Guia de viagem do Porto – Melhores zonas para ficar, transportes, restaurantes, o que visitar e muito mais! 🇵🇹

  • 16.09.2025 20:00
  • Bruno A.

Guia de viagem completo, ideal para quem procura que locais visitar e o que fazer na cidade do Porto. Inclui informações detalhadas sobre transportes, hotéis, restaurantes, atracções turísticas e experiências locais.

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Porto, Mui Nobre Leal e Invicta. Principal cidade do norte do nosso país, o Porto é também o lar daqueles que habitualmente por aqui vos escrevem, pelo que a responsabilidade para a criação deste guia está nos píncaros! Assim, e ao invés do formato habitual em roteiro, optámos por criar um guia dedicado às melhores experiências, restaurantes, bares, zonas da cidade e muito mais, para que os caros leitores que nos visitam possam ter acesso à experiência mais local possível.

Assim sendo, e se estás à procura de o que fazer no Porto, vieste ao sítio certo! Aqui descobrirás um roteiro desenhado por locais, bem como todas as restantes informações necessárias para preparares a tua aventura. Acompanha-nos neste guia de viagem do Porto e descobre tudo o que precisas de saber para preparar a tua escapadinha à Invicta.

Guia de Viagem do Porto, Portugal

Como chegar ao Porto – Transportes a partir de outras cidades portuguesas

Dado o seu estatuto enquanto segunda principal cidade do país, é sem surpresa que se verifica que o Porto está bem ligado ao resto do país por via ferroviária e rodoviária. Naturalmente, se pretenderes optar pelos caminhos-de-ferro, terás que consultar preços, rotas e horários no site da CP. Por outro lado, se a alternativa mais rápida é por estrada, podes encontrar ligações frequentes a muitos outros distritos do país através de companhias como a Rede Expressos, a Gipsyy ou a Flixbus.

Por fim, se pensas visitar o Porto a partir dos arquipélagos da Madeira ou Açores, ou até mesmo a partir do Algarve, existem rotas diárias para o Aeroporto Francisco Sá Carneiro a partir destas origens com a Ryanair (Faro, Funchal, Ponta Delgada e Terceira), TAP (Funchal e Ponta Delgada), Easyjet (Funchal) e Azores Airlines (Ponta Delgada e Terceira).

Quanto dias são necessários para visitar o Porto?

Para explorar as zonas centrais e mais turísticas da cidade, 2 dias inteiros são suficientes. Isto permitir-te-á passar um dia a visitar a Baixa e a zona da Ribeira, deixando-te assim um outro dia livre para ficar a conhecer outras zonas da cidade, fazendo um tour pelas caves de Vinho do Porto de Gaia, comendo um peixinho em Matosinhos, passeando pela marginal da Foz do Douro ou apreciando a incomum Casa da Música na Boavista.

Por outro lado, e se tiveres mais tempo disponível, podes sempre levar as coisas com calma e quiçá até arriscar numa day trip até algumas regiões vizinhas, com destaque para as cidades de Braga, Guimarães ou Aveiro ou para os socalcos do Douro Vinhateiro.

Melhor altura para visitar o Porto

Dependendo do objectivo da tua viagem, o Porto é um destino passível de ser explorado durante qualquer altura do ano. No entanto, e para os trâmites portugueses, a cidade do Porto é bastante chuvosa, com Invernos (e meses específicos de Primavera e Outono) de céus cinzentos e aguaceiros frequentes.

É claro que podes sempre ter a sorte de visitar nesses períodos e apanhar céu limpo, mas não é a norma. Por outro o lado, e de forma algo natural, os meses de Verão vêm acompanhados de dias longos, agradáveis e solarengos, com temperaturas que raramente chegam a extremos e são por isso perfeitas para explorar a cidade. No entanto, esta é também a época alta do turismo por excelência, pelo que as ruas da Baixa estarão totalmente repletas de outros turistas e visitantes, com potencial para tornar a experiência bem menos prazerosa.

Assim sendo, a melhor altura para visitar o Porto coincide com os meses de final de Primavera/início de Verão (Maio e Junho), e posteriormente no final do Verão/início de Outono (Setembro e Outubro). Neste período, o tempo tende a ser perfeito para passear e as multidões de Verão já (ou ainda) não estarão presentes, fazendo com que o alojamento seja ligeiramente também mais em conta.

Melhores zonas para ficar no Porto

Baixa

Considerada a zona turística por excelência, a Baixa é onde se concentra a esmagadora maioria das atracções turísticas mais populares do Porto, bem como os quarteirões e freguesias mais conhecidos e populares da cidade. Locais como Ribeira, Bolhão, Aliados, Cedofeita, Miragaia, Santo Ildefonso ou Bonfim, fazem todos parte desta zona da cidade.

No entanto, a conveniência de estar a uma breve caminhada dos locais mais emblemáticos da Invicta traz também as suas desvantagens. Para além de, naturalmente, esta ser das zonas mais caras da cidade no que toca a alojamentos e restauração, a verdade é que são muito poucos os portuenses que continuam a viver por estes lados, após vários anos de gentrificação desenfreada que foi empurrando os antigos moradores para a periferia. Hoje em dia, a Baixa é bonita, movimentada e colorida. Mas a alma, essa, já lá não vive há muito!

Ainda assim, e do ponto de vista puramente turístico, não há como negar que é uma das zonas de eleição entre visitantes.

Matosinhos

Outra zona que tem também visto crescer bastante os seus dados turísticos, fruto da abertura relativamente recente de um terminal de cruzeiros, Matosinhos é o sítio onde praticamente toda a geração portuense de 90 e inícios de 2000 gostava de morar. Lar da praia mais popular e concorrida do Porto, esta é uma área costeira extremamente agradável, com muito comércio e um aparente bom nível de qualidade de vida.

Quando nos referimos a Matosinhos, nome do concelho, estamos na realidade a falar da zona de Matosinhos-Sul, junto à praia. Apesar de ficar a cerca de 10 km da Baixa, Matosinhos é servida pelo Metro do Porto, permitindo-te chegar ao coração da Invicta em apenas 30 minutos (e sem transbordos). Uma excelente opção para quem prefira ficar numa zona frequentada por locais, mas com o ambiente e infraestrutura típicos de um centro turístico. Ah, e é também aqui que podes encontrar o melhor peixe do país (sorry, Setúbal)!

Boavista

Outrora vista como a zona empresarial da cidade, apesar de ainda servir de casa a muitos gabinetes e escritórios, a Boavista é onde encontrarás a rotunda mais emblemática da cidade, bem como o início (ou fim, dependendo da perspectiva) da sua avenida mais longa. Embora alguns quarteirões ainda mantenham o seu ar airoso, as ruas em redor da Rotunda da Boavista têm aquela aura muito particular de local que já foi bastante rico e “trendy” no passado, mas que foi sendo progressivamente abandonado. Isto é notório nos seus edifícios antigos, centros/galerias comerciais típicos dos anos 80 e confeitarias e cafés tradicionais.

No entanto, é precisamente isso que torna a Boavista apelativa – a oportunidade de ter contacto com um Porto que já praticamente não existe, mas que teima em aguentar-se. De resto, isto é algo que podes experienciar noutras zonas que fazem fronteira com a Baixa da cidade, como o Marquês ou os Combatentes.

Foz do Douro

Foz do Douro é sinónimo de fortuna com várias gerações. Para os nossos amigos de lá de baixo, a Foz será provavelmente o que de mais equivalente temos a Cascais e ao Estoril. A zona das “tias” e dos “betos”, portanto! No entanto, o seu encanto é inegável! Tal como o nome indica, esta zona da cidade é onde o Rio Douro encontra o Atlântico, pelo que tanto poderás dar umas corridas pela marginal, como seguir o curso do rio lentamente até à Baixa pelo Passeio Alegre (a caminhada tradicional do São João!).

Afastando-te da água, vale igualmente a pena dar um passeio pelas ruas antigas e tortuosas da Foz Velha, um quarteirão bastante bonito e que recebe muito poucos turistas. Embora o metro não passe na Foz, podes sempre viajar até à baixa de autocarro ou – ainda melhor – através da linha 1 do eléctrico, o primeiro da Península Ibérica!

Paranhos/Pólo Universitário

Situado em Paranhos, nas proximidades do Hospital São João, a zona do Pólo Universitário é bastante popular entre estudantes deslocados. Como tal, praticamente toda a oferta de alojamento é direccionada a alunos, sendo relativamente difícil encontrar ofertas turísticas.

No entanto, se conseguires encontrar algo nas proximidades, esta poderá revelar-se uma excelente opção. A acompanhar o seu ambiente mais jovem e local, esta zona da cidade tem também bastante oferta de restaurantes baratos com target nos estudantes, sendo perfeitamente possível fazer refeições completas por valores leves na carteira. Para além disso, a Linha D (amarela) do metro passa por estas bandas, permitindo-te chegar ao coração da cidade em apenas 10 minutos.

Vila Nova de Gaia

Finalmente, fechamos com Vila Nova de Gaia, na margem oposta do Douro. O dormitório do Porto, a maioria dos cidadãos de Gaia desloca-se ao vizinho para trabalhar, regressando apenas à base para dormir. À conta disso, desenvolveu uma reputação de cidade cinzenta, aborrecida e sem grande coisa para fazer. Seja como for, e mais uma vez com recurso à linha D do metro, é possível viajar entre o centro de Gaia e a Baixa da Invicta em 10 minutos, pelo que Gaia se apresenta como uma excelente opção de alojamento para quem esteja com o orçamento mais apertado.

No entanto – e isto é importante – tem atenção que deves ficar alojado numa zona de Gaia onde passe o metro. Caso contrário, vais perder carradas de tempo no trânsito infernal da hora de ponta. Obviamente, isto não se aplica ao cais de Gaia, onde a maioria dos alojamentos são super-exclusivos e com preços a condizer.

Melhores hotéis e hostels onde ficar no Porto

Desde o grande boom turístico da última década, milhares e milhares de novos hotéis começaram a aparecer um pouco por todo o Porto, atendendo a diferentes gostos, estilos e orçamentos. Dos hostéis da moda a hotéis de luxo, passando pelos espaços temáticos e por inúmeras cadeias internacionais, a verdade é que não faltam actualmente opções de escolha – é só procurar!

Posto isto, e até para te facilitar a vida e não alongar desnecessariamente o guia principal, decidimos fazer, separadamente, uma compilação de 22 hotéis na cidade do Porto, subdivididos por categoria e com menção a características, localização, oferta, preços e muito mais!

Clica aqui para acederes ao artigo.

Transporte entre o Aeroporto Francisco Sá Carneiro e a baixa do Porto

Situado a apenas 12 km de distância, a melhor forma de viajar entre o Aeroporto Francisco Sá Carneiro e a Baixa do Porto passa por utilizar a linha E (Roxa) do Metro. A estação fica tecnicamente fora do aeroporto, mas com ligação pedestre através de um túnel – basta seguir as placas! Esta linha opera diariamente entre as 06h00 e a 00h40, com um novo metro a sair a cada 15 a 30 minutos, consoante a altura do dia. O destino final será a estação Estádio do Dragão, embora o trajecto passe em várias paragens situadas na Baixa, como Lapa, Trindade, 24 de Agosto ou Heroísmo (é só escolher a que mais te convenha). Quanto aos bilhetes, podem ser adquiridos nas máquinas automáticas por um valor total de €2,85. Esta tarifa diz respeito a €2,25 pela viagem propriamente dita + 0,60€ pelo custo inicial do Cartão Andante (mais explicações sobre isso abaixo, na secção dos transportes públicos). Todos os títulos devem ser validados nas máquinas amarelas antes do embarque.

Por outro lado, se assim o preferires, podes sempre recorrer aos autocarros da STCP. Os veículos partem das paragens situadas no exterior do terminal de chegadas, sendo que podes optar pelas linhas 601, 602 (ambas rumo à Cordoaria, na Baixa) ou 604 (para o Hospital São João). Em conjunto, estas linhas operam entre as 05h30 e a 00h30 (apenas até às 21h00 para o Hospital), com uma cadência média de saídas de 25 minutos. A viagem até ao destino pode variar entre os 30 e os 45 minutos. Caso precises de apanhar um transporte nocturno, a STCP disponibiliza ainda a linha 3M até à Avenida dos Aliados, com saídas de hora em hora entre a 00h30 e as 05h30. Embora os bilhetes de metro sejam intermodais, utilizar um andante obrigar-te-ia a ir até às máquinas automáticas e regressar à paragem. Neste caso, o melhor é comprares o bilhete monomodal directamente ao motorista por €2,50. Para além de numerário, também é aceite pagamento por MB WAY.

Guia de viagem do Porto – Transportes públicos

Para uma cidade de dimensão europeia relativamente modesta, o Porto conta com uma rede de transportes públicos bastante decente, moderna e abrangente, composta por metro, autocarros e até algumas linhas de eléctrico. Para além disso, estão todos integrados na mesma rede, pelo que os bilhetes são intermodais e praticamente todas as plataformas partilhadas.

Posto isto, e do ponto de vista utilitário, o metro será provavelmente o meio mais proveitoso, pelo que achámos por bem fazer um pequeno resumo de como navegar o Metro do Porto.

Metro do Porto – Mapa, preços e bilhetes diários

Composto por 85 estações espalhadas ao longo de 6 linhas distintas (com mais 2 a caminho), o metro é o principal meio de transporte público do Porto. Para além de chegar aos subúrbios mais importantes e populosos da cidade, os distritos centrais são igualmente servidos pela rede, facilitando assim o acesso às zonas turísticas e empresariais. Para descobrires que metro apanhar (e onde) para completares determinado trajecto, podes recorrer ao Google Maps, uma vez que os horários estão integrados na plataforma.

O horário de funcionamento do metro inicia às 06h00 e termina por volta da 01h00, com uma frequência de passagem que varia entre os 4 e os 30 minutos, de acordo com a linha, o dia da semana e a hora do dia.

No que toca aos bilhetes, deves começar por adquirir um Cartão Andante. Estes cartões recarregáveis têm o custo inicial de €0,60, e é lá que carregarás qualquer viagem que venhas a fazer (sim, carregas a viagem, não o saldo). O preço de cada deslocação irá depender do número de zonas que atravesses.

Se olhares para este mapa, verás que o sistema de transportes públicos do Porto está dividido em diferentes zonas. Para saberes que tipo de bilhete necessitas para a tua viagem, precisas de contar as zonas totais que a tua viagem contemplará (incluindo paragens de partida e destino). Assim, se o trajecto percorrer 4 zonas precisas de um título de viagem Z4; se percorrer 3 zonas, um Z3; e assim sucessivamente. Se a tua viagem tiver início e fim na mesma zona, azarito porque tens que comprar à mesma um Z2 (título mais barato).

Soa complicado? Podia ser mais simples, é certo, mas felizmente todas as paragens têm exibida uma listagem de todas as estações da rede e o respectivo título de viagem de que precisas caso aquele seja o teu destino. Não precisas de fazer qualquer pesquisa prévia – é só olhar para a lista e comprar em concordância! Tem ainda em atenção que deves sempre validar o teu cartão nos scanners da estação no momento do embarque e de mudança de linha, caso contrário serás multado. Actualmente, estes são os preços para cada categoria de bilhete:

  • Z2: €1,40
  • Z3: €1,80
  • Z4: €2,25
  • Z5: €2,75
  • Z6: €3,20
  • Z7: €3,65
  • Z8: €4,10
  • Z9: €4,55

NOTA: Se comprares 10 títulos de viagem da mesma tipologia, é-te oferecida uma viagem extra gratuita.

Para terminar, se contas utilizar os transportes públicos de forma muito recorrente, então poderá valer a pena analisar as ofertas diárias da plataforma:

  • Andante 24: válido durante 24 horas após 1ª validação; cartão recarregável custa €0,60
    • Z2: €5,15
    • Z3: €6,65
    • Z4: €8,30
    • Z5: €9,90
    • Z6: €11,80
    • Z7: €13,45
    • Z8: €15,10
    • Z9: €16,70
  • Andante Tour 1 – válido por 24 horas em toda a rede: €7,50 (não recarregável)
  • Andante Tour 3 – válido por 72 horas em toda a rede: €16,00 (não recarregável)

Mesmo tendo estes títulos deves sempre validar o teu cartão nos scanners da estação no momento do embarque e de mudança de linha, caso contrário serás multado.

Free walking tours do Porto

No Porto, podes optar por explorar o centro com recurso a um free walking tour. Administrados por empresas ou guias locais, estes tours consistem em visitas guiadas pelos quarteirões históricos, no qual te vão contando as histórias de cada sítio e providenciando um importante contexto cultural. Embora os tours sejam, de facto, gratuitos, mandam os bons costumes que no final cada pessoa dê uma gorjeta ao guia como compensação pelo seu trabalho. No caso do Porto, o valor mínimo aceitável deverá rondar os €8,00.

Posto isto, aqui estão algumas empresas que organizam free walking tours no Porto (tours conduzidos em inglês ou espanhol):

Onde comer no Porto – recomendações de restaurantes, bares, tascos, etc

Tal como nos hotéis, de forma forma a este guia não ficar gigantesco – e como o panorama gastronómico do Porto merecia só por si, um guia dedicado – decidimos não comprometer em nenhum dos aspetos e criar artigos separados exclusivamente sobre os muitos locais para comer no Porto que achamos que valem a pena a visita.

Melhores Francesinhas do Porto

Melhores restaurantes de francesinha do Porto

Melhores tascos do Porto

Melhores tascos do Porto

Melhores brunches do Porto

Melhores brunches do Porto

Melhores padarias do Porto

Melhores padarias do Porto

Melhores bares do Porto

Melhores bares do Porto

Melhores restaurantes tradicionais do Porto

Melhores restaurantes tradicionais do Porto

Melhores rooftops do Porto

Melhores rooftops do Porto

Outros restaurantes que vale a pena visitar no Porto

*Restaurantes que não se enquadram em nenhuma categoria específica acima

Tesouros Escondidos do Porto

Foz do Douro: Considerada a zona da cidade onde vivam as famílias mais abastadas, esta continua a ser uma das áreas portuenses mais exclusivas e agradáveis. Para além do Passeio Alegre, a marginal fluvial que liga a Foz à Ribeira, aqui vale a pena apreciar o mar a partir do Farolim de Felgueiras, explorar o Forte de São João Baptista da Foz e percorrer as ruas bonitas e recatadas da Foz Velha.

Matosinhos: Terra do melhor peixe do país, Matosinhos é também o lar da praia mais famosa do Porto. De resto, e embora não existam grandes atracções dignas de relevo, Matosinhos permanece um dos sítios mais apetecíveis para viver entre portuenses, com a sua animada marginal, montes de cafés e restaurantes e algumas ruas de comércio tradicional com edifícios de traçada mais antiga.

Parque da Cidade: Ensanduichado entre a Boavista e a marginal de Matosinhos, este é o maior espaço verde da cidade do Porto. Embora a maioria dos visitantes se fique pela Baixa e tenha como referência de espaço verde os Jardins do Palácio de Cristal, o Parque da Cidade é um sítio bem melhor para um passeio domingueiro, com muitos locais a aproveitar a proximidade da praia para caminhar e fazer jogging.

Linha 1 do Eléctrico: Embora seja um transporte obsoleto e com números bastante humildes quando comparados com os do Metro do Porto, a verdade é que as autoridades nunca deixaram cair por completo o seu antigo sistema de elétrico. E em boa hora o fizeram, já que a linha 1 do eléctrico, que liga o Infante (Ribeira) ao Passeio Alegre (Foz do Douro) é uma das mais bonitas e atmosféricas da Europa! Com os seus veículos antigos e curso pitoresco junto ao Douro, faz jus ao estatuto de linha de tram mais antiga da Península Ibérica!

Rua Miguel Bombarda: Considerado o epicentro do Quarteirão das Artes do Porto, esta rua está repleta de galerias de arte, oficinas e lojinhas de especialidade. É um sítio com uma atmosfera bastante alternativa e boémia, onde podes meter as mãos na massa e criar peças próprias num dos muitos workshops da Miguel Bombarda. Esta zona de Cedofeita é também uma das poucas zonas da Baixa que não foi ainda totalmente submetida aos interesses turísticos.

McDonald’s dos Aliados: Sabias que de todos os 40.000 restaurantes McDonald’s do mundo (em quase 120 países), o mais bonito fica no Porto? Localizado em plena Avenida dos Aliados, a cadeia ocupa o antigo espaço do Café Imperial, uma das cafetarias históricas da Invicta e um autêntico ícone do século XX. O antigo estabelecimento era conhecido pelas suas instalações ornamentadas e elementos Art Deco, que este franchising da McDonald’s (felizmente) optou por manter.

Sinagoga Kadoorie Mekor Haim: Considerada a maior sinagoga da Península Ibérica, este local de culto é utilizado pela comunidade judaica do Porto. Apesar do seu ar relativamente austero, o edifício já conta com quase 100 anos, tendo sido inaugurado em 1938 após uma importante doação da família de uma descendente de Sefarditas Portugueses que tiveram que deixar o país durante a Inquisição.

Melhores miradouros do Porto

Jardim das Virtudes: Outrora na posse de uma companhia hortícola, este parque destaca-se pela forma como foi desenvolvido em socalcos, para optimizar as plantações/produção. Agora, é um dos espaços mais pitorescos da cidade, com uma vista fenomenal sobre a Alfândega e o Rio Douro.

Miradouro da Vitória: Meio escondido no final de uma das muitas ruas estreitas da Baixa, ali bem juntinho à Avenida dos Aliados, este miradouro costuma ser bem menos concorrido que a maioria dos restantes da lista. Ainda assim, a paisagem não podia ser melhor, com o atmosférico quadro a ser composto pela Sé, pela Ponte Dom Luís I e pela cúpula da Igreja do Mosteiro da Serra do Pilar.

Miradouro das Fontainhas: Já ligeiramente mais afastado da zona da Ribeira (a maioria dos visitantes não se aventura para leste da Ponte Dom Luís I), o Miradouro das Fontainhas oferece uma perspectiva totalmente distinta da beira-rio. Daqui, poderás ver nada menos que 4 das pontes que ligam Porto e Gaia: Ponte do Infante, Ponte Maria Pia, Ponte São João e a já mencionada Ponte Dom Luís.

Jardim do Morro: Provavelmente o miradouro mais conhecido do Porto, o Jardim do Morro pode ser encontrado imediatamente à saída do tabuleiro superior da Ponte Dom Luís I, na base do Mosteiro da Serra do Pilar. Ao final da tarde, as multidões costumam ser bastante grandes, precisamente por haver poucos lugares melhores para assistir ao pôr-do-sol na zona da Baixa.

Jardins do Palácio de Cristal: Embora os jardins que rodeiam o Palácio de Cristal (aka Pavilhão Rosa Mota, aka Super Bock Arena) sejam por si só uma atracção digna de registo – com as suas esculturas e pavões – o ponto alto pode ser encontrado nas traseiras. Ao percorreres as margens do parque, serás brindado com algumas panorâmicas belíssimas da cidade, com destaque para a vista para a Ponte da Arrábida.

Miradouro da Sé: Se todos os restantes miradouros desta lista oferecem vistas sobre o rio e as pontes da Invicta, a partir do Pelourinho da Sé do Porto poderás desfrutar de uma panorâmica imbatível da Baixa portuense. Ao invés das margens ribeirinhas, aqui poderás fotografar o mar de telhadinhos terracota do centro, com a imponente Torre dos Clérigos a irromper no horizonte. Já no Terreiro da Sé, podes aproveitar e ver o Douro.

Guindalense Football Club: Situado paredes-meias com a Muralha Fernandina, este tasco emblemático conta com um terraço com uma vista incrível para a Ponte Dom Luís I e o cais de Gaia. Por outro lado, se não quiseres gastar dinheiro, é só continuar a subir a Escada dos Guindais ou fazer um curto desvio até ao Miradouro Ponte D. Luís I.

Melhores caves de vinho do Porto

Caves Ferreira: Fundada por Antónia Adelaide Ferreira – a famosa Ferreirinha – a Porto Ferreira é uma das marcas de vinho do Porto mais emblemáticas do mercado, pelo que teria sempre que figurar desta lista! Existem vários tipos de tours disponíveis, com a versão standard (Visita Porto Ferreira) disponível a partir de €22,00. Inclui a prova de 3 portos.

Real Companhia Velha: Considerada uma das empresas mais antigas do país do país, fundada e em operação desde 1756, a RCV também disponibiliza visitas às suas caves de vinho do Porto. A Visita Clássica custa €15,00 e dura 45 minutos, com 4 provas no menu.

Caves Cálem: Com um espaço moderno e inovador que conta com as caves (“normais” e vintage), museu interactivo, Sala 5D, terraço panorâmico e zona de provas, os locais que visitarás irão depender do tour que escolhas. No caso da versão regular, chamada Tour & Taste, o preço é de €20,00 com prova de 2 vinhos.

Sandeman: Automaticamente reconhecível através do logo do homem de capa negra exposto praticamente à saída do tabuleiro inferior da Ponte Dom Luís, as caves da Sandeman destacam-se entre as melhores da Invicta. Também aqui, existe toda uma pletora de tours disponíveis, de harmonizações com chocolate a experiências no metaverso! O tour regular custa €22,00 e inclui 3 provas.

Graham’s Port Lodge: Situado no Lodge 1890, o nome dado pela marca às caves inauguradas nesse mesmo ano, a Graham’s oferece uma das experiências de provas de vinho do Porto mais exclusivas da cidade. Existem tours privados e provas de colheitas exclusivas que podem chegar a uns estratosféricos €350,00 por pessoa. O tour normal, contudo, fica-se pelos €30,00 e inclui três provas.

Poças: Situado no centro de Vila Nova de Gaia, ao contrário das habituais localizações das caves junto às margens do Douro, o Centro de Visitas da Poças é o local onde são organizadas visitas guiadas às caves subterrâneas do espaço. O tour Poças Port Essentials custa €25,00 inclui 4 provas, sendo que a partir daí podes fazer diferentes upgrades para que a prova inclua vinhos mais exclusivos.

Cockburn’s Port Wine Lodge: Finalmente, fechamos com a Cockburn’s! Tem, contudo, em atenção que todos os tours das caves têm apenas lugar mediante reserva, pelo que deverás completar a tua antecipadamente. Quanto à visita guiada propriamente dita, tem o custo de €26,00 a inclui a prova de 3 exemplares.

Melhores praias do Porto

Praia de Matosinhos: A melhor, pior praia do país! Qualidade da água? Duvidosa. Multidões? Enormes. Ambiente? Dependendo da zona, podes ficar rodeado de “gunas”. No entanto, essa é a parte extraordinária da praia de Matosinhos: todos lhe apontas defeitos, mas todos acabam por ir lá parar! Um dos areais mais populares da cidade, com todas as comodidades e infraestruturas de que precisas.

Praia de Miramar: Situada em Gaia, a uma distância considerável do centro do Porto, esta praia é conhecida pela emblemática Capela do Senhor da Pedra, um local que se tornou relativamente conhecido nas redes sociais e que é “engolido” em dias de maré cheia. Seja como for, a praia em si é bastante agradável e um bom sítio para ir a banhos.

Praia da Memória: Um dos areais portuenses mais conhecidos a norte do Farol de Leça, a Praia da Memória é famosa pelo seu vasto areal e ondulação ligeiramente agitada, fazendo deste um local bastante decente para a prática de surf. Nas proximidades, a Praia do Aterro é outra excelente alternativa.

Praia da Madalena: Possivelmente a praia mais popular de Vila Nova de Gaia, a par de Miramar. Também é conhecida pela sua ondulação e por ser um dos melhores sítios para surfar na região.

Praia dos Ingleses: A praia mais famosa da exclusiva Foz do Douro. O seu areal é relativamente pequeno, especialmente quando comparado à da vizinha em Matosinhos, mas é isso que contribui para o seu encanto. Numa lista de praias extensas, esta é a melhor versão de bolso. Também na Foz, outras praias dignas de menção são a Praia do Molhe e a Praia do Homem do Leme.

Praia da Aguda: Regressando a Gaia, mais especificamente a Arcozelo, esta praia ganha pontos por ficar situada junto a uma vila piscatória, sendo possível assistir aos barcos partir e chegar do mar com a apanha do dia.

Praia de Mindelo: Se te quiseres afastar mais costa acima e apanhar o metro até Vila do Conde, podes sempre ir a banhos na praia mais famosa da cidade. No entanto, e à boa maneira da região, tem cuidado com a tradicional nortada, que poderá fazer com que o teu dia não seja particularmente agradável.

Praia Redonda: Finalmente, fechamos a lista com o principal areal da Póvoa de Varzim. Situada em plena zona urbana, é uma praia de acesso extremamente fácil e com infraestrutura bem desenvolvida nas redondezas.

Melhores atracções turísticas do Porto – o que ver e fazer no Porto em 2 dias

Roteiro de 2 dias no Porto – Dia 1: Bolhão, Aliados e Cordoaria

Com dois dias completos no Porto, recomendamos que passes as tuas breves 48 horas a explorar a Baixa da cidade, começando por percorrer a Rua de Santa Catarina, considerada a principal artéria comercial do centro. A meio do caminho, faz um curtíssimo desvio até ao emblemático Mercado do Bolhão. Há muito conhecido pelo vernáculo “colorido” das suas vendedoras – um factor que contribuiu de sobremaneira para o estereótipo (verdadeiro) de que a malta do Norte tem o coração perto da boca – o mercado perdeu grande parte da sua essência depois das obras de requalificação de 2022, com muitas das bancas tradicionais de frescos a darem lugar a espaços turísticos e de souvenirs. Ainda assim, não deixa de ser um espaço importante na memória colectiva do Porto, pelo que vale sempre a pena passar cá para ver do que se trata.

Para além disso, num dos cruzamentos imediatamente à saída do mercado podes visitar a Capela das Almas, conhecida pela sua fachada em azulejos azuis e brancos. Se quiseres ter algum contacto com o verdadeiro comércio tradicional do Porto, é em redor do Bolhão que encontrarás algumas das mercearias finas da cidade (infelizmente muitas já fecharam), estabelecimentos antigos e cheio de carácter como a Casa Chinesa, A Pérola do Bolhão, A Favorita do Bolhão ou a Casa Natal.

Daí, regressarás à Rua de Santa Catarina e caminharás pela mesma até encontrares o famoso Café Majestic. Muito sinceramente, esta é uma inclusão que fazemos com algumas ressalvas. Durante largos anos um café histórico onde se reuniam escritores, pensadores e boémios, o Majestic é agora apenas e só orientado paras turistas – algo facilmente perceptível pelos preços absolutamente ultrajantes do seu menu. Seja como for, não custa nada entrar e dar uma espreitadela rápida nos seus interiores dignos de um palacete.

Saindo finalmente da via comercial e percorrendo a Rua de Passos Manuel, o teu curso irá desaguar na famosíssima Avenida dos Aliados. Lar do edifício da Câmara Municipal do Porto e ponto de encontro da maioria dos ajuntamentos, protestos e celebrações (como os festejos do grande FCP), esta avenida está cercada de edifícios clássicos dos séculos XIX e XX. No fim da avenida, podes encontrar o peculiar McDonald’s dos Aliados. Sabias que de todos os 40.000 restaurantes McDonald’s do mundo (em quase 120 países), o mais bonito fica no Porto? Neste caso, no antigo espaço do Café Imperial, uma das cafetarias históricas da Invicta e um autêntico ícone de tempos passados. O estabelecimento era conhecido pelas suas instalações ornamentadas e elementos Art Deco, que este franchising da McDonald’s (felizmente) optou por manter.

Depois de visto o restaurante, vais subir a Rua dos Clérigos que – tal como o nome indica – vai dar direitinha à famosa Torre dos Clérigos, uma das estruturas mais conhecidas da cidade. Desenhada por Nicolau Nasoni, podes subir os seus 240 degraus (€10,00) e desfrutar de uma vista imbatível sobre a Baixa. De volta ao rés-do-chão, vais atravessar a Praça de Lisboa (um espaço revitalizado mais conhecido por Passeio dos Clérigos) e deparar-te, no lado oposto, com a lendária Livraria Lello. Consecutivamente designada como uma das (senão “a”) livrarias mais bonitas do mundo, esta é uma das atracções mais concorridas da cidade, ao ponto de a experiência se ter tornado demasiado comercializada, com filas extremamente grandes e uma alteração de paradigma na gestão que retirou o foco da venda de livros e o colocou na venda de entradas (por alguma razão a classificação no Tripadvisor está abaixo das 4 estrelas).

Para além disso, não caias na ladainha de que a livraria inspirou o que quer que fosse na saga Harry Potter, já que a própria autora, J.K. Rowling, já o veio desmentir. Ainda assim, entendemos perfeitamente a curiosidade de quem nunca a tenha visto – o bilhete “regular” custa €10,00, com o valor da entrada a poder ser descontado na compra de um livro.

Junto à livraria, é obrigatório parar na Praça dos Leões (oficialmente Praça de Gomes Teixeira), um dos maiores epicentros estudantis da cidade e um lugar cuja atmosfera muda completamente ao cair da noite. Se durante o dia vale a pena parar na fonte e admirar a arquitectura clássica com azulejos da Igreja do Carmo e da Igreja dos Carmelitas, depois do pôr-do-sol é aqui que se reúne a malta jovem a beber finos do famoso Café Piolho e a devorar fatias de pizza acompanhadas, claro, de uma mini, no Espaço 77 antes de seguirem para as Galerias de Paris.

Já com o dia a caminhar para o final, vais aproveitar as últimas horas de sol para desfrutar das vistas em três dos miradouros mais bonitos da Invicta, começando pelo Miradouro da Vitória. Meio escondido no final de uma das muitas ruas estreitas da Baixa, ali bem juntinho aos Clérigos, este miradouro costuma ser bem menos concorrido que a maioria dos restantes da cidade. Ainda assim, a paisagem não podia ser melhor, com o atmosférico quadro a ser composto pela Sé, pela Ponte Dom Luís I e pela cúpula da Igreja do Mosteiro da Serra do Pilar.

A apenas algumas centenas de metros de distância, segue-se a passagem no Jardim das Virtudes, um parque que, outrora na posse de uma companhia hortícola, se destaca agora pela forma como foi desenvolvido em socalcos para optimizar as plantações/produção. Após a nacionalização, virou um dos espaços mais pitorescos da cidade, com uma vista fenomenal sobre a Alfândega e o Rio Douro.

Para completar a trifecta de miradouros, recomendamos que prossigas até aos Jardins do Palácio de Cristal. Embora os jardins que rodeiam o Palácio de Cristal (aka Pavilhão Rosa Mota, aka Super Bock Arena) sejam por si só uma atracção digna de registo – com as suas esculturas e pavões – o ponto alto pode ser encontrado nas traseiras. Ao percorreres as margens do parque, serás brindado com algumas panorâmicas belíssimas da cidade, especialmente no que toca à vista para a Ponte da Arrábida. O sítio perfeito para terminar um ocupadíssimo dia inaugural no Porto!

Resumo do 1º dia:

  • Rua de Santa Catarina
  • Mercado do Bolhão
  • Capela das Almas
  • Café Majestic
  • Avenida dos Aliados
  • McDonald’s dos Aliados
  • Torre dos Clérigos
  • Livraria Lello
  • Praça dos Leões (oficialmente Praça de Gomes Teixeira)
  • Miradouro da Vitória
  • Jardim das Virtudes
  • Jardins do Palácio de Cristal

Roteiro de 2 dias no Porto – Dia 2: Sé, Ribeira e Gaia

Depois de um dia passado nos quarteirões mais nortenhos da Baixa, é agora tempo de te aproximares das margens do Douro e explorares as ruas da Ribeira e do Cais de Gaia, consideradas as mais pitorescas da cidade. Seja como for, a tua derradeira etapa na Invicta começará junto aos Aliados. Ao passo que ontem, chegado ao fim da avenida, rumaste aos Clérigos, desta feita seguirás no sentido oposto pela Praça Almeida Garrett até à Estação de São Bento, consistentemente considerada uma das mais belas do mundo. A razão para essa popularidade reside no seu átrio principal, totalmente coberto em azulejos que retratam vários episódios da História de Portugal passados na cidade e no norte do país.

Da estação, será perfeitamente visível a Sé do Porto, catedral da cidade, e a tua paragem seguinte. A entrada é gratuita, mas para visitares os claustros terás que pagar €3,00.

Do recinto da Sé, junto ao pelourinho, poderás desfrutar de uma panorâmica imbatível da Baixa portuense. Ao invés das margens ribeirinhas, aqui poderás fotografar o mar de telhadinhos terracota do centro, com a imponente Torre dos Clérigos a irromper no horizonte. Já no terreiro, podes encontrar o Paço Episcopal (€5,00 pela visita guiada) e vistas excelentes sobre o Douro. Para desceres até à Ribeira, tens então duas hipóteses: ou percorres a Rua das Flores, uma via muito bonita e turística, praticamente toda renovada; ou desces pelos becos, largos escondidos e vielas estreitas que despontam da Rua Escura (a minha opção preferida).

Independentemente da escolha, segue-se a visita ao imponente Palácio da Bolsa, um edifício clássico mandado construir pela Associação Comercial do Porto no século XIX. Embora por fora a construção já seja agradável à vista, recomendamos um tour dos interiores (€14,00), especialmente para que vejas o impressionante e reluzente Salão Árabe.

Adjacente ao palácio, encontrarás ainda a Igreja de São Francisco, conhecida pelos seus interiores ornamentados em dourado. Na verdade, a igreja fazia parte de um convento cujas traseiras sofreram um grave incêndio, ficando praticamente em ruínas. Curiosamente, foram essas mesmas ruínas que foram “doadas” à Associação Comercial do Porto para a posterior construção do Palácio da Bolsa (daí a proximidade). Seja como for, a entrada na igreja é paga (€10,00, e inclui acesso ao museu e catacumbas). Descendo até à beira-rio, darás por ti enfim no emblemático Cais da Ribeira, com as filinhas de edifícios coloridos que viraram imagem de cartão-postal da cidade do Porto. Extremamente bonito e naturalmente um chamariz de turistas, recomendamos que evites a todo o custo os restaurantes da chamada Praça do Cubo.

Do cais, terás ainda uma vista desimpedida para a Ponte Dom Luís I, provavelmente a maior atracção do Porto. Contrariamente ao que se apregoa, a ponte não foi desenhada por Gustave Eiffel, mas sim por Théophile Seyrig, que havia trabalhado com o famoso engenheiro responsável pela torre de Paris. Para uma ponte portuense para a qual Eiffel tenha efectivamente contribuído, terás que visitar a Ponte Maria Pia.

Ainda no Cais da Ribeira, e antes de atravessares a emblemática ponte, tens a possibilidade de embarcar num pequeno passeio de barco pelo Douro. Entre as opções mais curtas, destaca-se habitualmente o Cruzeiro das 6 Pontes, que, com uma duração inferior a 1 hora, te levará num passeio cénico pelas águas do rio a ver meia-dúzia de pontos de travessia entre Porto e Gaia. O preço para o tour standard costuma oscilar entre os €15,00 e os €20,00, com vários operadores no terreno a oferecerem os seus serviços.

Quando desembarcares novamente na Ribeira, vais então atravessar o tabuleiro inferior da Ponte Dom Luís I, rumo ao lado de Vila Nova de Gaia. De resto, a zona de beira-rio desta margem é especialmente famosa pela concentração de Caves de Vinho do Porto, sendo por isso o local primordial para fazer uma visita guiada a um destes espaços. Aqui, é importante separar o trigo do joio, pelo que recomendamos que escolhas uma das caves destacadas na secção que dedicamos ao tema acima. Ainda deste lado, aproveita para dar um passeio pelo Cais de Gaia e maravilhar-te com a visão das casinhas encavalitadas da Ribeira e da Baixa do Porto no lado contrário.

Quando estiveres pronto a dar o dia e a aventura por terminados, podes subir do lado de Gaia até ao Jardim do Morro. Provavelmente o miradouro mais conhecido do Porto, o Jardim do Morro fica mesmo à saída (ou entrada, neste caso) do tabuleiro superior da Ponte Dom Luís I, na base do Mosteiro da Serra do Pilar. Ao final da tarde, as multidões costumam ser bastante grandes, precisamente por haver poucos lugares melhores para assistir ao pôr-do-sol na zona da Baixa. Um final apropriado para um fim-de-semana diferente!

Resumo do 2º dia:

  • Estação de São Bento
  • Sé do Porto
  • Rua das Flores ou Rua Escura
  • Palácio da Bolsa
  • Igreja de São Francisco
  • Cais da Ribeira
  • Cruzeiro das 6 Pontes
  • Ponte Dom Luís I
  • Caves de Vinho do Porto
  • Jardim do Morro

Roteiro Alternativo – O que fazer no Porto em dias de chuva

Uma vez que os dias chuvosos são uma realidade bem presente no Porto, especialmente fora da época de Verão, é sempre importante que venhas precavido com uma série de actividades e locais onde passar o tempo caso São Pedro não seja propriamente simpático. Assim, se apanhares um dia de chuva no Porto, e olhando para o roteiro de 2 dias apresentado acima, poderás manter as actividades aqui listadas sem que te molhes:

  • Torre dos Clérigos (subida)
  • Livraria Lello
  • Estação de São Bento
  • Palácio da Bolsa
  • Igreja de São Francisco
  • Caves de Vinho do Porto

Se quiseres adicionar mais algumas actividades à lista, poderás igualmente passar parte do teu dia chuvoso no novíssimo WOW Porto, um distrito cultural com vários restaurantes, museus, workshops e exibições interactivas dedicadas ao vinho. Se quiseres visitar um museu à escolha, o bilhete custa €20,00, enquanto que um passe diário com acesso a todos os museus custa €44,00.

Por outro lado, se estiveres a viajar com miúdos e precisares de entretê-los indoors, podes dirigir-te à estação de tram do Infante e apanhar a Linha 1 do Eléctrico. Para além de provavelmente virem a adorar a viagem em si, dentro de um veículo clássico e antigo com um curso pitoresco junto ao Douro, esta linha faz paragem junto ao Museu do Carro Eléctrico (€8,00), um museu de especialidade onde estão exibidos eléctricos, vagões e veículos de transportes dos séculos XIX e XX. Um destino clássico de visita de estudo nas escolas portuenses, os mais novos costumam achar graça a este museu!

Outra actividade que pode ajudar a passar o tempo com os mais novos em dias de chuva, especialmente se gostarem de futebol, tem lugar no Estádio do Dragão. Se tiveres sorte com o timing (e bilhetes), podes sempre levá-los a um jogo do “maior”! No entanto, e mesmo que os astros não se alinhem, o Museu do FC Porto (€20,00) está sempre aberto a visitantes, e já foi o recipiente de vários prémios internacionais.

Por fim, se fores mais do tipo artístico e gostares particularmente de visitar museus de arte, os dias de chuva são a desculpa perfeita para dares azo a essa preferência sem que sintas que estás a deixar de visitar locais mais emblemáticos. Aí, poderás escolher entre a Fundação Serralves (€24,00 para acesso a todos os espaços), mais dedicada à arte contemporânea; e o Museu Nacional Soares dos Reis (€10,00), o primeiro museu público de arte de Portugal.

Já em plena Rotunda da Boavista, podes ainda aproveitar o mau tempo para uma visita aos interiores da Casa da Música (€8,00 pela visita livre / €12,00 pela visita guiada), a sala de espectáculos que se converteu num dos edifícios mais reconhecíveis da cidade!

Melhores day trips a partir do Porto

Braga: Considerada a terceira principal cidade do país, Braga fica a uns míseros 45 minutos do Porto. Para além do centro histórico, a cidade é conhecida pelo Santuário do Bom Jesus do Monte, famoso pela sua escadaria e pela designação enquanto Património da Humanidade pela UNESCO.

Aveiro: A um tempo de distância semelhante, mas no sentido sul, Aveiro é comumente apelidada de “Veneza Portuguesa”. Embora a comparação seja bastante exagerada, a cidade continua a ser agradavelmente pitoresca, com os seus inúmeros canais, pontes e edifícios em Art Nouveau.

Guimarães: O berço da nação, Guimarães é o lar do castelo homónimo, de onde D. Afonso Henriques governou o Condado Portucalense e resistiu às invasões castelhanas. Para lá do castelo, a Cidade Velha é também ela extremamente bonita, e um dos centros históricos mais subvalorizados do país.

Parque Nacional Peneda-Gerês: Oficialmente o único parque nacional de Portugal, a Peneda-Gerês é um paraíso de trilhos por percorrer, cascatas por descobrir e vilazinhas e aldeias tradicionais por visitar. Embora um dia seja manifestamente curto para explorar o que de melhor o Gerês tem para oferecer, é sempre melhor ir que ficar!

Coimbra: A cidade estudantil por excelência, Coimbra é outra excelente opção de day trip a partir do Porto – embora a viagem seja mais longa e obrigue a um dia mais cansativo. Seja como for, essa fadiga esvanecer-se-á quando deres um passeio pelas vias medievais da Alta da Cidade e visitares a espectacular Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra.

Vale do Douro: Por fim, damos por terminada a lista com uma das day trips mais associadas à Invicta. Quiçá por causa do Rio Douro, que atravessa a cidade até desaguar no Atlântico, e pela cultura vinícola tão ligada à cidade, o vale vinhateiro combina lindamente com o Porto. Aqui, podes optar por fazer um cruzeiro pelo Douro ou apanhar o Comboio Histórico MiraDouro até Peso da Régua e Pocinho.

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