Dicas para viajantes: Tudo que precisas de saber para encontrares voos baratos ✈️🌎

  • 18.08.2021 19:43
  • João
passaporte

Quando fui convidado a trabalhar em part-time time Fly4free – no dia em que estava na Alemanha para ver um Dortmund – FC Porto para a Liga Europa (Um dos primeiros jogos do Marega, Varela a lateral direito…Enfim, era impossível esquecer) – pouco sabia sobre este tema, tirando mesmo o básico. Ainda hoje não faço ideia como é que fiquei com o trabalho. Na verdade tinha-me interessado pelo assunto poucos meses antes e divertia-me a procurar opções interessantes para viagens de fim de semana, que fossem acessíveis para um estudante universitário que, tal como muitos, vivia entre o default completo e a falência técnica. Mais de 5 anos depois, 4 deles como profissional a full-time, aqui vão alguns dos fatores a ter em conta no momento de procurar e reservar um voo:

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O que é um voo “barato”?

Quem diria que as aulas de Epistemologia um dia iam dar jeito…Muitas vezes perguntam-nos coisas do tipo: “Sabem de alguma opção barata para ir de X a Y?”, “sabem de hotéis baratos em Y”. Depois de um palavrão entre suspiros, normalmente respondemos algo do género “depende do que for barato para si” e acrescento um smile ☺ para esconder a dor.

Mas afinal o que é barato? Um voo a €40 ida e volta para Madrid pode ser barato mas também pode ser caro. Dirá você, caro e estimado leitor: “barato é ter um preço abaixo da média”. Eu respondo: “obrigadinho, ir ler o dicionário Priberam online também eu”.

De um modo geral pode ser assim, mas neste caso é mais complexo do que isso. Há inúmeras variáveis em interação para definir se uma oferta é boa, má, ou se mais vale ir a pé. Ou seja, para dizer se um voo é “barato”, tem de se olhar (muito) para além do preço que se paga para ir do Aeroporto A para o Aeroporto B. Na opinião de quem lhe escreve, há 7 fatores principais a ter em conta:

O que pode influenciar a qualidade de uma oferta?

1 – Voos: diretos ou com escalas

Esta é, talvez a mais óbvia de todos. Voos diretos, pela comodidade que oferecem, são automaticamente mais procurados, o que significa que as companhias aéreas os colocam obviamente a um preço mais elevado. É perfeitamente normal que um voo direto Lisboa – Cancun – Lisboa na TAP custe €500 e um voo Madrid – Cancun – Madrid, com escalas na nossa capital custe €300.

Isto significa que, para diminuir automaticamente um preço de uma determinada rota, devemos ter também em conta os voos com escalas e pouparemos algum dinheiro, perdendo apenas algumas horas de viagem.

Isto em companhias “legacy” (não low-cost), como a TAP, Iberia, Lufthansa, etc. No que toca às companhias low-cost (excepto a Vueling e a Transavia), que operam apenas voos diretos e, simplificando, não oferecem voos de conexão, o problema não se põe.

2 – Flexibilidade

Mais uma que é bastante óbvia, mas que tem as suas nuances.

Voar em Agosto é, em média, bastante mais caro que voar em Novembro. Voos às Sextas, Sábados e Domingos são geralmente caros do que voar à semana. Nós sabemos disso, o estimado leitor já saberá isso, e não foi para isto que aqui veio. Se por acaso não sabia, olhe, informação grátis.

Também sabemos que, por vezes, é só possível ter férias num determinado período.

O que o estimado leitor não se lembra muitas vezes é que, dependendo do dia em que marca as suas férias, pode poupar bastantes Euros, que pode depois usar para comer marisco até ficar num estado comatoso, independentemente de ser Agosto ou Novembro.

Porquê? Vamos lá explicar:

Imagine-se que o Senhor João, do Porto, quer ir uma semana para Tenerife. Por uma questão prática, vamos definir a data alvo ali no finalzinho de Setembro – início de Outubro. O senhor João decidiu então marcar férias de 27 de Setembro a 4 de Outubro, para ainda vir passar o feriado a casa. Boa escolha.

O senhor João vai ao site da Ryanair e descobre que nessas datas não há voos para Tenerife. Nas companhias aéreas “tradicionais” repara que, para as datas que quer e com ligações decentes, a melhor opção é a TAP, com escala em Lisboa, por €171:

 

No entanto, fica mais triste quando repara que, se tivesse investigado isto bem a fundo antes de marcar as suas férias, tinha conseguido um voo direto na Ryanair e poupado cerca de €120 (pese embora a questão da bagagem, que iremos explorar mais à frente) apenas ajustando as suas datas um dia: de 26 de Setembro a 3 de Outubro.

Não sejam como o senhor João. Caso tenham flexibilidade e pretendam viajar dentro da Europa, investiguem sempre se um destino é servido pelas low-cost e quais são os dias em que efetua os voos e planeiem as vossas férias / escapadinhas com essa informação em mente. A maioria das low cost não operam voos diários para a grande maioria das suas rotas mais “interessantes”. E mesmo nas não-low cost pode acontecer o mesmo.

“Guardar” um dia de férias para um fim de semana prolongado também é uma excelente ideia. Como os voos à Segunda Feira são, usualmente, (bem) mais baratos que ao Domingo, até pode acontecer que, pela diferença de valores dos voos, uma escapadinha de 3 noites fique mesmo mais barata que uma de 2, e possibilidade de usar esse “Joker” pode ser muito interessante.

3 – Quando comprar

Não há uma semana nem um dia mágico. Não há. Non. No. Nein. нет.

Essas conclusões são usualmente retiradas do contexto e são resultado de uma avaliação estatística demasiado simplista, com contas de um taberneiro mau a matemática e já levemente embriagado. Terças-Feiras (usualmente apontado como o dia mágico) não são o melhor dia para nada a não ser para ver o Porto na Liga dos Campeões. Isto se o jogo não for numa Quarta.

Sim, há um período, relativamente longo, em que os voos estão ao seu preço mais baixo. Nas low cost usualmente acontece entre 4-2 meses antes da viagem. Nesta altura de Covid, diríamos entre 4 meses a 1 mês. Nas tradicionais, entre uns 7-2 meses. Se quer voar na altura do Natal, Páscoa, Ano Novo, etc, adicione mais 1 mês a estes períodos.

Como vê o estimado leitor, não é propriamente exatidão militar. Dentro disto, quem disser que sabe a semana em que vão ser mais baratos tem informação interna ou é vidente.

O que aconselhamos é ir monitorizado os preços dentro destes intervalos, primeiro semanalmente e depois bi-semanalmente, para ter uma ideia das flutuações possíveis, que garantirá uma melhor noção dos preços para a rota que interessa. Podes usar ferramentas como o Google Flights, Skyscanner ou outras e colocar alertas de descidas de preço.

Dito isto há algumas datas “fixas” que são sempre interessantes. Por exemplo, no caso da TAP, as promoções de aniversário costumam ser bastante boas. Na Ryanair as promoções de Black Friday e Cyber Monday também são quase sempre interessantes. Tal como na Ibéria no Dia dos Namorados, principalmente os descontos em vale.

4 – Horários

Não são só os as datas e antecedência que influenciam o preço de uma viagem. Os horários dos voos também. Principalmente no caso em destinos que são servidos por voos com múltiplas frequências diárias para destinos bastante procurados. Por exemplo, voos para os Açores e Madeira.

Partindo do princípio básico que já sabemos que voos às Sextas e Domingos são usualmente mais caros, reparemos neste exemplo:

A Dona Lucinda, lisboeta de gema, quer ir passar o fim de semana de 15-17 de outubro à Madeira. Boa escolha. A Dona Lucinda sai do seu trabalho às 16:30 de sexta-feira e volta a entrar às 09:00 de segunda. O horário de voos ideal para a Dona Lucinda seria um voo às 18:30-19:00 e o retorno, no dia 17, no mesmo horário ou até um pouco mais tarde.

Nós sabemos isso e a Dona Lucinda sabe disso. Quem mais sabe isso? As companhias aéreas, que vão aplicar um premium a horários mais favoráveis às milhares de Donas Lucindas deste mundo, e a toda a população ativa que tem um trabalho “das 9 às 5”.

Opção mais barata:

Opção mais conveniente para a maioria das pessoas, nas mesmas datas:

Como contornar isto? Bem, em princípio estes voos nas faixas horárias a partir das 17-18 de Sexta e no mesmo período no Domingo serão sempre mais caros. Nos casos em que o estimado leitor encontrar este tipo de voos ao mesmo preço dos outros ou mesmo apenas até 20-25% superiores, marque imediatamente. Não ficarão mais baratos e são os primeiros a esgotar as tarifas mais baixas.

5 – Aeroporto de destino e acessibilidades:

Às vezes o preço dos voos não é tudo. Porque é preciso chegar efetivamente ao destino e os Aeroportos podem distar dezenas de quilómetros da sua cidade de referência. Em cidades que têm dois ou mais aeroportos, interessa também comparar não só a tarifa de voar de X para Y mas também quanto é que custa o transporte do aeroporto para o nosso hotel.

Pode acontecer que por vezes um voo de €20 para o Aeroporto Y da Cidade X acabe por implicar mais €30 para ir voltar do aeroporto para o centro da cidade e um voo de €30 para o Aeroporto Z da mesma cidade acabe por implicar apenas mais €5.

6 – Bagagem e lugares marcados:

Por vezes, voar em low-cost pode ser mais caro do que numa “legacy”. Como? Basta precisar de uma mala de cabine ou marcar lugares.

Como o estimado leitor saberá, low costs como a Easyjet, Ryanair ou Wizz Air apenas permitem o transporte de um item de cabine que possa ser colocado sobre o banco da frente. Quem quiser levar um “trolley” ou outro volume de maiores dimensões ou escolher o seu lugar no avião terá de pagar um extra.

Há honradas exceções entre estas companhias que continuam a permitir uma mala de cabine de dimensões normais: Vueling e Transavia, mas que também cobram pela seleção não aleatória de um lugar no avião.

Por vezes, a adição destes “extras” torna a viagem mais cara quando comparada com voos numa TAP, Iberia, Air France ou KLM, que oferecem seleção gratuita de lugares no momento do check in e incluem já uma mala de cabine.

7 – Não ficar “preso” ao Aeroporto mais perto:

A Dona Lucinda, adorava ir à Sardenha, para morenar naquelas praias soberbas. Problema. Não há voos diretos de Lisboa. E os que há com escala ficam acima de €300 ida e volta.

A Dona Lucinda, esperta como é, indaga-se: “E a partir do Porto?”. Com uma viagem de 3 horas de autocarro, consegue poupar mais de €250.

Portugal é um país pequeno, e faz todo o sentido quem está no Porto ver opções alternativas a partir de Lisboa, e quem está em Lisboa ver opções alternativas a partir de Porto e Faro. Quem está em Faro poderá não só ver os preços a partir de Lisboa, como de Sevilha, que é um aeroporto com uma disponibilidade de rotas low-cost muito grande.

Aumentando a complexidade, é possível voar para muitos outros aeroportos Europeus, acedendo a algumas ofertas fantásticas, não disponíveis a partir de Portugal e que permitem carradas de dinheiro. Por exemplo: Islândia ❄🔥 e Viena 🎻 na mesma viagem a partir de Lisboa ou Porto desde €64! Vamos fazer um artigo pormenorizado só sobre este tema num futuro muito próximo, por isso, excelentíssimo leitor, fique atento.

Quais as melhores ferramentas para encontrar as melhores ofertas?

De longe, De Férias.pt 🙂

Vá, agora a sério:

Para além do De Férias.pt(que são hiper mega espetaculares, claro), e tendo de ter em conta tudo que escrevemos anteriormente, a nossa ferramenta de eleição é o Google Flights, que compara os preços de todas as companhias aéreas a voar a rota que escolher. Há quem aconselhe o Skyscanner, mas achamos que a sua interface o torna um pouco “meh”. Pessoalmente não somos grandes fãs.

As principais vantagens do Google Flights são a interface super “clean”, a capacidade de personalização, exatidão, intuitividade e, principalmente, a rapidez.

Também pode utilizar o histórico para fazer a monitorização de preços e ter mais ou menos uma noção dos valores.

O Kayak Explore é uma opção interessante para quem não tem destino definido e quer ter uma noção dos preços e das rotas:

Ah e quanto ao modo anónimo no browser e as cookies. Meh, não usamos muito. Se, de um momento para o outro o preço do voo aumentar significativamente, sim, vale a pena utilizar o modo anónimo. No entanto não é exigência essencial para o que quer que seja. É mais para casos muito particulares, como o referido atrás.

Depois é, como nós, ir ganhando experiência, que é, na verdade, a única diferença que nos separa do estimado leitor. Não usamos algoritmos, nem softwares nem “hacks”. Todas as ofertas que publicamos são baseadas exclusivamente (ou quase exclusivamente), nas ferramentas acima.

Conclusão

Como poderá comprovar o nosso caro leitor, dizer se um voo acabou por barato ou caro, dependerá imenso do contexto, da conveniência, da flexibilidade, e da capacidade para vestir várias camadas de roupa – tornando-se uma fabulosa réplica do Homem da Michelin – e meter o resto numa mochila da escola, que vai ter de atafulhar debaixo de um assento e ficar sem espaço para as pernas. E da carteira de cada um, claro.

Considerar um voo barato ou caro dependerá, acima de tudo do seu caso concreto e da sua facilidade em lidar com as variáveis acima, e menos de uma tabela de valores pré estabelecida. O preço em si, é apenas uma das variáveis para definir se um voo foi “barato”. Isto é, a análise deve ser feita utilizando um ponto de vista qualitativo mais do que um ponto de vista puramente quantitativo.

Mas do que ter um preço baixo, o que se quer é que o voo seja útil.

Hotel

Localizado a curta distância da praia da Calheta, 5* Savoy Saccharum Resort & Spa é um design hotel de luxo que oferece uma piscina infinita extraordinária com vista para o Oceano Atlântico, um spa com piscina interior aquecida quartos equipados com ar condicionado e casa de banho privativa.

Carro

Para os melhores preços no aluguer de carros vai a Rentalcars.com!

Seguro de Viagem

Para contratar o teu seguro de viagem, aconselhamos a IATI, com uma excelente gama de seguros, incluíndo aquela que é, provavelmente, a melhor cobertura Covid-19 do mercado. 

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