O que fazer em Santiago, Cabo Verde – Onde comer e melhores locais para visitar 🇨🇻

  • 13.06.2024 00:00
  • Bruno A.

Miniguia detalhado com tudo o que fazer em Santiago. Inclui dicas acerca de restaurantes, actividades e melhores pontos turísticos e locais a visitar na ilha Cabo-Verdiana, incluindo Praia, Tarrafal e Cidade Velha.

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Este miniguia com tudo o que fazer na ilha de Santiago faz parte do nosso Guia Geral de Viagem de Cabo Verde. Consulta-o para saberes todas as dicas práticas e informações importantes sobre o país, incluindo transportes, hotéis, melhores praias e muito mais!

Santiago, Cabo Verde – A maior ilha do arquipélago

Sendo a maior e mais populosa ilha do arquipélago, e também a mais visitada, Santiago é onde poderás encontrar a cidade de Praia, capital de Cabo Verde. Como tal, se o teu tempo é bastante apertado e tiveres que te limitar somente a uma única ilha, Santiago será provavelmente a que providencia uma experiência mais abrangente. No entanto, os encantos da ilha vão bem para lá da sua capital, já que, e para além das omnipresentes praias Cabo-Verdianas, podes ainda aproveitar para explorar o Parque Natural da Serra da Malagueta, visitar o infame e sombrio Campo de Concentração do Tarrafal e ainda ficar a conhecer alguma da melhor arquitectura antiga do país na Cidade Velha, o nome dado à antiga capital.

Posto isto, se estás de partida rumo a Cabo Verde e procuras o que fazer em Santiago, queremos deixar-te um miniguia com todos os locais e pontos turísticos a visitar na ilha, bem como uma compilação dos restaurantes mais badalados.

Locais a não perder na ilha de Santiago

Praia

Sem surpresa, a tua aventura terá início precisamente na Praia, capital de Cabo Verde e lar do maior aeroporto do país. De resto, a cidade não poderia estar mais longe dos ideais que a maioria dos visitantes tem de Cabo Verde e do seu ambiente tranquilo e paradisíaco. Praia, por outro lado, move-se a um ritmo diferente. É barulhenta, colorida e, arrisco dizer, caótica – não ao nível de outras capitais africanas, mas ainda assim o suficiente para se destacar da realidade do país. Para sentires essa azáfama em todo o seu esplendor, nada melhor que começar pelo Mercado de Sucupira, a maior feira de rua da cidade, e uma forma excelente (e minimamente familiar) de teres a experiência essencial de um verdadeiro mercado africano. Daí, podes depois seguir para o Plateau, o nome dado ao centro histórico da cidade. De resto, é aqui que podes encontrar alguma da melhor arquitectura colonial de Cabo Verde, e onde estão concentradas as principais atracções turísticas da Praia, com destaque para a Igreja de Nossa Senhora da Graça, para o Palácio Presidencial ou para a Sala-Museu Amílcar Cabral, que ajuda a contar a história de um dos maiores revolucionários pela libertação dos antigos territórios coloniais portugueses. Embora não sejam edifícios ou atracções propriamente ditas, também não podes deixar de apreciar a beleza da Praça Alexandre Albuquerque ou de percorrer a Rua 5 de Julho, encerrada ao trânsito motorizado. De saída do Plateau, podes ainda parar na Estátua de Diogo Gomes e desfrutar das vistas sobre a costa da Praia e o pequeno Ilhéu Santa Maria. Quanto a areais, podes sempre ir a banhos na Prainha ou na Praia Quebra Canela.

Cidade Velha

Fora da actual principal cidade Cabo-Verdiana, e ainda na costa sul de Santiago, podes também aproveitar e visitar Cidade Velha, a antiga capital do país. Historicamente, este foi o primeiro povoado estabelecido pelos portugueses em Cabo Verde, e o local onde inicialmente atracaram. Infelizmente, a cidade foi sendo abandonada e parte das suas estruturas originais destruídas, mas a verdade é que continua a ser possível encontrar resquícios e monumentos da época. Desses, nenhum é mais emblemático que a imponente Fortaleza Real de São Filipe, construída no século XVI como principal bastião defensivo da cidade, embora locais como a Igreja de Nossa Senhora do Rosário ou as Ruínas da Catedral da Ribeira Grande (destruída numa grande invasão Córsega) sejam também merecedores de uma menção honrosa. Ainda assim, uma das características mais encantadoras de Cidade Velha são as ruas rústicas coloniais, flanqueadas por casinhas antigas e muros em pedra e cal, como a Rua Banana.

Assomada

Considerada a segunda maior cidade de Santiago, ainda bem atrás da Praia, a Assomada é um excelente ponto de passagem no inevitável percurso entre o sul e o norte da ilha. Para além disso, e uma vez que a cidade fica situada no interior rural e montanhoso, permite-te um vislumbre diferente de um país muitas das vezes puramente associado ao mar e às praias. Quanto a pontos de destaque, e embora não haja muito para ver, o Mercado da Assomada é ponto de paragem obrigatório, ou não fosse este o maior e mais tradicional mercado de todo Cabo Verde! Embora muitas banquinhas tenham lá poiso todos os dias, é às quartas-feiras e sábados que se dão as maiores enchentes, por isso tenta que a tua visita coincida com um destes dias semanais. Não muito longe da Assomada, podes ainda aproveitar e fazer um desvio até ao Pico da Antónia, ponto mais alto de todo o país. A quase 1400 metros de altura, e como deves imaginar, as vistas são absolutamente deslumbrantes.

Serra da Malagueta

Uma das razões pela qual recomendamos a visita à ilha de Santiago passa pela versatilidade do destino. Conforme mencionámos acima, é fácil regressar de Cabo Verde com a ideia de que o país, apesar de belíssimo e hospitaleiro, pode também ser um bocadinho aborrecido e uniforme, especialmente se te cansares relativamente rápido das praias. Em Santiago, contudo, podes alternar a costa com os inúmeros trilhos do interior – e não há melhor sítios para caminhadas que o Parque Natural da Serra da Malagueta! Na verdade, o difícil é mesmo escolher, já que a variedade de hikes e paisagens é tremenda. Assim sendo, e para te facilitar a vida, recomendamos que optes pelo Caminho da Ribeira Principal, considerado o mais bonito do parque. Pelo meio da vegetação densa – e com paisagens de cortar a respiração – o trilho guiar-te-á ainda a algumas cascatas onde podes aproveitar para dar um refrescante mergulho. A uns 25 km de distância da serra (50 minutos de carro), podes ainda fechar o dia na Piscina Natural de Cubo, um dos tesouros (ainda) escondidos de Cabo Verde.

Tarrafal

Principal localidade do norte do país, e ponto de paragem habitual para os que visitam a ilha, a localidade do Tarrafal é um sítio bastante popular. Embora Santiago possa não ter praias tão boas ou pristinas quanto algumas das suas ilhas vizinhas, a Praia do Tarrafal é uma conhecida excepção. Estendida na boca de uma pequena baía de água turquesa, esta praia é também um excelente sítio para te misturares com a população local, já que muitos Cabo-Verdianos fazem questão de relaxar por estas bandas nos seus dias de folga. Já para locais mais recônditos e menos concorridos, podes sempre fazer um passeio de barco e explorar zonas costeiras quase desertas e de difícil acesso, ou juntar-te a um tour de snorkeling para vislumbrares um pouco da fauna marítima. Ainda assim, e apesar de todo o cenário idílico, é impossível não ouvir a palavra “Tarrafal” e ser instantaneamente transportado para os horrores do passado colonial. Afinal, é aqui que podes encontrar (e visitar) o famoso Campo de Concentração do Tarrafal, uma prisão onde eram enclausurados os opositores políticos da ditadura de Salazar. Conhecido como o “Campo da Morte Lenta”, à conta das condições terríveis e falta de qualquer protecção judicial, o Tarrafal representa o expoente máximo da repressão fascista e colonial do Estado Novo.

Rabelados de Espinho Branco

Para algo totalmente fora da caixa, podes terminar a tua aventura na insuspeita vila de Espinho Branco, conhecida por albergar a comunidade dos Rabelados. Se nunca ouviste falar deste grupo, é sinal que o seu trabalho foi bem feito. Uma pequena “tribo” de cerca de 1000 pessoas (e cada vez a encolher mais), os Rabelados optaram por viver à margem da sociedade ao longo dos últimos 80 anos, após se revoltarem contra um conjunto de reformas levadas a cabo pelas autoridades católicas da ilha em 1940. Descontentes com as mudanças litúrgicas impostas, o grupo acabou por abandonar a civilização e criar a sua própria comunidade na costa oriental de Santiago, vivendo um modo de vida bastante rudimentar e subsistindo essencialmente da pesca e da agricultura. No entanto, e por conta das crescentes dificuldades económicas, o grupo tem demonstrado cada vez maior abertura ao mundo exterior, sendo actualmente possível visitar a vila aos Sábados e Domingos e assistir aos seus rituais religiosos únicos… rituais esses que causaram a cisão com o mundo “real” há 8 décadas.

Onde comer em Santiago – Melhores restaurantes

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