Guia de viagem de Nova Iorque – O que visitar, onde comer, transportes, dicas + roteiro de 4 dias em NYC 🇺🇸

  • 16.11.2023 14:40
  • Bruno A.

Guia de viagem de Nova Iorque que inclui informações acerca de hotéis, restaurantes e transportes entre aeroportos e cidade, bem como um roteiro completo de 4 dias. O itinerário menciona tudo o que ver e fazer em Nova Iorque em 4 dias, com destaque para as principais atracções e pontos turísticos.

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Amada por muitos, odiada por outros tantos, poucas cidades serão tão polarizadoras quanto a “Big Apple”. No entanto, há um magnetismo nesta cidade difícil de encontrar noutros locais. A sensação de que estás, efectivamente, no centro do mundo, no local onde tudo acontece. Talvez sejam as narrativas de Hollywood, as inúmeras peças noticiosas ou os incontáveis cenários de programas de televisão. “Friends”, “How I Met Your Mother”, “Sex and the City” ou “The Marvelous Mrs Maisel”. A filmografia de Woody Allen, o 11 de Setembro ou os Late Night Shows da SIC Radical. Frank Sinatra e o dueto de Jay Z e Alicia Keys. Afinal, que outra cidade te faz sentir que a conheces tão bem, antes sequer de meteres lá os pés?

Lar de mais de 8 milhões de pessoas, a quantidade de coisas para ver e fazer em Nova Iorque chega a ser quase absurda, com actividades para todos os gostos, feitios e até carteiras. Dos miradouros situados no topo dos mais famosos gigantes de betão a alguns dos melhores museus do mundo, passando por bairros étnicos, shows musicais, programas de entretenimento e o inconfundível Central Park, seria precisa uma vida inteira para experienciar NYC na sua plenitude.

Posto isto, convidamos-te a ler o nosso guia de viagem de Nova Iorque e descobrir o que de melhor a megacidade tem para oferecer, incluindo hotéis, restaurantes, dicas de segurança e ainda um roteiro completo de 4 dias com tudo o que deves visitar em Nova Iorque.

Nota: Ao fazeres as tuas reservas através dos vários links abaixo não vais pagar mais e estás a contribuir significativamente para a sustentabilidade deste projeto 🙂

Guia de Viagem de Nova Iorque, EUA

Como chegar a Nova Iorque – Voos desde Portugal

Atendendo à natureza global de Nova Iorque, não surpreende que a cidade seja servida por três aeroportos internacionais distintos: o Aeroporto LaGuardia, o Aeroporto John F. Kennedy e o Aeroporto Newark Liberty (tecnicamente situado em Nova Jérsia).

Partindo de Portugal, existem voos directos a partir de Lisboa para JFK (Delta e TAP) e Newark (TAP e United Airlines), de Porto para JFK (Azores Airlines) e Newark (TAP e United Airlines), do Funchal para JFK (Azores Airlines), de Ponta Delgada para JFK (Azores Airlines) e Newark (United Airlines) e da Terceira para JFK (Azores Airlines).

Melhor altura para visitar Nova Iorque

Como em tudo o resto, também no que toca à meteorologia Nova Iorque é uma cidade de extremos. Como tal, os Verões conseguem ser abrasadores e os Invernos absolutamente gélidos, fazendo com que a shoulder-season, correspondente às estações de Primavera e Outono, sejam as melhores alturas para visitar Nova Iorque. Isto é especialmente relevante no que toca ao Outono, altura em que o Central Park se cobre de folhagens de tons castanhos e alaranjados e vários quarteirões de Manhattan ficam interditos para receber a fantástica NYC Village Halloween Parade, a maior parada de Halloween do mundo!

Posto isto, e para os mais resistentes, o Inverno pode também ser uma excelente altura para visitar a cidade, desde logo devido às extravagantes decorações de Natal e às famosas celebrações de Ano Novo. Para poupares algum dinheiro numa cidade que consegue ser ridiculamente cara, podes considerar reservar a tua aventura para os meses de Janeiro e Fevereiro, quando a procura desce substancialmente. Para além disso, e numa tentativa de atrair clientela, é em Janeiro que a cidade organiza a Hotel Week, a Restaurant Week e a Broadway Week, com imensos descontos e promoções em alojamento, refeições e espectáculos musicais.

Documentos necessários para visitar Nova Iorque

Estando este destino situado fora da Europa, e sem nenhum tipo de acordo com a UE que te permita entrar com qualquer outro documento de identificação, é absolutamente obrigatório estares munido do teu passaporte para poderes visitar os Estados Unidos da América.

De acordo com o Portal das Comunidades do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o único requisito em termos de validade do passaporte é o de que o mesmo não esteja ainda expirado na data do teu retorno.

Os cidadãos portugueses estão isentos de visto de turismo, podendo permanecer no país durante um período máximo de 90 dias apenas com o carimbo no passaporte.

Apesar disso, continua a ser obrigatória a obtenção do ESTA, uma autorização electrónica de viagem, onde os visitantes preenchem os seus dados pessoais e uma série de declarações de intenção/idoneidade. Enfim, burocracias! O pedido é habitualmente processado em algumas horas, embora seja recomendado que a candidatura seja feita com uma antecedência de 7 ou mais dias face à chegada. O custo é de 21$ (17$ pela autorização + 4$ de taxa de processamento), permanecendo válido durante 2 anos.

Descobre mais: Vais viajar e tens o Passaporte ou Cartão de Cidadão caducado ou perdido? Vê aqui o que podes fazer

Cart̵es SIM em Nova Iorque РRoaming em viagem

Estando o país situado fora da UE e sem nenhum tipo de acordo para a isenção de taxas de roaming nas telecomunicações, não poderás utilizar o teu tarifário português actual durante a tua viagem a Nova Iorque.

Aliás, a primeira coisa que deves fazer antes de levantares voo rumo ao país é mesmo desligar todos e quaisquer dados móveis que tenhas activos no teu telemóvel, sob pena de teres uma (muito) desagradável surpresa no final do mês. Ainda que os custos possam variar de acordo com a operadora, e apenas para ficares com uma noção do que esperar, a Vodafone cobra os seguintes valores para comunicações em território norte-americano:

  • Chamadas efectuadas: 2,41€/min
  • Chamadas recebidas: 0,87€/min
  • SMS enviadas: 0,59€/sms
  • Dados Móveis: 7,27€/Mb

Posto isto, a nossa recomendação é que compres um cartão SIM assim que chegues a Nova Iorque. Porém, e isto é importante: NÃO O FAÇAS NO AEROPORTO! A razão é simples, pois nenhuma das operadoras norte-americanas tem loja física em JFK ou Newark, deixando-te como únicas alternativas um stand “genérico” e/ou as máquinas de venda automática (sim, como as máquinas de vending de comida). O problema é que, em ambas as opções, os preços são ridiculamente inflacionados, com 1GB de dados móveis a chegar facilmente aos 30$. Para além disso, e no caso das máquinas automáticas, tens que ser tu a tratar da adesão e activação do pacote seleccionado, sendo que as instruções podem não ser inteiramente claras.

Cartão eSIM da Airalo

Ao contrário da esmagadora maioria dos países, os EUA são uma das poucas nações onde a compra de um cartão eSIM pode fazer sentido do ponto de vista orçamental. Atendendo ao facto de que as opções de 5GB e 10GB são claramente inflacionadas, e que provavelmente não precisarás de um cartão de dados móveis ilimitados nem de minutos/SMS para números americanos, poderás poupar tempo e dinheiro optando pela alternativa digital.

Eis algumas das diferentes opções oferecidas pela Airalo para eSIM’s:

  • 5GB | 30 dias | 16,00$*
  • 10GB | 30 dias | 26,00$*
  • 20GB | 30 dias | 42,00$*

*preços finais, impostos já incluídos

Se tens dúvidas relativamente ao processo de compra e activação de um cartão sim digital, então recomendamos que dês uma vista de olhos no nosso artigo sobre o tema.

Face a tudo isto, o melhor é mesmo deslocares-te até ao centro e visitares uma das lojas físicas das principais operadoras de telecomunicações do país. Ainda assim, e ficando já de sobreaviso, o mercado de cartões pré-pagos nos EUA está longe da variedade encontrada na Europa, com apenas duas empresas a vender este tipo de produto em todo o país: T-Mobile e AT&T.

Cartão SIM da T-Mobile

  • Plano 10GB
    • Preço: 40,00$
    • Dados Móveis: 10GB
    • Duração: 30 dias
    • SMS e chamadas para nº norte-americanos: Ilimitados
  • Plano Unlimited
    • Preço: 50,00$
    • Dados Móveis: Ilimitados
    • Duração: 30 dias
    • SMS e chamadas para nº norte-americanos: Ilimitados

Cartão SIM da AT&T

  • Plano AT&T Prepaid 5GB
    • Preço: 30,00$
    • Dados Móveis: 5GB
    • Duração: 30 dias
    • SMS e chamadas para nº norte-americanos: Ilimitados
  • Plano AT&T Prepaid Unlimited
    • Preço: 65,00$
    • Dados Móveis: Ilimitados
    • Duração: 30 dias
    • SMS e chamadas para nº norte-americanos: Ilimitados

NOTA 1: Ambas as empresas têm uma activation fee de 10$ e 15$, respectivamente. Contudo, os clientes que optarem por estes pacotes ficam isentos do pagamento da mesma.

NOTA 2: Como em praticamente tudo o resto nos EUA, os valores mencionados estão excluídos de impostos. No caso de NYC, o sales tax (uma espécie de IVA) ronda os 8%, variando de acordo com o município e natureza do serviço.

Dinheiro em Nova Iorque – Taxas bancárias e orçamento de viagem

Tendo como moeda oficial o Dólar Americano (USD – $), qualquer levantamento que faças em Nova Iorque recorrendo a um cartão português, recorrerá naturalmente ao pagamento de várias taxas. Para além da taxa percentual sobre o valor do levantamento (relativa à conversão), a tua transacção estará também sujeita ao pagamento de um valor fixo, referente à taxa por levantamento de divisa fora da zona Euro. Contas feitas, podes acabar a pagar ao teu banco bem acima de 6% do valor do teu levantamento.

Uma vez que efectuar o câmbio antes da viagem está também longe de ser económico – para além de não ser propriamente seguro andares com uma quantia tão grande em dinheiro vivo – a melhor alternativa passa por recorreres aos serviços de bancos online como o Revolut ou o N26.

No caso do primeiro, permite-te efectuar levantamentos até um determinado limite mensal sem que te seja cobrada qualquer taxa. Para além disso, mesmo depois de atingido esse patamar, as comissões são residuais quando comparadas às dos bancos tradicionais. Contudo, é importante ter em atenção que o Revolut não te “protege” no que toca a eventuais taxas que o banco responsável pela caixa automática que utilizares cobre por levantamentos com cartão estrangeiro. Seja como for, e existindo alguma comissão cobrada pelo banco do destino, essa informação é-te sempre comunicada antes de confirmares o levantamento, por isso nunca serás apanhado desprevenido.

De salientar também que em Nova Iorque, os pagamentos eletrónicos são a norma e é cada vez mais rara a necessidade de levantar dinheiro. Ainda assim, e caso precises de o fazer, praticamente todos os bancos cobram uma taxa por utilização de cartão estrangeiro, podendo essa fee oscilar entre 1$ e uns ridículos 7$, por levantamento. Assim sendo, tenta levantar a maior quantidade possível de cada vez, de forma a evitares levantamentos desnecessários e respectivas taxas adicionais.

Por outro lado, se preferires levar algum dinheiro, recomendamos que faças o câmbio para dólares ainda em Portugal. Atendendo ao elevado fluxo da moeda, os rácios oferecidos pelas casas de câmbio não costumam andar assim longe do valor de mercado (comparativamente a outras moedas). Para além disso, tendo em conta a prominência do dólar, podes até contactar o teu banco e questionar acerca da possibilidade de efectuares o câmbio com eles. Nestes casos, o rácio costuma ser ainda mais próximo do verificado nos mercados internacionais.

Descobre mais: Dicas para viajantes: Tudo que precisas de saber sobre o Cartão Revolut

Segurança em Nova Iorque – segurança e burlas mais comuns

Considerando que Nova Iorque é uma das maiores e mais reconhecidas cidades do planeta, com um volume populacional gigantesco e enxurradas diárias de turistas, é inegável que existem alguns desafios no que a segurança e tourist scams diz respeito. Ainda assim, e no cômputo geral, a “Big Apple” é um destino bastante seguro. Aliás, de acordo com o relatório de 2023 da plataforma Moneygeek, que tem por base as estatísticas criminais divulgadas pelo FBI, Nova Iorque é a 5ª mais segura de todas as grandes cidades dos EUA (acima de 300.000 habitantes), à frente de destinos como São Francisco, San Diego, Boston ou Austin.

Enquanto visitante, é provável que te fiques pelas zonas mais centrais e turísticas da cidade, onde a segurança é reforçada e a probabilidade de te deparares com quaisquer problemas é diminuta. Para além disso, não é por acaso que lhe chamam “A Cidade que Nunca Dorme”, uma vez que a cidade é extremamente movimentada a qualquer hora do dia ou noite, fazendo com que seja seguro percorrer a maioria das zonas de NYC depois do sol se pôr.

Aqui, como em todo o lado, é necessário manter o olho bem aberto e estar atento a potenciais golpadas e esquemas. Cuidado com os veículos sem taxímetro, tem especial atenção aos teus pertences em zonas movimentadas – especialmente no metro e na Times Square – e nunca aceites ajudas de ninguém quando estiveres a utilizar o multibanco. No fundo, não faças nada que não farias em nenhuma outra cidade do mundo! Outro ponto a ressalvar, e que é comum a muitas outras cidades norte-americanas, é a verdadeira epidemia de doenças mentais que actualmente afecta uma parte significativa das pessoas em condição de sem-abrigo de Nova Iorque. Isto pode levar a que, por vezes, assistas a situações verdadeiramente insólitas e degradantes nas ruas e metros da cidade. Embora a maioria destas pessoas seja inofensiva, é bem latente a pobreza, miséria e desamparo da sua condição.

Relativamente às burlas mais comuns, irás encontrar vários indivíduos a “oferecer” CDs de música nas imediações da Times Square. Lembra-te: “não há almoços grátis”! Assim que aceites a sua oferta, serás imediatamente rodeado por uma grupeta em busca de uma gorjeta. Para além disso, nunca vás na cantiga de alguém que te queira vender bilhetes mais baratos que os oficiais para o metro/transportes públicos, espectáculos da Broadway ou qualquer outra atracção turística. Isto é igualmente válido para aqueles que te interpelem a caminho do Ferry de Staten Island, dizendo que a viagem não é gratuita. Para que não restem dúvidas: o Staten Island Ferry É gratuito! Como nota final, e embora não seja um travel scam per se, sempre que encontrares alguém vestido de uma personagem famosa e queiras tirar uma fotografia, não te esqueças que aquela pessoa, para todos os efeitos, está a trabalhar. Isto significa que cada fotografia terá que ser paga, por isso não estranhes se te exigirem uma nota pela recordação.

Onde dormir em Nova Iorque – Hotéis e Alojamentos

Sem surpresa, Nova Iorque é uma cidade globalmente cara. Já o era antes da pandemia, mas os últimos anos elevaram as coisas a níveis próximos do insustentável. Da alimentação ao alojamento, passando por transportes e actividades, a famosa Big Apple pode drenar o teu orçamento extremamente rápido! Isto é especialmente verdade no que toca a hotéis, apartamentos e pousadas, com os quartos centrais (entenda-se, em Manhattan) mais básicos a poderem facilmente chegar aos 200€/noite, com standards de limpeza e serviço relativamente baixos.

Posto isto, e se estás a priorizar a busca de um sítio para descansar na “cidade que nunca dorme”, deixamos-te abaixo uma lista de sugestões para cada distrito e categoria de classificação no nosso guia de viagem de Nova Iorque!

Melhores bairros de Nova Iorque

Oficialmente, a cidade de Nova Iorque está dividida em 5 condados diferentes, localmente designados de boroughs. No entanto, e tendo em conta a dimensão gigantesca da cidade, os próprios condados estão depois subdivididos em diferentes divisões administrativas, podendo dentro do mesmo borough existir locais com bons acessos e locais mais isolados. No cômputo geral, esta é a informação a reter sobre cada um dos 5 condados de NYC:

Manhattan: O centro da cidade e o retrato da Nova Iorque que podes encontrar nos filmes e séries. De resto, é nesta ilha que podes encontrar a esmagadora maioria das atracções mais populares da cidade, como o Empire State Building, o Rockefeller Center, o Central Park ou a Times Square. No entanto, a conveniência paga-se, e, no caso de Manhattan, a preço de ouro, uma vez que os preços de alojamento nesta zona da cidade chegam a roçar o ultrajante. Seja como for, e mesmo que fiques alojado por estas bandas, terás que continuar a utilizar os transportes públicos para aceder aos diferentes bairros de Manhattan, uma vez que as distâncias continuarão a ser enormes (ou seja, acabas por nem sequer poupar nas deslocações). Face a tudo isto, e a não ser que não te importes de ficar com esse buraco no orçamento, poderá valer a pena utilizar outros condados da cidade como “base” para poupar algum dinheiro. Dentro de Manhattan, vale a pena ficar alojado na Midtown (zona dos teatros), no Upper West Side (junto ao Central Park e ao Museu de História Natural), na Greenwich Village (próximo do Washington Square Park), no SoHo (lojas alternativas) no Meatpacking District (vida nocturna) no Lower East Side (próximo da Chinatown e da Little Italy) ou no Financial District (engloba Wall Street, o Memorial 9/11 e o acesso à Brooklyn Bridge).

Brooklyn: Outrora o parente pobre de Manhattan, Brooklyn é agora o condado mais hipster de Nova Iorque, bem como um dos locais mais apetecíveis para se viver entre a população da cidade. Contudo, essa gentrificação levou a um aumento exponencial dos preços em Brooklyn, fazendo com que, do ponto de vista orçamental para o turista, já não faça grande diferença quando comparado com Manhattan. Para quem se planeia mudar para Nova Iorque ou ficar uma temporada mais longa, esta poderá ser uma alternativa bastante interessante. No entanto, para quem visite NYC por apenas alguns dias e queira conhecer os pontos mais famosos da cidade, e atendendo a que os valores de alojamento não são propriamente baratos, é preferível ficar por Manhattan. Ainda assim, os melhores locais para ficar alojado em Brooklyn correspondem a Williamsburg (o bairro mais alternativo e boémio de NYC), Greenpoint (mais residencial) e Fulton Ferry (bons acessos a Manhattan e próximo do Time Out Market New York).

Bronx: Um condado eternizado em incontáveis letras de canções de rap e hip-hop, o Bronx é outra zona substancialmente mais barata de Nova Iorque. No entanto, e ao contrário de Queens, as condições de segurança estão longe de ser as mesmas, com alguns dos locais mais perigosos de NYC – como Mott Haven, Hunts Point e Tremont – situados neste borough. No entanto, sendo o Bronx relativamente grande, é fácil ficar alojado por lá sem que estejas perto destas zonas mais contenciosas. Para além disso, as distâncias para Manhattan não são tão grandes e os acessos geralmente bons. Aqui, o melhor é ficar alojado em Concourse (perto do Yankee Stadium), West Bronx (a Little Italy mais autêntica de NYC) e Parkchester (bons acessos e segurança).

 Queens: De longe o maior condado de NYC, Queens destaca-se como uma espécie de alternativa low-cost (para os standards de Nova Iorque) a Brooklyn e Manhattan. No entanto, esses preços ligeiramente mais simpáticos vêm com uma longa viagem de metro até aos locais mais turísticos. Não sendo possível ter o melhor dos dois mundos, há que pesar prós e contras! Como curiosidade, Queens é um verdadeiro caldeirão de culturas, com quase metade da população nascida em território estrangeiro, e o título oficial de local mais linguisticamente diverso do planeta. Aqui, vale a pena ficar hospedado em Long Island City (excelentes acessos a Manhattan) e em Flushing (Chinatown mais autêntica de Nova Iorque).

Staten Island: O quinto e último borough de Nova Iorque diz respeito a Staten Island, o condado mais tranquilo e suburbano de todos. No entanto, e apesar do ferry de ligação a Manhattan ser gratuito, com vistas fabulosas sobre a Estátua da Liberdade, praticamente não existem hotéis em Staten Island, pelo que não faz grande sentido ficar hospedado aqui.

Nova Jérsia: Tendo em conta a sua proximidade a Manhattan, bem como os preços substancialmente mais simpáticos, são muitos os que optam por ficar alojados em Nova Jérsia, que não só não faz parte de NYC, como se trata de um estado totalmente diferente! No entanto, as ligações de ferry e comboio são boas e frequentes, o que a par do peso mais leve na carteira, ajuda a mitigar a distância. Em Nova Jérsia, o melhor é ficar baseado em bairros situados junto às margens do Rio Hudson, como Jersey City e Hoboken.

Onde dormir em Manhattan:

Onde dormir em Brooklyn:

Onde dormir em Queens:

Onde dormir no Bronx:

Onde dormir em Jersey City:

Nota: Se usares os links acima para fazer as reservas do teu alojamento, estás-nos a dar uma ajuda preciosa sem pagar mais por isso 🙂

Transporte entre os aeroportos de Nova Iorque e Manhattan

Do Aeroporto JFK para Manhattan

A melhor forma de viajar entre o Aeroporto JFK e Manhattan passa por utilizar o AirTrain, um transporte ferroviário propositadamente criado para o efeito. A estação fica situada no interior do aeroporto, com a linha aeroportuária a operar 24 horas por dia. Estes veículos partem com uma frequência que varia entre os 8 (11h00-22h30), 12 (06h00-11h00) ou 20 minutos (22h30-06h00), ligando o aeroporto à estação de comboios Jamaica. A tarifa do AirTrain é de 8,25$, à qual deves acrescentar o custo de 1$ do MetroCard, o cartão recarregável que poderás depois continuar a usar durante a tua estadia.

A partir da Jamaica, terás duas opções para chegares a Manhattan. Por um lado, podes optar por apanhar o metro na estação Sutphin Boulevard/Archer Avenue/JFK Airport (acoplada à estação de comboios), sendo que terás à tua disposição a linha E (para Midtown Manhattan, Washington Square Park, Soho e World Trace Center) ou a linha J/Z (para Little Italy, Chinatown e o Financial District). O custo do bilhete regular de metro é de 2,90$. Como alternativa, podes optar pelo serviço City Terminal Zone do LIRR (Long Island Rail Road). Esta linha de comboios parte directamente da Estação Jamaica e tem como destinos 4 paragens distintas: Atlantic Terminal e Long Island City, em Brooklyn; ou Penn Station e Grand Central Madison, em Manhattan. Para não acabares no local errado, é necessário ver na plataforma o nome do término de cada comboio (exposto num placar electrónico). Para utilizares o LIRR, terás que comprar um CityTicket, que tem o custo de 5$ ou 7$, mediante a hora da viagem (explicado abaixo na secção de transportes públicos).

Do Aeroporto Newark Liberty para Manhattan

À semelhança do JFK, também o Aeroporto de Newark dispõe de um AirTrain. Este AirTrain opera 24 horas por dia, com um novo veículo a partir a cada 3-5 minutos durante o dia (05h00 às 23h00), e a cada 15 minutos durante a noite (23h00 às 05h00). No entanto, esta linha liga apenas os diferentes terminais do aeroporto à estação Newark Liberty International Airport RailLink, onde deves sair e apanhar depois o comboio para Manhattan. O comboio em questão pertence ao sistema da NJ Transit, sendo que deves apanhar a linha North Jersey Coast Line (azul) ou a linha Northeast Corridor (vermelha). Independentemente da escolha, o teu destino será a NY Penn Station, em Manhattan. O preço do bilhete, que já inclui o AirTrain e o comboio da NJ Transit, é de 15,50$. Tem igualmente em atenção que, embora o AirTrain funcione ininterruptamente, o mesmo não se aplica aos comboios urbanos, que não operam entre as 02h00 e as 05h00. Os bilhetes podem ser comprados nas máquinas automáticas dos terminais/estações, sendo que deves seleccionar NY Penn Station como destino (pf não confundir com Newark Penn Station, que também existe).

No entanto, se o teu objectivo passa por ir para os distritos mais a sul de Manhattan (Penn Station fica na Midtown), Jersey City ou Hoboken, então tens uma opção ligeiramente mais rápida. Ao invés de saíres na NY Penn Station, a tua viagem a bordo das mesmas linhas de comboio será mais curta e terminará na Newark Penn Station. É lá que poderás fazer transbordo para os PATH Trains, um sistema ferroviário que liga os distritos orientais de Nova Jérsia a Manhattan. A partir daqui, poderás apanhar a linha vermelha directamente para o World Trade Center, no sul de Manhattan, onde por sua vez podes apanhar o metro ou o LIRR para Brooklyn e/ou Queens (caso precises). Para os que fiquem hospedados no lado de Nova Jérsia, apanham a mesma linha vermelha do PATH, mas irão sair na estação Grove Street, em plena baixa de Jersey City. Também aqui, o bilhete único inclui todos os diferentes troços da viagem, tendo o custo de 13,75$. Os comboios PATH operam 24/7.

Como alternativa final, podes optar por apanhar o Newark Airport Express Bus, um serviço de autocarro shuttle com 3 paragens distintas em Manhattan: Grand Central Station, Bryant Park e Port Authority Bus Terminal. Estes veículos partem do aeroporto com uma cadência de 30 minutos e operam entre as 04h00 e a 01h00, com a viagem a durar entre 45 a 60 minutos, dependendo do trânsito. Os bilhetes custam 16,00$.

Guia de viagem de Nova Iorque – Transportes públicos

Como já deu para perceber pelas instruções das viagens entre aeroportos e Manhattan, o serviço de transportes púbicos de Nova Iorque tem potencial para parecer bastante confuso. Ao contrário da Europa, onde é dada grande prevalência aos transportes colectivos, nos Estados Unidos tudo foi construído a pensar no trânsito automóvel, razão pela qual os sistemas de transportes públicos das grandes cidades são habitualmente ineficientes e complexos.

No entanto, e no feliz caso de NYC, os seus sistemas de metro, autocarros, comboios urbanos e ferries são uma verdadeira bênção para quem lá vive, trabalha e visita, ajudando de sobremaneira a aliviar a pressão populacional sobre uma cidade de dimensões dantescas.

Metro de Nova Iorque – Mapas e bilhetes do Subway

Servido por 472 estações e 36 linhas, o subway de Nova Iorque é um dos maiores metropolitanos do mundo, bem como um dos mais movimentados, operando 24/7, cobrindo praticamente toda a ilha de Manhattan, e permitindo-te chegar a 4 dos 5 boroughs de NYC.

Para poderes utilizar o metro, terás que que recorrer a uma de três modalidades distintas:

  • Título Único: Bilhete para utilização numa única viagem, mediante o custo de 3,25$;
  • MetroCard: Cartão recarregável, sendo o valor de cada viagem descontado do seu saldo a cada validação. O cartão tem o custo de 1$, passando cada viagem a custar 2,90$.
  • OMNY: Sistema contactless, através do qual podes utilizar o teu cartão de crédito/débito (ou smartphone) como título de viagem. Cada deslocação custa 2,90$.

No entanto, e para quem utilizar o sistema OMNY, existe um limite semanal de 34,00$ por cartão/dispositivo, a partir do qual todas as viagens são gratuitas. Isto significa que se utilizares sempre o mesmo cartão para pagar em método contactless pelas tuas deslocações, ao fim da tua 12ª viagem semanal todas as posteriores passam a ser gratuitas. No entanto, se por algum motivo não te sentires confortável a utilizar o teu cartão de pagamentos como título de transporte, podes simplesmente comprar um MetroCard 7-Day Unlimited, que te garante viagens ilimitadas em metros e autocarros, custando exactamente os mesmos 34,00$.

Para além disso, os pagamentos com MetroCard ou pelo sistema contactless OMNY permitem o transbordo para outras linhas de metro ou até autocarros nas 2 horas posteriores à validação.

Autocarros em Nova Iorque

Embora estejam longe ser uma opção apetecível entre visitantes, podes também recorrer a uma das mais de 320 rotas diárias de autocarros que percorrem toda a Nova Iorque. Aqui, aplicam-se as mesmas tarifas e modos de pagamentos do subway, com duas honrosas excepções.

Ao utilizar o autocarro, tens a hipótese de pagar o teu bilhete em numerário, embora o possas apenas fazer em moedas e estejas obrigado a apresentar o montante exacto da viagem, uma vez que não te será dado troco. A outra diferença para o metro é que existem autocarros cuja tarifa é substancialmente mais cara: 7$! Estes veículos são designados de Express Buses, e ligam normalmente os distritos mais movimentados de Manhattan aos condados da periferia, com um número reduzido de paragens pelo caminho.

Comboios de Nova Iorque – New Jersey Transit, Long Island Rail Road e Metro North Railroad

Criados para ligar Manhattan aos subúrbios onde o metro não chega, existem vários sistemas ferroviários diferentes, cada um destinado a um borough diferente. Se ficares alojado em Manhattan, e à excepção das deslocações entre o aeroporto e o centro, o mais provável é que não tenhas sequer contacto com nenhuma destas redes. No entanto, se o teu hotel ficar nos subúrbios, estes sistemas podem vir a ser bastante úteis!

Estes são os serviços ferroviários disponíveis em Nova Iorque:

Long Island Rail Road: Também conhecido por LIRR, serve o condado de Queens. O valor do bilhete depende do número de zonas atravessadas, mas, se marcares hotel neste condado, o mais provável é ficares alojado na designada Zona 3. Para a deslocação até Manhattan, deverás comprar um CityTicket, que tem o custo de 7$ ou 5$, mediante viajes em hora de ponta (entre 06h00 e 10h00 + entre 16h00 e 20h00) ou fora dos horários mais concorridos.

New Jersey Transit: Serve o lado oriental de Nova Jérsia, próximo das margens do Rio Hudson. Extremamente útil se ficares alojado em Jersey City ou Hoboken. Também aqui, o valor da viagem varia consoante a duração da deslocação. Para além das linhas ferroviárias regulares, a rede inclui ainda os PATH Trains, uma espécie de metro de superfície que chega até Manhattan. Ao contrário da restante rede, os PATH aceitam MetroCard e OMNY (tal como o metro), estando cada viagem actualmente cotada a 2,75$.

Metro-North Railroad: Serve os os distritos mais a norte de NYC, chegando inclusive ao estado vizinho do Connecticut. Útil se ficares alojado no Bronx, numa zona que não seja servida pelo metro. Aplica-se praticamente a mesma informação do LIRR, sendo o CityTicket e as respectivas cotações de hora de ponta (5$ ou 7$) igualmente válidas.

Staten Island Railway: Serve o condado de Staten Island. No entanto, se chegares sequer a colocar os pés neste borough, é provável que seja apenas para desfrutares das vistas no gratuito Staten Island Ferry, pelo que é altamente improvável que venhas a utilizar o comboio local. Seja como for, aplicam-se as mesmas tarifas do metro, sendo igualmente aceites o MetroCard e o sistema OMNY de pagamentos contactless.

Nota: Ao contrário dos PATH Trains e do Staten Island Railway, que foram especificados acima, nenhuma das outras redes/sistemas aceita MetroCard ou a opção contactless OMNY.

Ferries de Nova Iorque

Recortada por várias baías e pelos omnipresentes rios East e Hudson, não surpreende que a cidade seja servida por várias redes de ferries. Ao contrário dos comboios e metros, os serviços de transporte aquático não se encontram centralizados numa única entidade, pelo que existem várias empresas a regulamentar a oferta:

  • NYC Ferry: Oferece 6 linhas regulares + 1 sazonal até à Governors Island. Das regulares, 4 atravessam o East River, ligando Manhattan a Queens ou Brooklyn; ao passo que, das outras 2, uma liga o Bronx à Rockway Beach, em Queens (com paragens em Manhattan e Brooklyn), e a outra liga Manhattan a Staten Island, através do Rio Hudson. O preço de cada bilhete é de 4,00$, sendo que os mesmos podem ser adquiridos no site da companhia ou directamente nos terminais de balsas.
  • NY Waterway: Oferece ligações por via aquática entre Nova Jérsia e Manhattan, através do Rio Hudson. Uma opção útil, mas cara, para quem esteja alojado em Jersey City ou Hoboken. O preço dos bilhetes varia entre os 8$ e os 9$, podendo igualmente ser comprados online ou nos terminais.
  • Staten Island Ferry: Ferry totalmente gratuito que liga o sul do Financial District, em Manhattan, à Staten Island. Opera 24 horas por dia, com novas partidas a decorrer a cada 30 minutos (ou 15 minutos, em hora de ponta). Mais detalhes na secção “experiências únicas na Big Apple”.

Táxis em Nova Iorque

Imortalizados em incontáveis filmes e seriados de televisão, quem nunca se imaginou afinal a levantar o bracinho para parar um destes carros amarelos em plena Nova Iorque?

No entanto, e para evitar fazer figura de nabo, há alguns apontamentos dignos de menção. Primeiro, apenas os táxis amarelos estão autorizados a parar caso algum potencial passageiro faça uma sinalização com o braço/mão na rua. Caso outro veículo o faça, poderá ser multado. Em segundo lugar, se o táxi não tiver a luz do tejadilho acesa, significa que o veículo já está ocupado ou indisponível, pelo que não vale a pena continuar a acenar.

Quanto a preços, e como seria de esperar… a brincadeira não sai barata! O valor da bandeirada (tarifa inicial) é de 3,00$, à qual acrescem 0,70$ por cada 320 metros percorridos acima de 20km/h, ou, em caso de congestionamento, por cada 60 segundos em trânsito lento/parado. A isto, há a acrescentar as muitas taxas adicionais. 0,50$ por cada viagem que termine dentro dos limites de NYC, 1$ de Improvement Surcharge, 1,00$ se a viagem tiver lugar em horário nocturno (20h00 às 06h00), 2,50$ se a viagem tiver lugar durante a hora de ponta da tarde (16h00 às 20h00, em dias da semana) e 2,50$ como taxa de compensação de congestionamento (Congestion Surcharge) por cada viagem que inicie, termine ou passe a sul da 96th Street, em Manhattan.

Free walking tours de Nova Iorque

Em Nova Iorque, podes optar por explorar certos bairros de Manhattan com recurso a um free walking tour. Administrados por empresas ou guias locais, estes tours consistem em visitas guiadas pelos quarteirões históricos, no qual te vão contando as histórias de cada sítio e providenciando um importante contexto cultural. Embora os tours sejam, de facto, gratuitos, mandam os bons costumes que no final cada pessoa dê uma gorjeta ao guia como compensação pelo seu trabalho. No caso de Nova Iorque, o valor mínimo aceitável deverá rondar os 7$.

Posto isto, aqui estão algumas empresas que organizam free walking tours em Nova Iorque:

Experiências de viagem únicas em Nova Iorque

Para este segmento do nosso guia de viagem de Nova Iorque, quis enquadrar um conjunto de experiências absolutamente únicas, mas que, por força das circunstâncias, poderão não estar disponíveis ou acessíveis a todos os que visitam a Big Apple.

No fundo, e na tentativa de criarmos um roteiro de viagem o mais democrático e uniforme possível, estas são as actividades que não puderam ser incluídas. No entanto, se o timing estiver a teu favor e/ou tiveres o orçamento para as experienciar, são de carácter praticamente obrigatório.

Ver um espectáculo na Broadway

Tratando-se da Meca do teatro musical, é natural que muitos façam questão de assistir a um espectáculo da Broadway durante a sua visita a NYC. Afinal, este famoso quarteirão de Manhattan alberga 41 teatros profissionais (fora as produções designadas de “off-broadway”), que por sua vez recebem actualmente 25 produções distintas. Entre os nomes em cartaz, podes encontrar alguns clássicos antigos, como o “O Rei Leão”, “Wicked”, “Chicago” ou “Sweeney Todd, the Demon Barber of Fleet Street”, bem como algumas das obras modernas mais premiadas do ramo, como “Hamilton” ou “The Book of Mormon”.

No entanto, é importante ter em atenção que os preços dos bilhetes tendem a ser bastante caros, com o valor médio do ingresso a atingir os 135$ durante a presente temporada de 2023. Naturalmente, e nas peças/espectáculos de maior gabarito, esses valores tendem a ser ainda maiores! Embora os prazos possam depender de acordo com cada show, é normalmente possível comprar bilhetes para uma determinada data/peça com mais de meio ano de antecedência. Embora isso não signifique automaticamente que o bilhete vá ser mais barato, dá-te pelo menos alguma margem de manobra para adequares o teu roteiro e evitares a sessão mais cara. Para comprares bilhetes antecipadamente, deverás aceder ao site oficial da Broadway e seleccionar o espectáculo a que desejas assistir. A partir daí, a própria plataforma irá encaminhar-te para o website onde poderás completar a tua compra, como o Ticketmaster, o Telecharge ou o Seat Geek. Para além disso, também pode valer a pena pesquisar directamente em sites dedicados à venda de bilhetes com descontos, uma vez que podes encontrar preços mais baixos que no sítio oficial da Broadway. Entre esses agregadores – que, sublinhe-se, são totalmente legítimos – destacam-se Playbill, Tix Culture (apenas 1 mês de antecedência), TheaterMania e BroadwayBox.

Por outro lado, se estás mesmo à procura de gastar o mínimo possível e não te importas de arriscar ficar sem bilhete, existem outras alternativas que te poderão ser úteis:

1. Porventura a opção mais popular, podes deslocar-te no próprio dia às Bilheteiras da TKTS, onde são vendidos diariamente bilhetes de última hora, geralmente a excelentes preços, para espectáculos que não esgotaram. Esta bilheteira abre diariamente às 15h00 (ou às 11h00, para as peças em horário de matiné), sendo que podes consultar que bilhetes é que estão disponíveis, e a que preço, no seu site oficial.

2. Outra opção passa por visitares directamente a bilheteira do teatro onde irá ter lugar o show a que desejas assistir (normalmente a partir das 10h00) e perguntar acerca da disponibilidade de bilhetes last-minute ou de Standing Tickets (vês o espectáculo de pé).

3. No entanto, as tuas hipóteses de arranjar bilhetes baratos não ficam por aí. Naquela que é porventura a coisa mais americana de sempre, as plataformas de venda de bilhetes costumam organizar lotarias digitais diárias, nas quais os felizes contemplados têm direito a comprar bilhetes por valores que habitualmente oscilam entre os 10$ e os 60$. Podes visitar esta página do Broadway on a Budget e consultar quais os links onde podes entrar na lotaria para cada espectáculo. A sorte anda à roda no próprio dia do espectáculo.

4. Alternativamente, existem também grupos non-profit dedicados à proliferação da cultura entre os mais jovens, e através dos quais podes obter bilhetes por 30$-35$. Se tiveres até 40 anos, por exemplo, podes-te registar gratuitamente no Hiptix e ter direito a 2 bilhetes por cada produção participante. No entanto, tem em atenção que os espectáculos mais famosos não costumam estar incluídos e muitos dos shows são off-Broadway. Para além disso, e assim que os bilhetes são distribuídos, tens que ser rápido a reclamar o teu digitalmente, sob o risco de perderes a vês. Para menos de 35 anos, existe ainda o programa 30 Under 35.

5. Por fim, e já mesmo na força do desespero, podes aguardar mesmo até à última da hora e consultar sites de revenda, como a Stubhub. Os bilhetes neste tipo de plataforma são sempre mais caros que nas oficiais, mas pode ser que consigas encontrar algum vendedor que esteja disposto a fazer um preço simpático para minimizar as perdas (daí ser importante que consultes quase em cima da hora do espectáculo).

Apanhar um jogo da NBA no lendário Madison Square Garden

Um verdadeiro show na vertente atlética e do entretenimento, poucas experiências desportivas se comparam ao delírio da NBA, a melhor liga de basquetebol do mundo. Em Nova Iorque, existem duas equipas que actualmente participam na famosa competição: os New York Knicks e os Brooklyn Nets! No entanto, apenas o primeiro franchise joga no lendário Madison Square Garden, porventura o pavilhão/arena mais famoso do planeta!

Contrariamente à crença popular, o histórico dita que não deves comprar bilhetes com antecedência. Se reservado vários meses antes, o ingresso médio nas zonas mais baratas ultrapassa facilmente a barreira dos 100$, ao passo que, se estiveres na disponibilidade de arriscar, podes aguardar até bem perto da data do jogo (dia anterior ou até próprio dia) e verificar se os valores baixaram na tentativa de atrair mais público. Regra geral, este método costuma resultar, e podes conseguir ingressos por menos de 50$. No entanto, se não correr bem, podes acabar a pagar bem mais ou a falhar o jogo. Obviamente, isto não se aplica a jogos contra os maiores rivais (vs Miami Heat, Philadelphia 76ers, Boston Celtics, Chicago Bulls e – claro – Brooklyn Nets), play-offs ou partidas de abertura da época. A plataforma oficial de venda é o Ticketmaster, sendo que podes seleccionar o jogo do teu interesse no site oficial da NBA (página dos Knicks).

Já para os Brooklyn Nets, os preços são significativamente mais simpáticos, sendo que, mesmo comprados com muita antecedência, é possível encontrar ingressos entre os 30$ e os 50$.

Finalmente, para os amantes de desportos tipicamente americanos, é também possível ver os New York Yankees e New York Mets na MBL, os New York Giants e New York Jets na NFL, e os New York Rangers e New York Islanders na NHL.

Assistir à gravação de um Talk Show

Quem não se lembra de assistir aos lendários talk shows apresentados por Conan O’Brien ou Jay Leno, que religiosamente passavam na SIC Radical? Pois bem, e sem surpresa, alguns dos talk shows mais famosos dos EUA são precisamente gravados em Nova Iorque, e qualquer um pode assistir gratuitamente ao processo! No entanto, para conseguir um lugar num dos vários estúdios de gravação, é necessário ser expedito e ter alguma sorte.

Aqui estão os talk shows/late night shows mais famosos de Nova Iorque:

  • The Daily Show: Famoso programa noticioso com uma boa dose de comédia à mistura. Foi apresentado pelo icónico John Stewart, que por sua vez foi dignamente substituído por Trevor Noah (que, entretanto, saiu). À data da publicação de artigo, ainda não foi anunciado o novo apresentador. As gravações têm lugar de 2ª a 5ª, às 16h00.
  • Late Night with Seth Meyers: Late-night talk show tornado famoso pelos lendários David Letterman e Conan O’Brien. A par das notícias e dos segmentos humorísticos, recebem convidados famosos, das mais diversas áreas. As gravações têm lugar de 2ª a 5ª, às 16h00.
  • The Late Show with Stephen Colbert: Outro programa originalmente apresentado por Letterman, segue um formato semelhante ao Late Night, mas com uma componente política muito mais vincada. As gravações têm lugar de 2ª a 5ª, às 17h30.
  • The Tonight Show With Jimmy Fallon: Provavelmente o talk show mais famoso de todos, popularizado por Jay Leno. É o formato que recebe com maior frequência celebridades de Hollywood e do mundo da música, sendo por isso difícil conseguir bilhete para as gravações. As gravações têm lugar de 2ª a 6ª, às 17h00.
  • Last Week Tonight with John Oliver: Formato semelhante ao Daily Show, apresentado por um dos discípulos de John Stewart. As gravações têm lugar aos Domingos, às 18h15.
  • Saturday Night Live: O programa de sketches humorísticos mais conhecido do planeta, no ar há mais de 50 anos! É o único formato apresentado ao vivo (aos Sábados à noite, como o nome indica), e é extremamente difícil obter ingressos.

Para requisitares bilhetes, basta consultares os links associados a cada um dos programas listados acima. Normalmente, os bilhetes são colocados à disposição no início de cada mês, para as datas de gravação do mês seguinte. Por exemplo, no início de Outubro são divulgados os bilhetes para as datas de Novembro. Os bilhetes são distribuídos numa lógica de first-come, first-serve, por isso é mesmo necessário estar constantemente a actualizar os sites para garantir o lugar, especialmente para o The Tonight Show e o Late Night. No caso do Daily Show, é sempre possível obter os bilhetes, mesmo que os requisites em cima da hora. No entanto, a entrada não é garantida, com a segurança a deixar entrar os primeiros portadores de bilhete a chegarem ao estúdio, até que a ocupação esteja atingida.

No caso do Saturday Night Live, existe apenas um período anual de requisição de bilhetes, que tem lugar entre os dias 01 e 31 de Agosto. Para isso, deves enviar o teu pedido (máximo 2 bilhetes) por email para [email protected], e incluir os teus dados pessoais (nome, número de telefone e endereço). No final do mês de Agosto, e se fores um dos felizes contemplados, receberás os bilhetes para uma data totalmente aleatória. Isto faz com que, para turistas, assistir ao vivo seja extremamente difícil, a não ser que exista flexibilidade da tua parte para adaptar as datas da viagem. Alternativamente, podes tentar obter um Standby Ticket. Para te candidatares a receber estes bilhetes de última hora, deves consultar este link às 10h00 (hora local) da 5ª feira anterior ao programa a que pretendes assistir e preencher os teus dados pessoais. Se tiveres sorte, receberás uma resposta passadas algumas horas com um número de reserva especificado. Deves guardar esse número, e no dia seguinte (6ª feira) deslocares-te aos Estúdios da NBC entre às 18h00 e as 19h00. Depois de chegares à fila, terás que lá ficar até à meia-noite, hora exacta em que a produção irá distribuir os standby tickets. Isto significa que já tens lugar assegurado? Nem por isso! De acordo com a hora especificada no teu bilhete provisório, irás deslocar-te ao estúdio no dia do programa e, se houver lugares disponíveis/vagos (pessoas que não apareceram ou lugares dispensados pelos convidados), as pessoas com standby tickets poderão ocupar esses lugares.

Como nota final, e relativamente a todos os programas, informações práticas, como endereço, horário de entrada e outros detalhes pertinentes, serão mencionados nos bilhetes que recebas.

Andar no Staten Island Ferry

Uma vez que não iremos incluí-lo no nosso roteiro de Nova Iorque, tomei a liberdade de dedicar umas linhas desta secção ao emblemático Staten Island Ferry. Totalmente gratuito, este ferry liga o Terminal Whitehall, bem no extremo sul do Financial District, ao Terminal Saint George, em Staten Island.

No entanto, o que verdadeiramente colocou este ferry nos mapas turísticos foram as vistas absolutamente fabulosas da paisagem de Manhattan, bem como a proximidade da sua rota face à lendária Estátua da Liberdade, permitindo captar algumas das melhores chapas do monumento! Se considerarmos que só o ferry para a Ellis Island, onde a Lady Liberty está situada, custa 24.50$ (sem considerarmos sequer o bilhete de entrada na estátua), está fácil de ver o porquê de esta ser uma actividade particularmente popular para quem queira poupar alguns trocos numa cidade cara.

Fica a dica: se estás apertado de orçamento, fica à vontade para trocar a visita à Estátua da Liberdade no 3º dia do nosso roteiro por uma agradável viagem a bordo do Staten Island Ferry!

Fazer uma viagem de helicóptero sobre Manhattan

Uma das actividades mais estereotipadas de NYC, são muitas as empresas que oferecem tours de helicóptero pelos céus de Manhattan. No entanto, e regra geral, todas seguem estruturas de preço bastante semelhantes, oferecendo 3 tipos diferentes de passeios:

  • Tour de 15 minutos: Sobrevoa a Estátua da Liberdade e a Ellis Island, bem como o sul de Manhattan e as margens junto ao Hudson. Preço Médio: 200$ + 40$ de taxas aeroportuárias;
  • Tour de 20 minutos: Para além do percurso anterior, a viagem estende-se ainda por Midtown Manhattan e por parte do Central Park. Preço Médio: 250$ + 40$ de taxas aeroportuárias;
  • Tour de 30 minutos: Depois do Central Park, o helicóptero segue ainda mais para norte, até Harlem e ao borough do Bronx. Preço Médio: 340$ + 40$ de taxas aeroportuárias;

Tesouros Escondidos de Nova Iorque

Sendo a Big Apple uma das maiores e mais extraordinárias metrópoles do nosso planeta, é absolutamente claro que não dará para aprofundar o teu conhecimento e percepção da cidade com uma visita tão curta. Ainda assim, com 4 dias completos em Nova Iorque, conseguirás riscar os essenciais da tua lista.

Não obstante, e até para dar alguma piada à coisa, tomámos a liberdade de mencionar alguns sítios menos óbvios que deverás juntar à tua lista de coisas para ver e fazer em Nova Iorque:

Biblioteca Pública de Nova Iorque: Quarta maior biblioteca pública do mundo, composta por 4 filiais diferentes. A principal, em plena Manhattan, fica alojada no Stephen A. Schwarzman Building, um grandioso edifício, a condizer com a importância do local. Como qualquer local público, pode ser visitada gratuitamente.

Coney Island: Palco de inúmeros filmes e séries de ficção, a animada Coney Island é um destino costeiro bastante popular entre Nova-Iorquinos para dias solarengos. Aqui, irás encontrar um famoso parque de diversões e montes de restaurantes a vender o típico Coney Island hot dog!

Ford Foundation Building: Embora por fora pareça apenas mais um edifício moderno de Manhattan, o Ford Foundation Building esconde aquele que será, muito provavelmente, o jardim mais único de NYC. Dividido ao longo de várias plataformas interiores, e completo com fontes e piscinas, torna-se extremamente difícil acreditar que estás dentro de um prédio!

Stone Street: Para um gostinho da velha Nova Iorque, em plena azáfama de Wall Street e do Financial District, a Stone Street é uma adorável via pedestre, datada do tempo que a actual NYC era ainda uma colónia holandesa conhecida por New Amsterdam.

The MET Cloisters: Parte do afamado Metropolitan Museum of Art (MET), os Cloisters são uma ramificação da instituição dedicada à arte e arquitectura medievais europeias. Mais do que a colecção, impressiona o cenário do museu, espalhado ao longos das réplicas dos claustros (daí o nome) de 5 mosteiros medievais. Se comprares bilhete para o MET, podes utilizar o mesmo ingresso nos Cloisters para o mesmo dia (e vice-versa).

Fort Tryon Park: Embora todos conheçam o Central Park ou os Parques Bryant e Washington Square, o Fort Tryon Park é provavelmente o melhor espaço verde nova-iorquino de que nunca ouviste falar! Para além disso, é no interior deste parque que podes encontrar os MET Cloisters.

Judeus Chassídicos de Brooklyn: Com uma grande prevalência em Brooklyn, especialmente nos bairros de Williamsburg, Borough Park e Crown Heights, esta comunidade ultraortodoxa é uma das mais fechadas e tradicionais do país. Assim, e embora seja extremamente difícil conseguir acesso próximo ao quotidiano de uma destas famílias, não deixa de ser extremamente interessante assistir à forma como se conseguem resguardar numa das maiores cidades do planeta. Existem várias empresas e guias que organizam tours pela comunidade, como Frieda Vizel (ex-membro) ou a Jewish Brooklyn (visitas conduzidas por residentes).

Whispering Gallery: Parte do extraordinário Grand Central Terminal, a Whispering Gallery é uma intersecção de corredores com uma particularidade bastante engraçada. Devido à acústica do local, qualquer palavra que seja murmurada num dos 4 cantos de intersecção, é ouvida com clareza por quem quer que esteja nos restantes. À conta disso, é perfeitamente possível ter uma conversa fluída a vários metros de distância… e estando sozinho virado para uma parede!

New York Transit Museum: Situado no interior de uma estação descontinuada de Downtown Brooklyn, este museu retrata a evolução dos sistemas de transportes públicos de Nova Iorque, com vários artefactos históricos em exposição.

Roteiro de 4 dias em Nova Iorque

Conforme referido acima, até o maior dos períodos de férias seria curto para experienciar tudo o que Nova Iorque tem para oferecer. Não obstante, tentei desenhar um roteiro que fosse o mais completo possível, procurando incluir clássicos como o Central Park, a Times Square e a Estátua da Liberdade, locais vanguardistas como a High Line e o The Vessel, e ainda museus de classe mundial, dos quais se destacam o MET, o 9/11 Memorial e o Museu de História Natural. Pelo meio, não podiam faltar os observatórios do Rockefeller Center e do Empire State Building, a emblemática Brooklyn Bridge e ainda alguns dos quarteirões e ruas mais trendy, pitorescos e conhecidos de Manhattan, como Greenwich Village, SoHo, Wall Street, Upper West Side, a Fifth Avenue e o duo Chinatown/Litte Italy. Tanto para ver em tão pouco tempo!

Posto isto, fica com o nosso guia de viagem e descobre o que ver e fazer em Nova Iorque em 4 dias:

Guia de viagem de Nova Iorque: Dia 1 – Midtown, todos os clássicos de Manhattan

Acabadinho de chegar a Nova Iorque, é natural que queiras riscar da tua lista os maiores clássicos da Big Apple. Para isso, nada melhor que passar o dia na Midtown, a região de Manhattan com a maior concentração de locais icónicos. Como ponto inicial da tua aventura, irás começar o périplo no animado Washington Square Park, um espaço verde cujo monumento em forma de arco triunfal marca o princípio da famosa Fifth Avenue, uma das avenidas comerciais mais exclusivas do mundo! Prolongando-se por quase 10 km, a gigantesca via foi organicamente segmentada, com uma secção dedicada a lojas, outra a museus e ainda outra a mansões residenciais. Para além disso, e ao percorreres a avenida na direcção norte, vais encontrar muitas das atracções agendadas para este dia, como é o caso do Flatiron Building, um dos edifícios mais retratados de NYC.

Continuando pela Fifth Avenue e passando à porta do Empire State Building, continuarás o teu percurso até ao Bryant Park, onde por sua vez encontrarás o Stephen A. Schwarzman Building, o grandioso edifício que serve de casa ao ramo principal da Biblioteca Pública de Nova Iorque. Considerada a quarta maior biblioteca pública do mundo, é composta por 4 filiais diferentes, com a principal situada em plena Manhattan. Como qualquer local público, pode ser visitada gratuitamente. Daqui, farás um ligeiro desvio na direcção este para visitar um dos segredos mais bem escondidos de Nova Iorque: o Ford Foundation Building! Embora por fora pareça apenas mais um edifício moderno de Manhattan, o Ford Foundation Building esconde aquele que será, muito provavelmente, o jardim mais único da cidade. Dividido ao longo de várias plataformas interiores, e completo com fontes e piscinas, torna-se extremamente difícil acreditar que estás dentro de um prédio! No caminho de regresso à Fifth Avenue, não deixes de passar pelo Chrysler Building, em tempos o maior do mundo e uma maravilha do Art Déco, antes de parares no Grand Central Terminal. Mais um edifício extraordinário que serviu de cenário a incontáveis produções cinematográficas, esta é a maior estação de comboios do mundo, e o local onde podes encontrar a Whispering Gallery, uma intersecção de corredores com uma particularidade bastante engraçada. Devido à acústica do local, qualquer palavra que seja murmurada num dos 4 cantos de intersecção, é ouvida com clareza por quem quer que esteja nos restantes. À conta disso, é perfeitamente possível ter uma conversa fluída a vários metros de distância… e estando sozinho virado para uma parede!

Já após o almoço, irás finalmente poder ver a cidade de cima, uma das actividades de eleição de NYC. Existe, de facto, uma variedade extraordinária de miradouros em Noa Iorque. Para além do clássico Empire State Building, tens também as adições mais modernas e recentes, como o One World Observatory, o Summit One Vanderbilt e o Edge Observation Deck. No entanto, e na nossa opinião, nenhum outro providencia a mesma experiência do Top of the Rock, a plataforma de observação do Rockefeller Center. Por um lado, o edifício tem aquele charme antigo do início do século passado. Por outro, as vistas fenomenais incluem o Empire State Building, provavelmente o mais famoso de todos os arranha-céus de Nova Iorque! O bilhete normal para aceder ao Top of the Rock tem o custo de 40,00$, sendo que os deverás comprar online e seleccionar um horário para a tua visita. Se quiseres subir durante o pôr-do-sol, acresce um custo de 15,00$ a cada ingresso. No entanto, se fizeres mesmo questão de subir ao Empire State Building, o acesso ao deck principal, no 86º piso, tem o custo de 44,00$, também com um adicional de 11,00$ a aplicar durante o pôr-do-sol. Podes comprar o teu bilhete aqui. Alternativamente, e por 64,00$, podes optar pela AM/PM Experience, um bilhete que te dá a oportunidade de subires o famoso arranha-céus em dois horários distintos do mesmo dia, um durante a manhã, e outro durante a noite.

Depois da experiência panorâmica, é tempo de voltar a assentar os pés na terra e visitar a Catedral de Saint Patrick. Construída no século XIX à boa maneira gótica europeia, esta é porventura a mais bela e conhecida das várias igrejas da cidade. Por fim, irás terminar este movimentado dia na emblemática Times Square. Será este um sítio icónico ou uma enorme tourist trap? Na realidade, um pouco de ambos. Mas com os seus painéis publicitários, multidões perpétuas e néons gigantes e brilhantes, é inegável a obrigatoriedade de passar por aqui, nem que seja de soslaio, em qualquer primeira visita a NYC. Nas imediações, e caso tenhas bilhetes para um espectáculo, podes vaguear pela Broadway, o Santo Graal do teatro musical onde encontrarás nada menos que 41 teatros profissionais. Para mais informações acerca de como conseguir bilhetes, por favor consulta a secção “Experiências Únicas na Big Apple” acima.

Resumo do 1º dia:

  • Washington Square Park
  • Fifth Avenue
  • Flatiron Building
  • Empire State Building
  • Bryant Park
  • Biblioteca Pública de Nova Iorque
  • Ford Foundation Building
  • Chrysler Building
  • Grand Central Terminal (Whispering Gallery)
  • Top of the Rock – Rockefeller Center OU Empire State Building
  • Catedral de Saint Patrick
  • Times Square
  • Broadway

Restaurantes baratos em Midtown Manhattan:

Guia de viagem de Nova Iorque: Dia 2 – Estátua da Liberdade, Wall Street e Brooklyn

Mais um dia em Nova Iorque, mais uma série de locais icónicos para visitar! Desta feita, a tua paragem inicial será feita na Liberty Island, lar da Estátua da Liberdade. Para poderes visitar o monumento, tens que comprar bilhetes de ferry através da State City Cruises, o único concessionário autorizado a operar ferries entre Nova Iorque/Nova Jérsia e as ilhas Liberty e Ellis. Para quem vem de Nova Iorque, o ferry parte do Battery Park, parando depois na Liberty Island e na Ellis Island, antes de regressar a Manhattan. O bilhete tem o custo de 24,50$ e inclui o acesso ao Museu da Estátua da Liberdade e ao Museu da Imigração de Ellis Island. No entanto, se quiseres entrar no pedestal da Estátua da Liberdade ou subir à plataforma situada na sua coroa, aplica-se um custo adicional de 49,60$ (24,80$ pelo acesso ao pedestal + 24,80$ pela subida à coroa). Como podes ver, visitar a emblemática estátua está longe de ser uma actividade barata, pelo que, se quiseres apenas ter a oportunidade de vê-la de relativamente perto, podes optar pelo gratuito Staten Island Ferry. Embora não pare na Liberty Island, o trajecto deste veículo, que liga o Battery Park ao condado de Staten Island, passa junto ao monumento, permitindo-se tirar excelentes fotografias da Estátua da Liberdade e da imponente paisagem de Manhattan, a partir das águas do Hudson. Para mais informações acerca do ferry, por favor consulta a secção “Experiências Únicas na Big Apple” acima.

Independentemente da tua escolha, e após regressares a terra firme, irás explorar o sul de Manhattan e o reu Financial District, lar da famosa Wall Street. Aqui, a arquitectura tende a ser mais clássica e europeizada que no resto da cidade, com um estilo grandioso e opulente. De resto, é aqui que encontrarás alguns dos maiores símbolos do capitalismo norte-americano, como a estátua do Charging Bull ou a New York Stock Exchange. Para um gostinho da velha Nova Iorque, e num cenário mais aconchegante e intimista, vale ainda a pena parar na Stone Street, uma adorável via pedestre, datada do tempo que a actual NYC era ainda uma colónia holandesa conhecida por New Amsterdam. Seguindo para norte, poderás depois parar na Trinity Church, outras das igrejas mais belas da cidade, cujo cemitério alberga o túmulo de Alexander Hamilton, um dos Founding Fathers do país, e um homem cuja incomum história de vida inspirou o musical “Hamilton”, um dos mais estrondosos sucessos da história da Broadway. Nas proximidades da igreja, torna-se ainda obrigatório visitar o Museu Nacional do 11 de Setembro, (33,00$, gratuito às segundas-feiras entre as 17h30 e as 19h00), um museu que retrata todos os acontecimentos e o impacto do mais inacreditável atentado terrorista de que há memória, honrando todas as vítimas, bem como os heroicos esforços de resgate e salvamento das forças de segurança da cidade. Sem sombra de dúvida, um dos mais impactantes museus da cidade. No exterior, é também possível visitar o memorial erigido no exacto local onde costumavam estar as torres gémeas, sob a forma de um par de piscinas reflectoras, inscritas com o nome de cada um dos 3000 mortos. Para aligeirar o ambiente, não deixes de entrar no vizinho Oculus, uma galeria comercial situada dentro de uma estação de transportes públicos, construída num estilo futurista a fazer lembrar uma nave espacial.

A partir daqui, é tempo de sair de Manhattan e visitar o condado vizinho, situado na margem oposta do East River. Para isso, nada melhor que percorrer a Brooklyn Bridge, a ponte mais famosa de toda a Nova Iorque. Famosa pelos seus arcos em pedra e pelos inúmeros cabos de suspensão, a promenade da ponte providencia uma das caminhadas mais agradáveis da cidade, completa com vistas fabulosas de Manhattan à medida que te vais aproximando de Brooklyn. Já no outro lado da margem, e para captares aquela chapa icónica de Instagram, vais terminar o dia no DUMBO, o quarteirão onde todos tiram a famosa foto (retratada abaixo) da Manhattan Bridge a espreitar pelas fileiras de prédios cor de tijolo.

Resumo do 2º dia:

  • Estátua da Liberdade e Ellis Island (alternativa: Staten Island Ferry)
  • Financial District (Wall Street)
  • Charging Bull
  • New York Stock Exchange
  • Stone Street
  • Trinity Church
  • Museu Nacional do 11 de Setembro
  • Oculus
  • Brooklyn Bridge
  • DUMBO

Restaurantes baratos no Financial District:

Guia de viagem de Nova Iorque: Dia 3 – Central Park e o Met

Ao terceiro dia em NYC, é hora de finalmente colocar os pés no icónico Central Park, não só o mais conhecido dos inúmeros parques de Nova Iorque, mas provavelmente o espaço verde mais famoso do planeta! Acedendo ao parque pela 59th street, na ponta sul, o primeiro local digno de registo a visitar será o Wollman Rink, onde todos os Invernos é montado um enorme ringue de gelo para patinagem. Prosseguindo depois pelo The Mall and Literary Walk, um caminho pitoresco flanqueado por estátuas de grandes escritores, chegarás ao Bethesda Terrace, um monumento de dois níveis, completo com uma fonte, e um dos pontos de passagem mais populares do Central Park. Daqui, poderás descer até às margens do Lago (simplesmente designado de: The Lake) e caminhar em seu redor até te deparares com os Strawberry Fields, um jardim e mosaico criados em homenagem a John Lennon e à sua mensagem de paz e harmonia. Por fim, e antes de terminares o passeio, irás fazer a subida da praxe ao Castelo Belvedere, um miradouro com algumas das melhores vistas em todo o Central Park.

A partir do castelo, e em cada uma das duas saídas do parque situadas na 79th street, poderás encontrar um museu absolutamente extraordinário. Assim, começaremos na direcção oeste, rumo ao Museu Americano de História Natural (28,00$), o maior do mundo – dentro da sua especialidade – e um dos melhores museus para visitar com crianças em Nova Iorque. No entanto, com as suas gigantescas colecções de animais, ossadas, meteoritos e fósseis, é actividade para agradar a miúdos e graúdos. Já no lado este do parque, deparar-te-ás com o Metropolitan Museum of Art (30,00$), que, com mais de 2 milhões de objectos expostos e 50.000 metros quadrados, apresenta-se como o maior museu de todos os EUA. Das inúmeras exibições, destaca-se o Templo de Dendur, um autêntico tempo egípcio, desmantelado e trazido para cá, com mais de 2000 anos. Tem ainda em atenção que o bilhete de acesso ao museu é igualmente válido se quiseres visitar os MET Cloisters no próprio dia, sem teres que pagar mais por isso. Esta é uma ramificação do mesmo museu, dedicado à arte e arquitectura medievais europeias. Porém, mais do que a colecção, impressiona o cenário do museu, espalhado ao longos das réplicas dos claustros (daí o nome) de 5 mosteiros medievais. Os MET Cloisters ficam ainda situados no Fort Tryon Park, provavelmente o melhor espaço verde nova-iorquino de que nunca ouviste falar!

Resumo do 3º dia:

  • Central Park
    • Wollman Rink
    • The Mall and Literary Walk
    • Bethesda Terrace
    • The Lake
    • Strawberry Fields
    • Castelo Belvedere
  • Museu Americano de História Natural
  • Metropolitan Museum of Art (Met)
  • MET Cloisters
  • Fort Tryon Park

Restaurantes baratos nas proximidades do Central Park (Upper East Side, Upper West Side e Harlem):

Guia de viagem de Nova Iorque: Dia 4 – Little Italy/Chinatown, SoHo, Greenwich Village e Chelsea

Parece que chegamos ao final da tua aventura por terras nova-iorquinas! No entanto, e antes de apanhares o avião de regresso a casa, terás ainda a oportunidade de visitar alguns dos bairros e quarteirões mais populares da cidade, tanto entre turistas, como entre locais! Falando na experiência turística, o teu dia terá início no duo Little Italy / Chinatown, dois quarteirões vizinhos onde os imigrantes italianos e chineses se costumavam estabelecer quando chegavam a Nova Iorque no final do século XIX. Embora sejam hoje em dia vistos como armadilhas turísticas (especialmente o lado italiano), não deixa de ser interessante percorrer as suas pitorescas ruas e ver os inúmeros estabelecimentos com nomes, produtos e estilos evocativos de paragens tão longínquas.

A próxima paragem terá lugar no SoHo, uma espécie de quarteirão boémio e trendy de Nova Iorque, onde podes encontrar muitas galerias de arte, boutiques alternativas e os melhores restaurantes da moda, sendo por isso particularmente popular entre locais. Para além disso, é também aqui que podes ver a maior concentração de edifícios com fachada em ferro, um estilo bastante prevalente nalgumas zonas de Manhattan, com as tradicionais escadarias de metal à saída das janelas. Um pouco ou nada mais a norte, e outra paragem igualmente cobiçada entre nova-iorquinos, fica o distrito de Greenwich Village, com bastantes pontos em comum com o SoHo. Para além da sua dinâmica alternativa, este quarteirão é também bastante popular por ter servido com o principal bastião da contra-cultura da cidade nos anos 60, e por ter sido o palco da Rebelião de Stonewall, o evento que se haveria de tornar um dos principais impulsionadores do movimento da defesa dos direitos LGBT no país.

Finalmente, e para dar por terminada a tua estadia em NYC, vais caminhar até ao Chelsea Market (onde podes aproveitar e comer alguma coisa) e percorrer toda a High Line. Prolongando-se por quase 2.5km, a High Line é um inovador espaço urbano que reaproveitou o trilho de uma antiga linha de comboios, criando um parque linear com vistas extremamente interessantes sobre o Meatpacking District, Chelsea e sobre as margens do Hudson, juntamente com alguma da melhor arte urbana da cidade. No final do trilho (ou princípio, dependendo do ponto de vista) irás chegar ao quarteirão de Hudson Yards, um novíssimo complexo imobiliário e comercial, repleto de prédios modernos, restaurantes e centros comerciais. É também este o ponto que marca o final da tua aventura, bem junto ao The Vessel, um monumento futurista de escadarias em espiral. Infelizmente, já não é possível subir a construção, mas continua a valer a pena apreciar uma visão tão incomum, mesmo que a partir da sua base.

Resumo do 4º dia:

  • Little Italy
  • Chinatown
  • SoHo
  • Greenwich Village
  • Chelsea Market
  • High Line
  • The Vessel

Restaurantes baratos em Little Italy/Chinatown, SoHo, Greenwich Village e Chelsea:

Tens mais que 4 dias em NYC? Então vale a pena consultar as melhores day trips a partir de Nova Iorque:

  • Cataratas do Niágara – Uma day trip que tem tanto de longo, como de impressionante, ou não fossem estas as cataratas mais poderosas da América do Norte. Uma imponente demonstração de força natural! Para conseguires encaixar tudo num único dia, terás contudo que voar de NYC para o Aeroporto Internacional Buffalo Niagara.
  • The Hamptons – Um recreio do jet set, os Hamptons são uma exclusiva zona costeira que se prolonga pela faixa sul de Long Island, com algumas das melhores praias do estado.
  • Washington DC – Outra hipótese longínqua, mas perfeitamente exequível por terra, a capital dos EUA e o seu Washington Mall oferecem a possibilidade de conhecer alguns dos monumentos mais marcantes do país, como a Casa Branca, o Capitólio, o Washington Monument ou o Lincoln Memorial.
  • Philadelphia – Considerada o berço da nação, foi aqui que foi assinada a Declaração da Independência e ratificada a Constituição dos EUA! Como seria de esperar pelo título, a cidade tem um quarteirão histórico repleto de edifícios e monumentos marcantes dos primeiros passos da histórica americana. Bom, isso e a famosa escadaria do Rocky!
  • Beacon – Uma pequena vilazinha histórica, situada no interior do Vale do Hudson, onde os edifícios clássicos da Era Vitoriana dominam as ruas. Para captar a imagem clássica da vila, nada melhor que subir ao Mount Beacon Park.
  • The Catskills – Ideal para quem precise de fugir da azáfama da cidade e respirar um pouco de ar puro, as Catskills são uma cadeia montanhosa que faz parte da Cordilheira dos Apalaches. Aqui, o melhor é mesmo completar um dos muitos trilhos, desfrutar das vistas e relaxar junto ao Rio Delaware.
  • Universidade de Princeton – Uma das mais reputadas instituições de educação do mundo, a Universidade de Princeton é baseada na arquitectura clássica e gótica das suas congéneres britânicas, como Oxford ou Cambridge. Como tal, todos os edifícios e halls da universidade são um verdadeiro regalo para os olhos!
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