Guia de viagem de São Tomé e Príncipe – Transportes, hotéis, praias, dicas + Roteiro de 1 semana 🇸🇹
Guia de viagem completo, ideal para quem procura que locais visitar e o que fazer em São Tomé e Príncipe. Inclui informações detalhadas sobre transportes, atracções, hotéis, restaurantes e praias, bem como um roteiro completo de 7 dias em São Tomé e Príncipe.
Oficialmente um dos países menos visitados de África (e o segundo mais pequeno), a nação insular de São Tomé e Príncipe desfruta de uma popularidade bastante acima da média entre o mercado português, consequência dos tempos coloniais e da presença que muitos dos territórios ultramarinos continuam a ter no imaginário colectivo do nosso país. Posto isto, essa atenção acaba por ser uma enorme vantagem para o nosso mercado, já que o país esconde praias paradisíacas, um cenário natural de florestas tropicais praticamente intocadas e uma série de ruínas e edifícios coloniais – as famosas Roças – agora orientadas para o turismo e onde ainda hoje se produzem produtos como cacau e café.
Composto por duas ilhas habitadas (e vários outros ilhéus não povoados), visitar o país implica alugar carro para explorar parques nacionais, relaxar nos areais e ir visitando as diferentes roças espalhadas pelo seu território, adaptando o roteiro à filosofia do “léve-léve”, a mentalidade São Tomense que nos influencia a levar as coisas com calma e sem grandes stresses. Com o devido tempo, podes (e deves) até apanhar um curto voo interno e explorar de forma igualitária as ilhas de São Tomé e do Príncipe, ganhando assim uma melhor perspectiva do destino e de como corre a vida num país internacionalmente tão resguardado e obscuro.
Assim sendo, e se estás à procura de o que fazer em São Tomé e Príncipe, vieste ao sítio certo! Aqui descobrirás dois roteiro completo de 7 dias (1 semana) no país – um para as duas ilhas e outro apenas para ilha de São Tomé) bem como todas as restantes informações necessárias para preparares a tua aventura. Acompanha-nos neste guia de viagem de São Tomé e Príncipe e descobre os melhores hotéis e restaurantes, como te deslocares entre cidades e ilhas, quais as melhores atracções, que praias visitar, dicas de segurança e ainda as melhores alturas para visitar o país.
Guia de Viagem de São Tomé e Príncipe
Como chegar a São Tomé e Príncipe – Voos desde Portugal
Tendo em conta a natureza insular e relativamente desconhecida do país, a tua porta de entrada em São Tomé e Príncipe será através do seu único aeródromo internacional: o Aeroporto Internacional de São Tomé.
De resto, Portugal é mesmo a única nação da Europa com ligações directas ao país, sendo possível voar directamente para São Tomé a partir de Lisboa com a TAP e a STP Airways (operado pela EuroAtlantic Airways). Poderás encontrar tarifas a partir dos €450 para voos directos, embora os valores mais comuns oscilem entre os €600 e os €800. Como sempre, recomendamos que consultes plataformas como a Google Flights para monitorizar as melhores ligações e tarifas.
Quantos dias são necessários para visitar São Tomé e Príncipe?

Embora o país seja muito pequeno em dimensão, São Tomé e Príncipe tem uma variedade bastante decente de locais para ver e visitar. Isto não quer dizer que, munido do teu próprio veículo, não conseguisses dar a volta a pelo menos uma das ilhas em 3 ou 4 dias, mas essa experiência nunca faria justiça ao país nem justificaria as mais de 6 horas de voo.
Não. Em vez disso, o ideal é levares as coisas com calma e imiscuíres-te na mentalidade do “léve-léve”, dedicando pelo menos 1 semana a explorar São Tomé e Príncipe a fundo. Mesmo que te fiques apenas pela ilha de São Tomé, 7 dias completos já te permitem visitar algumas roças, relaxar na praia, conhecer o lado cultural da capital e explorar os parques naturais do interior verdejante. Já se quiseres adicionar a ilha do Príncipe à contenda, e embora a experiência seja inevitavelmente mais apressada, continuarás a poder ficar com uma ideia decente do país com 1 semana inteira.
Melhor altura para visitar a São Tomé e Príncipe

Embora São Tomé e Príncipe seja um país com temperaturas relativamente estáveis o ano inteiro, com máximas a rondar os 28ºC-31ºC independentemente do mês da visita, é importante esclarecer que o arquipélago passa por duas épocas de chuvas distintas. Uma delas é bastante curtinha, encapsulando parte dos meses de Outubro e Novembro. A outra, contudo, por ser mais comprida, resulta em condições mais difíceis no terreno e traz consigo um maior risco de doenças como a malária, indo de Fevereiro a Maio. Como tal, este último será o período que quererás evitar.
Assim, a melhor altura para visitar São Tomé e Príncipe coincide com o Verão Europeu, particularmente com o período de Junho a Setembro, quando as temperaturas estão invariavelmente quentes, mas com céus limpos. Para além de desfrutar das praias, nestes meses podes percorrer vários trilhos e juntares-te a tours de avistamento de baleias, com as melhores hipóteses de conseguires ver estes magníficos animais a registarem-se de Julho a Setembro.
Ao mesmo tempo, o período entre Dezembro e Fevereiro é também habitualmente seco, com melhores hipóteses de observação de aves (STP é um destino popular para os amantes da actividade), coincidindo ainda com as épocas de desova, incubação e eclosão dos ovos de tartarugas-marinhas.
Documentos necessários para visitar São Tomé e Príncipe

Estando este destino situado fora da Europa, e sem nenhum tipo de acordo com a UE que te permita entrar com qualquer outro documento de identificação, é absolutamente obrigatório estares munido do teu passaporte para poderes visitar São Tomé e Príncipe. Para além disso, o documento deverá possuir uma validade de pelo menos 6 meses após a tua data de entrada.
No entanto, os cidadãos portugueses estão isentos de visto de turismo, podendo permanecer no país durante um período máximo de 15 dias apenas com o carimbo no passaporte.
É necessário adaptador de tomada para São Tomé e Príncipe?
Não é necessário adaptador de tomada se viajares para São Tomé e Príncipe. As tomadas elétricas em São Tomé e Príncipe são semelhantes às nossas.
Cartões SIM em São Tome e Príncipe – Roaming em viagem
Estando o país situado fora da UE e sem nenhum tipo de acordo para a isenção de taxas de roaming nas telecomunicações, não poderás utilizar o teu tarifário português actual durante a tua viagem a São Tomé e Príncipe.
Aliás, a primeira coisa que deves fazer antes de levantares voo rumo ao país é mesmo desligar todos e quaisquer dados móveis que tenhas activos no teu telemóvel, sob pena de teres uma (muito) desagradável surpresa no final do mês. Ainda que os custos possam variar de acordo com a operadora, e apenas para ficares com uma noção do que esperar, a Vodafone cobra os seguintes valores para comunicações em território são-tomense:
- Chamadas efectuadas: 2,41€/min
- Chamadas recebidas: 0,87€/min
- SMS enviadas: 0,59€/sms
- Dados Móveis: 7,27€/100 MB
Comprar eSIM para São Tomé e Príncipe

Tendo em conta que o país apenas passou a dispor de 4G em 2024, não surpreende que a oferta de cartões eSIM em São Tomé e Príncipe seja extremamente rudimentar. A título de exemplo, empresas líderes de mercado, como a Holafly ou a Airalo, não têm no seu extenso cardápio qualquer oferta de cartão eSIM para o país.
Assim sendo, as tuas opções de escolha são caras e limitadíssimas, com a Nomad a oferecer 1GB por cerca de €21,00 ou 3GB por uns absurdos €50,00. Um negócio que quase parece bom em comparação com os $36,99 oferecidos pela Cloudon por 1 GB.
Comprar SIM físico para São Tomé e Príncipe
Posto isto, e uma vez que a oferta não está ainda a par de outros destinos, o melhor é mesmo deslocares-te uma das lojas de aeroporto das principais operadoras de telecomunicações do país, ou esperares para visitar uma das lojas oficiais na cidade. Neste momento, existem 2 grandes players no mercado: Unitel e CST.
Destes, destacam-se os planos BIG NET da Unitel, com uma versão que inclui 6 GB de dados móveis por um período de 31 dias por Db 330. Tem ainda em atenção que este preço diz apenas respeito ao pacote de dados, sendo ainda necessário cobrir o custo do cartão SIM separadamente (Db 80).
Dinheiro em São Tomé e Príncipe – Taxas bancárias e orçamento de viagem

Tendo como moeda oficial a Dobra São-Tomense (SNT – Db), qualquer levantamento que faças em São Tomé e Príncipe recorrendo a um cartão português, recorrerá naturalmente ao pagamento de várias taxas. Para além da taxa percentual sobre o valor do levantamento (relativa à conversão), a tua transacção estará também sujeita ao pagamento de um valor fixo, referente à taxa por levantamento de divisa fora da zona Euro. Contas feitas, podes acabar a pagar ao teu banco bem acima de 15% do valor do teu levantamento.
Para além disso, praticamente só nos centros turísticos encontrarás caixas automáticas que aceitem cartões internacionais, e apenas algumas empresas melhor estabelecidas dispõem de um terminal de pagamentos capaz de trabalhar com cartões estrangeiros. E mesmo tendo essa sorte, é quase certo que essas caixas/terminais estarão apenas aptas a aceitar cartões VISA, pelo que os teus cartões Mastercard não funcionarão.
Cientes desta barreira logística e da desvantagem económica de utilizar a moeda local, a grande maioria dos negócios aceitará então de bom grado qualquer pagamento em Euros, excepção feita a banquinhas de rua e outros negócios informais e pequeninos. Se fizeres pagamentos em Euros, o troco ser-te-á dado em Dobras. No entanto, não é possível levantar Euros em São Tomé e Príncipe, pelo que terás que levar numerário directamente de Portugal se quiseres pagar na nossa moeda.

É também possível que os preços em Euros tenham um mark-up e sejam por isso um bocadinho mais caros do que se pagares em Dobras. Adicionalmente, podes recolher os Euros que levares e dirigires-te a uma casa de câmbio, um banco ou, no limite, até mesmo a um hotel de cadeia, certificando-te de que estás a trocar o teu dinheiro ao câmbio oficial. Seja como for, e por uma questão de precaução, podes então levar alguns Euros para cobrir uma boa parte das tuas despesas esperadas, e ao mesmo tempo recorrer aos serviços de bancos online como o Revolut ou o N26 para alguns pagamentos, certificando-te de que tens na tua posse um cartão VISA.
No caso do Revolut, permite-te efectuar esses pagamentos na moeda local sem que te seja cobrada qualquer taxa. Tecnicamente, permite-te também efectuar levantamentos em moeda estrangeira sem fees de conversão até um determinado limite mensal, com comissões residuais mesmo depois de atingido esse patamar. Contudo, é importante ter em atenção que o Revolut não te “protege” no que toca a eventuais taxas que o banco responsável pela caixa automática que utilizares cobre por levantamentos com cartão estrangeiro, o que, no caso de São Tomé e Príncipe, faz com não compense levantar dinheiro – mesmo com o Revolut. É que aparentemente, as caixas locais têm limites de levantamento bastante baixos (relatos de Db 1500 por levantamento), com taxas fixas por transacção que oscilam entre Db 100 e Db 200 (6% a 13% do total). Seja como for, e existindo alguma comissão cobrada pelo banco do destino, essa informação é-te sempre comunicada antes de confirmares o levantamento, por isso nunca serás apanhado desprevenido.
Em suma: leva Euros de casa, com os quais podes pagar em numerário ou cambiar um banco/agência, e leva um Revolut (cartão VISA) para poderes fazer pagamentos pontuais nos poucos negócios que o aceitem.
Descobre mais: Dicas para viajantes: Tudo que precisas de saber sobre o Cartão Revolut
Seguro de viagem para São Tomé e Príncipe

Já diz o velho ditado que “os acidentes acontecem”. Especialmente num meio que nos é estranho ou pouco familiar, é importante estar devidamente preparado para qualquer contratempo que possa aparecer. Infelizmente, ainda não nos é possível controlar o futuro ou voltar atrás no tempo, pelo que a melhor solução no estrangeiro passa pela precaução e pela contratação de um bom seguro de viagem. E aí, recomendamos os seguros de viagem da Heymondo.
A título pessoal, posso confirmar que já me vi obrigado a activar o seguro da Heymondo mais do que uma vez (inclusive para um bebé pequeno) e a resposta dada pela equipa foi sempre bastante boa, colocando-me em contacto directo com um médico no espaço de 1 ou 2 horas.
Se compararmos com o maior player do mercado português de seguros de viagem, e desde já salvaguardando a potencial existência de diferenças mínimas nas coberturas e limites, os preços da Heymondo são mais baixos que os da concorrência (comparando os mesmos destinos e mesmas datas). Para além disso, as apólices da Heymondo têm limites mais generosos de assistência médica, cobertura de bagagem, despesas odontológicas e equipamentos electrónicos. Se assim o pretenderes, podes ainda adicionar cobertura contra o cancelamento da viagem, permitindo recuperar o dinheiro caso não seja possível viajar (42 motivos para o cancelamento incluídos).
Compra já o teu seguro de viagem na Heymondo e podes desfrutar de um desconto especial de 5% ao utilizares o nosso link. Não só estarás a poupar algum dinheiro como contribuirás para a sustentabilidade desde projecto 🙂
Segurança em São Tomé e Príncipe – roubos, trilhos, estradas e cuidados de saúde

Antes de tudo o resto, convém já ressalvar que São Tomé e Príncipe é amplamente considerado um dos destinos mais seguros de África, com índices de crimes baixos (especialmente os violentos) e um ambiente estável e pacato.
Posto isto, é à vontade, mas não à vontadinha! Por mais seguro que um país seja, nunca deixes de parte o senso comum. Cuidado com os veículos sem taxímetro, tem especial atenção aos teus pertences em zonas movimentadas (especialmente nos transportes públicos e mercados) e nunca aceites ajudas de ninguém quando estiveres a utilizar o multibanco. Para além disso, deves levar em consideração que os salários e o nível de vida são baixíssimos neste destino, pelo que é sempre melhor ter o cuidado de não fazer grandes demonstrações de riqueza – até por uma questão de respeito! Isto significa que deves evitar andar com grandes quantidades de dinheiro, artigos de joalharia, relógios caros e afins.
Assim, e até por uma questão de prevenção, em São Tomé e Príncipe aconselhamos que coloques os teus pertences mais valiosos numa bolsa anti-roubo. Ao contrário das bolsas comuns, as bolsas “anti-roubo” são especificamente desenhadas para dificultar o acesso dos carteiristas e ladrões aos pertences do utilizador. Uma das marcas especializadas neste tipo de produto é a PacSafe. A PacSafe equipa as suas bolsas com bloqueio ou travão de fecho, materiais resistentes a cortes e tecido com bloqueio RFID que impede o roubo electrónico das informações de cartão de crédito por via contactless.

Nós temos os modelos Lunar, Crossbody e Sling e podemos pessoalmente atestar pela qualidade dos materiais especialmente pelas tecnologias de bloqueio / travão de fecho, que praticamente impossibilita abrirem-te a bolsa sem te aperceberes. Numa nota de rodapé, e já que estamos na temática do dinheiro e da segurança, não troques moeda na rua e certifica-te sempre que a taxa oferecida nas casas de câmbio corresponde ao rating oficial.
Seja como for, o teu principal risco em São Tomé e Príncipe está mesmo relacionado com trekking, actividades balneares/mergulho e fenómenos naturais/climatéricos. Nos parques e trilhos, respeita sempre todos os avisos de segurança e meteorológicos e mantém-te sempre nos percursos sinalizados, evitando encostas íngremes, rochas soltas e superfícies instáveis. Evidentemente, eventuais barreiras e vedações não devem ser ultrapassadas. De resto, uma vez que a manutenção dos trilhos não estará provavelmente ao mesmo nível e cuidado que encontrarás em destinos mais desenvolvidos, e até mesmo para garantires que segues sempre a direcção correcta e encontras os melhores lugares, pode ser boa ideia contratar um guia local (até porque não terás rede telefónica nos locais mais recônditos).

Uma vez que vais passar os dias a caminhar, manteres-te hidratado e protegido é essencial. Para além disso, levar chapéu, óculos de sol e aplicar bastante protector solar. O repelente de insectos com alto DEET é também um must, já que as condições tropicais atraem mosquitos e o país é conhecido pelos riscos de malária e dengue. Leva também contigo bastante água e não te esqueças de ter sempre alguns snacks à mão, dependendo do que conseguires encontrar. Já nas praias, não te aventures desnecessariamente, já que algumas zonas costeiras podem ter ondulação e correntes fortes. Se quiseres fazer mergulho, certifica-te de que recorres a empresas devidamente certificadas, já que esta é sempre uma actividade que acarreta algum nível de risco.
Uma vez que alugar carro é o modo preferencial de deslocação em STP, deves sempre considerar o estado rudimentar de muitas das estradas do país. Para além da parca iluminação em muitas zonas após o anoitecer, inúmeras vias têm buracos e pavimento irregular, ficando em particular mau estado depois/durante períodos de chuva. Conduz devagar e, se possível, apenas durante o dia.
Por fim, garante que bebes apenas água engarrafada e não arrisques por aí além nos mercados de rua, sob o risco de desenvolveres uma bela dor de barriga. Em suma, e como podes verificar, a maioria dos perigos está relacionada com condições naturais e, sobretudo, com a falta de infraestruturas de São Tomé e Príncipe. Assim sendo, o melhor é mesmo seguires as nossas indicações para evitar potenciais problemas, até porque os hospitais e cuidados de saúde locais padecem dos mesmos problemas crónicos.
Onde dormir em São Tomé e Príncipe – Hotéis e Alojamentos

À semelhança do que acontece em muitos outros países Africanos onde o turismo ainda não está inteiramente estabelecido, a oferta hoteleira em São Tomé e Príncipe não é propriamente abundante. Ora, isto acaba por resultar em segmentos de hotéis orientados para o sector empresarial, alguns resorts de praia e as famosas Roças, sendo que todos eles tentam acomodar um segmento mais premium e por isso tendem a praticar preços bastante altos para o custo de vida médio do país.
É certo que os valores não são assustadores comparativamente ao que encontramos actualmente na Europa, mas não estejas à espera de encontrar quartos/hotéis decentes por €20/noite como no Sudeste Asiático. Felizmente, começam a aparecer cada vez mais guest houses, residenciais e hostéis (especialmente em São Tomé), mas continuam a ser uma minoria.
Posto isto, e se estás a priorizar a busca de sítios para dormir no país, deixamos-te uma sugestão para cada categoria de classificação no nosso guia de viagem de São Tomé e Príncipe.
Melhores resorts e hotéis de praia em São Tomé e Príncipe
- Club Santana Beach & Resort – São Tomé
- Pestana São Tomé – São Tomé
- Omali São Tomé – São Tomé
- Sundy Praia Principe Collection – Príncipe
- Bom Bom Principe Collection – Príncipe
Melhores roças em São Tomé e Príncipe
- Roça Santo António Ecolodge – São Tomé
- Roça São João dos Angolares – São Tomé
- Roça Vale dos Prazeres – São Tomé
- Roça Sundy Principe Collection – Príncipe
- Belo Monte Principe Collection – Príncipe
Melhores hotéis acessíveis em São Tomé e Príncipe
- Hotel Central – São Tomé
- Hotel Kenito – São Tomé
- Monteiro Paradise Guest House – São Tomé
- Pousadinha Mar Ave Ilha – Príncipe
- Residencial Brigada – Príncipe
Transporte entre os aeroportos de São Tomé e Príncipe e as cidades

Do Aeroporto Internacional de São Tomé ao centro
Situado a cerca de 5 km do centro, a melhor forma de viajar entre o Aeroporto Internacional de São Tomé e a capital do país passa por recorrer aos serviços de transfer oferecidos pela esmagadora maioria dos hotéis a operar na ilha. Geralmente, o transfer já poderá estar incluído na tua reserva, caso contrário, podes esperar pagar cerca de €15,00 por pessoa. Alternativamente, podes recorrer a um táxi normal, com o preço para São Tomé actualmente fixado em €20,00 por carro. Se tiveres a sorte de encontrar um moto-táxi, o valor ficará abaixo de €10,00.
No entanto, e atendendo ao facto de que não podes recorrer a transportes públicos para explorar São Tomé e Príncipe, o mais provável é mesmo que alugues carro para a tua viagem, podendo levantá-lo imediatamente no aeroporto e seguir caminho. De resto, algumas páginas relatam a existência de um autocarro público com saída do aeroporto, mas não há qualquer informação detalhada online, quer no que toca a tarifas, como a horários.
Do Aeroporto do Príncipe ao teu hotel
Se em São Tomé, que é a ilha mais desenvolvida do país, não podes contar com transportes colectivos… imagina no Príncipe! Felizmente, os hotéis da ilha também costumam oferecer os seus serviços de transfer e tens sempre táxis regulares para te ajudar a chegar ao teu local de alojamento.
Também neste caso, alugar carro é altamente recomendado, com as principais alocadoras presentes nas instalações do aeródromo.
Guia de viagem de São Tomé e Príncipe – Como te deslocares no país
Num país com uma infraestrutura tão básica, não surpreende que os serviços de transportes públicos sejam uma miragem. Embora a população recorra a táxis partilhados e a algumas microcompanhias locais que operam vans/miniautocarros informais com rotas estabelecidas entre alguns centros urbanos, não há hipótese absolutamente alguma de que possas explorar o melhor de São Tomé e Príncipe sem alugares um carro, contratares os serviços privados de um motorista/táxi ou juntares-te a vários tours.
Posto isto, aqui fica uma breve descrição das melhores formas para te deslocares em São Tomé e Príncipe.
Alugar carro em São Tomé e Príncipe

Conforme escrevi acima, alugar carro é quase sempre a melhor forma de explorar a terra do léve-léve. Já se sabe, no que toca a conveniência e espontaneidade, não há nada como termos o nosso próprio veículo em viagem, sendo que, no caso de São Tomé e Príncipe, as alternativas são impossíveis (transportes públicos) ou substancialmente mais caras (tours, táxis e motoristas provados)! Praticamente todas as maiores alocadoras estão presentes nos aeroportos de São Tomé e do Príncipe, ou, no limite, oferecem um serviço de delivery que te faz chegar o carro até ao terminal. No entanto, recomendamos veemente que trates do assunto com a devida antecedência antes da tua partida, para evitares potenciais dissabores.
No caso de São Tomé e Príncipe, as companhias de rent-a-car mais conhecidas a nível internacional (Six, Hertz, Avis, Europcar, etc.) não têm presença no país, pelo que terás que recorrer a alocadoras locais. De momento, estas são as companhias com maior presença no mercado de aluguer de veículos:
Sem surpresa, irás notar que 90% dos carros oferecidos pelas alocadoras online são 4×4, o que é exigido (ou no mínimo altamente recomendado) para poderes transitar entre alguns trechos de estrada mais rústicos ou onde a manutenção não está em dia. No geral, podes contar pagar a partir de €40 a €60 por dia de aluguer, dependendo do veículo escolhido (com modelos melhores a chegarem aos €100/€120).

Posto isto, a condição das estradas é um factor para o qual te deves preparar se decidires alugar um carro em STP. Desde estradas não-pavimentadas a vias com buracos e – em dias de chuva – potencialmente alagadas e enlameadas, deverás conduzir com calma e cuidado. Não que seja uma condução complicada (especialmente com um 4×4), mas exige um nível de concentração e paciência maior, até porque qualquer percurso demorará bastante mais tempo do que aquilo a que estás habituado para cumprir o mesmo número de quilómetros em Portugal.
Ao alugares um carro, e como é habitual, mandam as boas práticas que tenhas sempre especial atenção às reviews online, leias bem todos os papéis que tenhas que assinar e documentes antecipadamente (com recurso a fotos e vídeos) o estado do veículo. Afinal, já se sabe como esta indústria funciona e mais vale prevenir do que remediar! Adicionalmente, tem em atenção que é legalmente obrigatório tirar uma Licença de Condução Internacional para poderes conduzir em São Tomé e Príncipe.
Por fim, resta mencionar que o combustível em STP é bastante caro, com o litro de gasolina a custar Db 31 à data da escrita deste artigo (Maio 2026). As estações de combustível oficiais estão situadas apenas nas grandes cidades, ao passo que nos meios mais pequenos e rurais, os “postos” são informais.
Táxis, serviços de motorista e tours em São Tomé e Príncipe

Sem um carro, a tarefa de explorar São Tomé e Príncipe complica-se substancialmente. Não que não seja exequível, mas irá exigir mais tempo, menos liberdade e um orçamento mais generoso. Assim, as opções que te sobram passam por recorrer a táxis para todas as deslocações, ou, para algo mais apoiado e imersivo, contratar os serviços de um motorista privado ou de uma agência de tours.
É certo que existem alguns miniautocarros a operar nas ilhas, mas focam-se sobretudo em ligar os principais centros urbanos, sem desvios até às principais atracções, praias ou parques. Posto isto, e se optares por ir completando o teu percurso através de diferentes viagens de táxi, o local mais fácil para encontrar estes veículos é junto aos mercados, onde tradicionalmente se juntam à espera de passageiros. Igualmente, tem em atenção que deves recorrer a táxis 4×4 para visitar alguns recantos do país, onde as estradas estarão em pior condição. Aliás, dependendo do teu destino, pode até ser o próprio taxista a alertar-te para isso! Apesar das condições económicas da ilha, os táxis não são propriamente baratos, já que o combustível é bastante caro. Para deslocações mais curtas e simples, o moto-táxi é sempre substancialmente mais barato (até metade do preço).
Alternativamente, se preferires então algo mais estruturado, podes procurar tours e motoristas privados, sendo que quase todos os hotéis te podem colocar em contacto com estes serviços. Caso queiras tratar de tudo online e de forma antecipada, empresas como a Privilege Tours ou a Paradise Tours oferecem visitas privadas e em grupo a diferentes destinos de São Tomé. No Príncipe, podes juntar-te a vários tours e actividades no próprio site da Principe Collection, responsável pela gestão dos principais hotéis e roças da ilha.

Já no caso dos motoristas privados, e para além dos contactos oferecidos pelos hotéis onde te hospedares, quase todas as empresas de rent-a-car te oferecem a possibilidade de alugar carro com um motorista dedicado. Normalmente, este serviço tem um custo extra de €30/dia sobre o valor a pagar pelo aluguer do veículo. No processo da reserva, é só seleccionares esta opção como extra, sendo que a empresa partilhará posteriormente contigo todos os detalhes.
Voo internos em São Tomé e Príncipe

Para fechar a secção dos transportes, teríamos sempre que mencionar a possibilidade de apanhar um voo interno em São Tomé e Príncipe, nomeadamente para te deslocares entre as duas ilhas habitadas da nação insular.
Apesar dos constrangimentos de infraestrutura e transporte, a rota entre São Tomé e o Príncipe é servida por três transportadoras distintas: STP Airways, Afrijet e FLYGABON. O curtíssimo voo tem a duração de apenas 30 a 40 minutos, com as tarifas a oscilar em média entre os €150 e €270 (ida-e-volta).
Alegadamente, existe um serviço limitado de ferry/barco entre as duas ilhas, mas a informação é extremamente limitada e pouco fiável. Para além disso, o histórico de segurança não é propriamente encorajador, com 6 navios e afundar e vários mortos registados ao longo dos últimos 20 anos por excesso de carga nesta rota.
Gastronomia de São Tomé e Príncipe – o que comer e beber

À semelhança do que acontece na generalidade das nações insulares, também a gastronomia de São Tomé e Príncipe tende a basear-se no peixe como principal fonte de proteína. Assim, as principais espécies que habitam este recanto do Golfo da Guiné acabam frequentemente por dar em excelentes grelhados, fritos ou guisados, sempre acompanhados de arroz com feijão ou dos tubérculos típicos das ilhas, como batata doce, matabala, fruta-pão ou mandioca. A banana cozida é outro acompanhamento clássico.
Posto isto, e a par então do peixe grelhado e frito, o prato mais emblemático de STP – e que é considerado a sua iguaria nacional – é o Calulu, um ensopado lento de garoupa e peixe seco, cozinhado ao longo de várias horas com camarão, tomate, quiabo, beringela e mandioca, e temperado com pimenta-da-guiné e óleo de palma. Embora mais associado à ilha do Príncipe, é igualmente recomendado provar Molho no Fogo, outro guisado espesso feito com peixe seco fumado, beringela e algumas folhas locais. De resto, as influências Africanas e crioulas que moldaram a culinária da Baía (no Brasil) e de Cabo Verde são as mesmas que desenvolveram a cultura gastronómica de STP, pelo que também aqui poderás provar Bobó, Cachupa, Muqueca de Peixe e Feijão de Coco.
Adicionalmente, também a carne faz cada vez mais parte da dieta São-tomense, dando origem a outros pratos tradicionais do país. Desses, são exemplo o Rancho da Terra, feito com carne fumada misturada com feijão, matabala e temperos locais. Ocasionalmente, o rancho pode ser feito com peixe em substituição da carne. Outros pratos ideais para gostos mais carnívoros incluem Ufundi Maquita, um ensopado de carne de porco e galinha; e Azagoa, carne cozinhada num caldo de folhas e raízes de mandioca.

Para fechar, é impossível falar da cozinha de São Tomé e Príncipe sem mencionar o Chocolate, já que este foi em tempos o maior produtor de cacau do mundo! Como tal, podes (e deves) provar cacau fresco, e depois comprovar a sua aplicação nos chocolates artesanais e noutras sobremesas mais elaboradas que levem este famoso ingrediente. Garanto que será do melhor chocolate que já provaste! Já que estamos no ramo dos doces, sugerimos ainda que experimentes Arroz Doce, Izaquente de Açúcar, Bobó Frito e, pois claro, os vastos frutos tropicais da ilha, como manga, mamão, maracujá, goiaba, ananás, safu ou mangustão.
Roteiros de 1 semana em São Tomé e Príncipe
Para não tornarmos este texto demasiado extenso, resolvemos criar um artigo autónomo para cada itinerário.
Podes consultar cada uma das opções seguindo as ligações abaixo:
- Roteiro de 1 semana em São Tomé e Príncipe – Itinerário de 7 dias nas duas ilhas
- O que ver e visitar na ilha de São Tomé – Roteiro de 1 semana
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