Guia de viagem de Edimburgo – Roteiro de 3 dias na capital da Escócia 🏴󠁧󠁢󠁳󠁣󠁴󠁿🏰

  • 01.11.2023 20:35
  • Bruno A.

Guia de viagem de Edimburgo que inclui informações acerca de hotéis, restaurantes e transportes entre aeroporto e cidade, bem como um roteiro completo de 72 horas. O itinerário menciona tudo o que ver e fazer em Edimburgo em 3 dias, com destaque para as principais atracções e pontos turísticos.

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Poucas cidades no mundo conseguem fazer o sombrio resultar tão bem quanto Edimburgo. Há algo na cidade, dos tons castanhos e escuros dos seus edifícios, ao castelo no topo do monte e às colinas que se erguem em plano de fundo, que fazem da capital escocesa o cenário perfeito para filmes que retratem a crua e neblinosa era Vitoriana. Como se, de alguma forma, o ambiente não nos fizesse estranhar a visão de Thomas Shelby num qualquer recanto da Royal Mile, ou uma Nimbus 2000 a voar subitamente sobre as nossas cabeças.

Dividida entre a medieval Old Town e a Georgiana New Town (“new”, mas do século XVIII), Edimburgo é uma cidade com várias facetas diferentes, mas onde, de forma harmoniosa, todas facetas têm lugar. Talvez por isso sejam vários os festivais que anualmente decorrem na capital escocesa, uma particularidade que ajudou a moldar a identidade de Edimburgo enquanto cidade internacional, tolerante e amantes de todos os tipos de artes performativas.

Posto isto, convidamos-te a ler o nosso guia de viagem de Edimburgo e descobrir o que de melhor a capital escocesa tem à tua espera, incluindo hotéis, restaurantes, dicas de segurança e ainda um roteiro completo de 3 dias com tudo o que deves visitar em Edimburgo.

Guia de Viagem de Edimburgo, Escócia

Como chegar a Edimburgo – Voos desde Portugal

Tratando-se da capital da nação, a cidade é naturalmente servida pelo maior aeroporto de toda a Escócia: o Aeroporto Internacional de Edimburgo.

Partindo de Portugal, existem voos directos a partir de Lisboa (Ryanair e Easyjet), Porto (Ryanair), Faro (Jet2 e Ryanair) e Funchal (Jet2).

Melhor altura para visitar Edimburgo

Estando situada ali bem no norte do Reino Unido, ainda que a latitudes mais baixas que a Escandinávia, ditam as regras que a melhor altura para visitar Edimburgo coincida com o final da Primavera, Verão e início de Outono, com o período compreendido entre os meses de Maio e Setembro a ser o mais apetecível. Tem, contudo, em atenção que os preços de voos e alojamento podem ser verdadeiramente assustadores durante o pico do Verão. Especialmente em Agosto, durante o famoso Fringe – o maior festival de artes performativas do planeta – Edimburgo fica especialmente movimentada e cara. No entanto, é inegável o ambiente fabuloso que toma conta da cidade e a quantidade quase absurda de actividades e exibições, quer na rua, quer nos palcos.

Em contrapartida, e se visitar durante o Fringe não é opção, deverás então optar pela chamada shoulder-season, correspondente aos restantes meses de Primavera e Outono, quando as temperaturas tendem a ser mais equilibradas e o número de turistas (bem como os preços) mais baixos. No entanto, e para os mais rijos com disposição para enfrentar o chuvoso e escuro inverno escocês, visitar Edimburgo na época de Natal e explorar os seus mercados típicos pode também ser bastante compensador.

Documentos necessários para visitar Edimburgo

Uma vez que a Escócia faz parte do Reino Unido, é obrigatória a apresentação de passaporte para poderes dar entrada no país. Tem ainda em atenção que o documento deve ser válido durante a duração total da tua estadia em Edimburgo.

Descobre mais: Vais viajar e tens o Passaporte ou Cartão de Cidadão caducado ou perdido? Vê aqui o que podes fazer

Cartão SIM em Edimburgo – Roaming em viagem

O Reino Unido continua a não cobrar pelo Roaming às operadoras portuguesas (Vodafone, por exemplo), mas não está vinculado pelas regras da UE, podendo mudar a qualquer momento (aconselhamos-te a verificar se esta situação se mantém quando estiveres a preparar a tua viagem).

Se tudo se mantiver, poderás simplesmente utilizar o teu cartão (quase) como se estivesses em Portugal (os dados das apps que as operadoras portuguesas contam num plafond separado, passam a contar para o teu plafond principal de dados. Isto significa que se tiveres 5GB de dados + 15GB para apps, enquanto estiveres em Edimburgo esses dados vão ser retirados aos 5GB e não aos 15GB).

Dinheiro em Edimburgo – Taxas bancárias e orçamento de viagem

Tendo como moeda oficial a Libra Estrelina (£), qualquer levantamento que faças em Edimburgo recorrendo a um cartão português, recorrerá naturalmente ao pagamento de várias taxas. Para além da taxa percentual sobre o valor do levantamento (relativa à conversão), a tua transacção estará também sujeita ao pagamento de um valor fixo, referente à taxa por levantamento de divisa fora da zona Euro. Contas feitas, podes acabar a pagar ao teu banco bem acima de 6% do valor do teu levantamento.

Uma vez que efectuar o câmbio antes da viagem está também longe de ser económico – para além de não ser propriamente seguro andares com uma quantia tão grande em dinheiro vivo – a melhor alternativa passa por recorreres aos serviços de bancos online como o Revolut ou o N26.

No caso do primeiro, permite-te efectuar levantamentos até um determinado limite mensal sem que te seja cobrada qualquer taxa. Para além disso, mesmo depois de atingido esse patamar, as comissões são residuais quando comparadas às dos bancos tradicionais. Contudo, é importante ter em atenção que o Revolut não te “protege” no que toca a eventuais taxas que o banco responsável pela caixa automática que utilizares cobre por levantamentos com cartão estrangeiro. Isto é especialmente relevante no que toca às infames caixas da Euronet, famosas por efectuarem sempre este tipo de cobrança. Seja como for, e existindo alguma comissão cobrada pelo banco do destino, essa informação é-te sempre comunicada antes de confirmares o levantamento, por isso nunca serás apanhado desprevenido.

De salientar também que em Edimburgo os pagamentos eletrónicos são a norma e é cada vez mais rara a necessidade de levantar dinheiro. Ainda assim, e caso precises de o fazer, temos boas notícias! Ao contrário de muitos países, a generalidade das caixas automáticas no Reino Unido não cobra qualquer taxa por levantamento de moeda com cartão estrangeiro (para além das conversões, obviamente). No entanto, tem em atenção que este factor depende da localização da ATM, e não do banco emissor. Se levantares dinheiro em caixas situadas dentro de lojas de conveniência ou supermercados, existe a possibilidade da cobrança de 2,50£ por levantamento. Por outro lado, se utilizares caixas situadas dentro de bancos, a probabilidade de não haver qualquer custo associado é bastante alta.

Se preferires levar algum dinheiro e fazer câmbio, podemos aconselhar 3 casas de câmbio com avaliações muito favoráveis:

Descobre mais: Dicas para viajantes: Tudo que precisas de saber sobre o Cartão Revolut

Segurança em Edimburgo – esquemas e burlas mais comuns

Com uma população extremamente amigável e hospitaleira, a par de um índice de crime baixo, não surpreende que Edimburgo seja considerado um destino extremamente seguro, destacando-se até como uma das grandes cidades mais tranquilas do Reino Unido.

No entanto, é à vontade, mas não à vontadinha! Por mais segura que uma cidade seja, nunca deixes de parte o senso comum. Cuidado com os veículos sem taxímetro, tem especial atenção aos teus pertences em zonas movimentadas e nunca aceites ajudas de ninguém quando estiveres a utilizar o multibanco. No fundo, não faças nada que não farias em nenhuma outra cidade do mundo!

Onde dormir em Edimburgo – Hotéis e Alojamentos

À semelhança da generalidade da Grã-Bretanha, também Edimburgo está longe de poder ser considerado um destino económico. E se isto se aplica a alimentação, atracções e outras actividades, talvez nenhum outro componente pese tanto no teu orçamento quanto o alojamento, com os valores dos quartos a escalar bastante ao longo dos últimos dois anos.

Posto isto, e se estás a priorizar a busca de um sítio para dormir na capital escocesa, deixamos-te uma sugestão para cada categoria de classificação no nosso guia de viagem de Edimburgo:

Nota: Se usares os links acima para fazer as reservas do teu alojamento, estás-nos a dar uma ajuda preciosa sem pagar mais por isso 🙂

Transporte entre o aeroporto e o centro de Edimburgo

A melhor forma de viajar entre o aeroporto e o centro de Edimburgo passa por utilizar o Autocarro 100 Airlink, uma rota propositadamente criada para esta ligação. O autocarro parte junto do terminal de chegadas e demora 25 minutos a chegar a Waverley Bridge, parando pelo meio na Princes Street e no Haymarket. A linha aeroportuária opera 24 horas por dia, com um novo veículo a sair a cada 10 minutos durante todo o dia (04h30-01h00), e a cada 30 minutos durante a noite (01h00-04h30). Os bilhetes têm o custo de 4,50£ (ou 7,50£ ida-e-volta), e podem ser comprados directamente no autocarro com recurso a um cartão de pagamentos contactless ou em dinheiro (não é dado troco). Como terceira via, podes também comprar o teu bilhete antecipadamente através da app oficial da Transport for Edinburgh.

Alternativamente, podes também recorrer ao eléctrico (tram), com a linha única a passar no aeroporto. Para o centro da cidade, deves sair nas estações Princes Street, St Andrew Square ou Picardy Place. Os trams de saída do aeroporto operam entre as 06h26 e as 22h48, passando a cada 7 minutos entre as 07h00 e as 19h00, e a cada 10 minutos no restante horário funcionamento. A viagem até ao centro demora cerca de meia-hora. Os bilhetes têm o custo de 7,50£ (ou 9,50£ ida-e-volta), e podem ser comprados nas máquinas automáticas da plataforma com recurso a cartão ou dinheiro (máquinas não dão troco), ou na mesma app partilhada acima.

Guia de viagem de Edimburgo – Transportes públicos

Tratando-se Edimburgo de uma cidade surpreendentemente pequena, o seu sistema de transportes públicos está longe da vastidão de outras paragens. No entanto, e à boa maneira britânica, os transportes são limpos, eficientes e – claro – pontuais! Seja como for, e ao explorares as principais atracções de Edimburgo, é bastante provável que não precises sequer de os utilizar, salvo as honrosas deslocações entre aeroporto e cidade.

Seja como for, e até para poderes ficar com uma pequena ideia de como o sistema funciona, tomámos a liberdade de nos focarmos na rede de eléctricos de Edimburgo, porventura o transporte público mais útil da capital escocesa.

Tram de Edimburgo – Mapa, preços e bilhetes diários

Apesar de, conforme referi, dificilmente precisares de utilizar os transportes públicos para explorar o centro de Edimburgo, se ficares alojado nos subúrbios é bastante provável que seja o eléctrico/tram metro a safar-te! Actualmente, o tram de Edimburgo é formado por uma única linha, espalhada ao longo de 23 estações. O sistema está disponível diariamente, operando entre as 04h26 e a 00h44.

No que toca aos bilhetes, é importante trazer à discussão a “City Zone”. No fundo, toda a linha é considerada como fazendo parte desta zona pré-definida… à excepção da estação do aeroporto, que pertence à “Airport Zone”. Assim sendo, cada bilhete que não tenha como origem/destino o aeroporto tem o custo de 2,00£, passando a custar 7,50£ caso se verifique a premissa oposta. No entanto, o sistema de eléctricos de Edimburgo atribui descontos sempre que compres um bilhete de ida-e-volta, passando as duas viagens a ter o custo de 3,80£ (city zone) ou 9,50£ (airport zone). Importa também esclarecer que cada bilhete pode ser comprado nas máquinas das estações ou através da app oficial da Transport for Edinburgh, devendo ser utilizado nos 30 minutos seguintes à compra.

No entanto, se contas utilizar o tram de forma muito recorrente, então poderá valer a pena analisar as ofertas diárias e multi-diárias da plataforma:

  • Bilhete Diário City Zone: 5,00£
  • Bilhete 3 Dias City Zone: 10,00£
  • Bilhete 4 dias City Zone: 13,00£
  • Bilhete Diário Airport & City Zone: 12,00£
  • Bilhete 3 Dias Airport & City Zone: 18,00£
  • Bilhete 4 Dias Airport & City Zone: 20,00£

Ao contrário dos bilhetes regulares, os bilhetes diários e multi-diários podem apenas ser adquiridos no site oficial dos trams de Edimburgo.

Melhores festivais de Edimburgo

No final da Segunda Guerra Mundial, com a Europa de restos anímica e estruturalmente, três personalidades britânicas, da política às artes, procuraram organizar um festival internacional que pudesse reavivar o espírito europeu e a cooperação entre as nações. Após uma busca intensiva, a decisão acabou por recair sobre Edimburgo, dando assim início à longa tradição de organização de festivais que acabaria por se tornar simbólica da cidade.

Assim, aquilo que começou com um pequeno festival tradicional, acabou por atingir proporções dantescas, sendo hoje em dia dezenas os festivais que a capital escocesa recebe anualmente. Se também tu quiseres perceber o que faz de Edimburgo um destino de culto para este tipo de organização, então nada melhor que fazer coincidir a tua visita com alguns dos melhores festivais da cidade:

  • Edinburgh Festival Fringe: Porventura o mais famoso de todos os festivais de Edimburgo, o Fringe é a maior mostra de artes performativas do planeta. Todos os anos, em Agosto, a cidade enche-se de todo o tipo de artistas e performers, de acrobatas a actores, passando por stand-up comedians e ilusionistas, num verdadeiro espectáculo que inunda todos os recintos, arenas e até ruas da cidade.
  • Edinburgh International Festival: Paralelo ao Fringe, este festival tende a focar-se em artes ligeiramente mais convencionais, como a música clássica, o teatro ou o ballet. No entanto, tendo em conta que ambos os festivais decorrem nas mesmas datas, acaba por fazer tudo parte da mesma organização.
  • The Royal Edinburgh Military Tattoo: Concurso/Demonstração de bandas militares. Contudo, se achas que a ideia não é particularmente apelativa, recomendo que dês uma vista de olhos em alguns vídeos e imagens do evento, porque os níveis das exibições são absolutamente extraordinários, e em linha com a espectacularidade das antigas paradas militares soviéticas ou com o Festival Arirang, na Coreia do Norte. Também tem lugar anualmente, em Agosto.
  • Edinburgh Science Festival: O primeiro festival de celebração de ciência e tecnologia do mundo, continua a ser organizado anualmente por altura da Páscoa.
  • Hogmanay: O Réveillon de Edimburgo, marcado por uma concentração de inacreditável de procissões, paradas, fogo de artifício e muita música ao vivo. De 30 de Dezembro a 01 de Janeiro, o festival marca as noites mais longas da capital escocesa.

Melhores bares de Edimburgo

Tendo em conta a cultura de pub da cidade, somos obrigados a abrir um pequeno segmento para destacar os melhores bares de Edimburgo. Seja pela história, ambiente, preços ou decoração, estes são alguns dos pubs da capital escocesa que não quererás perder:

Free walking tours de Edimburgo

Em Edimburgo, podes optar por explorar o centro com recurso a um free walking tour. Administrados por empresas ou guias locais, estes tours consistem em visitas guiadas pelos quarteirões históricos, no qual te vão contando as histórias de cada sítio e providenciando um importante contexto cultural. Embora os tours sejam, de facto, gratuitos, mandam os bons costumes que no final cada pessoa dê uma gorjeta ao guia como compensação pelo seu trabalho. No caso de Edimburgo, o valor mínimo aceitável deverá rondar as 5,00£.

Posto isto, aqui estão algumas empresas que organizam free walking tours em Edimburgo:

Tesouros Escondidos de Edimburgo

Conforme já referi, e apesar de ser extremamente bonita, a capital escocesa está longe – em termos de dimensão – de outras grandes cidades europeias. Talvez por isso, com 3 dias em Edimburgo, é possível ficar a conhecer as suas principais atracções da capital dinamarquesa, com tempo ainda para uma day trip de eleição.

Não obstante, para tornar a tua experiência ainda mais rica, tomámos a liberdade de mencionar alguns sítios menos óbvios que deverás juntar à tua lista de coisas para ver e fazer em Edimburgo:

Dean Village: Um dos quarteirões mais subvalorizados de Edimburgo, junto às margens do rio, é o local ideal para um passeio tranquilo longe da azáfama da Cidade Velha. Para a derradeira experiência da Dean Village, recomendo que percorras a Water of Leith Walkway, um dos locais mais pitorescos da cidade.

Greyfriars Bobby: Situada bem em frente à Igreja Greyfriars e ao seu cemitério adjacente, o mais antigo da cidade, esta pequena estátua de um Skye Terrier esconde uma comovente história. Após a morte do seu dono, John Gray, o seu fiel companheiro acompanhou o caixão até ao cemitério e de lá se recusou a sair durante os 14 anos seguintes, tendo o cachorro sido imortalizado com esta representação.

Royal Botanic Garden: Considerado o segundo jardim botânico mais antigo do Reino Unido, esconde uma inacreditável colecção de mais de 13.000 espécies de plantas, com direito a estufas exóticas e até árvores gigantes de todos os 4 cantos do globo.

Georgian House Museum: Para perceber o impacto da criação da New Town e o tipo de habitantes que procurava atrair, nada melhor que visitar este pequeno museu, que recria os interiores de uma Casa Georgiana Senhorial nos séculos XVIII e XIX.

Leith: Outrora um dos distritos menos recomendáveis da cidade, Leith é agora uma das áreas mais dinâmicas e animadas de Edimburgo, junto às margens do Mar do Norte. Para além disso, é aqui que podes encontrar o Royal Yacht Britannia, o mais famoso de todos os iates da mais popular família real do mundo, entretanto convertido num museu.

Roteiro de 3 dias em Edimburgo

Apesar do encanto de Edimburgo, 48 horas seriam suficientes para riscar da lista os principais pontos de interesse e locais a visitar da capital escocesa, com destaque para o seu fabuloso castelo e para a encantadora Royal Mile, os pratos fortes da Cidade Velha, e para a tradicional subida ao Arthur’s Seat. Com um dia extra, significa que haverá ainda tempo para uma longa (mas compensadora) day trip até ao lendário Lago Ness, lar do mais famoso monstro marinho do mundo.

Posto isto, fica com o nosso guia de viagem e descobre o que ver e fazer em Edimburgo em 3 dias:

Guia de viagem de Edimburgo: Dia 1 – Old Town e a Royal Mile

Dando início à tua aventura em Edimburgo, a etapa inaugural será dedicada à Old Town (ou Cidade Velha) da Capital escocesa, correspondente ao quarteirão mais antigo da cidade. No entanto, e antes de começares a deambular pelas ruelas e fachadas escuras do centro histórico, começarás o dia no Museu Nacional da Escócia. À boa maneira britânica, este museu público é totalmente gratuito, exibindo mais de 8000 peças e artefactos das mais variadas vertentes. De todas as mostras, destaca-se o corpo embalsamado da Ovelha Dolly, o primeiro mamífero do mundo a ser clonado! Praticamente em frente ao museu, encontrarás o Greyfriars Bobby. Situada bem em frente à Igreja Greyfriars e ao seu cemitério adjacente, o mais antigo da cidade, esta pequena estátua de um Skye Terrier esconde uma comovente história. Após a morte do seu dono, John Gray, o seu fiel companheiro acompanhou o caixão até ao cemitério e de lá se recusou a sair durante os 14 anos seguintes, tendo o cachorro sido imortalizado com esta representação.

De seguida, é então tempo de visitar aquela que será, porventura, a maior atracção turística de toda a Escócia: o Castelo de Edimburgo (19,50£)! Este recinto gigantesco, situado no topo de um vulcão extinto, alberga o Museu Nacional da Guerra, o Great Hall ou o Palácio Real, sendo também o local de onde é disparada a salva de canhões, diariamente, às 13h00 (reza a lenda que era através destes disparos que os navios acertavam os relógios no Mar do Norte). Para além disso, as vistas sobre a New Town a partir das fortificações também são de aproveitar! Este ponto marca ainda o início da Royal Mile, o percurso de 1.5km que liga o castelo ao Palácio de Holyroodhouse, e ao longo do qual podes encontrar a arquitectura tradicional da Cidade Velha no seu máximo esplendor. Pelo caminho, não te esqueças de visitar a Catedral de Saint Giles ou fazer um desvio de meia dúzia de metros até à Victoria Street, a rua mais colorida e “instagramável” de toda a Edimburgo. No final da avenida, é então tempo de visitar o já referido Palácio de Holyroodhouse (18,00£), a residência oficial do Rei da Grã-Bretanha em Edimburgo. Embora os interiores não tenham o brilho ou opulência de outros congéneres europeus, o recinto do palácio alberga a fascinante Abadia de Holyrood, uma igreja com quase 1000 anos de história, mas que foi deixada ao abandono algures no século XVII, tendo permanecido em ruínas até aos dias de hoje, um bocadinho à imagem do Convento do Carmo em Lisboa.

Resumo do 1º dia:

  • Museu Nacional da Escócia
  • Greyfriars Bobby
  • Castelo de Edimburgo
  • Royal Mile
  • Catedral de Saint Giles
  • Victoria Street
  • Palácio de Holyroodhouse
  • Abadia de Holyrood

Onde comer em Edimburgo – Restaurantes baratos na Old Town:

Guia de viagem de Edimburgo: Dia 2 – New Town e o Arthur’s Seat

Agora que já viste a Cidade Velha de Edimburgo, é tempo de te dedicares à New Town! Contudo, não te deixes enganar pelo nome, já que esta é a metade da cidade que foi construída no século XVIII, à medida das modas e trejeitos Georgianos da época (ou seja, continua a ser clássica)! No entanto, iremos começar por explorar a Dean Village, um dos quarteirões mais subvalorizados de Edimburgo. Situado junto às margens do rio, é o local ideal para um passeio tranquilo longe da azáfama do centro. Para a derradeira experiência da Dean Village, recomendo que percorras a Water of Leith Walkway, um dos sítios mais pitorescos da cidade! Daqui, irás então iniciar o curto percurso até à “Cidade Nova”, começando com uma visita ao Georgian House Museum (12,00£), um pequeno museu que recria os interiores de uma Casa Georgiana Senhorial dos séculos XVIII e XIX, e que ajuda a perceber o impacto da criação da New Town e o tipo de habitantes que procurava atrair. Podes também aproveitar para dar um passeio por este lado da cidade e detectar as muitas diferenças para a Cidade Velha, com as vielas tortas e os edifícios desordenados a darem lugar a uma planificação “de régua e esquadro”, porém igualmente bela.

Para variar um bocadinho, e porque estamos afinal de contas da terra do Whisky, podes também aproveitar e fazer um tour na Johnnie Walker Experience (tour standard: 30,00£), um espaço recente onde podes descobrir mais sobre o processo de fabrico de uma das bebidas mais famosas do mundo, através de um plano bastante interactivo. Para além disso, está também incluída a degustação de três cocktails totalmente adaptados ao teu perfil de consumidor, que é criado logo no início da experiência! Já com a cabeça e o espírito mais leves, segue-se um passeio pela pitoresca Princes Street e os agradáveis Princes Street Gardens, sempre com a silhueta do Castelo de Edimburgo a espreitar do topo da colina.

Falando em colinas, a tua penúltima paragem do dia terá lugar no Calton Hill, lar daquela que é a vista predilecta de muitos dos que visitam Edimburgo. Com a Old Town, o castelo e a gigantesca torre do relógio do Balmoral Hotel em plano de fundo, é difícil encontrar uma visão mais estética que esta! Para além disso, a colina alberga ainda o Monumento Nacional da Escócia. Para acabar o dia em beleza, espera-te finalmente o trilho mais popular de Edimburgo. Cansativo? Sem dúvida. Mas a subida de cerca de 40 minutos até ao Arthur’s Seat é uma experiência absolutamente imperdível! Mais do que a vista a partir do seu topo de 250 metros (que é bem agradável), impressiona a quantidade de locais e visitantes com que te vais deparando ao longo do percurso, sendo um local bastante popular ao fim-de-semana. Em suma, um excelente sítio para acabar o dia e assistir ao pôr-do-sol!

Resumo do 2º dia:

  • Dean Village
  • Georgian House Museum
  • Johnnie Walker Experience
  • Princes Street
  • Princes Street Gardens
  • Monumento Nacional da Escócia
  • Arthur’s Seat

Onde comer em Edimburgo – Restaurantes baratos na New Town:

Guia de viagem de Edimburgo: Dia 3 – Day Trip ao Lago Ness

Para o terceiro e último dia da tua aventura por terras escocesas, irás deixar Edimburgo para trás e visitar um dos maiores símbolos do país. Lar do monstro mais famoso do planeta, o Loch Ness (ou Lago Ness) faz parte do imaginário que praticamente todos temos da Escócia, com a sua vastidão, margens verdes e neblina quasi-permanente. Para poderes visitar o Loch Ness de forma independente e regressar a Edimburgo no próprio dia, terás que começar o teu périplo bem cedo, com uma viagem de comboio (60,00£ ida-e-volta) ou autocarro (27,00£ ida-e-volta), até Inverness, onde será depois preciso fazer transbordo para uma linha rodoviária local na Estação de Autocarros. Aqui, existem duas opções disponíveis:

  • Autocarro 919 da CityLink: para Fort Augustus (15,00£ ida-e-volta)
  • Autocarro 16 ou 302 da Highland Translink: Para Dores, Inverfarigaig e Foyers (6,00£ ida-e-volta)

Tendo em conta que o tempo é limitado, terás que seleccionar previamente que tipo de experiência preferes. Se quiseres simplesmente apreciar as margens do lago e completar alguns trilhos simples, o melhor é visitar o Porto de Inverfarigaig e as Cascatas de Foyers. Por outro lado, se quiseres fazer um cruzeiro pelo Loch Ness (19,00£), as partidas têm lugar em Fort Augustus. Para além disso, a linha 919 passa também pelo Castelo de Urquhart, o mais popular do Lago Ness.

Tem atenção aos horários, porque ao final da tarde esperar-te-á ainda uma viagem de 3h30 entre Inverness e Edimburgo. Como alternativa, e se não te sentires inteiramente confortável a organizar a visita de forma independente, podes sempre recorrer aos serviços de um tour privado até ao Loch Ness. O dia pode até ser longo e cansativo, mas pelo menos sais do país com um outro gostinho da cultura e paisagens escocesas!

Resumo do 3º dia:

  • Loch Ness

Mais que 3 dias em Edimburgo? Então descobre outras excelentes day trips a partir da capital escocesa

Loch Lomond: Parte do primeiro Parque Nacional da Escócia, este é o maior lago de água doce do país. Para além do impressionante corpo de água, a área está também povoada com vários castelos antigos, como o Castelo de Doune, o Castelo de Inveraray ou o Castelo de Kilchurn.

Castelo Stirling: Situado a apenas 60 km de Edimburgo, esta é uma das day trips mais acessíveis a partir da capital escocesa. Quanto ao castelo, é um dos mais belos e importantes do país, enquadrado numa cidade igualmente agradável.

Fife: Nome dado à região imediatamente a norte de Edimburgo, há muito para ver e visitar em Fife. Aqui, o destino primordial é a cidade costeira de St Andrews, famosa pela sua universidade, catedral e castelo em ruínas. Se houver tempo para mais, não deixes de passar na cidade histórica de Dunfermline.

Muralha de Adriano e Rosslyn Chapel: Popularizada em “O Código Da Vinci”, de Dan Brown, a misteriosa Rosslyn Chapel tem vindo a tornar-se um local de culto no país. Se possível, combina este local com uma visita à Abadia de Melrose ou à lendária Muralha de Adriano, a pouco conhecida versão europeia da Grande Muralha da China.

Locais de filmagem de “Outlander”: Provavelmente a série mais famosa a ser filmada em terras escocesas, é possível visitar alguns dos castelos e localidades retratadas no show, muitos deles com verdadeiras ligações históricas ao movimento do Jacobitismo.

Glasgow: A maior cidade da nação, é impossível conhecer a Escócia sem passar na animada Glasgow! Recheada de catedrais, museus e edifícios históricos, o difícil será conseguir fazer e visitar tudo em apenas 1 dia!

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