Crise no Médio Oriente: Como voar para a Ásia ou África sem escalas no Qatar, Dubai ou Abu Dhabi ✈️🚫
Um apanhado das rotas actualmente disponíveis entre Portugal e vários destinos do continentes asiático – como China, Japão, Tailândia ou Indonésia – e, ainda que em menor escala, do africano – Zanzibar, Kilimanjaro ou Quénia – na sequência do conflito no Médio Oriente em 2026. Descobre quais as principais companhias aéreas, as ligações disponíveis, os corredores aéreos usados e o que esperar em relação aos preços/tarifas para os voos entre Europa e Ásia / África.
Após o eclodir de mais um capítulo bélico no longo historial de instabilidade do Médio Oriente, o ramo da aviação foi – conforme esperado – profundamente afectado. Naturalmente, dada a localização económico-estratégica da região, as rotas entre Europa e Ásia constam entre as que sofreram maiores disrupções, já que os aeroportos de Dubai, Doha e Abu Dhabi têm servido ao longo das últimas décadas de hubs importantíssimos para voos intercontinentais entre os dois continentes, constituindo as principais bases de companhias como Emirates, Qatar Airways e Etihad, respectivamente. Posto isto, e na sequência do encerramento ou restrição dos espaços aéreos de muitos dos países da Península da Arábia, os passageiros passam agora a ter que procurar novas formas de viajar entre o Velho Continente e a sua congénere Asiática.
Rotas entre Portugal e Ásia (ou África)
Para passageiros oriundos de Portugal, as opções são agora mais limitadas, passando as alternativas por voar directamente entre Europa e Ásia, com escala num dos hubs da Europa Central, ou recorrer à Turkish Airlines – uma das poucas companhias do Médio Oriente com poucas ou nenhumas restrições. De resto, e já a contar com a mais que certa subida na procura, muitas destas transportadoras já começaram a alocar recursos extraordinários para estas rotas. Já se quiseres voar para África, uma vez que muitas das ligações também dependiam de escalas naquela região, tens a hipótese de escolher entre algumas companhias Europeias ou Africanas.

De momento, este é o panorama geral para voos com origem em Portugal:
Turkish Airlines: todos os países de Ásia e África, à excepção de Yemen, Butão, Laos, Coreia do Norte, Brunei, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Lesoto, República Centro-Africana, Burundi, Malawi e Eswatini;
Lufthansa Group (Lufthansa, SWISS, Austrian Airlines, Brussels Airlines, ITA Airways): Cáucaso, Ásia Central, Japão, China, Coreia do Sul, Tailândia, Índia, Singapura, Maurícias, Maldivas, Egipto, Quénia e África do Sul;
Air France-KLM: Cáucaso, Ásia Central, Japão, China, Coreia do Sul, Tailândia, Vietname, Filipinas, Índia, Singapura, Maurícias, Maldivas, Egipto, Quénia e África do Sul;
British Airways: Cáucaso, Ásia Central, Japão, China, Coreia do Sul, Tailândia, Índia, Singapura, Maurícias, Maldivas, Egipto, Quénia, África do Sul e Austrália;
LOT Polish Airlines: Cáucaso, Ásia Central, índia, Japão e Coreia do Sul;
TAAG Angola: Angola, Quénia, Moçambique, RDC, República do Congo, Namíbia, Nigéria, África do Sul, São Tomé e Príncipe, Zâmbia e Zimbabwe;
Ethiopian Airlines: Etiópia, Angola, Benin, Burquina Faso, Camarões, Botswana, República Centro-Africana, Chad, Comoros, Costa do Marfim, RDC, Eritreia, Guiné Equatorial, Gabão, Guiné-Conacri, Quénia, Libéria, Madagáscar, Malawi, Mali, Moçambique, Namíbia, Niger, Nigéria, República do Congo, Senegal, Seychelles, Somália, África do Sul, Sudão, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe;
Royal Air Maroc: Marrocos, Angola, Benin, Burquina Faso, Camarões, República Centro-Africana, Cabo Verde, Chad, RDC, Egipto, Guiné-Equatorial, Gabão, Gâmbia, Gana, Guiné-Bissau, Guiné-Conacri, Costa do Marfim, Libéria, Mauritânia, Mali, Niger, Nigéria, República do Congo, Senegal, Serra Leoa, Togo e Tunísia.
Korean Air: Inúmeros destinos na Ásia
De Madrid:
Iberojet: Tailândia
Saudia: Arábia Saudita, Tailândia, Filipinas, Indonésia, Malásia, Singapura, Índia e Quénia;
Cathay Pacific: Hong Kong, China, Japão, Nepal, Indonésia, Malásia, Filipinas, África do Sul, Taiwan, Tailândia, Bangladesh, Camboja, Índia, Paquistão, Arábia Saudita, Coreia do Sul, Singapura, Sri Lanka e Vietname;
Air China, China Eastern Airlines, China Southern Airlines e Hainan Airlines: Inúmeros destinos na Ásia;
Egypt Air: Egipto, Argélia, Camarões, Chad, Costa do Marfim, RDC, Djibouti, Eritreia, Etiópia, Gana, Quénia, Líbia, Marrocos, Nigéria, Rwanda, Somália, África do Sul, Sudão do Sul, Sudão, Tanzânia, Tunísia, Uganda, Bangladesh, China, Índia, Indonésia, Japão, Ásia Central e Arábia Saudita.
Korean Air: Inúmeros destinos na Ásia
Corredores aéreos usados atualmente para as rotas entre Europa e Ásia:
Atendendo às evidentes preocupações com a segurança e bem-estar de passageiros e tripulações, as companhias aéreas foram obrigadas a procurar rotas que evitem a tradicional passagem pelo Golfo Árabe, destacando-se sobretudo duas opções.

Fonte: Die Zeit
Uma delas atravessa toda a Turquia e a região do Cáucaso (Arménia, Geórgia e Azerbaijão), sobrevoando depois o Mar Cáspio e a Ásia Central. A partir daí, pode seguir pelo espaço aéreo Chinês até à Ásia Oriental (mais comum), ou seguir para sul pela Índia rumo ao Sudeste Asiático ou Oceânia. O outro corredor de segurança vindo da Europa atravessa o Mediterrâneo rumo ao Egipto, seguindo depois pelo Mar Vermelho e pela Arábia Saudita, evitando as monarquias do Golfo. Depois de entrar no Índico, atravessa o espaço aéreo Indiano. Esta é a opção mais rápida e eficiente para voos com destino ao Sudeste Asiático.
A atrapalhar toda a logística está o facto de que o espaço aéreo Russo está encerrado a companhias aéreas europeias. Ne entanto, se voares com algumas companhias de outros continentes (em particular as Chinesas), é provável que parte da rota sobrevoe a Rússia, poupando-te assim tempo (e provavelmente dinheiro) se quiseres chegar ao norte da China, Coreia do Sul ou Japão.
Tarifas – O que esperar dos preços para as rotas entre Europa e Ásia

Inevitavelmente, as restrições colocadas ao espaço aéreo do Golfo irão levar a um aumento das tarifas aéreas para voos entre Europa e Ásia. Afinal, o conflito suprimiu milhares de lugares disponíveis para voos rumo a destinos como China, Japão ou Tailândia – outrora operados por companhias da região – fazendo com que a oferta seja agora mais escassa (mesmo com o reforço das operações das restantes transportadoras). Para além disso, é expectável que as companhias capazes de continuar a cumprir estas rotas intercontinentais aproveitem a ausência de concorrência para maximizarem lucros e consolidarem contas, já que os passageiros não terão grande alternativa.
Para piorar a situação, o contexto geopolítico não ajuda. Com o encerramento dos espaços aéreos do Golfo e da Rússia (para companhias europeias), as rotas actualmente disponíveis estão longe de ser as mais rápidas ou eficientes, o que significa que o consumo de combustível é substancialmente maior do que aquele que seria necessário num cenário de estabilidade. Ora, maior consumo equivale a maior custo para operar a mesma rota, o que implica preços mais altos para assegurar as mesmas margens.
Mas há mais! Com o encerramento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo líquido consumido diariamente no planeta, a produção deste bem energético já caiu a pique, levando a um aumento substancial dos preços do crude. Embora a esmagadora maioria das companhias aéreas não vá já sentir os efeitos deste aumento, já que os contratos em vigor com os fornecedores têm que ser honrados ao preço originalmente negociado, não existem garantias de que essa subida não se venha a reflectir futuramente nos preços dos combustíveis aéreos.
Se a situação se arrastar por um tempo considerável e abranger o período de fim desses contratos de abastecimento, obrigado assim a novas negociações, o estado do mercado ditará o novo preço dos combustíveis. Sem surpresa, esse aumento dos custos operacionais repercutir-se-á no valor dos bilhetes, resultando num aumento das tarifas aéreas.
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