Guia de viagem de Marrocos – Transportes, hotéis, dicas + Roteiros de 7, 12 e 14 dias 🇲🇦

  • 04.04.2024 19:00
  • Bruno A.

Guia de viagem completo, ideal para quem procura que locais visitar e o que fazer em Marrocos. Inclui informações detalhadas sobre transportes, hotéis, restaurantes, segurança e esquemas, bem como três roteiros completos de 7, 12 ou 14 dias em Marrocos.

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Considerado o país mais popular do Magrebe, a região norte-africana que engloba as Montanhas do Atlas e a faixa costeira Mediterrânica, Marrocos é um destino que tem vindo a crescer exponencialmente ao longo da última década. Lar de um conjunto de cidades imperiais que guardam o legado de várias dinastias islâmicas – como os Saadianos, os Almóadas e os Almorávidas – Marrocos oferece uma interessante combinação entre cultura e natureza, uma vez que as praias, as montanhas e, pois claro, o deserto, estão sempre à distância de uma curta viagem.

Assim sendo, e se estás à procura de o que fazer em Marrocos, vieste ao sítio certo! Aqui descobrirás um roteiro completo do país, para 7, 12 ou 14 dias – consoante a tua disponibilidade – bem como todas as restantes informações necessárias para preparares a tua aventura. Acompanha-nos neste guia de viagem de Marrocos e descobre os melhores hotéis e restaurantes, como te deslocares entre cidades, como trocar/levantar dinheiro, os esquemas e burlas mais comuns e ainda as melhores alturas para visitar o país.

Guia de Viagem de Marrocos

Como chegar a Marrocos – Voos desde Portugal

Tratando-se Marrocos de um país relativamente grande e com bastante turismo, existem vários aeroportos internacionais com ligações directas ao nosso país, nomeadamente: o Aeroporto Marraquexe-Menara, o Aeroporto Internacional Mohammed V (Casablanca), o Aeroporto Agadir–Al Massira e o Aeroporto Tangier Ibn Battouta.

Partindo de Portugal, é possível voar directamente para Marraquexe desde Lisboa (Easyjet, Ryanair e TAP), Porto (Easyjet e Ryanair), Faro (Ryanair) e Funchal (Binter Canarias – sazonal); para Casablanca desde Lisboa (Royal Air Maroc e TAP) e Porto (Royal Air Maroc); para Agadir desde Lisboa (Ryanair, Easyjet e TAP) e Porto (Ryanair); e para Tânger desde Lisboa (TAP e Ryanair) e Porto (Ryanair).

Quanto dias são necessários para visitar Marrocos?

Na verdade, para explorar o que de melhor Marrocos tem para oferecer, incluindo uma estadia no deserto e toda a logística de transportes para lá chegar, o período ideal seria de 2 semanas.

No entanto, para aqueles que possam não ter tanta disponibilidade de tempo e/ou orçamento, 1 semana completa seria o mínimo dos mínimos para, pelo menos, conseguires visitar os clássicos em Marraquexe e Fez (com direito a umas day trips pelo meio). Se conseguires um meio termo (que ronde os 10-12 dias), podes ainda contemplar o tal desvio até ao deserto. Seja como for, a nossa recomendação é que tentes prolongar a tua experiência ao máximo.

Melhor altura para visitar Marrocos

Embora as temperaturas variem bastante consoante a região do país e a sua proximidade à costa, ao Atlas ou ao Sahara, é bastante comum ver as temperaturas chegarem perto dos 40ºC durante o Verão na maioria do território. Como tal, a melhor altura para fazer um périplo pelo país coincidirá com as meias-estações, principalmente durante os meses de Abril-Maio ou final de Setembro-Novembro, quando o calor não é tão intenso. Quanto à precipitação, a chuva não deve ser um problema de maior qualquer que seja a altura do ano.

Por outro lado, os meses de Inverno são um pouco mais húmidos e frios, mas o clima continuará a ser mais agradável do que em grande parte de Portugal continental durante os mesmos meses.

Documentos necessários para visitar Marrocos

Estando este destino situado fora da Europa, e sem nenhum tipo de acordo com a UE que te permita entrar com qualquer outro documento de identificação, é absolutamente obrigatório estares munido do teu passaporte para poderes visitar Marrocos.

No entanto, os cidadãos portugueses estão isentos de visto de turismo, podendo permanecer no país durante um período máximo de 90 dias apenas com o carimbo no passaporte.

Descobre mais: Vais viajar e tens o Passaporte ou Cartão de Cidadão caducado ou perdido? Vê aqui o que podes fazer

É necessário adaptador de tomada para Marrocos?

Não é necessário adaptador de tomada se viajares para Marrocos. As tomadas elétricas são semelhantes às nossas.

Cartões SIM em Marrocos – Roaming em viagem

Estando o país situado fora da UE e sem nenhum tipo de acordo para a isenção de taxas de roaming nas telecomunicações, não poderás utilizar o teu tarifário português actual durante a tua viagem a Marrocos.

Aliás, a primeira coisa que deves fazer antes de levantares voo rumo ao país é mesmo desligar todos e quaisquer dados móveis que tenhas activos no teu telemóvel, sob pena de teres uma (muito) desagradável surpresa no final do mês. Ainda que os custos possam variar de acordo com a operadora, e apenas para ficares com uma noção do que esperar, a Vodafone cobra os seguintes valores para comunicações em território marroquino:

  • Chamadas efectuadas: 2,41€/min
  • Chamadas recebidas: 0,87€/min
  • SMS enviadas: 0,59€/sms
  • Dados Móveis: 7,27€/Mb

Posto isto, a nossa recomendação é que compres um eSIM (cartão SIM virtual) que poderás activar assim que aterres (sendo podes aproveitar os nosso códigos de desconto).

Caso o teu telemóvel não seja compatível, podes sempre comprar um cartão SIM físico para a tua viagem a Marrocos. Existem três grandes companhias de telecomunicações no país: INWI, Orange e Maroc Telecom. Embora te vão provavelmente tentar impingir um programa de dados pré-pago, a verdade é que podes simplesmente comprar um cartão standard e pedir para carregar com um determinado montante que te dará acesso um volume específico de dados móveis (e que será bastante mais barato). À medida que fores precisando, podes fazer pequenos carregamentos nas lojas oficiais, mas também em quiosques, mercearias ou através dos sotes/apps oficiais das operadoras. O processo é substancialmente mais complicado que simplesmente comprar um cartão pré-pago, uma vez que terás que digitar um código específico para cada plano de dados, mas qualquer funcionário de loja te poderá ajudar.

SIM Card da INWI

  • Preço do cartão SIM: 50 Dh
  • Preço das recargas:
    • 5 GB: 50 Dh (30 dias)
    • 10 GB: 100 Dh (30 dias)
    • 20 GB: 200 Dh (30 dias)

SIM Card da Orange

  • Preço do cartão SIM: 30 Dh
  • Preço das recargas:
    • 6 GB: 30 Dh (14 dias)
    • 10 GB: 50 Dh (30 dias)
    • 20 GB: 100 Dh (30 dias)

SIM Card da Maroc Telecom

  • Preço do cartão SIM: 30 Dh
  • Preço das recargas:
    • 5 GB: 50 Dh (30 dias)
    • 10 GB: 100 Dh (30 dias)
    • 20 GB: 200 Dh (30 dias)

Dinheiro em Marrocos – Taxas bancárias e orçamento de viagem

Tendo como moeda oficial o Dirham Marroquino (MAD), qualquer levantamento que faças em Marrocos recorrendo a um cartão português, recorrerá naturalmente ao pagamento de várias taxas. Para além da taxa percentual sobre o valor do levantamento (relativa à conversão), a tua transacção estará também sujeita ao pagamento de um valor fixo, referente à taxa por levantamento de divisa fora da zona Euro. Contas feitas, podes acabar a pagar ao teu banco bem acima de 6% do valor do teu levantamento.

Uma vez que efectuar o câmbio antes da viagem está também longe de ser económico – para além de não ser propriamente seguro andares com uma quantia tão grande em dinheiro vivo – a melhor alternativa passa por recorreres aos serviços de bancos online como o Revolut ou o N26.

No caso do primeiro, permite-te efectuar levantamentos até um determinado limite mensal sem que te seja cobrada qualquer taxa. Para além disso, mesmo depois de atingido esse patamar, as comissões são residuais quando comparadas às dos bancos tradicionais. Contudo, é importante ter em atenção que o Revolut não te “protege” no que toca a eventuais taxas que o banco responsável pela caixa automática que utilizares cobre por levantamentos com cartão estrangeiro. Seja como for, e existindo alguma comissão cobrada pelo banco do destino, essa informação é-te sempre comunicada antes de confirmares o levantamento, por isso nunca serás apanhado desprevenido.

De salientar também que em Marrocos, o dinheiro continua a ser o modo preferencial de pagamento, sendo ainda muitos os estabelecimentos que não aceitam sequer cartão. Posto isto, aconselhamos que recorras ao Al-Barid Bank, a única instituição bancária marroquina que, à data deste artigo, não cobra taxa por levantamentos com cartão estrangeiro.

Se preferires levar algum dinheiro e fazer câmbio, podemos aconselhar 3 casas de câmbio com avaliações muito favoráveis em Marraquexe:

Descobre mais: Dicas para viajantes: Tudo que precisas de saber sobre o Cartão Revolut

Segurança em Marrocos – esquemas e burlas mais comuns

Contrariamente áquilo que pode ser a percepção geral, Marrocos é um país bastante seguro. Na generalidade das cidades, com destaque para os hubs turísticos de Marraquexe e Fez, as ruas têm muito movimento, mesmo à noite, e o crime violento e os assaltos são muito raros. Quanto a recomendações gerais, basta manter o senso comum. Cuidado com os veículos sem taxímetro, tem especial atenção aos teus pertences em zonas movimentadas (como nas Medinas) e nunca aceites ajudas de ninguém quando estiveres a utilizar o multibanco. No fundo, não faças nada que não farias em nenhum outro país do mundo! Já para as mulheres, e principalmente dentro das medinas, é de esperar algum assédio na forma de comentários estilo “very sexy”. Mais uma vez, tendo em conta que há sempre bastante movimento, o mais certo é que se fiquem apenas pelos comentários.

De resto, a maior preocupação são mesmo os esquemas. Não sigas ninguém que se ofereça como guia e se tentarem pôr um macaquinho no ombro ou pintar-te a mão com henna, mesmo que digam que é grátis, se não pretendes pagar por isso, rejeita-o assertivamente. Os marroquinos podem ser mesmo muito insistentes no que toca às vendas e promoções de tours, mas são também inofensivos. Lembra-te que estas pessoas estão apenas a tentar fazer pela vida, ganhando ordenados absolutamente miseráveis. A táctica recomendada? Aprender a dizer “não, obrigado” em árabe (leh, shukran), com um sorriso nos lábios e uma mão ao peito, símbolo de apreciação e agradecimento no mundo muçulmano. Quase sempre resulta em risos por parte dos vendedores/angariadores, e depressa te deixam em paz antes de prosseguirem para o próximo turista.

Já que falamos de técnicas de venda, aproveitamos também para partilhar algumas informações acerca dos souqs/bazares. Se há um produto que te interessa, prepara-te para negociar – faz parte da experiência! A resposta inicial será sempre um preço absurdamente alto. Não tenhas receio de contrapor com uma oferta bem mais baixa e prepara-te para várias rondas de negociações. No caso de produtos mais caros, é bem possível que surja um convite para um chá a acompanhar a negociação. O melhor mesmo é ter já uma noção dos preços daquilo que queres comprar. No caso de Marraquexe, onde é provável que inicies a tua aventura, uma opção é seguir até ao Ensemble Artisanal, uma galeria comercial que pertence ao estado marroquino, com várias cooperativas de artesãos. Aqui, os preços são fixos e estão próximo do valor real, enquanto que a qualidade dos produtos é controlada. Esta é mesmo a única galeria comercial deste género. Existem outras privadas, mas nestas os preços são muito mais elevados.

Agora, um parágrafo específico para casais. Quem pesquisa sobre viajar para Marrocos vai-se deparar com a informação de que é proibido aos parceiros não casados partilhar quarto. Tecnicamente esta informação está correta – sim, a lei marroquina diz que não pode existir contacto sexual antes do casamento e em teoria os alojamentos são responsáveis por garantir que esta regra é seguida – mas esta lei nunca é aplicada a estrangeiros. No que toca a casais do mesmo género, voltamos a ter uma diferença entre o que está na lei e o que é praticado: a homossexualidade é proibida pela lei marroquina, mas, uma vez mais, não se aplica a estrangeiros. No geral, a regra passa por evitar demostrações públicas de afeto, o que tanto se aplica a casais hétero como homossexuais. Já nos alojamentos, não é de esperar que te façam muitas perguntas.

Por fim, lembra-te que beber água da torneira é altamente desaconselhado, e que, a não ser que sejas experiente neste tipo de terreno/ambiente, aventurares-te sozinho pelas Montanhas do Atlas ou pelo Deserto do Sahara é uma péssima ideia!

Onde dormir em Marrocos – Hotéis e Alojamentos

Apesar de ser uma cidade bastante popular entre turistas, a verdade é que Marrocos continua a ser um destino bastante acessível ao bolso médio português. Se é verdade que isto se aplica à generalidade dos mercados e restaurantes, o alojamento também não foge à regra, sendo possível encontrar bons quartos em hotéis tradicionais (riads) a preços bastante simpáticos.

Posto isto, e se estás a priorizar a busca de sítios para dormir no país, deixamos-te uma sugestão para cada categoria de classificação no nosso guia de viagem de Marrocos:

Hotéis em Marraquexe

Hotéis em Fez

Hotéis/Acampamentos em Merzouga (Deserto)

Hotéis em Rabat

Hotéis em Essaouira

Nota: Se usares os links acima para fazer as reservas do teu alojamento, estás-nos a dar uma ajuda preciosa sem pagar mais por isso 🙂

Transporte entre os aeroportos de Marrocos e os centros das cidades

Apesar de ser possível voar para 4 aeroportos diferentes de Marrocos a partir de Portugal, e tendo em conta que os nossos itinerários mais longos seguem um roteiro circular com início e fim na cidade de Marraquexe, iremos focar as nossas indicações no principal destino turístico do país. No entanto, se optares pelo itinerário mais curto ou se quiseres fazer as tuas próprias adaptações, pode também ser bastante útil começar no norte e terminal no sul do país (ou vice-versa). Assim, optámos por deixar também indicações como como viajar entre o aeroporto de Tânger e o centro da cidade.

Do Aeroporto de Marraquexe para o centro da cidade

Situado a menos de 8km do centro, a melhor forma de viajar entre o aeroporto e o centro de Marraquexe passa por utilizar a Linha 19 do autocarro aeroportuário. A paragem fica situada à saída do terminal de chegadas e os veículos operam entre as 06h30 e as 23h30, saindo a cada 30 minutos. Esta linha liga o aeroporto à Jemaa el-Fna, no coração da cidade (passando ainda em Gueliz). O preço do bilhete é de 30 Dh, e pode ser pago em dinheiro.

Resta ainda referir que, caso aterres em Marraquexe fora do horário de funcionamento do autocarro, podes sempre recorrer a um táxi. Outrora um verdadeiro desafio, tal era a dimensão do número de condutores que te abordaria e tentaria negociar a maior tarifa possível, o processo é agora bem mais fácil e organizado. À saída do terminal, existe agora um balcão de pedido de táxis, sendo que o preço é fixo de acordo com as diferentes zonas da cidade. Basta pedir o táxi, efectuar o pagamento no balcão, e esperar depois que te seja atribuído um condutor. Podes ainda apanhar um chico-esperto que tente cobrar mais, mas a tua parte já está feita! Pelo trajecto de táxi até à Medina, conta pagar entre 80 e 150 Dh, dependendo do teu destino e da hora da viagem.

Do Aeroporto de Tânger para o centro da cidade

Por outro lado, caso não queiras fazer um circuito em loop, podes muito bem iniciar o teu percurso em Marraquexe e terminá-lo em Tânger (ou ao contrário). Nesse caso, a forma mais fácil de viajar entre o aeroporto local e o centro da cidade mais a norte de Marrocos passa por recorrer a um táxi, uma vez que autocarros ou táxis partilhados não estão autorizados a dar entrada no recinto aeroportuário. Pela viagem de 15 km até à baixa de Tânger, o preço oficial é de 100 Dh entre as 05h30 e as 22h30, e de 150 Dh no restante horário (120 Dh/180 Dh se fores para a zona da estação de comboios). Se te tentarem cobrar mais, recusa. Como alternativa, podes sempre caminhar cerca de 2 km até ao exterior do aeroporto, onde encontrarás a paragem de autocarro mais próxima. De lá, podes apanhar o autocarro 9A ou I9, que te deixará a cerca de 1.5 km do centro histórico. Bastante mais cansativo e moroso (40/45 minutos, sem contar com os troços a pé), mas também infinitamente mais em conta, com o bilhete a custar menos de 4 Dh.

Guia de viagem de Marrocos – Como te deslocares entre cidades

Tratando-se Marrocos de um dos países mais desenvolvidos de África, e apesar dos transportes públicos nas grandes cidades deixarem bastante a desejar, a verdade é que existe uma rede intercidades relativamente abrangente que te permitirá transitar entre os principais pontos turísticos do país.

Seja como for, e caso os autocarros e comboios não sejam da tua conveniência, podes sempre recorrer a táxis partilhados e tours privados, ou até mesmo alugar o teu próprio veículo em terras marroquinas. Aqui segue uma pequena compilação das melhores formas de te deslocares por Marrocos:

Comboios em Marrocos

Embora o sistema nacional ferroviário não chegue a todos os pontos do país, é perfeitamente possível viajar entre as principais cidades de Marrocos com recurso ao comboio, existindo inclusive serviços de alta velocidade! Melhor ainda, podes comprar os bilhetes antecipadamente (máximo de 3 meses) a partir do conforto do teu lar, através do site oficial da ONCF, o principal operador do país. Existem apenas duas categorias de bilhetes – primeira e segunda classe – mas em ambos os casos a viagem será confortável, variando apenas o espaço disponível (para as pernas e para a bagagem) e o tamanho dos assentos. Para algumas rotas específicas, é ainda possível alugar um compartimento com cama, caso a viagem se prolongue noite dentro.

Se quiseres manter os planos em aberto ou não conseguires comprar os teus bilhetes online, podes sempre fazê-lo directamente nas estações. Raramente os bilhetes esgotam, embora devas ter isso em consideração em épocas festivas ou datas especiais. Seja como for, aqui estão os preços e as durações das viagens de referência, caso optes por apanhar o comboio:

  • Fez – Meknes: 30 Dh; 35 minutos
  • Meknes – Rabat: 84 Dh; 2h15
  • Rabat – Casablanca: 40 Dh; 1h10
  • Casablanca – Marraquexe: 132 Dh; 2h40
  • Rabat – Marraquexe: 166 Dh; 3h40
  • Meknes – Marraquexe: 216 Dh; 6h00
  • Fez – Marraquexe: 234 Dh; 6h30

Autocarros em Marrocos

No que toca às localidades que não sejam servidas pelos caminhos-de-ferro marroquinos, tens sempre a possibilidade de recorrer aos autocarros. De momento, os líderes de mercado no país são a CTM e a Supratours, e é possível comprar bilhetes online nos sites de ambas. Os autocarros são bastante confortáveis e relativamente modernos, com a esmagadora maioria a oferecer ligações a uma rede Wi-Fi (que nem sempre funciona). Para a mesma ligação, as viagens de comboio são habitualmente mais rápidas, e os preços são relativamente comparáveis (embora um pouco mais caros). Por outro lado, e embora ambos os modos sejam propensos a atrasos, os autocarros tendem a ser um pouco mais fidedignos.

Tal como acima, deixamos aqui um apanhado com as ligações de autocarro mais úteis para que possas cumprir qualquer um dos nossos roteiros:

  • Marraquexe – Ouarzazate: 90 Dh; 4h30
  • Ouarzazate – Merzouga: 170 Dh; 8h15
  • Merzouga – Fez: 150 Dh; 9h15 (nocturno)
  • Fez – Chefchaouen: 110 Dh; 4h15
  • Fez – Meknes: 25 Dh; 1h05
  • Meknes – Rabat: 75 Dh; 1h45
  • Rabat – Essaouira: 200 Dh; 9h00 a 10h00 (transbordo obrigatório em Casablanca)
  • Essaouira – Marraquexe: 100 Dh; 3h00
  • Meknes – Marraquexe: 160 Dh; 7h30
  • Fez – Marraquexe: 165 Dh; 10h00

NOTA: Se viajares com bagagem de cabine e/ou porão, terás que pagar um valor extra de cerca de 10 Dh por peça, para que a mesma seja armazenada no veículo.

Táxis partilhados em Marrocos

Uma verdadeira instituição marroquina (e bastante popular um pouco por todo o mundo magrebino e árabe), uma porção significativa da população local tende a recorrer a táxis partilhados, em detrimento de comboios e autocarros. Afinal, estas viagens tendem a ser mais rápidas e os preços acabam por não variar assim tanto (se não fores enganado), pelo que esta pode ser uma hipótese que valha a pena explorar.

Antes de mais, importa fazer a distinção entre os grand taxis, autorizados a circular fora das localidades, e os petit taxis, que se devem limitar às áreas das cidades. Por isso mesmo, não podes simplesmente parar um táxi e pedir-lhe para te conduzir até um local que fique situado a centenas de quilómetros de distância, uma vez que é provável que esse veículo seja um petit taxi. Assim sendo, terás primeiro que encontrar um “salon”, o nome dado aos espaços onde os Grand Taxis costumam aguardar a chegada de passageiros. Normalmente, estes terminais estão situados junto a estações de comboio e/ou autocarros, ou nas proximidades de portos e de grandes cadeias hoteleiras internacionais. Uma vez lá chegado, só tens que dizer para onde queres ir, e alguém te encaminhará para um carro que habitualmente faça essa rota.

Fazendo jus ao nome, terás depois que aguardar que o carro encha até que o condutor tenha ordem para partir, sendo a tarifa dividida igualmente entre todos os passageiros. Num grand taxi, normalmente circulam 7 ocupantes: 1 motorista + 6 passageiros. Não sendo a experiência mais confortável do mundo, as viagens são bastante mais rápidas quando comparadas com o autocarro. Para além disso, esta é uma excelente solução alternativa caso os horários dos modos convencionais não sejam do teu agrado!

Quanto a preços, e como sempre, deves estar pronto para uma negociação feroz. Embora não exista uma regra específica e os valores estejam em constante variação, mandam as normas que devas considerar cerca de 2.50 Dh por quilómetro percorrido para o carro inteiro, dividindo depois a tarifa pelo número total de ocupantes. Por exemplo, se quiseres apanhar um táxi partilhado entre Merzouga e Fez para evitares o autocarro nocturno, e aguardares até que o carro encha, o valor total da tarifa por pessoa deverá rondar os 195 Dh (2.5 Dh x 470 km : 6 passageiros). Como é evidente, podes sempre pedir ao taxista para avançar com um número inferior de ocupantes, desde que estejas disposto a pagar a tarifa correspondente ao número de lugares vazios.

NOTA: No que toca aos petit taxis, e caso não te queiras cansar nas negociações e esquemas dos sempre aguerridos taxistas marroquinos, podes sempre recorrer a plataformas de ride-sharing. Embora as grandes marcas internacionais, como a Uber, a Lyft ou a Bolt não operem no país, podes sempre recorrer à Careem (líder no mundo muçulmano) ou às plataformas locais, como a Roby e a Heetch.

Alugar carro em Marrocos

Para fechar o capítulo das deslocações, deixamos-vos com a sempre prática hipótese de alugar um carro. Naturalmente, as maiores marcas internacionais da especialidade estão também disponíveis em território marroquino, sendo bastante fácil encontrar gabinetes, quer nas cidades, quer nos aeroportos.

No entanto, existem alguns aspectos a ter em conta antes de tomares esta decisão. Antes de mais, convém referir que a condução nas grandes cidades marroquinas é absolutamente caótica, com pouco ou nenhum respeito pelos sinais ou ordem estabelecida. Como tal, se não estás inteiramente confortável com a perspectiva de conduzir sob um estado de alerta constante, esta pode não ser a solução mais indicada. No entanto, fora das grandes cidades, conduzir em Marrocos é relativamente tranquilo, e ainda que as estradas nem sempre estejam nas melhores condições, são boas o suficiente (na generalidade) para uma condução tranquila. A par do trânsito e do desrespeito generalizado pelas normas, é igualmente importante ter em atenção o tipo de carro que vais alugar. De forma bastante concreta, se planeias visitar o deserto ou as Montanhas do Atlas de forma independente, então o melhor é não arriscar e alugar um 4×4, caso contrário corres o sério risco de ficar atolado no meio do nada. Por outro lado, se não queres alugar um carro destes por 3 ou 4 dias, podes sempre conduzir um carro “normal” até às vilas/cidades mais próximas, e depois recorreres aos serviços de um táxi ou de um tour organizado para explorares os lugares mais recônditos e inacessíveis.

Quanto às empresas, e especialmente no caso de optares por uma alocadora local, tem sempre especial atenção às reviews online e mantém o cuidado de ler bem todos os papéis que tenhas que assinar e de documentar antecipadamente (com recurso a fotos e vídeos) o estado do veículo. Afinal, a indústria do turismo marroquina está repleta de truques e esquemas de extorsão, e embora estereotipar seja feio, mais vale jogar pelo seguro que chorar mais tarde pelo leite derramado. Finalmente, poderás alugar carro em Marrocos sem precisares de tirar uma Licença de Condução Internacional, uma vez que Portugal e o país do Magrebe assinaram um acordo de convenção que dita o reconhecimento bilateral dos títulos ordinários de condução de ambos os países.

Para os melhores preços no aluguer de carros vai a Rentalcars.com!

Culinária de Marrocos – Gastronomia e pratos típicos

Tendo em conta a multitude de impérios e povos que ocuparam e/ou influenciaram Marrocos ao longo da sua extensa história, não surpreende que a sua gastronomia seja bastante suis generis. Se por um lado tem bastantes pontos de contacto com outros países, a verdade é que a fusão dessas influências e adaptações a tornaram única. Posto isto, e apesar da imensa variedade de iguarias e ingredientes, há dois pratos que se destacam dos demais no imaginário colectivo da cozinha típica marroquina: Tagine e Couscous. O primeiro é o nome dado a qualquer confecção em pote de barro, coberto com uma tampa cónica local, na qual os ingredientes são cozinhados lentamente sobre o fogo. Apesar da técnica ser sempre a mesma, existem dezenas de combinações possíveis, pelo que podes encontrar tagines de frango, cordeiro, vaca ou vegetais (ou todos num só!). Quanto ao couscous, aplica-se a mesma lógica. Também aqui, todos os pratos contêm esta sêmola de trigo, que pode depois ser misturada com todo o tipo de ingrediente e molho para formar o prato final. Simples, barato e delicioso!

No entanto, nem só de couscous e tagine se faz uma mesa marroquina! Assim, não podes deixar de experimentar outras especialidades locais, com destaque para a Chermoula, um molho tradicional feito com azeite, limão e especiarias, habitualmente servido sobre peixe frito ou grelhado; Harira, uma sopa de lentilhas, grão-de-bico, ervas aromáticas e borrego; Kefta, pequenas almôndegas de cordeiro, que também podem ser servidas num tagine com ovos escalfados; e Bastilla, uma tarte de massa filo com recheio de frango ou pombo, temperada com canela e coberta com açúcar em pó – uma intrigante combinação de doce e salgado! No ramo da street food, e para além das tradicionais Brochettes, o nome dado às espetadas de carne, recomendamos ainda mais que experimentes as Makoudas, croquetes de batata que vão muito bem com Harissa e Zaalouk, dois molhos típicos normalmente servidos para acompanhar entradas e Khobz, um tipo de pão local.

No que toca a doces e sobremesas, Marrocos segue (naturalmente) a corrente islâmica, com uma oferta de diferentes tipos de Baklava e de Tâmaras, misturada com alguns clássicos locais, como os Msemen (crepes marroquinos), os Briouats (pequenos bolinhos fritos com pasta de amêndoa) ou as Ghoriba (bolachinhas quebradiças com diferentes sabores). A acompanhar o docinho, não pode nunca faltar o Chá de Menta, a bebida de eleição no país!

Roteiros de 7, 12 e 14 dias em Marrocos

Para não tornarmos este texto demasiado extenso, resolvemos criar um artigo autónomo para cada itinerário.

Podes consultar cada uma das opções seguindo as ligações abaixo:

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Sugestões de viagem