É oficial: Ryanair vai mesmo deixar de voar para os Açores já no próximo ano 🚫✈️
Depois de uma série de ameaças, a Ryanair anunciou o cancelamento de todos os voos para os Açores a partir de Março de 2026, atribuindo a decisão ao aumento das taxas aeroportuárias impostas pela ANA, empresa francesa que detém o monopólio dos aeroportos portugueses, juntamente com a inação do Governo português perante os custos agravados.
Fim das ligações Ryanair aos Açores
A companhia aérea, que opera nos Açores desde 2015, comunicou que cessará todas as operações para o arquipélago a partir de 29 de Março do próximo ano. Atualmente, voa entre Lisboa ou Porto e Ponta Delgada (São Miguel) ou Lajes (Terceira), com frequências regulares. Esta retirada representa a eliminação um total de seis rotas e a perda de cerca de 400.000 passageiros por ano para a região.

Razões do cancelamento
Segundo o comunicado, a decisão resulta das taxas aeroportuárias elevadas, da introdução de uma taxa de viagem de dois euros e de um aumento de +120% nas taxas de navegação aérea desde o período pós-pandemia. A Ryanair acusa a ANA de não apresentar um plano para incentivar a conectividade de baixo custo com os Açores e critica a falta de concorrência, permitindo à concessionária aumentar os preços sem penalização.
Estamos desapontados por o monopólio francês dos aeroportos, a ANA, continuar a aumentar as taxas aeroportuárias portuguesas para encher os seus próprios bolsos, à custa do turismo e do emprego em Portugal — especialmente nas ilhas portuguesas. Como resultado direto destes aumentos, não nos resta alternativa senão cancelar todos os voos para os Açores a partir de 29 de março de 2026 e realocar esta capacidade para aeroportos de menor custo na vasta rede do Grupo Ryanair pela Europa.
Esta perda de ligações aéreas de baixo custo para os Açores é uma consequência direta do operador aeroportuário monopolista francês – a VINCI – que impõe taxas aeroportuárias excessivas em todo o país (que aumentaram até 35% desde a Covid), bem como dos impostos ambientais anticompetitivos da UE, que isentam voos de longo curso mais poluentes para os EUA e o Médio Oriente, penalizando regiões remotas da UE como os Açores.
Após 10 anos de operações regulares da Ryanair, uma das regiões mais remotas da Europa perderá agora voos diretos e de baixo custo para Londres, Bruxelas, Lisboa e Porto, devido às elevadas taxas da ANA e à inação do Governo português.
Impacto para o turismo e apelo ao Governo
A Ryanair alerta para o impacto negativo desta medida no turismo e na economia das ilhas, sublinhando que, ao contrário do que se verifica em outros países da União Europeia, onde as taxas estão a ser reduzidas para promover o crescimento, em Portugal as mesmas aumentam devido ao monopólio da ANA. A companhia apela à intervenção do Governo para garantir que os aeroportos nacionais sirvam os interesses do povo português, especialmente numa região insular como os Açores, e não apenas os interesses do grupo concessionário estrangeiro.
Críticas a políticas ambientais da UE
A Ryanair aproveitou para criticar as políticas ambientais europeias, apontando que o sistema de taxas de carbono prejudica regiões remotas, como os Açores, enquanto voos de longo curso para fora da Europa são isentos, alegando falta de equidade na aplicação das taxas ambientais no setor da aviação.
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