Guia de viagem do Parque Nacional de Yosemite que inclui informações acerca de hotéis, restaurantes e transportes, bem como um roteiro completo de 2 dias. O itinerário menciona tudo o que ver e fazer no Parque Nacional de Yosemite em 2 dias, com destaque para as principais atracções e pontos turísticos.
Estabelecido no longínquo ano de 1872 na Califórnia, Yosemite é considerado o parque nacional mais antigo do planeta, bem como a bitola pela qual todas as restantes reservas dos EUA se regem. Estendendo-se ao longo de uma área superior a uns impressionantes 3000 quilómetros quadrados, este espaço – como lhe chamaram em tempos – é um verdadeiro “templo da natureza”, recheado de pequenas maravilhas geológicas que vão de cascatas e miradouros a glaciares e sequoias gigantes. Pelo meio, não há como perder as faces rochosas assustadoramente imponentes, uma característica do parque que o ajudou a tornar-se um destino de eleição entre os amantes de escalada.
Posto isto, convidamos-te a ler o nosso guia de viagem do Parque Nacional de Yosemite e descobrir o que de melhor a reserva tem para oferecer, incluindo hotéis, passes, restaurantes, dicas de segurança e ainda um roteiro completo de 2 dias com tudo o que deves visitar no Parque Nacional de Yosemite.
Nota: este guia está baseado na nossa visita ao Parque Nacional de Yosemite, como parte de uma viagem vários Parques Nacionais da Costa Oeste dos EUA, que fizemos em 2024 e 2025, e que podes ver em pormenor no nosso Instagram.
Atendendo à dimensão gigantesca do parque, não admira que existam vários aeroportos situados num raio de 4 horas do famoso Yosemite Valley. Embora o aeródromo internacional mais próximo seja encontrado em Fresno, o número de ligações é relativamente limitado, pelo que o mais fácil (e económico) será voar para o Aeroporto Internacional de São Francisco.
Partindo de Portugal, existem voos directos para São Francisco a partir de Lisboa e da Terceira, ambos com a TAP. Alternativamente, podes sempre optar por fazer uma escala num país europeu (Lufthansa, Alemanha; SWISS, Suíça; ou British Airways, Reino Unido). É evidente que a ligação não será tão rápida, mas os preços costumam ser mais em conta.

Uma informação válida para praticamente todos os parques nacionais Norte-Americanos, a verdade é que estes espaços são tão vastos e abertos que poderias facilmente passar semanas só a percorrer trilhos e a ver as vistas. No entanto, sabemos que isto quase nunca é condizente com os breves períodos de férias a que todos temos direito, pelo que é importante priorizar o que ver e fazer.
Posto isto, e no caso específico do Parque Nacional de Yosemite, recomenda-se uma estadia de 2 a 3 dias para ficar a conhecer as suas principais atracções, antes de partires rumo a outras paragens das redondezas, como a Floresta Nacional da Sequoia, o Death Valley, ou as cidades de São Francisco, Las Vegas e Los Angeles.

Embora o Parque Nacional de Yosemite seja popular por poder ser visitado durante todo o ano, continua a ser recomendável evitar o Inverno e o princípio da Primavera, já que a potencial acumulação de neve poderá fazer com que alguns trilhos e estradas estejam encerrados. Por outro lado, o pico do Verão oferece o desafio oposto, já que o calor abrasador e as multidões desenfreadas poderão fazer com que a tua experiência seja substancialmente menos agradável. Para além disso, em época alta, os preços chegam a ser quase extorsionários.
Assim sendo, a melhor altura para visitar o Parque Nacional de Yosemite é durante a “shoulder-season”, correspondente aos meses de Primavera (início de Maio a final de de Junho) e Outono (início de Setembro a início de Outubro).
Estando este destino situado fora da Europa, e sem nenhum tipo de acordo com a UE que te permita entrar com qualquer outro documento de identificação, é absolutamente obrigatório estares munido do teu passaporte para poderes visitar os Estados Unidos da América. Para além disso, o documento deverá possuir uma validade de pelo menos 6 meses após a tua data de entrada.
No entanto, os cidadãos portugueses estão isentos de visto de turismo, podendo permanecer no país durante um período máximo de 90 dias. Apesar disso, continua a ser obrigatória a obtenção do ESTA, uma autorização electrónica de viagem, onde os visitantes preenchem os seus dados pessoais e uma série de declarações de intenção/idoneidade. Enfim, burocracias! O pedido é habitualmente processado em algumas horas, embora seja recomendado que a candidatura seja feita com uma antecedência de 3 dias face à chegada. O custo é de 21$ (17$ pela autorização + 4$ de taxa de processamento), permanecendo válido durante 2 anos.
Autorização eletrónica de viagem para os Estados Unidos (ESTA) – como funciona e como pedir 🇺🇸 🛂

Estando o país situado fora da UE e sem nenhum tipo de acordo para a isenção de taxas de roaming nas telecomunicações, não poderás utilizar o teu tarifário português actual durante a tua viagem a Nova Iorque.
Aliás, a primeira coisa que deves fazer antes de levantares voo rumo ao país é mesmo desligar todos e quaisquer dados móveis que tenhas activos no teu telemóvel, sob pena de teres uma (muito) desagradável surpresa no final do mês. Ainda que os custos possam variar de acordo com a operadora, e apenas para ficares com uma noção do que esperar, a Vodafone cobra os seguintes valores para comunicações em território norte-americano:
Posto isto, a nossa recomendação é que compres um cartão eSIM / SIM assim que chegues aos EUA. Porém, e isto é importante: NÃO O FAÇAS NO AEROPORTO! A razão é simples, pois nenhuma das operadoras norte-americanas tem loja física em São Francisco, deixando-te como únicas alternativas um stand “genérico” e/ou as máquinas de venda automática (sim, como as máquinas de vending de comida). O problema é que, em ambas as opções, os preços são ridiculamente inflacionados, com 1GB de dados móveis a chegar facilmente aos 30$. Para além disso, e no caso das máquinas automáticas, tens que ser tu a tratar da adesão e activação do pacote seleccionado, sendo que as instruções podem não ser inteiramente claras.
Ao contrário da esmagadora maioria dos países, os EUA são uma das poucas nações onde a compra de um cartão eSIM pode fazer sentido do ponto de vista orçamental. Atendendo ao facto de que as opções de 5GB e 10GB são claramente inflacionadas, e que provavelmente não precisarás de um cartão de dados móveis ilimitados nem de minutos/SMS para números americanos, poderás poupar tempo e dinheiro optando pela alternativa digital.
Eis algumas das diferentes opções oferecidas pela Airalo para eSIM’s:
*preços finais, impostos já incluídos
Cria o teu eSIM da Airalo aqui e usa o código de desconto JOAO9445 para teres 3$ de desconto na primeira compra
Caso prefiras ter dados ilimitados, a nossa sugestão é o eSIM da Holafly. Segue este link ou insere o código de desconto FLAMINGO para teres 5% de desconto em todas as tuas compras.
Se tens dúvidas relativamente ao processo de compra e activação de um cartão sim digital, então recomendamos que dês uma vista de olhos no nosso artigo sobre o tema.
Se o teu telefone não for compatível com eSIM, o melhor é mesmo deslocares-te até ao centro e visitares uma das lojas físicas das principais operadoras de telecomunicações do país. Ainda assim, e ficando já de sobreaviso, o mercado de cartões pré-pagos nos EUA está longe da variedade encontrada na Europa, com apenas duas empresas a vender este tipo de produto em todo o país: T-Mobile e AT&T.
NOTA 1: Ambas as empresas têm uma activation fee de 10$ e 15$, respectivamente. Contudo, os clientes que optarem por estes pacotes ficam isentos do pagamento da mesma.
NOTA 2: Como em praticamente tudo o resto nos EUA, os valores mencionados estão excluídos de impostos. No caso de NYC, o sales tax (uma espécie de IVA) ronda os 7,25%, variando de acordo com o município e natureza do serviço.

Tendo como moeda oficial o Dólar Americano (USD – $), qualquer levantamento que faças em na Califórnia recorrendo a um cartão português, recorrerá naturalmente ao pagamento de várias taxas. Para além da taxa percentual sobre o valor do levantamento (relativa à conversão), a tua transacção estará também sujeita ao pagamento de um valor fixo, referente à taxa por levantamento de divisa fora da zona Euro. Contas feitas, podes acabar a pagar ao teu banco bem acima de 6% do valor do teu levantamento.
Uma vez que efectuar o câmbio antes da viagem está também longe de ser económico – para além de não ser propriamente seguro andares com uma quantia tão grande em dinheiro vivo – a melhor alternativa passa por recorreres aos serviços de bancos online como o Revolut ou o N26.
No caso do primeiro, permite-te efectuar levantamentos até um determinado limite mensal sem que te seja cobrada qualquer taxa. Para além disso, mesmo depois de atingido esse patamar, as comissões são residuais quando comparadas às dos bancos tradicionais. Contudo, é importante ter em atenção que o Revolut não te “protege” no que toca a eventuais taxas que o banco responsável pela caixa automática que utilizares cobre por levantamentos com cartão estrangeiro. Seja como for, e existindo alguma comissão cobrada pelo banco do destino, essa informação é-te sempre comunicada antes de confirmares o levantamento, por isso nunca serás apanhado desprevenido.
De salientar também que na Califórnia, os pagamentos eletrónicos são a norma e é cada vez mais rara a necessidade de levantar dinheiro. Ainda assim, e caso precises de o fazer, praticamente todos os bancos cobram uma taxa por utilização de cartão estrangeiro, podendo essa fee oscilar entre 1$ e uns ridículos 7$, por levantamento. Assim sendo, tenta levantar a maior quantidade possível de cada vez, de forma a evitares levantamentos desnecessários e respectivas taxas adicionais.
Por outro lado, se preferires levar algum dinheiro, recomendamos que faças o câmbio para dólares ainda em Portugal. Atendendo ao elevado fluxo da moeda, os rácios oferecidos pelas casas de câmbio não costumam andar assim longe do valor de mercado (comparativamente a outras moedas). Para além disso, tendo em conta a prominência do dólar, podes até contactar o teu banco e questionar acerca da possibilidade de efectuares o câmbio com eles. Nestes casos, o rácio costuma ser ainda mais próximo do verificado nos mercados internacionais.
Descobre mais: Dicas para viajantes: Tudo que precisas de saber sobre o Cartão Revolut

Tratando-se de um destino de turismo de natureza, as recomendações de segurança estão sobretudo relacionadas com o meio envolvente, já que não existem burlas ou esquemas a reportar. Assim, deves começar por planear apropriadamente a tua visita, consultando o site oficial do parque para obter informações sobre as condições meteorológicas, encerramento de trilhos e outros alertas de segurança. Deves também fazer questão de levar um mapa e não confiar apenas no telemóvel, pois o sinal pode ser fraco ou inexistente em áreas remotas ou podes ficar sem bateria no dispositivo. Durante a visita, mantem-te sempre nos trilhos sinalizados, evitando encostas íngremes, rochas soltas e superfícies instáveis. Tem ainda em atenção que existem milhares de animais que vivem no Yosemite, pelo que o contacto com a vida selvagem faz parte da experiência. Como tal, é essencial que mantenhas sempre uma distância mínima de segurança face aos animais com que te depares e que nunca os alimentes. Uma vez que existem ursos neste parque, é altamente recomendado que armazenes todos os teus alimentos correctamente em recipientes próprios e bem selados.
Uma vez que vais passar os dias a caminhar, manteres-te hidratado é essencial. Leva contigo bastante água, especialmente no Verão, mais quente e árido, e não te esqueças de ter sempre alguns snacks à mão, como barritas proteicas, frutos secos, fruta ou atum em lata. Já no que toca ao tratamento de ferimentos em caso de quedas ou acidentes, pode ser boa ideia estar munido de um kit de primeiros socorros com alguns itens simples, como pensos rápidos, analgésicos, álcool etílico, ligaduras e compressas. Se estás a planear viajar solo, assegura-te de que manténs alguém informado acerca do teu percurso e da hora prevista de regresso, de forma a que possam acionar as autoridades competentes caso deixes de dar sinal. Por fim, e embora nem fosse preciso dizer, certifica-te de que respeitas todas as regras e regulamentos do parque, seguindo as indicações dos sinais e dos guardas florestais e ajudando a preservar o espaço sem deixar qualquer vestígio da tua passagem (como lixo, objectos pessoais ou restos de comida).
Por uma questão de prevenção, aconselhamos, também, que coloques os teus pertences mais valiosos numa bolsa anti-roubo. Ao contrário das bolsas comuns, as bolsas “anti-roubo” são especificamente desenhadas para dificultar o acesso dos carteiristas e ladrões aos pertences do utilizador. Uma das marcas especializadas neste tipo de produto é a PacSafe. A PacSafe equipa as suas bolsas com bloqueio ou travão de fecho, materiais resistentes a cortes e tecido com bloqueio RFID que impede o roubo electrónico das informações de cartão de crédito por via contactless.
Nós temos os modelos Lunar, Crossbody e Sling e podemos pessoalmente atestar pela qualidade dos materiais especialmente pelas tecnologias de bloqueio / travão de fecho, que praticamente impossibilita abrirem-te a bolsa sem te aperceberes.

Uma das perguntas mais relevantes deste guia!
Na verdade, a tua primeira decisão passa por escolher se queres ficar alojado dentro ou fora dos limites do parque, já que existem 13 parques de campismo e 7 locais de hospedagem no interior da reserva. Desses, podes escolher entre tendas de campismo, quartos partilhados, glamping e alojamentos mais luxuosos. No entanto, a conveniência da localização paga-se bem caro, pelo que os preços destas opções são estupidamente inflacionados.
Alternativamente, podes escolher ficar alojado numa das pequenas cidades situadas perto das 6 entradas de acesso ao Yosemite, com destaque para as localidades de Oakhurst, El Portal ou Groveland. É certo que não estarás no centro da acção, mas continuarás relativamente perto e os preços serão bem mais convidativos!
Posto isto, e se estás a priorizar a busca de um sítio para descansar enquanto visitas o parque, deixamos-te abaixo uma lista de sugestões para cada categoria de classificação no nosso guia de viagem do Parque Nacional do Yosemite!
Nota: Ao fazeres as tuas reservas através dos vários links abaixo não vais pagar mais e estás a contribuir significativamente para a sustentabilidade deste projeto 🙂

Apesar de ser o aeroporto internacional mais bem conectado nas (relativas) proximidades de Yosemite, a verdade é que o Aeroporto de São Francisco ainda fica a umas boas 4 horas do parque nacional, pelo que é importante pesquisar de antemão a melhor forma de te deslocares entre ambas as localizações. Posto isto, e até porque o recomendaremos de seguida na secção mais transversal de transportes, o melhor é mesmo alugares um carro – não só para este trajecto específico, mas para toda a tua aventura pelos parques nacionais norte-americanos. Como de costume, podes tratar do aluguer do carro online com a devida antecedência (recomendamos a Rentalcars.com) e recolher o teu veículo no aeroporto de São Francisco.
Infelizmente, caso não te sintas confortável a alugar o teu próprio veículo, a alternativa é um autêntico filme. Para começar, e após aterrares em São Francisco, terás que chegar até à baixa da cidade (Downtown). Para isso, basta recorrer à Linha Amarela do BART, um ramo do sistema ferroviário que te deixará na estação Montgomery, junto à Estação de Autocarros de São Francisco. Esta viagem terá a duração de 30 minutos e o custo de $11,15. Os bilhetes podem ser comprados nas máquinas automáticas ou através do Clipper, com o teu smartphone a servir de título de transporte. Depois de chegares ao terminal de autocarros, vais embarcar num veículo rumo a Merced, a segunda paragem nesta deslocação. Actualmente, apenas a Greyhound opera esta rota, com uma única saída diária às 11h35. Podes comprar o bilhete no site da companhia por $24,00, sendo que chegarás a Merced às 15h10 (3h35 de viagem).
Por fim, em La Merced, é só apanhar o autocarro da YARTS até ao Parque Nacional de Yosemite, com o veículo a desembarcar no Yosemite Valley Visitor Center. Neste caso, a rota que procuras será a HWY 140 (azul), que pelo caminho passa em Mariposa, Midpines e El Portal. No Verão, existem 7 ligações diárias no sentido Merced-Yosemite (entre as 04h45 e as 16h25) e a viagem demora pouco mais de 90 minutos. O bilhete custa $22,00 e é altamente recomendado que completes a reserva online com alguma antecedência. Contas feitas, e já considerando os tempos de espera/transbordo, irá demorar quase 8 horas a chegar ao parque de transportes públicos a partir do aeroporto, e estarás sempre dependente de conseguir apanhar o autocarro das 11h35 entre a Estação de Autocarros de São Francisco e La Merced, já que esta é a única ligação diária rodoviária entre as duas cidades. O custo somado dos bilhetes é de $57,15.

Como já deu para perceber pelas instruções das viagens entre o aeroporto e o parque nacional, o serviço de transportes públicos deixa muito a desejar. Ao contrário da Europa, onde é dada grande prevalência aos transportes colectivos, nos Estados Unidos tudo foi construído a pensar no trânsito automóvel, razão pela qual os sistemas de transportes públicos são habitualmente ineficientes e complexos.
No entanto, e no feliz caso do Parque Nacional de Yosemite, a própria autoridade do parque organiza dois serviços gratuitos de shuttle entre as principais atracções, ajudando de sobremaneira a aliviar o trânsito e a pressão sobre a infraestrutura logística.

Uma dica válida para praticamente qualquer destino dos EUA – à excepção das grandes cidades – alugar carro é quase sempre a melhor forma de explorar a Terra do Tio Sam. Naturalmente, o Parque Nacional de Yosemite não é excepção! Já se sabe, no que toca a conveniência e espontaneidade, não há nada como termos o nosso próprio veículo em viagem!
Chegado ao Aeroporto de São Francisco, irás encontrar várias alocadoras onde é possível alugar todo o tipo de carro. No entanto, recomendamos veemente que trates do assunto com a devida antecedência antes da tua partida, podendo consultar plataformas como a Rentalcars.com para ficares a par de preços e disponibilidades. Para além disso, e antes de tomares uma opção puramente baseada nas tuas preferências pessoais ou orçamento, é importante que tenhas em atenção o terreno das áreas do parque que irás visitar, bem como o teu nível de experiência com o veículo em questão.
Como é habitual, mandam as boas práticas que tenhas sempre especial atenção às reviews online, leias bem todos os papéis que tenhas que assinar e documentes antecipadamente (com recurso a fotos e vídeos) o estado do veículo. Afinal, já se sabe como esta indústria funciona. No que toca a boas notícias, poderás alugar carro nos EUA sem precisares de tirar uma Licença de Condução Internacional, uma vez que Portugal e este país assinaram um acordo de convenção que dita o reconhecimento bilateral dos títulos ordinários de condução de ambos.
Tem também em atenção que a tarifa a pagar pela entrada no Parque Nacional de Yosemite é diferente consoante te faças acompanhar de um veículo ou não (mais informações na secção dos bilhetes, mais abaixo). Para além disso, nos períodos de época alta em que é obrigatória a reserva da tua entrada – cujo processo está também explicado abaixo – terás que especificar que levarás um carro para dentro do parque. Não te esqueças de atestar o depósito sempre que tiveres oportunidade – não existem bombas de gasolina dentro do Yosemite Valley! Se precisares de meter gasóleo, podes encontrar bombas de combustível abertas 24/7 em Wawona, El Portal, Crane Flat e Tuolumne Meadows.
Finalmente, importa mencionar que, caso visites o parque durante o Inverno, é mais que provável que te depares com estradas com neve e fenómenos meteorológicos um pouco mais intensos. Como tal, certifica-te que estás a utilizar pneus adequados e que sabes como colocar e retirar as correias de neve nos pneus. Mais vale prevenir do que remediar!

Embora alugar carro seja a forma mais prática de explorar o parque, não é condição obrigatória para que possas tirar melhor partida da tua passagem pelo Yosemite. Felizmente, a gestão do parque decidiu ajudar os visitantes e organizar vários serviços de shuttle gratuitos para transportar os passageiros entre os principais pontos de destaque da reserva.
Actualmente, existem dois shuttles principais: o Valleywide Shuttle (Green Route) e o East Valley Shuttle (Purple Route). O primeiro atravessa todo o Yosemite Valley, parando nos locais mais famosos – como El Capitan, Cathedral Beach e nas Cataratas de Yosemite – mas também nos hotéis, restaurantes e parques de campismo da reserva. Este shuttle opera diariamente entre as 07h00 e as 22h00, em intervalos que variam entre os 12 e os 22 minutos. Já o East Valley Shuttle, percorre apenas o troço que liga os hotéis, parques de campismo, restaurantes e parques de estacionamento ao Welcome Center, não sendo por isso a melhor escolha para quem queira explorar as zonas turísticas do Yosemite Valley.
A par dos dois shuttles principais, disponíveis durante todo o ano, existem ainda serviços sazonais que ajudam os visitantes a chegar a áreas do parque fora do Yosemite Valley. Um desses serviços é o Mariposa Grove Shuttle, que, tal como o nome indica, leva os passageiros até ao Mariposa Grove – lar da maior concentração de sequoias gigantes do Yosemite. Estes veículos saem da Mariposa Grove Welcome Plaza, junto à South Entrance do parque, operando apenas entre os meses de Maio e Novembro em intervalos de 15 minutos das 07h00 às 19h00. Aliás, mesmo que tenhas alugado carro, viaturas pessoais não são permitidas na zona das sequoias (o parque de estacionamento mais próximo fica a mais de 3 km da entrada), pelo que o shuttle é a melhor solução para todos os visitantes.
O outro serviço sazonal é o Tuolumne Meadows Shuttle, que liga o Tuolumne Meadows Lodge a Olmstead Point, passando pelo caminho no Lago Tenaya e nos pontos de acesso a vários trilhos da região. Este shuttle opera apenas de meio de Junho a meio de Setembro, das 07h00 às 19h00, com saídas a cada meia-hora. Ao contrário dos restantes, este shuttle não é gratuito, com o passe diário a custar $10,00.

Por fim, e especialmente útil para quem não tenha carro e tenha optado por ficar alojado fora do parque, é fundamental descortinar a melhor forma de chegar ao parque. É aí que entram em cena aos autocarros da YARTS, um serviço do próprio parque (pago), que tem como grande objectivo ligar as principais cidades das redondezas ao Yosemite Valley Visitor Center.
De momento, a YARTS opera 4 rotas:
Das opções acima, destacamos as linhas azul, vermelha e amarela para quem queira explorar o Yosemite Valley, ficando alojado em El Portal, Groveland e Oakhurst, respectivamente. Quanto à linha verde, é apenas indicada para quem queira explorar o lado mais oriental da reserva, nomeadamente a zona de Tuolunme Meadows.

Apesar de ser uma gigantesca área exterior, é obrigatório comprar bilhete para que te seja autorizada a passagem por uma das 6 entradas oficiais do Parque Nacional de Yosemite. De momento, o preço de entrada no Yosemite tem o custo de $20,00 por pessoa, sendo o bilhete válido durante 3 dias. No entanto, se estiveres a viajar de carro, esse valor passa a $35,00 pelo veículo e todos os seus ocupantes. Ou seja, independentemente de estares sozinho, em casal ou em grupo, o valor total a pagar será sempre de $35,00. A par disso, é ainda aplicável uma “hiking fee” de $100,00 por pessoa. O bilhete e a fee são pagos em qualquer uma das entradas oficiais com recurso a cartão de crédito/débito (numerário não é possível).
No entanto, estamos em crer que nada bate a relação preço-benefício do America the Beautiful Pass, um passe anual que te dá acesso a mais de 2000 locais recreativos pagos dos EUA, incluindo a sua vasta colecção de Parques Nacionais. Obviamente, o Yosemite faz parte desta lista. Por apenas $250,00, podes visitar todos estes locais durante um período de 1 ano a contar da data da compra, sendo que o valor do passe cobre todos os ocupantes de um veículo. Para além disso, com o passe ficarás isento de pagar a hiking fee! Significa isto que, se visitares 2 parques nacionais diferentes (assumindo que cada um cobra os mesmos $35,00 por carro + $100,00 da hiking fee), já estarás a rentabilizar o valor do passe. Para além disso, tens sempre 1 ano para regressar e visitar outros locais utilizando o mesmo passe. A par do Yosemite, outros parques nacionais emblemáticos cobertos pelo America the Beautiful incluem o Grand Canyon, o Glacier, o Yellowstone ou o Zion – entre muitos outros! Podes comprar o teu passe em qualquer uma destas localizações ou online (através do link partilhado acima). Mesmo que optes pela via digital, tem em atenção que terás sempre que mostrar o teu passe físico, pelo que terás que o recolher nestes mesmos espaços ou pedir que o enviem para tua casa (pagas os custos de shipping). Por esse motivo, recomendamos que trates da compra do passe com algumas semanas de antecedência.
Posto isto, e independentemente de optares pelo passe ou pelo bilhete individual, não podes simplesmente aparecer na entrada e esperar que te deixem entrar. Ou melhor, podes, mas mediante determinadas condições. Passo a explicar. Para fazer face à afluência gigantesca do pós-pandemia e organizar da melhor forma os recursos do parque, a gerência optou nos últimos anos por criar um sistema de reserva de entradas obrigatório, controlando assim o número de visitantes diários e evitando a sobrecarga da infraestrutura. Assim, a reserva é obrigatória para todos os que queiram entrar no parque entre as 05h00 e as 16h00 de 1 de Julho a 16 de Agosto, bem como durante os fins-de-semanas e feriados (mesmo horário) de 10 a 25 de Fevereiro, 13 de Abril a 30 de Junho e 17 de Agosto a 27 de Outubro. Para entrares sem reserva, só mesmo visitando noutras alturas do ano ou entrando no parque antes das 05h00 ou depois das 16h00. Podes fazer a tua reserva aqui, sendo que o valor será de uns módicos $2,00, aos quais se somará depois o preço do bilhete propriamente dito (ou do passe). Também aqui, a reserva é feita por pessoa ou por veículo (bastando uma reserva por carro, independentemente do número de ocupantes).
IMPORTANTE: Se ficares hospedado num dos alojamentos ou parques de campismo do Yosemite, ou se entrares na reserva num dos autocarros da YARTS, não precisas de fazer reserva, independentemente da data/hora da tua visita.

Yosemite Falls Trail: Possivelmente o trilho de 1 dia mais popular de todo o parque, podes completar a caminhada de 11 km ida-e-volta e subir até ao topo das famosas Cascatas. A vista é imbatível, com a queda de água debaixo do teu nariz e o Yosemite Valley a estender-se até ao horizonte.
Mist Trail: Outro dos trilhos mais famosos do parque, o Mist Trail divide o seu início com o Half Dome Trail, sendo um percurso espetacular de cerca de 11km ida e volta que te leva às icónicas Vernal e Nevada Falls, e normalmente pode ser percorrida em 5 a 6 horas, dependendo do ritmo e das paragens pelo caminho.
Half Dome Trail: Se o das cascatas é o mais famoso, esta subida até ao topo de um dos rochedos mais reconhecíveis do parque é – sem sombra de dúvida – o percurso mais intrépido. São tantas as pessoas que querem completar a subida que é necessário candidatares-te para conseguires uma autorização que te dê acesso ao trilho. Em média, só 25% vêm o seu pedido aprovado. Boa sorte!
Snow Creek Trail: Outro percurso bastante exigente, este trilho de cerca de 15 km (ida-e-volta) apresenta um ganho de elevação superior a 800 metros. Grandes esforços, grandes recompensas, já que o final te reserva uma das panorâmicas mais impressionantes da reserva.
Four Mile Trail: Terminando no famoso Glacier Point, este percurso é ótimo para os sado-masoquistas. Ao passo que os restantes exemplares da lista são a única forma de chegares ao miradouro, neste caso existe um autocarro até ao destino… mas mesmo assim são muitos que preferem completar o curso de cerca de 7.5 km para cada lado!
Sentinel Dome: Agora que já referimos os trilhos mais exigentes, é tempo de dedicar umas linhas às opções mais fáceis. Dessas, o trilho do Sentinel Dome figurará entre os mais impressionantes, e provavelmente o hike com o melhor rácio esforço-benefício de todo o Yosemite. Apenas 3.5 km – nada mau!
Mirror Lake Trail: Oferecendo uma das vistas mais privilegiadas da Half Dome, ali nas margens do Mirror Lake, existem duas variações deste trilho. A mais curta, de apenas 3 km, fica-se pelo lago. Já a versão longa continua até ao Tenaya Canyon, totalizando cerca de 8 km.
Bridalveil Fall Trail: Será que se pode chamar a isto um trilho? Bom, com os seus absurdos 800 metros, a resposta é provavelmente negativa. No entanto, o caminho demarcado leva-te até à Cascata Bridalveil, uma das atracções mais conhecidas do Yosemite, pelo que vale bem a pena tirar uns minutos para andar até à base da queda de água.
Como referimos acima, com 2 dias já é possível desfrutar do que de melhor o Parque Nacional de Yosemite tem para oferecer, permitindo-te explorar a reserva a um bom ritmo! Posto isto, e com 48 horas completas, poderás ver as extraordinárias Cataratas de Yosemite, apreciar em primeira mão os imponentes rochedos maciços El Capitan e Half Dome, subir ao emblemático Glacier Point, fotografar a panorâmica de Tunnel View e ainda “abraçar” as sequoias gigantes do Mariposa Grove. Muito para ver em tão pouco tempo – mas perfeitamente exequível.
Posto isto, fica com o nosso guia de viagem e descobre o que ver e fazer no Parque Nacional de Yosemite em 2 dias:

Bem-vindo a um dos parques nacionais mais famosos e extraordinários de toda a América! Conhecido mundialmente pela sua célebre presença em filmes, séries e toda e qualquer panóplia de cultura pop de que te possas lembrar, o Parque Nacional de Yosemite é um dos destinos a não perder nos EUA! Conforme já referimos, podias facilmente passar 1 semana só a explorar as diferentes áreas da reserva (e mesmo assim não chegaria), mas com 2 dias já podes pelo menos ficar a conhecer os grandes destaques. Assim, e sem mais demoras, a tua primeira paragem terá lugar na emblemática Tunnel View, o miradouro com a vista mais fotografada em todo o Yosemite. Uma panorâmica privilegiada sobre o coração do Yosemite Valley, daqui poderás ver o rochedo El Capitan, a Half Dome e a Bridalveil Fall, formando-se assim uma das imagens de marca da Costa Oeste Norte-Americana. De resto, alguns destes locais farão parte do teu itinerário para o resto do dia, permitindo-te experienciar de perto aquilo que já testemunhaste à distância. Um desses locais trata-se precisamente da Bridalveil Fall, a queda de água onde podes encontrar um dos hikes mais fáceis e acessíveis do parque. Bom, com os seus absurdos 800 metros, dificilmente se pode chamar a isto um trilho, mas vale bem a pena tirar uns minutos para caminhar até à base da cascata.

Uma particularidade da qual poderás não estar a par, o Yosemite é visto com um destino de excelência entre os amantes de alpinismo/escalada. Ora, essa fama deve-se à existência de gigantescas superfícies rochosas de parede relativamente plana que atraem os entusiastas da modalidade até estas bandas. Um desses marcos é o El Capitan, o nome dado a um mastodôntico bloco de granito que é hoje em dia um dos maiores símbolos locais. Mesmo que não te aventures na escalada (que é o mais provável), só a visão deste colosso é suficiente para impressionar. Para além disso, pode ser que apanhes alguém a escalar e possas assistir à façanha. Finalmente, o teu dia chegará ao fim nas Yosemite Falls, para muitos a atracção nº1 do parque. Apesar de ser a última paragem do dia, recomendamos que chegues lá ainda pela manhã, já que assim terás tempo de completar o trilho de 1 dia mais popular de todo o parque – uma caminhada de 11 km ida-e-volta com subida até ao topo das famosas Cascatas. A vista é imbatível, com a queda de água debaixo do teu nariz e o Yosemite Valley a estender-se até ao horizonte. Uma excelente forma de fechar a tua etapa inaugural na reserva.

Resumo do 1º dia:

E tão depressa como começou, a tua aventura no Yosemite chegará ao fim! No entanto, e antes de teres que te inevitavelmente despedir deste tesouro natural, há ainda uns quantos pontos de referência que não podes perder. Para começar a manhã com algo menos óbvio, vais visitar o impressionante Mariposa Grove, na ponta sul do parque. Este local é conhecido pela aglomeração de sequoias, consideradas as árvores mais altas do planeta. De resto, percorrer um dos vários trilhos da área é quase como caminhar no meio de gigantes, com alguns exemplares a atingirem uns impressionantes 90 metros de altura e 8 metros de diâmetro. Mesmo que tenhas alugado carro, viaturas pessoais não são permitidas na zona das sequoias (o parque de estacionamento mais próximo fica a mais de 3 km da entrada), pelo terás que recorrer ao Mariposa Grove Shuttle. Estes veículos transportam passageiros até ao local e saem da Mariposa Grove Welcome Plaza, junto à South Entrance do parque, operando apenas entre os meses de Maio e Novembro em intervalos de 15 minutos das 07h00 às 19h00.

Depois de vistas as sequoias, vais regressar ao carro e conduzir de regresso ao Yosemite Valley, onde te aguardam ainda duas outras paragens de referência. A primeira diz respeito ao imperdível Glacier Point, provavelmente o único miradouro capaz de ombrear com a Tunnel View do dia anterior. A vista – como seria de esperar – é de fazer cair o queixo! Para além disso, o local serve de ponto de partida a vários trilhos populares, pelo que recomendamos que percorras o trekking Sentinel Dome, provavelmente o hike com o melhor rácio esforço-benefício de todo o Yosemite. Panorâmicas ainda mais magníficas que as do Glacier Point e só precisas de caminhar 3.5 km – nada mau! Finalmente, o teu périplo pelo Yosemite chegará ao fim com a visita da praxe ao Half Dome, o outro rochedo que – a par do El Capitan – muito contribuiu para o estatuto lendário do parque no que toca à escalada. No entanto, e mesmo para os amadores, é possível subir ao Half Dome, embora fique já de sobreaviso que esta será uma tarefa física bastante árdua. Nada que pareça afugentar a malta, já que são tantas as pessoas que querem completar a subida que é necessário candidatares-te para conseguires uma autorização que te dê acesso ao trilho. Em média, só 25% vêm o seu pedido aprovado. Se fores um dos felizes contemplados, então podes riscar tudo o resto e dedicar o dia inteiro à Half Dome. Não terás tempo, ou energia, para mais!

Resumo do 2º dia:
Para contratar o teu seguro de viagem recomendamos a Heymondo, que tem aquela que é, para nós, a melhor gama de seguros da atualidade, com uma relação qualidade-preço imbatível, e que inclui também cobertura para os teus equipamentos eletrónicos.
Se reservares connosco, através deste link, tens 5% de desconto no teu seguro e, ao mesmo tempo, dás-nos uma ajuda preciosa 🙂
Aconselhamos a marcar a tua consulta na Consulta do Viajante Online. Segue esta ligação para marcar a tua consulta.
Reserva já os teus tours ou atividades no Viator, do grupo Tripadvisor! E ao fazê-lo estás-nos a dar uma grande ajuda 🙂