Guia de viagem completo, ideal para quem procura que locais visitar e o que fazer na Nova Zelândia. Inclui informações detalhadas sobre transportes, atracções naturais, hotéis e restaurantes, bem como um roteiro completo de 14 dias na Nova Zelândia.
Remota, isolada, longínqua. Quando olhamos para um mapa e detectamos a Nova Zelândia, a distância é a primeira coisa que salta à vista. Ali, como que perdida no outro lado do mundo, esta nação insular de apenas 5 milhões de habitantes é conhecida pela sua natureza pristina e intocada, contendo algumas das atracções naturais mais belas que o nosso vasto planeta tem para oferecer. Afinal, o afastamento de qualquer massa continental tem também as vantagens, acabando por se reflectir nas paisagens únicas e espécies endémicas de fauna e flora da “terra da longa nuvem branca” (tradução literal do nome do país – Aotearoa – na língua Maori nativa).
Dividida entre duas ilhas principais, a North Island e a South Island, a Nova Zelândia apresenta-se como um verdadeiro paraíso para os entusiastas dos outdoors, dos trilhos e da natureza, sendo não raras vezes aclamado como um dos países mais bonitos do mundo. De lagos pristinos a picos montanhosos, passando por glaciares, rios ou cascatas, felizmente nunca estarás muito longe de uma vista panorâmica de fazer cair o queixo, como que a comprovar uma declaração de tamanha ousadia. Sim, chegar lá é uma bela de uma dor de cabeça, mas é sacrifício que traz recompensa.
Assim sendo, e se estás à procura de o que fazer na Nova Zelândia, vieste ao sítio certo! Aqui descobrirás um roteiro completo de 14 dias (2 semanas) no país, bem como todas as restantes informações necessárias para preparares a tua aventura. Acompanha-nos neste guia de viagem da Nova Zelândia e descobre os melhores hotéis e restaurantes, como te deslocares entre cidades, quais as melhores atracções naturais, dicas de segurança e ainda as melhores alturas para visitar o país.
Nota: a informação mais completa possível aconselhamos que uses este guia em conjugação com os nossos destaques sobre a viagem à Nova Zelândia
Tendo em conta a natureza longínqua e remota do país, o mais provável é que entres na Nova Zelândia através do seu principal aeródromo internacional: o Aeroporto Internacional de Auckland.
Como já seria de esperar, não existem voos directos entre Portugal e a Nova Zelândia, sendo que terás sempre que fazer pelo menos 2 escalas noutros países. Embora o melhor seja sempre consultar plataformas como a Google Flights para monitorizar as melhores ligações, a companhia aérea com as ofertas mais vantajosas costuma ser a Turkish Airlines, com tarifas a partir dos €900,00 ida-e-volta e escalas em Istambul e Singapura/Hong Kong/Kuala Lumpur. No entanto, é habitualmente bem mais económico se fizeres uma reserva a partir de outra cidade europeia, marcando um voo independente a partir de Portugal até à origem (o que significa que terás tecnicamente 3 escalas). Embora tenhamos que ressalvar que uma escala independente acarreta sempre algum risco de atraso ou cancelamento, os valores contemplados podem ser bem mais simpáticos, com tarifas a começar nos €600,00 para voos a partir de Madrid ou Roma (por exemplo).

Conforme já destacámos, a Nova Zelândia é um país com uma diversidade natural extraordinária! Para além disso, se vais perder dois dias em voos, gastar uma pequena fortuna e atravessar meio mundo, mais vale esticares o teu tempo no destino ao máximo, para não falar de que os principais destinos turísticos estão bastante espalhados, obrigando-te a percorrer muitos quilómetros e a despender de um tempo considerável na estrada.
Posto isto, e se quiseres ficar a conhecer bem o país, é altamente recomendado que lhe dediques uma quinzena inteira de férias inteira. Mesmo assim, terás que fazer cedências significativas – razão pela qual optámos por deixar de fora locais como o Parque Nacional Abel Tasman, a região de Rotorua ou a Northland Peninsula. Seja como for, com 14 dias completos já consegues visitar Auckland, Hobbiton e o Parque Nacional Tongariro na North Island, antes de apanhares um curto voo para a South Island e explorares Queenstown, o Parque Nacional Mount Cook, Milford Sound e os glaciares Franz Josef e Fox.

Esta é uma questão particularmente complicada. Não que não exista uma temporada turística bem definida na Nova Zelândia, mas porque a meteorologia tende a ser extremamente volátil por todo o país e durante todo o ano.
Ainda assim, é mais ou menos unânime que a melhor altura para visitar a Nova Zelândia coincida com os meses de Verão no Hemisfério Sul, nomeadamente de Dezembro a Março. Neste período, as condições são habitualmente menos ventosas, gélidas ou chuvosas, e os trilhos já estarão todos abertos e sem bloqueios. Aliás, durante este período podes até ir a banhos se visitares as praias do Parque Nacional Abel Tasman!
No entanto – e isto é mesmo muito importante – visitar a Nova Zelândia no Verão não é garantia de tempo quente e céus limpos todos os dias. Sim, é verdade que as probabilidades de isso acontecer são maiores, mas mesmo assim é normal apanhar dias frios e aguaceiros ocasionais. Aliás, o tempo por estas bandas é mesmo conhecido por ser difícil de prever e mudar de forma brusca, pelo que nem as pesquisas na internet te podem valer. O melhor a fazer é mesmo planear a viagem para este período e esperar o melhor, mas estando sempre preparado para o pior. Ou seja, junto às tuas t-shirts, calções e roupa de banho, o melhor é mesmo levares um casaco mais quente e uma capa para a chuva… é possível que precises!
Estando este destino situado fora da Europa, e sem nenhum tipo de acordo com a UE que te permita entrar com qualquer outro documento de identificação, é absolutamente obrigatório estares munido do teu passaporte para poderes visitar a Nova Zelândia. Para além disso, o documento deverá possuir uma validade de pelo menos 6 meses após a tua data de entrada.
No entanto, os cidadãos portugueses estão isentos de visto de turismo, podendo permanecer no país durante um período máximo de 90 dias apenas com o carimbo no passaporte.
Apesar disso, continua a ser obrigatória a obtenção do NZeTA, uma autorização electrónica de viagem, onde os visitantes preenchem os seus dados pessoais e uma série de declarações de intenção/idoneidade. Enfim, burocracias! O pedido é habitualmente processado em até algumas horas, embora seja recomendado que a candidatura seja feita com uma antecedência de 3 dias face à chegada. O custo é de NZD $17,00 e o documento permanece válido durante 2 anos. A par do NZeTA, todos os passageiros devem preencher a Traveller Declaration, o que pode ser feito nas 24 horas anteriores à chegada.
É necessário utilizar um adaptador de tomada se viajares para a Nova Zelândia. As tomadas elétricas no país não são compatíveis com as fichas dos nossos aparelhos electrónicos. No caso neozelandês, utilizam-se as tomadas de tipo I, pelo que irás precisas de um equipamento compatível com entradas do tipo C e F (as utilizadas em Portugal).
Para os viajantes mais regulares, pode valer a pena comprar um adaptador universal que permite ligar o teu dispositivo a múltiplos tipos de tomada. Por exemplo, este, vendido pela Amazon, pode ser uma boa opção.

Estando o país situado fora da UE e sem nenhum tipo de acordo para a isenção de taxas de roaming nas telecomunicações, não poderás utilizar o teu tarifário português actual durante a tua viagem à Nova Zelândia.
Aliás, a primeira coisa que deves fazer antes de levantares voo rumo ao país é mesmo desligar todos e quaisquer dados móveis que tenhas activos no teu telemóvel, sob pena de teres uma (muito) desagradável surpresa no final do mês. Ainda que os custos possam variar de acordo com a operadora, e apenas para ficares com uma noção do que esperar, a Vodafone cobra os seguintes valores para comunicações em território neozelandês:
Posto isto, a nossa recomendação é mesmo que compres um eSIM (cartão SIM virtual), especialmente pela conveniência, já que o poderás activar assim que aterres.

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Caso prefiras ter dados ilimitados, a nossa sugestão é o eSIM da Holafly. Segue este link ou insere o código de desconto FLAMINGO para teres 5% de desconto em todas as tuas compras.
Se preferires o formato físico ou se o teu telemóvel não tiver compatibilidade com eSIM, o melhor é mesmo deslocares-te uma das lojas de aeroporto das principais operadoras de telecomunicações do país, ou esperares para visitar uma das lojas oficiais na cidade. Neste momento, existem 3 grandes players no mercado: Spark, 2degrees e One.
Destes, destacam-se os planos Prepaid Value Pack da Spark, com uma versão que inclui 4GB de dados móveis e 300 minutos para números locais por um período de 28 dias por NZD $35.

Tendo como moeda oficial o Dólar Neozelandês (MZD $), qualquer levantamento que faças na Nova Zelândia recorrendo a um cartão português, recorrerá naturalmente ao pagamento de várias taxas. Para além da taxa percentual sobre o valor do levantamento (relativa à conversão), a tua transacção estará também sujeita ao pagamento de um valor fixo, referente à taxa por levantamento de divisa fora da zona Euro. Contas feitas, podes acabar a pagar ao teu banco bem acima de 6% do valor do teu levantamento.
Uma vez que efectuar o câmbio antes da viagem está também longe de ser económico – para além de não ser propriamente seguro andares com uma quantia tão grande em dinheiro vivo – a melhor alternativa passa por recorreres aos serviços de bancos online como o Revolut ou o N26.
No caso do primeiro, permite-te efectuar levantamentos até um determinado limite mensal sem que te seja cobrada qualquer taxa. Para além disso, mesmo depois de atingido esse patamar, as comissões são residuais quando comparadas às dos bancos tradicionais. Contudo, é importante ter em atenção que o Revolut não te “protege” no que toca a eventuais taxas que o banco responsável pela caixa automática que utilizares cobre por levantamentos com cartão estrangeiro. No caso da Nova Zelândia, essas taxas podem variar entre os NZD $3-$7, dependendo do operador. Seja como for, e existindo alguma comissão cobrada pelo banco do destino, essa informação é-te sempre comunicada antes de confirmares o levantamento, por isso nunca serás apanhado desprevenido.
Relativamente a pagamentos, a economia da Nova Zelândia é praticamente cashless, com muito poucos negócios (mesmo os mais pequeninos) a privilegiarem as transacções em dinheiro. Se preferires levar algum numerário e fazer o câmbio no destino, o melhor é recorreres a bancos ao invés das tradicionais casas de câmbio, já que o processo é habitualmente mais eficiente e a conversão mais vantajosa.
Descobre mais: Dicas para viajantes: Tudo que precisas de saber sobre o Cartão Revolut

Já diz o velho ditado que “os acidentes acontecem”. Especialmente num meio que nos é estranho ou pouco familiar, é importante estar devidamente preparado para qualquer contratempo que possa aparecer. Infelizmente, ainda não nos é possível controlar o futuro ou voltar atrás no tempo, pelo que a melhor solução no estrangeiro passa pela precaução e pela contratação de um bom seguro de viagem. E aí, recomendamos os seguros de viagem da Heymondo.
A título pessoal, posso confirmar que já me vi obrigado a activar o seguro da Heymondo mais do que uma vez (inclusive para um bebé pequeno) e a resposta dada pela equipa foi sempre bastante boa, colocando-me em contacto directo com um médico no espaço de 1 ou 2 horas.
Se compararmos com o maior player do mercado português de seguros de viagem, e desde já salvaguardando a potencial existência de diferenças mínimas nas coberturas e limites, os preços da Heymondo são mais baixos que os da concorrência (comparando os mesmos destinos e mesmas datas). Para além disso, as apólices da Heymondo têm limites mais generosos de assistência médica, cobertura de bagagem, despesas odontológicas e equipamentos electrónicos. Se assim o pretenderes, podes ainda adicionar cobertura contra o cancelamento da viagem, permitindo recuperar o dinheiro caso não seja possível viajar (42 motivos para o cancelamento incluídos).
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Antes de tudo o resto, convém já ressalvar que a Nova Zelândia figura entre os destinos mais seguros do mundo, ocupando a 3ª posição do Global Peace Index. Posto isto, não existem zonas a evitar e o índice de crimes é extremamente baixo. Para além disso, os cuidados de saúde são bons e as instituições democráticas e governamentais estão entre as mais transparentes que existem, cumprindo um registo criteriosamente impecável no que toca ao respeito pelos constituintes e pelos Direitos Humanos. Em suma, um excelente lugar para visitar e para se viver!
Posto isto, é à vontade, mas não à vontadinha! Por mais segura que uma cidade seja, nunca deixes de parte o senso comum. Cuidado com os veículos sem taxímetro, tem especial atenção aos teus pertences em zonas movimentadas (especialmente nos transportes públicos) e nunca aceites ajudas de ninguém quando estiveres a utilizar o multibanco. No fundo, não faças nada que não farias em nenhum outro país do mundo!
Assim sendo, o teu principal risco na Nova Zelândia está mesmo relacionado com trekking e fenómenos naturais/climatéricos. Respeita sempre todos os avisos de segurança e meteorológicos e mantem-te sempre nos trilhos sinalizados, evitando encostas íngremes, rochas soltas e superfícies instáveis. Evidentemente, eventuais barreiras e vedações não devem ser ultrapassadas. Deves também fazer questão de levar um mapa e não confiar apenas no telemóvel, pois o sinal pode ser fraco ou inexistente em áreas remotas ou podes ficar sem bateria no dispositivo.
Uma vez que vais passar os dias a caminhar, manteres-te hidratado e protegido é essencial. Para além disso, levar chapéu, óculos de sol e aplicar bastante protector solar é obrigatório. Leva também contigo bastante água, especialmente para os dias quentes de Verão, e não te esqueças de ter sempre alguns snacks à mão, como barritas proteicas, frutos secos, fruta ou atum em lata. Conforme referido na secção da meteorologia, o tempo tende a mudar de forma repentina na Nova Zelândia, pelo que deves ter roupa preparada para todos os cenários e evitar arriscar por zonas de elevada altitude se as condições sofrerem grandes mudanças bruscas.
Já no que toca ao tratamento de ferimentos em caso de quedas ou acidentes, pode ser boa ideia estar munido de um kit de primeiros socorros com alguns itens simples, como pensos rápidos, analgésicos, álcool etílico, ligaduras e compressas. Por fim, e uma vez que a Nova Zelândia está situada numa zona de elevada actividade sísmica, se tiveres o azar de experienciar algum desastre natural no decorrer da tua estadia, segue sempre as indicações dadas pelas autoridades – afinal, eles é que são os especialistas!

Sem surpresa, a Nova Zelândia revela-se como um destino manifestamente caro. Passando pelos hotéis, aluguer de carro, restaurantes e supermercados, é extremamente fácil perder o fio à meada e gastar uma pequena fortuna. Os voos – claro – não ajudam, constituindo uma despesa da qual não é possível escapar. Aqui e ali, há sempre formas de economizar em alojamento e refeições, mas é inegável que uma viagem à Nova Zelândia acarretará sempre um investimento considerável, mesmo quando feita on a budget! No caso dos hotéis, ajuda sempre ficar em cidades secundárias fora dos parques nacionais, onde a oferta tende a ser maior e mais diversificada.
Posto isto, e se estás a priorizar a busca de sítios para dormir no país, deixamos-te uma sugestão para cada categoria de classificação no nosso guia de viagem da Nova Zelândia.
Nota: Se usares os links abaixo para fazer as reservas do teu alojamento, estás-nos a dar uma ajuda preciosa sem pagar mais por isso 🙂
Situado a cerca de 20 km do centro, a melhor forma de viajar entre o Aeroporto Internacional de Auckland e o coração da maior cidade Neozelandesa passa por recorrer aos shuttles da SkyDrive. Embora não sejam a opção mais económica, são a única via colectiva directa entre o aeródromo e o distrito de Auckland Central. Para encontrares as paragens só tens que seguir a sinalética do terminal, com os autocarros a saírem entre as 05h00 e as 22h30, em intervalos que oscilam entre os 15 e os 30 minutos. A viagem tem como destino a Sky City e dura entre 25 a 40 minutos. Os bilhetes custam NZD $20 e podem ser comprados online através do site da empresa ou directamente ao motorista, não sendo aceite numerário (apenas cartão).
Alternativamente, se preferires recorrer aos transportes públicos, ver-te-ás sempre obrigado a fazer pelo menos um transbordo. A rota clássica passa por apanhar o autocarro AirportLink, que transporta passageiros entre o aeroporto e a Estação de Comboios Puhinui (20 minutos). Este autocarro opera diariamente entre as 04h30 e a 00h40, com um novo veículo a sair a cada 10 minutos. Já na estação, vais apanhar a Linha South (Vermelha) até Waitemata, no centro da cidade. Esta segunda parte da viagem tomará 35 minutos adicionais, fazendo com que a deslocação demore 55 minutos + tempos de espera e de transbordo. Felizmente, uma vez os títulos de viagem são intermodais, basta encostares o teu cartão de pagamentos contactless à entrada e saída do autocarro e do comboio, já que o valor total da deslocação será cobrado no final. O preço total da viagem deverá rondar os NZD $6,25.

Já quando visitares o South Island, o mais provável (e recomendado) é que aterres no Aeroporto de Queenstown. Aqui, o mais fácil é mesmo recorreres à rede pública de autocarros (chamada Orbus) para a tua deslocação até ao centro da cidade, situado a apenas 7 km do aeródromo. O autocarro nº 1 completa esta rota, operando das 06h44 à 00h44 em intervalos que podem variar entre os 15 e os 30 minutos. A viagem leva apenas 20 minutos. Se pagares o bilhete único – apena disponível em dinheiro – o preço será de NZD $8. Como alternativa, podes comprar um Bee Card na loja PaperPlus do terminal aeroportuário e carregar saldo neste cartão de viagem. Com o Bee Card, que podes encostar no scanner do autocarro, o preço da viagem será de apenas NZD $2,50. No entanto, o cartão tem um custo de NZD $5 e obriga a um carregamento mínimo de outros NZD $5, o que significa que esta opção só compensa se contares utilizar os transportes públicos de Queenstown noutras ocasiões (ou para viagem ida-e-volta).
Se não quiseres apanhar um autocarro, resta-te a opção do táxi ou de um transfer privado. No caso do primeiro, a Uber opera no aeroporto e a viagem deverá custar entre NZD $40 a $50. Já no que toca aos shuttles, os valores por ida deverão rondar os NZD $10.

Apesar do nível de desenvolvimento elevado e da conhecida qualidade de vida no país, surpreende que o serviço de transportes públicos na Nova Zelândia deixe muito a desejar. Ao contrário da Europa, onde é dada grande prevalência aos transportes colectivos, na Nova Zelândia a população está bastante espalhada e as distâncias entre os grandes centros urbanos tendem a ser substanciais. Isso fez com que, cultural e logisticamente, se estabelecesse esta necessidade primária de ter um veículo motorizado – razão pela qual a Nova Zelândia é um dos países com mais carros por cidadão do mundo!
Assim sendo, e dada a falta de procura, as opções de transportes colectivos são muitas vezes escassas e caras, fazendo com que – para o visitante médio – alugar carro seja praticamente obrigatório para explorar as vastas riquezas naturais Neozelandesas. Posto isto, tomámos a liberdade de fazer uma pequena compilação dos principais meios de transporte no país, para que saibas a melhor forma de te deslocares do ponto A ao ponto B.

Conforme escrevi acima, alugar carro é quase sempre a melhor forma de explorar a terra da longa nuvem branca. Já se sabe, no que toca a conveniência e espontaneidade, não há nada como termos o nosso próprio veículo em viagem! Chegado aos aeroportos de Auckland e Queenstown (ou qualquer outro que utilizes), irás encontrar várias alocadoras onde é possível alugar todo o tipo de carro. No entanto, recomendamos veemente que trates do assunto com a devida antecedência antes da tua partida, podendo consultar plataformas como a Rentalcars.com para ficares a par de preços e disponibilidades. Para além disso, e antes de tomares uma opção puramente baseada nas tuas preferências pessoais ou orçamento, é importante que tenhas em atenção o terreno das áreas que irás visitar, bem como o teu nível de experiência com o veículo em questão.
As estradas Neozelandesas costumam estar em excelente condição, mesmo nas zonas de natureza. No entanto, só existem autoestradas entre as principais cidades e a maioria das vias conta apenas com duas faixas (uma para cada lado). Esse factor, associado a um terreno acidentado com curvas e contracurvas e trechos mais estreitos, fará muitas vezes com que o percurso demore mais tempo do que aquilo a que estás habituado para cumprir o mesmo número de quilómetros em Portugal. Seja como for, conduzir torna-se quase uma atracção turística, já que as paisagens que vais atravessando são absolutamente épicas! Quanto à condução em si, os locais são habitualmente bastante ordeiros e cumpridores da lei, traduzindo-se numa experiência tranquila e sem grandes sobressaltos.
Por outro lado, os Neozelandeses conduzem no lado esquerdo da estrada (como no Reino Unido ou na Austrália), pelo que é necessária alguma habituação. Para ajudar, recomendamos que optes por um carro de transmissão automática, para que não tenhas que utilizar a manete das mudanças com a mão esquerda.
Ao alugares um carro, e como é habitual, mandam as boas práticas que tenhas sempre especial atenção às reviews online, leias bem todos os papéis que tenhas que assinar e documentes antecipadamente (com recurso a fotos e vídeos) o estado do veículo. Afinal, já se sabe como esta indústria funciona. Adicionalmente, tem em atenção que é legalmente obrigatório tirar uma Licença de Condução Internacional para poderes conduzir na Nova Zelândia. Finalmente, importa mencionar que, caso visites os parques durante o Inverno, pode acontecer que te depares com estradas com neve e fenómenos meteorológicos um pouco mais intensos. Como tal, certifica-te que estás a utilizar pneus adequados e que sabes como colocar e retirar as correias de neve nos pneus. Mais vale prevenir do que remediar!

A par do aluguer de carro, muitos visitantes também optam por alugar caravanas. Normalmente, existem dois tipos de veículos motorizados onde os viajantes podem dormir: as motorhomes, que são maiores e com espaços comuns de dimensões mais generosas; e as campervans, mais pequenas e básicas. As primeiras são construídas propositadamente para este propósito e costumam ser bem mais caras, ao passo que as últimas são muitas vezes vans que foram adaptadas para acomodarem uma cama e uma minicozinha. Mesmo que optes por alugar um destes veículos, isso não significa que possas simplesmente fazer campismo selvagem e encostar em qualquer lado. Essas regras dependem de cada região.
Ainda assim, na maioria dos Conselhos Regionais serás obrigado a pagar uma taxa para passar a noite num holiday park, embora os valores sejam bem mais simpáticos comparativamente a um quarto de hotel – especialmente juntos aos parques nacionais mais populares. Estes parques de campismo têm zonas dedicadas para veículos motorizados, bem como áreas comuns que incluem cozinha e casas-de-banho para hóspedes. Podes ainda ter acesso à corrente eléctrica do parque, embora para isso tenhas que pagar extra por um “powered site”. Nesse caso, contudo, podes utilizar luzes, electrodomésticos e tomadas da caravana, e ainda carregar o veículo caso seja eléctrico.
Felizmente, existem milhares de locais de acampamento (selvagens e regularizados) espalhados por toda a Nova Zelândia, pelo que terás sempre uma opção à escolha. Para consultares a localização destes acampamentos, leres as suas avaliações e completares a tua reserva, podes utilizar apps como a CamperMate ou a Rankers Camping NZ.
Numa nota final, importa ressalvar que alugar uma caravana nem sempre se traduz numa experiência mais barata. Especialmente no pós-Covid, os preços dispararam de sobremaneira, podendo facilmente chegar a uns inacreditáveis NZD $800 por dia em época alta! Se a isto adicionarmos combustível e a tarifa do campismo para um powered site (NZD $50-$100 por caravana, por noite), facilmente concluímos que alugar carro e ficar num hotel pode muito bem sair mais barato. Fora da época alta, contudo, os valores são bem mais simpáticos.
Se esta informação te aguçou o apetite, podes alugar a tua motorhome ou campervan na Nova Zelândia através de empresas como a IndieCampers, Jucy, a Star RV ou a Mad Campers.

Sem um carro, a tarefa de explorar a Nova Zelândia complica-se substancialmente. Não que não seja exequível, mas irá exigir mais tempo, menos liberdade e – especialmente se estiveres a viajar em casal ou em grupo – um orçamento mais generoso.
Para viajar entre as principais cidades e centros urbanos, os autocarros da InterCity são a tua melhor opção. Considerado o principal operador rodoviário do país, a rede da empresa contempla praticamente todas as cidades, tais como Auckland, Hamilton, Wellington ou Rotorua – na North Island – e Queenstown, Christchurch, Franz Josef ou Nelson, na South Island. Verdade seja dita, é possível recorrer a estes autocarros para chegar aos centros urbanos ou bases mais próximas dos parques nacionais, lagos e glaciares mais populares da NZ, mas ficas depois dependente de tours ou táxis para chegar a essas atracções específicas. Não é o ideal… mas é melhor que nada! Outra desvantagem face ao aluguer de carro é a necessidade de acomodar os horários restritos de algumas destas ligações de autocarro, já que em alguns dos casos existe apenas uma saída diária em determinada rota.
Como alternativa, podes contratar os serviços de um shuttle ou juntar-te a um tour. Por coincidência, a mesma InterCity oferece alguns tours de 1 dia a locais como Hobbiton, Waitomo Caves, Milford Sound e Parque Nacional Monte Cook. Podes descobrir mais na página dos tours da empresa. Outras empresas de tours e shuttles incluem a Tekapo Shuttle (Monte Cook), a Tracknet (Milford Sound), a Auckland Tours (Hobbiton) ou a Tongariro Crossing Shuttles (Tongariro). Para além disso, tens sempre a hipótese de recorrer aos agregadores de tours mais populares, como a Viator.
Tudo isto faz com que seja tecnicamente possível visitar todos os locais do nosso roteiro com recurso a autocarros e tours (e um voo interno entre a North e a South Island). No entanto, será uma experiência mais superficial, já que contemplará apenas 1 dia em alguns parques nacionais onde – se munido com o teu próprio veículo de aluguer – seria recomendado passar pelo menos 2.
NOTA: A par dos autocarros e shuttles, a Nova Zelândia também oferece um conjunto de três viagens cénicas de comboio. Promovidas como “The Great Journeys”, são elas a Northern Explorer (Auckland a Wellington), a Coastal Pacific (de Picton and Christchurch) e a TranzAlpine (de Christchurch a Greymouth). No entanto, nenhuma destas viagens se enquadra no nosso roteiro, pelo que optámos por não destacar o serviço ferroviário. Seja como for, se tiveres interesse nesta oferta, podes consultar o site oficial dos Caminhos-de-Ferro.

Para fechar a secção dos transportes, teríamos sempre que mencionar a possibilidade de apanhar um voo interno na Nova Zelândia. Isto é especialmente útil para a viagem entre a North Island e a South Island, já que a alternativa passa por percorrer toda a distância até Wellington, atravessar de ferry até Picton, e depois voltar a fazer o resto do percurso por estrada até ao teu destino da South Island (Franz Josef, Te Anau ou Queenstown). Em suma, com um voo entre Auckland e Queenstown (respeitando o nosso itinerário), despachas em apenas 2 horas aquilo que te demoraria um dia inteiro a completar por terra e mar.
Como tal, optimizar o tempo é essencial! Felizmente, o país é servido por várias companhias aéreas para esta rota específica, nomeadamente a Jetstar e Air New Zealand. As tarifas variam muito consoante a época do ano e o nível de procura, sendo possível voar por apenas €40,00 em época baixa e na shoulder-season. No entanto, no pico do Verão, esses valores podem chegar aos €200,00.
Sem surpresa, tendo em conta a diversidade natural do país, as distâncias significativas entre destinos e a forma como estes estão tão espalhados pelo território, recomendamos que passes pelo menos 2 semanas a explorar a Nova Zelândia. Não só tens à tua espera uma imensidão de locais para visitar, como o tempo despendido em deslocações vai tomar uma porção significativa do teu itinerário, pelo que “quanto mais, melhor”!

Posto isto, e embora mesmo assim não dê para tudo, com uma estadia de 14 dias já é possível desfrutar do que de melhor o país tem para oferecer. Para além da paragem obrigatória em Auckland, com direito a day trip à famosa Hobbiton, com 2 semanas completas podes passar mais uns dias na North Island para apreciar a paisagem do Parque Nacional Tongariro, antes de desceres à South Island, um dos melhores destinos de natureza do planeta. Aí, depois de assentares em Queenstown por uns dias, podes partir à descoberta e explorar o Parque Nacional Mount Cook, o Parque Nacional Mount Aspiring e os fiordes de Milford Sound, terminando a aventura com uma longe, mas compensadora day trip ao Franz Josef Glacier e ao Fox Glacier.
Ainda assim, e sem mais demoras, apresentamos-te as cidades e atracções que deves visitar num roteiro de 14 dias pela Nova Zelândia.
NOTA: Este roteiro foi desenhado tendo em conta o aluguer de um carro ou caravana. Se não quiseres ou puderes alugar o teu próprio veículo, será necessário contemplar um período mais prolongado para as deslocações.

Depois de um inevitável e longuíssimo voo, o mais provável é que chegues à Nova Zelândia através do aeroporto de Auckland. Verdade seja dita, a cidade está longe de ser um dos destaques do país, mas continua a merecer um passeio – quanto mais não seja para começares com calma e te adaptares ao jet lag e ao novo fuso horário! Assim sendo, iremos passar à frente as praias da West Coast e as ilhas e ilhéus espalhados pela baía de Auckland (para onde os locais gostam de fugir ao fim-de-semana), e focar-nos-emos apenas nas zonas centrais da cidade, começando pela famosa Ponsonby Road. Considerada uma das principais avenidas de Auckland, é conhecida pelas suas boutiques e lojinhas, sendo um excelente sítio para um passeio tranquilo enquanto te vais ambientando ao destino. Para além disso, esta zona tem também vários restaurantes e cafés bastante bem cotados para o teu pequeno-almoço!

De seguida, vais passar no Viaduct Harbor, uma zona portuária que passou por um extenso processo de remodelações, tornando-se, hoje em dia, uma das zonas mais exclusivas da cidade. Essa será a tua porta de entrada no Auckland CBD (Central Business District), o distrito correspondente ao coração da cidade. Apesar de ser mais moderna e menos clássica que as suas congéneres Australianas, esta zona continua a ter um mix bastante interessante de arquitectura vanguardista (prédio altos e arranha-céus) e colonial, com alguns edifícios de estilo mais europeu. Isto é especialmente notório ao longo da Queen Street. Entre as construções mais emblemáticas do CBD, destacam-se a Catedral de São Patrício, a Câmara Municipal e – o mais famoso de todos – a emblemática Sky Tower (NZD $47). Considerado o edifício mais alto de toda a Nova Zelândia, podes subir a esta torre e desfrutar de vistas espectaculares sobre o distrito central, a zona da baía e as ilhas e golfos da região.

De volta ao rés-do-chão, irás fazer um desvio até ao Auckland Domain, considerado o principal parque da cidade. É que, para além do impecavelmente mantido espaço verde, aqui encontrarás o Museu Memorial da Guerra de Auckland (NZD $27), um marco obrigatório para quem queira descobrir mais sobre a cultura nativa. Apesar de uma boa parte da exposição se focar na participação do país em vários conflitos bélicos, um dos pontos altos é a secção dedicada à cultura, artefactos e história do povo Maori, com direito a várias pequenas performances musicais e ritualísticas (incluindo o famoso “Haka”). Finalmente, irás dar o dia por terminado com mais uma panorâmica sobre a cidade! Acontece que Auckland foi erigida sobre um campo volcânica, estando contabilizados mais de 50 cones vulcânicos espalhados pela cidade. Em alguns deles, dada a sua dimensão, é possível subir para desfrutar da paisagem, sendo que nenhum será porventura mais popular que o Maungawhau / Mount Eden. Mais do que uma simples caldeira, estes espaços viraram verdadeiros parques, equipados com cafés, centros de visitantes e passadiços, para que todos possam desfrutar da vista e do passeio sem grandes inconvenientes.

Resumo do 1º dia:

Depois de um primeiro dia relaxado e de carácter mais urbano, vamos então pegar no carro e começar a palmilhar as estradas da Nova Zelândia! Partindo de Auckland, esta etapa será fundamentalmente dividida em duas actividades – bastante famosas, diga-se de passagem. Assim, pela manhã o teu destino será o emblemático Hobbiton Movie Set, situado nos arredores da vila de Matamata e popularizado através das trilogias “Senhor dos Anéis” e “Hobbit”, ambas com filmagens na Nova Zelândia. Como já deves ter inferido pelo nome, Hobbiton era o set permanente onde foram filmadas todas as cenas que tinham lugar na vila onde os Hobbits viviam (The Shire), com o local a registar um interesse tão grande junto de visitantes, que o proprietário do terreno optou por nunca o desmantelar. De resto, e mesmo para quem não seja fã de nenhuma destas sagas (gente de mau gosto, há que dizê-lo), o cenário não deixa de ser interessante, assemelhando-se a uma espécie de parque temático adoravelmente situado ao longo de voluptuosas colinas verdejantes. O bilhete de entrada em Hobbiton tem o custo de NZD $120 e todas as visitas são devidamente acompanhadas de um guia. Para além de explorares a vila, é ainda possível entrar em algumas das casas dos hobbits e até mesmo tomar uma bebida no Green Dragon Inn, o pub de The Shire.

Depois da visita a Hobbiton e da paragem de almoço, é tempo de te deslocares até às Waitomo Caves, e menos de 90 minutos de distância. Uma intrincada rede de cavernas, passagens escuras e rios subterrâneos, este sistema foi formado há mais de 30 milhões de anos, com a entidade responsável pela exploração e manutenção do ecossistema a organizar tours de barco por algumas das grutas mais impressionantes. No total, são mais de 300 cavernas espalhadas pela região de Waitomo, embora apenas uma ínfima percentagem esteja aberta a visitantes. Entre essas, a mais conhecida e ampla é a Cathedral Cave, que faz parte de uma secção extremamente popular à conta da presença de uma gigantesca comunidade de vaga-lumes. Semelhantes aos pirilampos, os vaga-lumes emitem uma luz do seu corpo, o que significa que, no ambiente obscuro das grutas, estes insectos criam um cenário absolutamente mágico, com milhares de luzinhas espalhadas pelas águas, paredes e estalactites das cavernas. O tour das cavernas dos vaga-lumes dura 45 minutos e tem o custo de NZD $81. Muitos dos visitantes optam por combinar estas grutas com a Ruakuri Cave, uma das mais longas do complexo. Esta segunda caverna tem também um significado espiritual muito importante (e que é explicado no tour) para os Maori. Caso queiras fazer o tour combinado, a visita levará 3 horas e terá o custo de NZD $170.

Ao final do dia, podes optar por regressar a Auckland para passar a noite ou seguir para Turangi, a melhor base para o parque nacional que irás visitar nos próximos 2 dias! Como alternativa a Turangi, podes também optar pela National Park Village, que fica mais próxima do parque, mas onde as opções de restauração e alojamento são mais escassas e caras.
NOTA: Se estiveres a viajar sem carro, podemos aconselhar este tour que te levará a Hobbiton e às Waitomo Caves.
Crédito da imagem das Waitomo Caves: National Geographic
Resumo do 2º dia:

Apesar de o dia de ontem ter sido um excelente aperitivo, é agora que começa a tua verdadeira aventura na Nova Zelândia. Afinal, hoje visitarás o teu primeiro dos extraordinários parques nacionais que ajudaram a catapultar o país para a ribalta do turismo de natureza, começando precisamente pela grande joia da North Island. Designado como Património da Humanidade pela UNESCO, é no Parque Nacional Tongariro que encontrarás o cenário pristino tantas vezes associado a esta nação oceânica, com os seus lagos, cascatas, picos alpinos e crateras, que partilham o espaço da reserva com nada menos que três vulcões activos: Tongariro, Ngauruhoe e Ruapehu! Posto isto, e para começares em grande, o teu dia inaugural neste parque será passado a completar o Tongariro Alpine Crossing, possivelmente o hike mais famoso de toda a Nova Zelândia. Com uma extensão de cerca de 20 km, e já contemplando algumas paragens para fotografias, terminar este trilho pode muito bem levar-te umas boas 8 ou 9 horas.

No entanto, e antes de te mostrarmos o que esperar da caminhada, é importante esclarecer alguns importantes detalhes logísticos e organizacionais. Para começar, e desde 2023, é obrigatório completares uma reserva com a indicação da data em que pretendes caminhar o Tongariro Alpine Crossing. Essa reserva é gratuita e feita através do site oficial do Department of Conservation dos parques nacionais da Nova Zelândia. Para além disso, tem em atenção que este trilho não é feito em loop, o que significa que o local onde termina é diferente do ponto inicial. Tendo em conta a distância substancial percorrida, existem vários serviços de shuttle que transportam os visitantes entre os diferentes pontos de interesse do parque – incluindo o início e fim da trilha! Assim, é recomendado que deixes o carro no fim do percurso (em Ketetahi) e apanhes um shuttle até ao início (em Mangatepopo). Dessa forma, podes caminhar todo o percurso de 20 km e no final terás o teu carrinho à espera em Ketetahi! Este serviço de shuttle custa NZD $60 já inclui a tarifa de estacionamento para o dia todo.

Quanto ao hike, podes esperar um verdadeiro highlight reel com o melhor que a Nova Zelândia tem para oferecer! Começando no Mangatepopo Valley, vais seguir um riacho flanqueado por rocha vulcânica sólida (lava que secou) até chegares à Red Crater, no ponto mais alto do trilho. A cratera fica junto do Monte Ngauruhoe, mas não é possível subir ao topo deste vulcão activo, já que é um local sagrado para os Maori e as condições de segurança não estão garantidas – ainda assim, a paisagem é sublime a partir do topo da Red Crater! A partir daí, começarás a descida até Ketetahi, passando no caminho pelos Emerald Lakes, que como podes inferir pelo nome têm águas em tons esverdeados. Aliás, a vista destes lagos à medida que desces a encosta é provavelmente a grande imagem de marca do Tongariro Alpine Crossing! Não muito longe, vale igualmente a pena parar para umas chapas no Blue Lake, a última grande atracção antes do terreno mudar totalmente para o último trecho antes do fim do trilho.

Resumo do 3º dia:

Apesar de teres concluído com sucesso aquela que é a principal actividade do Parque Nacional Tongariro, isso não significa que não valha a pena dedicar um dia extra à reserva! Afinal, são mais de 80.000 hectares de terra repletos de tesouros naturais e paisagens deslumbrantes, pelo que não será um trilho de 20 km – por mais incrível que seja – a fazer-lhe inteira justiça! Assim sendo, hoje vais aproveitar para conhecer outras zonas do parque e completar 2 ou 3 hikes secundários e mais pequenos. Felizmente, todas estas caminhadas saem da Whakapapa Village, pelo que podes deixar o carro estacionado junto ao Visitor Center (limite de 3 horas) ou neste parque (sem limite).

O objectivo passará por completar um trekking em cada metade do dia, reservando a etapa da manhã para a Taranaki Falls Walk. Desenhado em loop, este trilho começa e termina na Whakapapa Village, o que ajudará a organizar o itinerário. Com cerca de 6 km de extensão, o ponto alto é a passagem na Cascata Taranaki, que escorre de uma impressionante altura de 20 metros. Seja como for, o caminho é uma parte fundamental da diversão, passando por florestas e matagais, sempre com vistas desimpedidas para os vulcões do parque. Outra vantagem deste circuito é que o acesso não é de natureza sazonal, estando aberto todo o ano. No total, reserva 2 horas para o trilho.

De regresso à Whakapapa Village e já depois de recarregares baterias ao almoço, a tarde reserva-te a Silica Rapids Walk, outro caminho em loop – este de cerca de 7 km – que acompanha este curso de água onde a corrente é mais turbulenta e rápida, criando um efeito mais branco e espumoso no leito. Uma vez que o terreno em redor não tem grandes elevações, a paisagem aberta permite-te ir aproveitando as vistas para as montanhas do Tongariro, que por esta altura já te serão bem familiares. É um trilho extremamente bem marcado e com muitas zonas delimitadas por passadiços, demorando cerca de 2h30 a completar.

Resumo do 4º dia:

Tendo já experienciado uma espécie de “best of” da North Island, é agora tempo de mudares de ares e explorares a outra ilha da Nova Zelândia. Infelizmente, isso significa que perderás potencialmente grande parte do 5º dia do teu roteiro para chegares à South Island e instalares-te em Queenstown, a tua primeira base nesta região do país. Para começar, terás que regressar a Auckland e entregar o carro no aeroporto. Segue-se um voo de cerca de 2 horas até Queenstown, onde levantarás outro veículo antes de arrepiares caminho até ao teu hotel. Contas feitas, e mesmo que saias bem cedo, perderás pelo menos a manhã inteira na deslocação. Apesar de ser uma cidade relativamente pequena, Queenstown é uma excelente base para visitar alguns parques nacionais, trekkings e lagos das redondezas, funcionando como uma espécie de capital não-oficial do turismo de natureza da Nova Zelândia. Não que exista muito para ver na cidade propriamente dita, mas é um sítio confortável, simpático e com boas infraestruturas.

Assim sendo, com o dia e meio (sensivelmente) que terás livre para explorar Queenstown e arredores, podes aproveitar para dar um passeio nos pitorescos Queenstown Gardens, tomar uma bebida no viral Queenstown Ice Bar, fazer um cruzeiro cénico pelo Lago Wakatipu ou simplesmente ficar a relaxar junto à promenade. Por outro lado, se preferires participar em actividades radicais e de adrenalina, também não faltam opções por estas bandas, desde fazer bungee jumping da Ponte Suspensa Kawarau, andar no maior baloiço do mundo instalado num desfiladeiro (o arrepiante Nevis Swing) ou arriscar numa atribulada viagem de Jet Boating ao longo do Rio Shotover.

Finalmente, para um pouco de cultura, recomendamos a curtíssima deslocação de apenas 20 km até à localidade de Arrowtown. Ligada à história da Gold Rush na Nova Zelândia, Arrowtown era uma antiga cidade mineira para onde gente de todo o mundo veio trabalhar durante o século XIX em busca de encontrar e minerar ouro. À conta disso, a pequenina Arrowtown tem uma arquitectura colonial bastante bonita e difícil de encontrar no país, com edifícios e comércios antigos, ruas fofinhas e alguns museus, entre os quais se destaca o Chinese Settlement, onde vivia a maior comunidade imigrante de mineiros, proveniente da China.

Resumo do 5º e 6º dia:

Embora seja tecnicamente uma actividade para fazer em Queenstown, optámos por separar e destacar o fabuloso Ben Lomond Track, um dos trilhos urbanos (isto é, fora de um parque nacional) mais reconhecidos da Nova Zelândia. Se considerarmos toda a extensão do trilho, a partir do início do Tiki Trail até ao Ben Lomond Summit, a distância total é de 14 km ida-e-volta, com um ganho de altitude de quase 1500 metros! Escusado será dizer, esta é uma caminhada cansativa e que te tomará o dia inteiro. No entanto, existe uma forma bastante cénica de cortar alguns quilómetros ao caminho. Afinal, bem junto ao início do trilho, os visitantes podem apanhar a gôndola da Skyline Queenstown (NZD $66 ida-e-volta) até à estação superior, poupando assim 3 km de caminho e 500 metros de elevação face ao percurso original. Aliás, a própria viagem de teleférico – o mais íngreme do Hemisfério Sul – é outro dos destaques de Queenstown, assim como a vista absolutamente extraordinária a partir do Bob’s Peak, onde a curta viagem termina.

Se dermos então início ao Ben Lomond Track desde esse ponto, serão 11 km ida-e-volta (podes voltar a descer de teleférico com o mesmo bilhete). A primeira parte do trilho corresponde ao percurso até à Ben Lomond Saddle, uma zona subalpina que marca o ponto mais baixo entre duas montanhas. Isto significa que terás que subir a encosta da primeira montanha e depois descê-la no lado oposto, com a zona da Saddle a marcar o início da vertiginosa subida até ao Ben Lomond Summit, considerado o pico da segunda montanha e o ponto onde a trilha termina.
De resto, a caminhada é tão exigente que muito boa gente opta por terminar na Ben Lomond Saddle sem nunca chegar ao cume. Por sorte, a vista daqui já é fenomenal e esta secção (Bob’s Peak até à Saddle) demora uns 90 minutos só ida. É também fundamental estar atento à meteorologia a partir deste ponto, já que a subida ao Summit é notoriamente desprotegida e estarás totalmente exposto aos elementos. Em caso de ventos fortes, chuva e/ou trovoada, o melhor é voltares imediatamente para trás.

No entanto, se São Pedro estiver do teu lado, podes avançar com cuidado e completar o trecho mais exigente do hike, com uma subida praticamente ininterrupta de 1 hora até ao Ben Lomond Summit. Se a encosta estiver coberta com gelo e neve, e a não ser que tenhas o equipamento adequado e/ou sejas um hiker experiente, o melhor é não arriscar, já que a probabilidade de acabares a cair e a deslizar pela gravilha é acentuada. Chegado ao cimo, serás recompensado com uma panorâmica majestosa de toda a região e – não menos importante – um sentido de concretização intacto, restando-te a longa descida até ao teleférico que ainda pode demorar umas boas 2h30. É um trilho duro e exigente, mas com calma, paciência e bom planeamento, é exequível para o viajante médio.
Resumo do 7º dia:

Mais um dia, mais um hike – desta feita até ao famoso Roy’s Peak! Um bocadinho à semelhança do Ben Lomond Track, a Roy’s Peak Walk é outra trilha bastante popular que não está enquadrada em nenhum dos parques nacionais da South Island, pese embora fique a paredes-meias com o Mount Aspiring National Park. No entanto, ao passo que a caminhada de ontem teve início a partir da tua base de Queenstown, hoje terás que conduzir durante pouco mais de 1 hora até Wanaka, onde o trekking terá início (podes estacionar neste parque). Quase a chegar, podes aproveitar para tirar a foto da praxe na That Wanaka Tree, que se ergue precisamente das águas do lago homónimo que banha a cidade. Uma vez mais, esta será uma actividade que tomará praticamente o dia inteiro, já que são precisas umas boas 7 horas para percorrer todos os 16 km (ida-e-volta) do percurso e lidar com o ganho de elevação de mais de 1200 metros.

A Roy’s Peak Walk é outro hike relativamente exigente, como de resto são quase todos os que fazem parte deste roteiro. No entanto, se souberes controlar o teu ritmo e fores subindo sem pressas, não terás grandes problemas. Curiosamente, muitos visitantes internacionais vão um bocadinho ao engano, pensando que a subida termina no Roy’s Peak Lookout. Isso deve-se ao facto de que este miradouro se foi tornando cada vez mais popular nas redes sociais, cumprindo a sua missão de atrair mais turistas. Mas na verdade, o cume onde termina a trilha fica a mais ou menos 30 minutos de distância… E sempre a subir, pelo que a paisagem consegue ser ainda melhor! Com as águas do Lago Wanaka diante dos teus olhos e vários dos picos montanhosos do Mount Aspiring a espreitar no horizonte, esta é uma imagem difícil de bater, até para os exigentes pergaminhos Neozelandeses! Menos entusiasmante é a descida, com a pressão da inclinação a pesar nos teus joelhos e o cansaço acumulado de alguns dias de actividade física (e só podemos prometer que vai piorar).

De volta ao carro, podes regressar ao hotel em Queenstown ou seguir para o próximo ponto do roteiro e passar a noite na Mount Cook Village, poupando-te assim o tempo da deslocação no dia seguinte. Numa nota final, tem em atenção que a subida ao Roy’s Peak está anualmente interdita entre os dias 1 de Outubro e 10 de Novembro.
Resumo do 8º dia:

Despertando já num novo destino, os próximos dois dias do roteiro serão inteiramente dedicados ao Mount Cook National Park, possivelmente o parque nacional mais emblemático de toda a Nova Zelândia! Afinal, é nesta reserva que podes encontrar as maiores montanhas do país, com quase 20 picos acima dos 3000 metros, bem como alguns dos glaciares mais reconhecidos. Aliás, estima-se que cerca de 35% do parque esteja coberto por estes maciços de gelo! Embora isso possa fazer soar com que o Parque Nacional Aoraki (o nome do Monte Cook, mas em Maori) seja um destino intrépido e apenas ao alcance de alpinistas e hikers mais experientes, a verdade é que toda a organização e infraestrutura tornam a maioria das atracções e trilhos acessíveis a todo o tipo de visitante, pelo que não existem desculpas para não vir cá!

Posto isto, e para começares a tua visita com o pé direito, recomendamos que completes o Hooker Valley Track, um dos trekkings mais populares do Monte Cook e uma das caminhadas com melhor rácio de beleza natural/acessibilidade em toda a Nova Zelândia! Depois das autênticas epopeias que já tiveste a oportunidade de terminar ao longo da última semana, esta caminhada até chegará a parecer fácil, já que serão apenas 10 km ida-e-volta (cerca de 3 horas) por entre pontes de cordas e passadiços com praticamente nenhuma variação de altitude. O trilho tem início no White Horse Hill Campground e termina junto às margens do Hooker Lake, sendo que terás depois que fazer todo o percurso de regresso à origem.

Já depois de almoço, sobrar-te-á ainda tempo para admirares um dos famosos glaciares do Monte Cook – e neste caso, praticamente nem precisarás de caminhar! Felizmente, podes levar o carro até ao Tasman Glacier Car Park, situado a uns míseros 10 minutos a pé do famoso Tasman Lake Viewpoint. Este miradouro fica mesmo junto à boca do rio que é alimentado pelo lago, que por sua vez tem como principal fonte de água o gelo que vai escorrendo do Tasman Glacier, perfeitamente visível a partir deste ponto. Se ainda tiveres energia, podes até fazer um desvio do percurso principal que vai dar ao glaciar e completar o Blue Lakes Loop Track. Uma vez mais, é uma caminhada rápida e pouco exigente (2.4 km; sem elevação), que termina num miradouro com uma panorâmica bastante bonita dos lagos.

Resumo do 9º dia:

Para o segundo e última dia no Mount Cook National Park, quisemos trazer-te algo ligeiramente (note-se o eufemismo) mais exigente. Apelidado de “stairway to heaven”, o Sealy Tarns Track obriga-te a subir nada menos que 2200 degraus para poderes chegar ao destino, ganhando uma elevação de cerca de 600 metros. Na verdade, essa é mesmo a única dificuldade do percurso, já que o terreno e trilho estão bem mantidos e sinalizados. No entanto, passar 2 horas a subir escadas (e + 1 hora a descer) tem sempre a sua exigência, pelo que é inevitável que termines a trilha relativamente exaurido.
Também neste caso, o hike tem início no White Horse Hill Campground, bastando-te seguir as sinalizações com o nome de Sealy Tarns. Como em qualquer subida, as vistas vão ficando cada vez melhores à medida que ganhas altitude, com a caminhada a terminar junto a um pequeno lago alpino, cercado de glaciares e picos de montanha. É verdadeiramente uma paisagem memorável, com uma panorâmica que inclui o Hooker Valley e o próprio Mount Cook!

Na verdade, o Sealy Tarns Track é uma secção do maior e mais exigente Mueller Hut Route, considerado o hike mais importante deste parque nacional. Aliás, este trilho foi mesmo criado por Edmund Hillary, o lendário alpinista Neozelandês que – juntamente com o sherpa Tenzing Norgay – se tornaram as primeiras pessoas a escalar oficialmente o Monte Evereste! Como tal, subir o Mueller Hut não é propriamente uma tarefa fácil ou recomendada para caminhantes inexperientes, pelo que a nossa recomendação é de que te fiques por Sealy Tarns. Posto isto, se estás habituado a trekkings exigentes e/ou tens o treino adequado, terás que caminhar mais 2 horas a subir depois do lago alpino para chegares ao final da Mueller Hut Route. Boa sorte!

Resumo do 10º dia:

Infelizmente, este será um dia sem grandes acontecimentos, já que terás que mudar de base e deixar o teu hotel na Mount Cook Village. Pela frente, espera-te uma longa deslocação de mais de 5 horas até à localidade de Te Anau, um dos melhores locais de alojamento para quem queira explorar o Fiordland National Park e o seu extraordinário Milford Sound (já lá iremos). Entre as horas perdidas na estrada, a paragem de almoço e os processos de check-out e check-in, realisticamente não sobrará grande tempo para nada de substancial.
No entanto, a estrada de saída do Monte Cook passa mesmo junto às margens do Lago Pukaki, pelo que vale a pena parar aqui para admirar este expansivo corpo de água. Considerado o lago mais azul da Nova Zelândia, os tons turquesa são verdadeiramente impressionantes – especialmente em dias de sol! Não existe grande infraestrutura nesta zona, mas é recomendado caminhar ao longo da Lake Pukaki Shoreline Walk e parar para algumas fotografias desde o Peter’s Lookout. Para onde quer que olhes, terás uma vista incrível das águas brilhantes do Lago Pukaki e dos picos do Monte Cook em plano de fundo.

Uma excelente carta motivadora para o resto das horas na estrada até Te Anau!
Resumo do 11º dia:

Já viste montanhas, vales, cascatas e glaciares, por isso agora é tempo de explorar o Fiordland National Park, que, tal como o nome indica, é famoso pelos seus fiordes! Contudo, e uma vez que o parque é bastante grande e com algumas áreas de difícil acesso, o melhor é mesmo ficares-te por Milford Sound (ou Piopiotahi, em Maori), a zona mais popular e concorrida do parque. Muita gente opta por visitar este fiorde numa day trip, mas achamos honestamente que esse período tão breve não faz jus à espectacularidade do cenário. Como tal, recomendamos então que te estabeleças em Te Anau e conduzas até Milford Sound (1h20 para cada lado) a partir daí.
Alternativamente, podes ficar alojado mesmo no fiorde ou na estrada de acesso, mas as opções disponíveis normalmente cingem-se a acampamentos ou a lodges extremamente caros, com tarifas por noite que podem facilmente chegar aos €400-€500. Para além disso, a estrada desde Te Anau é absolutamente sublime, com paisagens fabulosas em cada esquina. Ao contrário da norma, apanhar chuva em Milford Sound é quase uma bênção, já que as montanhas da região estão cobertas por vários cursos de água que só se revelam em dias de chuva. Ora, isto faz com que a estrada de acesso seja flanqueada por inúmeras cascatas que vão jorrando do topo de cada encosta, dando à paisagem uma atmosfera quase-alienígena e que provavelmente não tem paralelo em nenhum outro lugar do mundo.

Chegado a Milford Sound, nada melhor que esticar as pernas com mais um trekking! Apesar de as actividades mais populares deste fiorde terem lugar a partir da água (como verás amanhã), Milford Sound tem vários trilhos curtos que bem fazem por merecer o esforço. E desses, nenhum é melhor ou mais espectacular que o Lake Marian Track, um hike de cerca de 6 km ida-e-volta que demora umas 3 horas a completar. Podes deixar o carro neste parque, imediatamente junto ao início do percurso. Uma vez que o Lake Marian fica a uns 40 minutos do fiorde, é recomendado fazer o trilho no caminho para Milford Sound desde Te Anau. Quanto à caminhada, atravessa várias cascatas e paisagens de montanha, até à inevitável conclusão no lago. É bonito e tranquilo, longe das multidões.

Já de regresso ao carro, existem outros caminhos muito mais curtinhos que podes fazer mesmo em Milford Sound para aproveitar a paisagem recortada do fiorde. Na verdade, nem se podem bem chamar hikes/trilhos, já que não chegam sequer a 1 km de extensão! No entanto, e porque quantidade não é qualidade, as vistas são magníficas, nomeadamente para quem percorra o Milford Sound Lookout Track, a Milford Foreshore Walk (ambas com 400 metros) e a Bowen Falls Walk (300 metros). Em suma, uma excelente forma de passar a tarde sem que tenhas que te cansar muito! Ao final do dia, terás então que regressar a Te Anau para pernoitar.

Resumo do 12º dia:

Tendo já experienciado Milford Sound a partir da terra, é então hora de te fazeres às águas. Afinal, haverá melhor forma de experienciar um fiorde? Posto isto, a maneira clássica de explorar a região passa por te juntares a um cruzeiro! Felizmente, não faltam opções de escolha, já que as empresas turísticas do país estão bem cientes da popularidade de Milford Sound. Existem várias tipologias de cruzeiro disponíveis, mas a versão clássica conduzir-te-á pelos locais mais impressionantes do fiorde, atravessando cascatas (prepara-te para ficar molhado) e aproximando-se do inconfundível Mitre Peak, uma das montanhas mais conhecidas do Fiordland National Park. Pelo caminho, é ainda provável que consigas ver alguns animais que habitam este ecossistema, como pássaros, focas e até mesmo golfinhos e pinguins.
O passeio clássico costuma ter a duração aproximada de 2 horas e o acompanhamento de um guia por barco que vai explicando aos passageiros factos e histórias sobre os locais por onde se vai passando. Os tours oferecem chá, café e alguns docinhos simples (como biscoitos), mas normalmente não incluem refeições. Se tiveres interesse num cruzeiro de Milford Sound, podemos recomendar este. Por outro lado, existem versões premium e com outras adições, nomeadamente cruzeiros que incluem almoço, cruzeiros que incluem transporte desde Te Anau (se não quiseres/puderes conduzir) e até mesmo pacotes especiais que incluem cruzeiro e voo cénico sobre o Fiordland National Park, que é outra actividade bastante procurada na região.

Caso queiras celebrar uma ocasião especial, impressionar o teu companheiro/a de viagem ou simplesmente desfrutar de uma experiência única, então não podia deixar de mencionar o Milford Mariner, um navio de cruzeiro que te levará a passar a noite no cenário místico do fiorde. Para além do transporte e de uma cabine com quarto e casa-de-banho privada, o cruzeiro inclui jantar, pequeno-almoço e ainda a utilização livre de kayaks para poderes explorar determinadas secções de Milford Sound com maior liberdade. Um miminho!
Ao final do dia, recomendamos que pegues nas tuas trouxas e voltes a Queenstown para passar a noite, ficando assim um bocadinho mais próximo do teu destino para o dia seguinte.
Resumo do 13º dia:

Chegados ao último dia do teu roteiro pela Nova Zelândia, a derradeira etapa desta aventura reserva-te uma longuíssima day trip até à pequena cidade de Franz Josef, onde irás despedir-te do país com uma visita aos seus dois glaciares mais famosos! Num mundo ideal, o melhor seria mesmo passar a noite em Franz Josef (aka Waiau, em Maori) e levar as coisas com calma. No entanto, uma vez que o tempo e os recursos são finitos, teremos que safar-nos com o que temos – o que implica conduzir 5 horas para cada lado desde Queenstown! Se por acaso conseguires adicionar um dia extra ao teu itinerário, o melhor é mesmo ir num dia e regressar no seguinte. Seja como for, e caso não tenhas essa hipótese, terás que acordar com as galinhas e sair de Queenstown ainda de madrugada, chegando ao destino a meio da manhã.

Conhecida como a Terra dos Glaciares, este recanto da Nova Zelândia tem a particularidade de manter em condição praticamente intacta quase todas as suas massas de gelo, o que é extraordinariamente relevante tendo em conta o degelo que tem afectado a maioria destes fenómenos. Para além disso, os glaciares são extremamente acessíveis, fazendo com que a visita seja fácil e relativamente rápida. Assim sendo, e porque não há tempo a perder, a tua primeira actividade passará por completar a Franz Josef Glacier Valley Walk, um trilho com menos de 2 km que pode ser terminado em apenas 30 minutos ida-e-volta e que te levará a um miradouro com vistas desimpedidas para o glaciar e para o seu vale.

A apenas 25 minutos de distância, é altamente recomendado passar igualmente pelo Fox Glacier. Com um comprimento de 12 km, este é o maior glaciar da região, com uma dimensão e condição incomparavelmente mais impressionantes que as do glaciar congénere de Franz Joseph. Também aqui, podes percorrer um trilho – o Fox Glacier South Side Walkway – para te aproximares do maciço de gelo, com o caminho devidamente demarcado ao longo das margens do Rio Fox. Por outro lado, se estiveres à procura de uma experiência mais radical ou de uma perspectiva diferente da paisagem, existem vários tours que incluem viagens de helicóptero sobre os blocos de gelo e até mesmo actividades de hiking e montanhismo nos próprios glaciares. Havendo vontade e orçamento, o céu é o limite!

Depois de visitados os dois glaciares, terás que fazer todo o percurso de volta a Queenstown, onde devolverás o carro e de onde voarás no dia seguinte para Auckland, antes de iniciares a interminável e cansativa viagem de avião de volta a casa. De corpo cansado e – esperemos nós – de coração cheio!
Resumo do 14º dia:

Como já deu para perceber, a Nova Zelândia não é propriamente parca em locais fabulosos para visitar. Facilmente enchemos um itinerário de 14 dias, e a verdade é que poderíamos facilmente dobrar a contenda e mesmo assim não ter tempo de incluir todos os sítios merecedores de uma paragem! Assim, e a pensar nos felizardos que possam ter um bocadinho mais de disponibilidade para estender o seu roteiro, existem mais uns quantos destinos adicionais que não queríamos deixar de mencionar.

Se és daqueles que não consegue sequer contemplar uma quinzena de férias sem pelo menos uns diazitos de praia, então não podes perder o Abel Tasman National Park, considerado o destino balnear por excelência do país. Areia branquinha, águas cristalinas e de cor turquesa – tudo aquilo que associas a um destino de praia! No entanto, isto continua a ser a Nova Zelândia, pelo que o parque nacional continua repleto de trilhos, miradouros, piscinas naturais e oportunidades de actividades recreativas como kayaking. Este parque fica situado mesmo no norte da South Island, e Nelson é a cidade mais próxima.

Passando à North Island, um local que não tivemos tempo de incluir no plano original foi a região de Rotorua e arredores, famosa pelos seus lagos, geysers e estâncias termais. De resto, a cidade foi construída ainda no século XIX propositadamente para tentar atrair visitantes para os múltiplos encantos do distrito. É um bom destino para passar amanhã a fazer hiking (não perder a Redwoods Treewalk), visitar parques geotermais e participar em actividades mais animadas nos lagos (como rafting e ziplining), para depois ficar boa parte da tarde de molho no spa. Há coisas piores! Para além disso, Rotorua é uma das cidades onde a cultura Maori está mais presente, com quase metade da população proveniente da etnia nativa do país e várias atracções culturais e etnográficas.

Outros locais dignos de menção na Nova Zelândia incluem a cidade costeira de Kaikoura, o melhor destino do país para avistar golfinhos e baleias; The Catlins, uma área bem no sul com uma concentração anormal de cascatas; o Mount Aspiring National Park, possivelmente o melhor dos que não foram incluídos no roteiro; a Coromandel Peninsula, onde existem praias de água quente (é só cavar um buraco na areia e vê-la vir à superfície); a Ilha de Waiheke, popular pela sua paisagem e cultura vinícola; Wellington, a subvalorizada e muitas vezes esquecida capital do país; e a Bay of Islands, famosa à conta dos incontáveis tours de barco pelas quase 150 ilhas da baía e pelo local onde foi assinado o Tratado de Waitangi entre os colonizadores britânicos e os líderes tribais Maori, fundando na prática a nação da Nova Zelândia.
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