilariantes, outros depressivamente tristes, e outros ainda contemplativos – mas todos ajudam a perceber a beleza da interacção humana… mesmo quando o resultado não é feliz. O preço do bilhete é de €7,00.
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Créditos da Imagem: Tripadvisor
Tal como referimos, a dimensão de museus espectaculares espalhados um pouco por toda a Europa chega a ser quase assoberbante! Assim sendo, e porque não há espaço para todos (caso contrário estaria aqui a escrever durante semanas), quis deixar abaixo uma pequena lista de menções honrosas, composta por museus de países que não tenham sido mencionados.
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