Guia de viagem completo, ideal para quem procura que locais visitar e o que fazer na Tunísia. Inclui informações detalhadas sobre transportes, hotéis, restaurantes, segurança e esquemas, bem como um roteiro completo de 8 dias na Tunísia com tudo o que ver e fazer no país.
Frequentemente olhada como pouco mais que um destino de praia simpático e bastante mais acessível às carteiras comparativamente a outras paragens balneares da bacia do Mediterrâneo, a Tunísia é um destino enganadoramente versátil. Situado em pleno Magrebe, o país foi um dos territórios mais importantes do glorioso Império Romano, abrangendo por isso uma série de ruínas arqueológicas absolutamente sublimes (incluindo um anfiteatro capaz de rivalizar o lendário exemplar de Roma).
Ainda assim, as praias paradisíacas e as ruínas extraordinárias – tanto romanas como cartaginesas – continuam a não fazer jus à oferta turística Tunisina. Afinal, a tudo isto há ainda que juntar uma série de cidades históricas (medinas) islâmicas, as majestosas dunas do Sahara, aposentos berberes directamente esculpidos na rocha e até locais que serviram de cenário a filmagens da saga Star Wars. Um país de gente hospitaleira, preços baixos, história milenar e comida maravilhosa – uma pena andar muitas vezes escondido na sombra de Marrocos ou Egipto!
Assim sendo, e se estás à procura de o que fazer na Tunísia, vieste ao sítio certo! Aqui descobrirás um roteiro completo de 8 dias no país, bem como todas as restantes informações necessárias para preparares a tua aventura. Acompanha-nos neste guia de viagem da Tunísia e descobre os melhores hotéis e restaurantes, como te deslocares entre cidades, como trocar/levantar dinheiro, os esquemas e burlas mais comuns e ainda as melhores alturas para visitar o país.
Embora existam vários aeroportos internacionais em território tunisino, a esmagadora maioria dos turistas costuma entrar no país a partir de três “portas” aeroportuárias: o Aeroporto Internacional de Túnis-Cartago, o Aeroporto Internacional Djerba–Zarzis e o Aeroporto Internacional Monastir Habib Bourguiba.
Para quem venha de Portugal, é possível voar directamente de Lisboa para Tunes (Tunisair), Djerba (Tunisair, TAP e Nouvelair) e Monastir (TAP e Nouvelair). Já do Porto, podes viajar para Djerba (Tunisair e Nouvelair) e Monastir (Nouvelair). Alternativamente, podes encontrar opções bastante mais baratas se estiveres na disposição de adicionar uma escala. A Tunísia está ligada a vários países europeus através de companhias low-cost como Transavia, Vueling ou Easyjet, pelo que podes investigar o potencial de poupança com uma escala independente (com os riscos que isso acarreta). Por outro lado, se não quiseres arriscar ficar apeado no 2º voo, podes sempre marcar o teu voo com escala em companhias de bandeira (como a Aegean, Lufthansa, Air France ou Turkish), já que provavelmente continuará a sair mais barato que o voo directo. Seja como for, e dependendo da época do ano, podes contar com valores que oscilem entre os €200 e os €400 ida-e-volta.
NOTA: Alternativamente, é possível viajar para a Tunísia de ferry a partir de França (Marselha e Córsega) e Itália (Sardenha, Sicília, Génova, Salerno e Civitavecchia). As viagens costumam ser bastante longas e os bilhetes não são propriamente baratos. No entanto, se encontrares um voo acessível de Portugal para um destes portos, pode compensar monetariamente face à opção do voo – especialmente em época alta! Podes pesquisar rotas e preços na Direct Ferries.

Na verdade, seria necessário pelo menos 1 mês para correr a Tunísia de fio a pavio, incluindo passagens pelo deserto, por todas as estâncias balneares e pelos principais locais arqueológicos (romanos, cartagineses e berberes).
No entanto, para aqueles que possam não ter tanta disponibilidade de tempo e/ou orçamento, 1 semana completa seria o ideal para, pelo menos, conseguires visitar os clássicos em Tunes (com direito a umas importantes day trips pelo meio), relaxares nas praias de Djerba, explorares o majestoso Anfiteatro de El Jem e ainda dares um saltinho ao deserto.

Embora as temperaturas variem razoavelmente consoante a proximidade à costa ou ao Sahara, é bastante comum ver as temperaturas chegarem perto dos 40ºC durante o Verão no sul do território. Por outro lado, esse é um período bastante simpático para quem queira fazer praia nas estâncias de Djerba e Monastir. Ainda assim, se quiseres correr várias zonas do país e fazer um mix de turismo cultural e de praia, a melhor altura coincidirá com as meias-estações, principalmente durante os meses de Maio-Junho ou Setembro-Outubro, períodos em que as temperaturas estão agradáveis em todo o território, sendo até possível ir a banhos. Quanto à precipitação, a chuva não deve ser um problema de maior qualquer que seja a altura do ano, embora possas apanhar aguaceiros de Inverno no norte da Tunísia.
E já que mencionámos a estação, os meses de Inverno são um pouco mais húmidos e frios no país, embora o clima continue a ser mais agradável do que em grande parte de Portugal continental durante os mesmos meses. Seja como for, e no cômputo geral, podes esperar temperaturas e condições atmosféricas mais próximas das do sul da Europa, já que o tempo não é tão extremo como o dos vizinhos (Marrocos, Argélia, Tunísia e Egipto).
Estando este destino situado fora da Europa, e sem nenhum tipo de acordo com a UE que te permita entrar com qualquer outro documento de identificação, é absolutamente obrigatório estares munido do teu passaporte para poderes visitar a Tunísia. Anteriormente, as autoridades ainda iam aceitando portadores de Cartão de Cidadão com reservas hoteleiras confirmadas ou que viajassem por agência, mas a partir de 1 de Janeiro de 2025, essa excepção deixou de ser oficialmente aplicável.
No entanto, os cidadãos portugueses estão isentos de visto de turismo, podendo permanecer no país durante um período máximo de 90 dias apenas com o carimbo no passaporte.
Não é necessário adaptador de tomada se viajares para a Tunísia. As tomadas elétricas na Tunísia são semelhantes às nossas.

Estando o país situado fora da UE e sem nenhum tipo de acordo para a isenção de taxas de roaming nas telecomunicações, não poderás utilizar o teu tarifário português actual durante a tua viagem à Tunísia.
Aliás, a primeira coisa que deves fazer antes de levantares voo rumo ao país é mesmo desligar todos e quaisquer dados móveis que tenhas activos no teu telemóvel, sob pena de teres uma (muito) desagradável surpresa no final do mês. Ainda que os custos possam variar de acordo com a operadora, e apenas para ficares com uma noção do que esperar, a Vodafone cobra os seguintes valores para comunicações em território Tunisino:
Posto isto, a nossa recomendação é que compres um cartão SIM para a tua viagem à Tunísia. No entanto, o melhor é que não o faças no aeroporto, uma vez que todas as lojas do espaço vendem cartões a preços inflacionados, tentando assim aproveitar-se do desconhecimento dos turistas. Como tal, o melhor é esperar até que possas visitar uma loja oficial de telecomunicações no centro da cidade. Para além disso, se comprares directamente nas lojas podes customizar os teus pacotes, permitindo-te abdicar de chamadas ou SMS, por exemplo, se apenas tiveres interesse nos dados móveis.
Tendo isto em conta, a nossa recomendação é mesmo que compres um eSIM (cartão SIM virtual), especialmente pela conveniência, visto que o poderás activar assim que aterres.

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Caso prefiras ter dados ilimitados, a nossa sugestão é o eSIM da Holafly. Segue este link ou insere o código de desconto FLAMINGO para teres 5% de desconto em todas as tuas compras.
Existem três grandes companhias de telecomunicações na Tunísia: Orange, Ooredoo e Tunisie Telecom. Uma vez que o sistema de carregamentos e subscrições pode ser ligeiramente complexo, não hesites em pedir ajuda a um dos funcionários.
NOTA: Se preferires ainda assim comprar no aeroporto, os pacotes mais extensos de todas as operadoras têm um custo de TND 50 e incluem 10 GB (validade de 30 dias).

Tendo como moeda oficial o Dinar Tunisino (TND), qualquer levantamento que faças na Tunísia recorrendo a um cartão português, recorrerá naturalmente ao pagamento de várias taxas. Para além da taxa percentual sobre o valor do levantamento (relativa à conversão), a tua transacção estará também sujeita ao pagamento de um valor fixo, referente à taxa por levantamento de divisa fora da zona Euro. Contas feitas, podes acabar a pagar ao teu banco bem acima de 6% do valor do teu levantamento.
Uma vez que efectuar o câmbio antes da viagem está também longe de ser económico – para além de não ser propriamente seguro andares com uma quantia tão grande em dinheiro vivo – a melhor alternativa passa por recorreres aos serviços de bancos online como o Revolut ou o N26.
No caso do primeiro, permite-te efectuar levantamentos até um determinado limite mensal sem que te seja cobrada qualquer taxa. Para além disso, mesmo depois de atingido esse patamar, as comissões são residuais quando comparadas às dos bancos tradicionais. Contudo, é importante ter em atenção que o Revolut não te “protege” no que toca a eventuais taxas que o banco responsável pela caixa automática que utilizares cobre por levantamentos com cartão estrangeiro. Infelizmente, não existem instituições bancárias que não cobrem taxas sobre levantamentos com cartões estrangeiros, com a média dessas taxas a oscilar entre 10 e 15 TND. Assim, tenta levantar o máximo que consigas sempre que fores a uma caixa automática. Seja como for, e existindo alguma comissão cobrada pelo banco do destino, essa informação é-te sempre comunicada antes de confirmares o levantamento, por isso nunca serás apanhado desprevenido.
De salientar também que na Tunísia, o dinheiro continua a ser o modo preferencial de pagamento, sendo ainda muitos os estabelecimentos que não aceitam sequer cartão. Se preferires levar algum dinheiro e fazer câmbio, podemos aconselhar 5 casas de câmbio com avaliações muito favoráveis em Tunes e Djerba:
Descobre mais: Dicas para viajantes: Tudo que precisas de saber sobre o Cartão Revolut

Já diz o velho ditado que “os acidentes acontecem”. Especialmente num meio que nos é estranho ou pouco familiar, é importante estar devidamente preparado para qualquer contratempo que possa aparecer. Infelizmente, ainda não nos é possível controlar o futuro ou voltar atrás no tempo, pelo que a melhor solução no estrangeiro passa pela precaução e pela contratação de um bom seguro de viagem. E aí, recomendamos os seguros de viagem da Heymondo.
A título pessoal, posso confirmar que já me vi obrigado a activar o seguro da Heymondo mais do que uma vez (inclusive para um bebé pequeno) e a resposta dada pela equipa foi sempre bastante boa, colocando-me em contacto directo com um médico no espaço de 1 ou 2 horas.
Se compararmos com o maior player do mercado português de seguros de viagem, e desde já salvaguardando a potencial existência de diferenças mínimas nas coberturas e limites, os preços da Heymondo são mais baixos que os da concorrência (comparando os mesmos destinos e mesmas datas). Para além disso, as apólices da Heymondo têm limites mais generosos de assistência médica, cobertura de bagagem, despesas odontológicas e equipamentos electrónicos. Se assim o pretenderes, podes ainda adicionar cobertura contra o cancelamento da viagem, permitindo recuperar o dinheiro caso não seja possível viajar (42 motivos para o cancelamento incluídos).
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Contrariamente áquilo que pode ser a percepção geral, a Tunísia é um país bastante seguro. Infelizmente, desde os ataques terroristas a turistas em 2015, o turismo do país levou um forte rombo do qual ainda não recuperou na totalidade, mesmo volvida uma década. Essa sensação de insegurança é mais exacerbada pelos “travel advisories” do Reino Unido e dos EUA, que elevaram o nível de alerta no país (ou em algumas regiões) desde o escalar do conflito na Palestina em 2023 e do envolvimento Iraniano em 2025. Seja como for, e do ponto de vista meramente estatístico, há maior incidência de ataques terroristas em vários países europeus (como França) do que na Tunísia. Ressalvamos apenas que é recomendado evitar ou passar despercebido nas zonas próximas das fronteiras com Líbia e Argélia (que não estão incluídas no roteiro).
Na generalidade das cidades e estâncias balneares, as ruas têm muito movimento, mesmo à noite, e o crime violento e os assaltos são muito raros. Quanto a recomendações gerais, basta manter o senso comum. Cuidado com os veículos sem taxímetro, tem especial atenção aos teus pertences em zonas movimentadas e nunca aceites ajudas de ninguém quando estiveres a utilizar o multibanco. No fundo, não faças nada que não farias em nenhum outro país do mundo! Já para as mulheres, e ainda que possas ouvir um ou outro comentário menos agradável, há conforto em saber que a Tunísia é um dos países do mundo árabe onde o sexo feminino goza de maior liberdade e autonomia. Para além disso, é um dos poucos países da região com eleições justas, venda livre de álcool, total liberdade religiosa e internet sem censura.
De resto, o risco mais recorrente para quem visita a Tunísia é mesmo acabar por perder alguns trocos extra por cair num scam. Ainda assim, o nível de insistência é uma mera gota no oceano para quem já tenha visitado países como Marrocos, Egipto e até Jordânia, onde é muito mais recorrente ser abordado por locais a tentarem vender algum artigo/serviço. Lembra-te que estas pessoas estão apenas a tentar fazer pela vida, ganhando ordenados absolutamente miseráveis. A táctica recomendada? Aprender a dizer “não, obrigado” em árabe (leh, shukran), com um sorriso nos lábios e uma mão ao peito, símbolo de apreciação e agradecimento no mundo muçulmano. Quase sempre resulta em risos por parte dos vendedores/angariadores, e depressa te deixam em paz antes de prosseguirem para o próximo turista.
Por fim, lembra-te que a homossexualidade – apesar de tolerada – é proibida na Tunísia (evitar PDAs em público) e que beber água da torneira é altamente desaconselhado. Por fim, e a não ser que sejas experiente neste tipo de terreno/ambiente, aventurares-te sozinho pelo Deserto do Sahara é uma péssima ideia!

Apesar de ser um país historicamente popular entre turistas, a verdade é que a Tunísia continua a ser um destino bastante acessível ao bolso médio português. Se é verdade que isto se aplica à generalidade dos mercados e restaurantes, o alojamento também não foge à regra, sendo possível encontrar bons quartos a preços bastante simpáticos.
Posto isto, e se estás a priorizar a busca de sítios para dormir no país, deixamos-te uma sugestão para cada categoria de classificação no nosso guia de viagem da Tunísia:
Nota: Se usares os links abaixo para fazer as reservas do teu alojamento, estás-nos a dar uma ajuda preciosa sem pagar mais por isso 🙂

Situado a menos de 8km do centro, a melhor forma de viajar entre o aeroporto e o centro de Tunes passa por utilizar a Linha 635 do autocarro aeroportuário da SNT. A paragem fica situada fora do aeroporto, por isso tens que caminhar algumas centenas de metros até à rua principal (paragem aqui). Os veículos operam das 06h40 às 20h00 em intervalos de 30 minutos, consoante a altura do dia. Esta linha liga o aeroporto à Estação Tunis Marine, em plena baixa da cidade. O preço do bilhete é de 1 TND, e pode ser pago em dinheiro directamente ao motorista.
Resta ainda referir que, caso aterres em Tunes fora do horário de funcionamento do autocarro, podes sempre recorrer a um táxi. Infelizmente, o stand de táxis do aeroporto é um verdadeiro inferno, com uma concertação entre taxistas que visa extorquir o máximo de dinheiro possível dos turistas. Anteriormente, ainda podias recorrer à Bolt, mas a app de ride-hailing foi suspensa em 2025 por suspeitas de fraude e lavagem de dinheiro. O preço justo para a viagem entre o aeroporto e o centro deverá rondar os 20 TND… mas boa sorte a tentares encontrar um taxista que te cobre isto! Pode valer a pena sair do aeroporto e tentar encontrar um táxi na rotunda mais próxima.
Tratando-se a Tunísia de um dos países mais desenvolvidos de África, o território está dotado de uma rede intercidades relativamente abrangente, composta por autocarros e comboios, que te permitirá transitar entre os principais pontos turísticos do país.
Seja como for, e caso estes não sejam da tua conveniência, podes sempre recorrer a táxis partilhados (Louages). No entanto, para o roteiro que te iremos deixar neste guia, nada bate a conveniência e flexibilidade de poderes alugar o teu próprio veículo em terras tunisinas. Aqui segue uma pequena compilação das melhores formas de te deslocares pela Tunísia:

Embora o sistema nacional ferroviário não chegue a todos os pontos do país, ficando-se pela metade norte do território, é perfeitamente possível viajar entre as principais cidades da Tunísia com recurso ao comboio! Infelizmente, o sistema informático da SNCFT – Serviço de Caminhos-de-Ferro da Tunísia – não permite a compra online e antecipada de bilhetes, pelo que terás sempre que o fazer na estação. No entanto, podes recorrer ao site oficial para consultar rotas e horários. Para além da categoria standard (segunda classe), estão também disponíveis viagens em Primeira Casse e Classe Confort, em carruagens e assentos mais espaçosos e confortáveis. Dependendo das rotas, algumas ligações podem ter uma classe única (Express).
Embora alguns dos veículos sejam relativamente modernos, não esperes a mais confortável das experiências. Existem carruagens a precisar de uma boa renovação e não é garantido que tenhas AC na tua viagem, o que pode fazer a diferença nas épocas mais quentes. Para além disso, o sistema ferroviário nem é propriamente conhecido pela sua pontualidade, sendo os atrasos relativamente frequentes. Finalmente, se apanhares um comboio nocturno, não estejas à espera de cabines e assentos-cama – a deslocação terá lugar em carruagens (e assentos sentados) normalíssimos. No lado positivo, os bilhetes de comboio costumam ser bastante acessíveis! Há ainda que mencionar que o sistema ferroviário não chega a Djerba.
Para além da SNCFT, a Transtu também opera uma linha de comboio. Designada de TGM, esta linha única liga Tunes a La Goulet, Cartago, Sidi Bou Said e Marsa. Um bilhete de segunda classe para todo o trajecto custa 0,8 TND. Assim sendo, estas são as rotas de comboio mais úteis para turistas na Tunísia:

No que toca ao sul do país e às localidades nortenhas que não sejam servidas pelos caminhos-de-ferro tunisinos, tens sempre a possibilidade de recorrer aos autocarros. De momento, os autocarros intercidades são operado pela SNTRI, não sendo possível comprar bilhetes online. Isto acaba por trazer um desafio extra, já que te obrigará a perder tempo nos dias anteriores a visitar a estação rodoviária para garantires um bilhete (ou terás que correr o risco de que os ingressos esgotem). Seja como for, podes usar o site para consultar rotas, horários e tarifas. Embora não sejam veículos ultramodernos, os autocarros são limpos e moderadamente confortáveis. Para além disso, para a mesma ligação, viajar de autocarro costuma ser mais rápido, e os preços são relativamente comparáveis. No mesmo sentido, e embora ambos os modos sejam propensos a atrasos, os autocarros tendem a ser um pouco mais fidedignos.
Tal como acima, deixamos aqui um apanhado com as ligações de autocarro mais úteis para que possas cumprir qualquer um dos nossos roteiros (agora com preços e deslocações):

Uma verdadeira instituição tunisina (e bastante popular um pouco por todo o mundo magrebino e árabe), uma porção significativa da população local tende a recorrer a táxis partilhados, em detrimento de comboios e autocarros. Afinal, estas viagens tendem a ser mais rápidas e os preços acabam por não variar assim tanto (se não fores enganado), pelo que esta pode ser uma hipótese que valha a pena explorar.
Na Tunísia, estes veículos partilhados aparecem sob a forma de minivans (habitualmente de 9 lugares) amarelas com uma listra preta e têm a designação de “louages”. Alternativamente, também podem ser brancas com a tradicional listra azul ou vermelha. Para saberes onde apanhar uma destas vans partilhadas, deves utilizar o Google Maps e procurar por “louage station” – todas as cidades e vilas têm uma! Uma vez chegado à estação, só tens que dizer para onde queres ir, e alguém te encaminhará para uma carrinha que habitualmente faça essa rota.
Depois, terás que aguardar que o louage encha até que o condutor tenha ordem para partir – um processo que habitualmente não leva mais do que 10/15 minutos – sendo a tarifa dividida igualmente entre todos os passageiros. Os bilhetes podem ser comprados directamente ao motorista ou na bilheteira da estação (mais comum). Não sendo a experiência mais confortável do mundo, as viagens são mais rápidas quando comparadas com o autocarro. Para além disso, esta é uma excelente solução alternativa caso os horários dos modos convencionais não sejam do teu agrado! Quanto a preços, deverão ser mais ou menos semelhantes aos dos autocarros. Felizmente, não terás que negociar ou recear ser cobrado uma tarifa inflacionada face aos locais, uma vez que todos os valores são tabelados e exibidos na bilheteira.

Para fechar o capítulo das deslocações, deixamos-vos com a sempre prática hipótese de alugar um carro. Aliás, se quiseres cumprir o nosso roteiro na íntegra em apenas 1 semana, alugar carro é praticamente obrigatório, pelo que esta é a opção recomendada. Naturalmente, as maiores marcas internacionais da especialidade estão também disponíveis em território tunisino, sendo bastante fácil encontrar gabinetes, quer nas cidades, quer nos aeroportos.
No entanto, existem alguns aspectos a ter em conta antes de tomares esta decisão. Antes de mais, convém referir que a condução nas grandes cidades tunisinas tende a ser caótica, com uma interpretação livre dos sinais ou regras de trânsito. Ainda assim, muito mais organizada do que em Marrocos! No entanto, fora das grandes cidades, conduzir na Tunísia é bastante tranquilo, pese embora as estradas locais e secundárias possam não estar nas melhores condições. Já as autoestradas, embora em condições bastante decentes, costumam ter portagens. Para contrabalançar, e à boa maneira árabe/magrebina, o combustível é bastante barato. Numa importante nota de rodapé, vais querer estar especialmente atento às lombas… estão por todo o lado e surgem quando menos esperas!
Contrariamente ao que se poderia pensar face à natureza desértica de grande parte do território do país, não é necessário alugar um 4×4. A não ser que faças questão de sair das estradas principais, um carro com tracção “normal” é perfeitamente suficiente para explorar a Tunísia! Mesmo no Sahara, todas as atracções dignas de registo têm acessos bem demarcados e alcatroados, tornando o aluguer de um 4×4 dispensável. Se quiseres subir pelas dunas, podes sempre marcar um tour para esse dia específico ao invés de alugares um carro mais dispendioso para toda a estadia.
Quanto às empresas, e especialmente no caso de optares por uma alocadora local, tem sempre especial atenção às reviews online e mantém o cuidado de ler bem todos os papéis que tenhas que assinar e de documentar antecipadamente (com recurso a fotos e vídeos) o estado do veículo. Afinal, a indústria do turismo no norte de África está repleta de truques e esquemas de extorsão, e embora estereotipar seja feio, mais vale jogar pelo seguro que chorar mais tarde pelo leite derramado. Finalmente, tem em atenção que é legalmente obrigatório tirar uma Licença de Condução Internacional para poderes conduzir na Tunísia. Fiz questão de incluir “legalmente” porque esta regra nem sempre é aplicada, com muitos casos de alocadoras e agentes de trânsito que pedem apenas cartas de condução dos países de origem e passaporte. Seja como for, e até para evitares surpresas desagradáveis, o melhor é mesmo tirares a tua IDP antes da viagem.

Marsa Beach: Suponho que a praia não seja a primeira coisa que te vem à cabeça quando pensas na capital da Tunísia. No entanto, basta uma viagem de 35 minutos a bordo do comboio TGM para chegares ao subúrbio de La Marsa, conhecido pela forte influência francesa e pelas suas agradáveis praias.
Plage de Sidi Mahrez: Em sentido contrário, o turismo balnear é provavelmente tudo o que te vem à cabeça quando pensas em Djerba – o grande destino balnear da Tunísia. Naturalmente, não faltam praias dignas de registo nesta agradável vila mediterrânica com forte influência judaica. A Plage de Sidi Mahrez é apenas uma delas, embora possas facilmente optar pela Plage El Hachen ou pela Plage Edzira.
Praia de Hammamet: Uma excelente opção de day trip a partir de Tunes, Hammamet é um destino bastante conhecido pelas suas casinhas caiadas de branco com pormenores azuis, a fazer lembrar as vilas gregas. Para ajudar à festa, a praia principal destaca-se como uma das melhores do país, embora esteja habitualmente cheia nos meses de maior fervor turístico.
Las Vegas Beach: Tendo em conta que Sousse é a 3ª maior cidade da Tunísia, não deixa de ser surpreendente que a zona costeira esconda algumas praias bastante razoáveis. Esta é apenas uma delas, situada a apenas 4 km do centro histórico. Se quiseres algo ainda mais central, podes optar pela Bou Jaafar Beach.
Qaraiya Beach: Embora não tenhamos incluído a cidade no nosso roteiro, Monastir é provavelmente o único destino balnear do país capaz de ombrear com Djerba. Esta praia é uma amostra perfeita das razões pelas quais esta pequena cidade tem vindo a crescer em popularidade, com uma baía natural cercada a sul por rochedos.
Praia de Salakta: Situada na cidade do mesmo nome, uma desconhecida localidade costeira entre Mahdia e Chebba, este será porventura o segredo mais bem guardado desta lista. Com a sua areia fininha e águas cristalinas, é um excelente sítio para ir a banhos longe das multidões de turistas.
Praia de Al Huwariyah: Águas de tom azul turquesa, rochedos dramáticos e dezenas de percursos e grutas que podes percorrer a nado ou de kayak… o que há para não gostar?! É certo que falta a areia branca, mas não deixa de ser uma opção espectacular relativamente próxima de Tunes.
Ilhas Kerkennah: Sabias que a Tunísia tem um arquipélago situado a aproximadamente 20 km da costa? Formado por 5 ilhas, as duas principais – Chergui e Gharbi – são ambas excelentes destinos balneares. Para lá chegares, terás que apanhar um ferry a partir da cidade de Sfax. A viagem dura cerca de 1 hora.

Dada a localização e história do país, na confluência geográfica e cultural entre berberes, mediterrânicos, judeus, franceses, otomanos e árabes, não surpreende que a gastronomia da Tunísia acabe por reflectir todas estas influências. E no entanto, aquilo que poderia resultar numa amálgama perfeitamente possível de ser encontrada em qualquer um dos vizinhos, acabou por dar numa cozinha extremamente particular. Sim, as influências estão lá, mas a comida, essa, é única e exclusivamente Tunisina. No centro de tudo, como espécie de ponto de ligação entre todos os pratos, está a Harissa, uma pasta vermelha bastante picante, feita com malagueta e especiarias, presente em grande parte das confecções do país. Tecnicamente, podes misturar Harissa no que bem entenderes, embora os Tunisinos o costumem fazer no Couscous, o prato nacional do país, uma iguaria versátil que pode ser servida com carne, peixe ou vegetais.
No entanto, nem só de couscous vive a Tunísia, pelo que vale a pena percorrer os restaurantes das cidades e provar outros clássicos. Desses, destaca-se Kabkabou, um guisado de peixe em molho de tomate; Chorba, uma sopa tradicional de borrego, Tagine, que, ao contrário do vizinho Marroquino, aqui é uma espécie de quiche/tortilha; Slata Mechouia, uma salada de legumes grelhados com ovo; Kafteji, um mix de vários legumes refogados com especiarias; ou Lablebi, uma sopa de grão de bico, harissa e caldo de carne misturada com pão seco. Para pequeno-almoço, é quase obrigatório provar a Shakshouka, os ovos escalfados em molho de tomate e pimento. A acompanhar praticamente todos os pratos, nunca pode falta à mesa o Mlawi, o pão achatado (estilo pita) típico do país.
Já se preferires um snack rápido de rua, é extremamente fácil encontrar banquinhas que vendam Brik, um pastel frito folhado com topo o tipo de recheio; Fricassé, uma sandwich de pão frito com atum, azeitonas, batata, ovo cozido e harissa; ou sandes de baguetes, uma herança da colonização francesa. Já no campo dos doces e sobremesas, convidamos-te a provar Bamboulinis, a versão tunisina dos donuts, Makroudh, bolachinhas de semolina com frutos secos e tâmaras; Kaak Warka, folhadinhos redondos polvilhados com açúcar em pó; ou Baghrir, a panqueca Tunisina. Comuns a quase todos os países islâmicos, aqui também poderás encontrar doces como a Baklava ou Zelabias.
Apesar de 1 semana ser um período manifestamente curto para visitar o que de melhor a Tunísia tem para oferecer, e mesmo que não tenhas qualquer margem de manobra, queremos ajudar-te a aproveitar a experiência ao máximo. Como tal, será necessário manter o ritmo acelerado, mesmo que a tua aventura se cinja apenas aos essenciais. Se cumprires o nosso plano, terás então a oportunidade de visitar a capital Tunes, com direito a day trip a Sidi Bou Sad e às Ruínas de Cartago; a ilha de Djerba, o maior destino turístico do país; o Anfiteatro de El Jem, um teatro romano capaz de rivalizar Roma; as cidades históricas de Sousse e Kairouan; e ainda montar base em Tozeur para explorar o magnífico Deserto do Sahara.
NOTA: Para que o roteiro resulte de acordo com a forma como foi desenhado, é altamente recomendado alugar carro. Se não te sentes confortável a conduzir no estrangeiro, então sugerimos que adiciones 2 dias extra para acomodar as deslocações entre Sousse-Tozeur e Tozeur-Djerba. Alternativamente, podes simplesmente cortar Tozeur e o Deserto do Sahara do roteiro, mantendo os 8 dias.

Enquanto principal ponte aérea com o estrangeiro, o mais provável é que a tua aventura tenha início em Tunes, capital da Tunísia! Apesar de situada num país de maioria muçulmana, Tunes é surpreendentemente cosmopolita, com muito para ver e fazer e uma forte influência francesa/mediterrânica que contrasta bem com a cultura e arquitectura islâmicas. Para além disso, e para surpresa de muitos, é aqui que poderás encontrar o Museu Nacional do Bardo (TND 13), um dos mais espectaculares museus do mundo. Situado ligeiramente fora do centro da cidade, será precisamente aí que começarás o dia, apreciando o opulente palácio e a sua colecção absolutamente formidável de mosaicos. A introdução perfeita ao longo historial Tunisino enquanto colónia Romana e Cartaginesa e aos inúmeros impérios que por aqui passaram, o Bardo é um local imperdível – mesmo para quem não costuma frequentar museus! Visitada a instituição, é altura de seguir caminho até à Medina de Tunes, considerado o centro histórico da cidade. À semelhança de outros quarteirões históricos islâmicos, a Medina de Tunes é um rendilhado antigo de ruas, vielas e becos onde é extremamente fácil perderes-te. Por sorte, o cenário é absolutamente encantador, com incontáveis mesquitas, madraças, cafés históricos, souqs e palacetes imperiais. Assim, um dos primeiros locais a visitar será a Mesquita de Sidi Mahrez, com as suas cúpulas de clara inspiração Otomana. Na Tunísia, como nos países vizinhos, a entrada nas mesquitas está barrada a crentes, pelo que terás que te contentar com o exterior.

Para uma pequena amostra dos vários encantos da Medina, sugerimos que percorras a Rue Sidi Ibrahim e a Rue du Pacha, duas vias perpendiculares onde está concentrada uma variedade muito interessante de edifícios históricos, como palácios e mausoléus. Não tenhas vergonha de ir espreitando – quem sabe o que podes encontrar! Segue-se a passagem no Souq des Chechias, onde se vendem os chapéus típicos tunisinos (e um dos muitos mercados da Medina), e na Mesquita Ez-Zitouna, a mais importante de Tunes. Pelo meio, não percas a oportunidade de subir ao terraço de um dos muitos cafés ou lojas de souvenirs do distrito, para que possas apreciar a arquitectura antiga a partir de cima. Se precisares de ajuda, sugerimos o Café du Souk. Quando estiveres satisfeito com o teu passeio pela Medina, poderás sair através do Portão Bab el Bhar, outrora o principal elo de ligação entre o centro muralhado de Tunes e o resto do país. No entanto, os tempos da colonização ditaram mudanças estruturais na organização da cidade, e hoje o portão liga a Medina ao distrito de Ville Nouvelle, o quarteirão da cidade maioritariamente desenvolvido pelos franceses. Para além da Catedral de Saint Vincent de Paul, sinal mais visível da ocupação, o próprio cenário é marcadamente distinto, com as ruas estreitas e sem saída a darem lugar a edifícios clássicos, avenidas largas e cafés da moda, especialmente ao longo da Avenue Habib Bourguiba, que podia perfeitamente fazer parte de qualquer cidade grande europeia.

Resumo do 1º dia:

Depois de explorares o centro de Tunes, o teu 2º dia na capital será passado nos subúrbios, visitando dois dos sítios mais emblemáticos da Tunísia. Assim, a tua primeira paragem terá lugar nas Ruínas de Cartago, o principal local arqueológico mundial ligado a esta lendária civilização mediterrânica que haveria de ser mais tarde dizimada pelos próprios romanos. Afinal, quem não se lembra de na escola se falar dos “cartagineses”? Sim, esta era a sua capital! Hoje em dia, o parque arqueológico está repleto de ruínas e vestígios da era cartaginesa e da posterior ocupação romana, com templos, banhos, teatros, aquedutos e necrópoles, aos quais se junta um museu onde estão expostos artefactos descobertos nas escavações. Uma vez que as ruínas estão espalhadas por uma área relativamente grande, podes comprar um bilhete único (TND 12) que te dá acesso a todos os locais. Para chegares a Cartago a partir de Tunes, é só apanhar um comboio da linha TGM, que liga o centro da capital ao subúrbio de La Marsa, passando pelas ruínas. O bilhete custa TND 0.8 e a viagem não chega a 30 minutos.

Após visitares as ruínas, voltarás ao comboio e embarcarás no mesmo sentido (La Marsa). No entanto, desta feita sairás em Sidi Bou Said, um dos distritos mais pitorescos dos arredores de Tunes. Para os menos preparados, Sidi Bou Said parece um pequeno pedacinho da Grécia em plena Tunísia. Pensa em ruazinhas estreitas, fachadas caiadas de branco e cúpulas, portadas e janelas pintadas em azul escuro – o perfeito estereótipo Helénico, mas por uma fracção do custo! Não há propriamente muito para ver e fazer no que toca a atracções, mas passear pelas ruas do distrito é mesmo a principal actividade. Para o resto da tarde, podes terminar a linha TGM e ir mesmo até La Marsa, o subúrbio de Tunes conhecido pela marginal, pela praia e pela forte influência francesa. Um excelente sítio para perceber o quão diversa a cidade consegue ser, especialmente depois da visita à Medina durante o dia de ontem!

Resumo do 2º dia:

Deixando finalmente Tunes para trás, vais sair da capital bem cedo para completar o trajecto de apenas 2 horas até Sousse, terceira maior cidade do país. Apesar de ser um destino bastante desconhecido no panorama internacional, Sousse é um lugar a não perder em qualquer roteiro da Tunísia, muito à conta do seu centro histórico considerado Património da Humanidade pela UNESCO e pelos inúmeros resorts construídos na sua costa. Posto isto, praticamente todo o tempo que dispenses a explorar a cidade será passado na Medina de Sousse, o centro histórico muralhado onde te podes perder por entre edifícios antigos, mercados de ruas, mesquitas e casas senhoriais. É um sítio mesmo muito pitoresco, e provavelmente entre os que mais superarão expectativas quando a viagem chegar ao fim. Entrando na Medina através do Portão Bab-El Gharbi, vais deambular pelas vielas em calçada, arcadas e pracetas pedonais. Mais ou cedo ou mais tarde, é inevitável que acabes por dar de caras com as principais atracções do centro histórico, começando pelo imponente Ribat de Sousse (TND 8). Traduzido para português como “Arrábita”, um ribat é uma fortaleza clerical islâmica, onde os soldados lutam e defendem em tempos de guerra, e se dedicam à fé em tempos de paz. Como tal, o Ribat tem uma posição bastante vantajosa que lhe permite vigiar a cidade e o mar. Aliás, podes subir à torre principal para desfrutar da melhor vista da cidade!

Junto ao Ribat, podes ainda espreitar a Grande Mesquita de Sousse (5 TND). Apesar de não poderes entrar no hall de orações, é possível visitar o terraço central da imponente construção. Segue-se a passagem no Souq da Medina, que a bem dizer está espalhado por quase todo o centro histórico, e na Cisterna La Sofra, um reservatório romano – mais tarde convertido numa prisão – onde era armazenada a água utilizada pela população da Medina. Logo após saíres da zona muralhada através do Portão Bab-El Kebli, sugerimos ainda uma visita ao Kasbah, outra fortificação que, à semelhança do Ribat, tinha como objectivo ajudar a proteger a cidade de potenciais invasores. Também aqui, podes subir à torre para admirar a paisagem. No entanto, ao passo que o Ribat está notoriamente despido, o Kasbah alberga o Museu Arqueológico de Sousse (TND 10), provavelmente a segunda melhor instituição cultural do país, logo a seguir ao imbatível Bardo, em Tunes. Ainda assim, mais do que merecedor de uma visita! Se depois de tudo isto ainda te sobrar tempo e energia, podes sempre dar um passeio pela marginal e quiçá ir a banhos na Las Vegas Beach ou, para algo mais próximo do centro, na Bou Jaafar Beach.

Resumo do 3º dia:

Para além do encanto muito próprio de Sousse, outra razão pela qual muitos viajantes param na cidade passa também pela sua proximidade a outros locais extremamente populares entre turistas na Tunísia. Hoje, visitarás dois desses lugares, começando pelo magnífico Anfiteatro de El Jem, a apenas 70 km de distância. Considerado o maior coliseu romano do norte de África e o 3º maior do planeta, com uma capacidade para 35.000 pessoas, a arena destaca-se também pela forma extraordinária como sobreviveu à passagem do tempo, mantendo um estado de conservação semelhante (senão superior) ao seu congénere de Roma. Tal como este, também recebeu lutas entre gladiadores e eventos desportivos, evidenciando-se agora como a maior atracção turística de toda a Tunísia e um dos grandes monumentos arqueológicos do mundo. O bilhete custa apenas TND 10 e é igualmente válido para o Museu Arqueológico de El Jem e para o Parque Arqueológico de Thysdrus, onde podes encontrar mais vestígios da antiga colónia romana. Depois de explorares El Jem, vais voltar à estrada para visitar Kairouan, considerada a cidade mais sagrada da Tunísia. Aliás, dizem os locais que este é um dos sítios mais importantes do Islão, logo depois de Meca, Medina e Jerusalém (embora existam várias cidades que argumentam o mesmo).

Seja como for, em Kairouan existem vários monumentos dignos de registo, sempre com epicentro na já habitual Medina, o distrito muralhado e antigo que forma o centro histórico da cidade. Uma vez mais, esta zona é perfeita para um passeio descomprometido, já que o souq, cada rua e cada canto dão uma boa chapa! No que toca a locais a não perder, e face à fama da cidade, quase todos têm um pendor religioso. Assim, e para além da mastodôntica Grande Mesquita de Kairouan, a mais antiga e importante de todo o Magrebe, os visitantes não vão querer perder a Mesquita das Três Portas (proibida entrada a não-crentes), o Santuário de Sidi Abed el Ghariani, o Mausoléu de Sidi Amor Abada ou o Bir Barrouta, um poço histórico que os muçulmanos acreditam estar ligado a uma nascente de Meca de onde o Profeta Muhammad bebeu. Já fora da Medina, a Mesquita de Sidi Sahab é outra paragem popular. Curiosamente, é conhecida como a “Mesquita do Barbeiro”, já que foi erigida em honra de um discípulo que era famoso por andar sempre com alguns fios da barba do Profeta. Para desenjoar de tanta religião, podes dar uma vista de olhos na Dar Hassine Allani, um exemplo bastante bom de residências típicas antigas do interior da Medina, antes de regressares a Sousse para passar a noite.

Resumo do 4º dia:

Tendo já tido a oportunidade de visitar cidades históricas, locais arqueológicos e outros espaços de cariz cultural na Tunísia, ficam a faltar os principais destinos ligados a dois dos maiores atractivos turísticos do país: a praia e o deserto. Neste caso, iremos começar pelo último, conduzindo desde Sousse até Tozeur, considerado um dos principais pontos de acesso do país ao fabuloso Deserto do Sahara. Infelizmente, a distância entre as cidades ainda é relativamente morosa (5h00), roubando-te pelo menos metade do dia. Seja como for, e depois de chegares a Tozeur, recomendamos que pouses as trouxas, comas alguma coisa e comeces logo a explorar. É certo que a cidade é acima de tudo usada como base para conhecer o Sahara, mas vale sempre a pena dar um passeio e obter um vislumbre da cultura bérbere, dominante nesta zona da Tunísia!

Naturalmente, e com o tempo apertado, o melhor é começares pela Medina de Tozeur. No entanto, e ao contrário do que viste até aqui, o centro histórico desta cidade desértica tem uma atmosfera totalmente diferente, com arquitectura feita maioritariamente em tijolo, portas em madeira e muitos padrões geométricos de influência bérbere. Para além disso, a Medina não é muralhada nem difere das regiões em redor, pelo que podes muito bem estar a passear pela parte “nova” da cidade sem que te dês sequer conta. Nesta zona, aproveita ainda para dares um saltinho à Mesquita Ferkous e ao Mercado Central. Por fim, podes caminhar até ao Parque Ras El Aïn e subir até ao topo do rochedo onde está cravado o rosto de um poeta Tunisino (não há como não ver) para uma vista bastante agradável sobre Tozeur e os oásis circundantes.

Resumo do 5º dia:

Após uma noite de sono bem dormida, é chegada a altura de justificar o longo desvio até Tozeur e explorar este recanto do fabuloso Deserto do Sahara! No entanto, há que deixar duas notas antes de começarmos. Neste roteiro optámos por focar-nos nos locais históricos, naturais e culturais que podes encontrar apenas na Tunísia. Sejam oásis, fortalezas, salinas ou vilas bérberes, é garantido que os locais que mencionarmos não podem ser encontrados em mais lugar nenhum. No entanto, se preferires ter a experiência mais tradicional no deserto, com viagens de camelo, subidas às dunas ou passeios de buggy, podes sempre marcar um tour online aqui. Posto isto, vamos então às nossas recomendações. Antes de começarmos, e conforme mencionámos na secção de transportes, reforçamos que não precisas de um 4×4 para completar o nosso roteiro, já que todas as atracções têm acessos alcatroados. Vamos a isto? Começaremos com uma das atracções de nicho da Tunísia. Afinal, o país é conhecido por ter sido um importante local de filmagens da lendária saga de Star Wars, com vários locais e cenários abertos a visitantes. Um desses sítios é o povoado de Mos Espa, que nos filmes ficava situado no planeta Tatooine, mas que na verdade pode ser encontrado a apenas 40 km de Tozeur. O cenário foi deixado ao abandono, mas parece perfeitamente mantido, estando aberto gratuitamente a quem queira lá passar.

Por esta altura, já terás reparado que a zona de Tozeur tem muitos oásis nas suas imediações, pelo que visitar pelo menos um deles é um “no-brainer”! Desses, sugerimos o Oásis de Chebika, situado junto à vila semi-abandonada do mesmo nome. É impressionante a forma como a paisagem muda tão repentinamente, já que o deserto árido dá lugar a uma floresta de palmeiras e tamareiras que esconde trilhos incríveis por entre cascatas e nascentes. Um pouco mais a norte, vale igualmente a pena apreciar a vista do Desfiladeiro de Mides, ali bem juntinho à fronteira com a Argélia. Regressando para sul, é altura de conduzir pelas margens do Chott-el-Djerid, um gigantesco lago de sal que quase parece estender-se até ao horizonte. É só parar o carro e caminhar um pouco pela salina para desfrutar da paisagem e da ilusão de óptica. Por esta altura, já terás passado umas boas 4 horas na estrada (+ o tempo despendido em cada sítio), pelo que deverás começar a apresentar alguns sinais de saturação. No entanto, para poupares algum tempo precioso no dia seguinte, recomendamos que arrepies caminho e pernoites em Douz, uma cidade mais próxima dos teus próximos destinos. Se fizeres mesmo questão de dormir em pleno deserto, podes fazê-lo no Dunes Insolites, em Sabria.

Resumo do 6º dia:

E eis que finalmente chegámos à porção de sol, praia e calor do nosso itinerário! Como justa recompensa por todo o teu esforço até ao momento, os 2 últimos dias do roteiro serão dedicados à famosa ilha de Djerba, considerada o mais famoso destino balnear da Tunísia. No entanto, para lá chegares ainda terás que conduzir umas boas 3 horas desde Douz (ou 4 desde Sabria), pelo que o melhor será sair bem cedinho para que ainda possas desfrutar pelo menos da tarde em Djerba. Ah, e não te preocupes – apesar de se tratar de uma ilha, existe ligação por terra ao resto do país!
Como não poderia deixar de ser, e assim que chegues ao destino, a tarde será passada de papo para o ar na Plage de Sidi Mahrez, considerado o principal areal da ilha. Aproveita a areia fininha e a águas agradáveis do Mediterrâneo, já que este é um dos melhores destinos balneares do Norte de África! Se depois do teu mergulhinho não te apetecer ficar deitado na areia, recomendamos uma visita ao Djerba Explore Park (TND 32.50), um complexo que inclui uma recriação de uma vila típica da ilha, o Museu Lalla Hadria, dedicado à arte islâmica, e a popular Crocodile Farm, onde residem mais de 400 crocodilos provenientes de vários cantos de África. Para terminar, podes ficar a conhecer outra praia com a descida até à Plage Essaguia.

NOTA: Se não tiveres grande pressa para chegar a Djerba e te contentares apenas com o último dia na praia, podes fazer várias paragens estratégicas no percurso. Saindo de Douz, podes passar em Matmata, outro cenário de Star Wars famoso pelas casas esculpidas na rocha; por Tamezret, uma cénica vila bérbere abandonada; e pelo Ksar Jouamaa, um dos melhores exemplos de celeiros tradicionais fortificados (alcáceres), que serviam de armazéns às tribos bérberes.
Resumo do 7º dia:

Pese embora a popularidade de Djerba junto dos veraneantes, a verdade é que esta é uma ilha com uma identidade muito vincada. É certo que podes cá vir e ficar exclusivamente na praia e nos resorts, mas existe um lado histórico e cultural que não é sequer difícil de encontrar, estando presente nos centros das vilas, nos edifícios religiosos, nas práticas artesanais tradicionais e nas fortalezas que se erguem junto ao mar. Melhor ainda – podes combinar tudo com uma ida à praia e passar um último dia na Tunísia que agrade a todo o tipo de público! Posto isto, a tua derradeira manhã terá início na Medina de Houmt Souk, considerado o centro histórico da capital e maior cidade da ilha. Como não poderia deixar de ser, o cenário é extremamente pitoresco, com montes de casinhas azuis e brancas a fazer lembrar a Grécia, com um toque notoriamente islâmico. Lá dentro, podes visitar a Mesquita dos Turcos ou o Mercado Central. Fora da Medina, mas ainda em Houmt Souk, é igualmente obrigatório passar na Fortaleza Gazi Mustapha, provavelmente o edifício histórico mais importante e imponente de toda a ilha de Djerba. Saindo da capital, podes desfrutar de 2 horinhas na costa na Plage El Hachen, a apenas 15 minutos de carro de distância.

Voltando à estrada, seguirás para sul até Erriadah, uma pequena e insuspeita vila famosa por albergar o ambicioso projecto Djerbahood. Criado por vários artistas franceses de origem tunisina, o plano passou por cobrir grande parte das paredes da vila com street art, tendo resultado numa atracção arrojada e bastante popular. A uma caminhada de menos de 1 km, vale igualmente a pena fazer o desvio até à Sinagoga El Ghriba, um edifício bastante ornamentado que serve de principal legado à outrora numerosa comunidade judaica que habitava Djerba e que ocupava 3 vilas inteiras. Aliás, é oficialmente a sinagoga mais antiga de África, e uma das mais antigas no mundo inteiro! Já com o dia a caminhar para o final, deverás seguir ainda mais para sul, até à vila de Guellala, conhecida pelos artesãos locais e pelas cerâmicas. Aliás, as próprias ruas parecem um workshop a céu aberto, sendo ainda este o local perfeito para tratares das souvenirs. Por fim, irás despedir-te de Djerba (e da Tunísia) na Mesquita Sidi Yeti, uma mesquita abandonada com uma vista espectacular sobre o mar, onde podes assistir ao pôr-do-sol. Amanhã, terás pela frente a viagem de regresso a Tunes, onde entregarás o carro e voarás de volta a casa.

Resumo do 8º dia:
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