Guia de viagem das Seychelles + Roteiro de 7 dias no arquipélago 🏖️🥥

  • 02.02.2023 15:18
  • João

Acompanha o nosso guia de viagem das Seychelles e descobre quais as melhores ilhas do arquipélago, como te deslocares entre elas, que hotéis e restaurantes frequentar e ainda o que ver e fazer num roteiro por aquele que consideramos ter sido o melhor destino de praia que já visitámos 🏖️🥥

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Composta por mais de 115 ilhas distintas, e um destino paradisíaco em plenas águas cristalinas do Oceano índico, a República das Seychelles é um dos principais destinos turísticos de África, especialmente se atentarmos à sua reduzida dimensão e população. Aliás, o sector turístico é mesmo o mais importante do país, e um dos principais factores que ajuda a explicar a razão pela qual as Seychelles são consideradas um dos países mais ricos e desenvolvidos do continente.

Na realidade, é fácil perceber o que atrai tantos turistas de todos os quatro cantos do mundo a este pequeno pedacinho tão idílico. Afinal, haverá poucos sítios que encaixem tão bem na imagem estereotipada de um destino tropical quanto as Seychelles! Com algumas das melhores praias do mundo, trilhos de montanha fabulosos e um conjunto alargadíssimo de espécies de fauna e flora que não poderás encontrar em lado nenhum, este é – sem sombra de dúvida – um destino imperdível para os amantes de natureza!

Posto isto, e se já te estás a imaginar bem alapadinho num areal de sonho, este artigo é mesmo para ti! Acompanha o nosso guia de viagem das Seychelles e descobre quais as melhores ilhas do arquipélago e como te deslocares entre elas, que hotéis e restaurantes frequentar e ainda o que ver e fazer num roteiro de 7 dias pelas Seychelles!

O que fazer nas Seychelles – Guia de Viagem

Como chegar às Seychelles – Voos desde Portugal

Apesar do número extremamente elevado de ilhas que a compõem poder induzir os leitores em erro, a realidade é que muitas delas não são mais que rochedos inabitados, pelo que as Seychelles são servidas por um único aeroporto internacional: o Aeroporto de la Pointe Larue.

Naturalmente, não existem voos directos a partir de qualquer cidade portuguesa, sendo que a esmagadora maioria dos visitantes vindos do nosso país acaba por fazer escala em Istambul (Turkish Airlines), Dubai (Emirates), Doha (Qatar Airways), Abu Dhabi (Etihad) ou até mesmo Adis Abeba (Ethiopian Airlines).

Guia das Seychelles – Melhor altura para visitar o arquipélago

Resumindo antes de começar: há muitos poucos destinos que oferecem uma probabilidade de tempo todo o ano tão alta como as Seychelles. No entanto vamos tentar escamotear o que podes esperar de acordo com a época em que fores:

Embora as Seychelles sejam um destino consistentemente quente ao longo de todo o ano, existem outras componente meteorológicas que deverão ser levadas em consideração aquando da marcação da tua viagem. Para começar, quererás evitar o período de Janeiro-Fevereiro, uma vez que estes meses de Verão no hemisfério sul coincidem com a época de monções no arquipélago, levando a que a probabilidade de apanhares dias chuvosos seja substancialmente mais alta que o habitual.

Por outro lado, e durante a maioria do resto do ano, as Seychelles são atingidas por um fenómeno chamado ventos alísios. Este fenómeno não só leva a que o tempo esteja um pouco (ou bastante) mais ventoso que o habitual, como poderá também levar a que se formem grandes aglomerados de algas junto às praias e a corrente seja substancialmente mais forte. Neste caso, é importante ter em consideração as direcções dos ventos. Entre Maio e Agosto, por exemplo, os ventos sopram de sudeste, pelo que deverás escolher praias na costa ocidental das ilhas. Pelo contrário, entre Novembro e Dezembro, sopram de noroeste, pelo que deverás basear-te na costa leste. Isto não significa necessariamente que estes não sejam bons meses para visitar o país, mas terás que ter estes aspectos em consideração.

Face ao exposto, e se quiseres mesmo jogar pelo seguro, as melhores alturas para visitar as Seychelles coincidem com o intervalo de Março-Abril e de Setembro-Outubro, quando o tempo é bastante estável e os ventos alísios já não têm interferência. No caso do primeiro intervalo, esta é também uma época bastante boa para assistir ao nascimento das espécies locais de tartarugas e à sua corrida lendária rumo às águas do Índico – mais uma dica de ouro no nosso guia de viagem das Seychelles!

Guia das Seychelles – Documentos necessários para a tua viagem

Estando este destino situado fora da Europa, e sem nenhum tipo de acordo com a UE que te permita entrar com qualquer outro documento de identificação, é absolutamente obrigatório estares munido do teu passaporte para poderes visitar as Seychelles. Para além disso, o documento deverá possuir uma validade que cubra todo o período temporal que planeias passar no país.

Quando aterras, é emitida uma permissão de turismo gratuita que permite a qualquer visitante ficar no país durante um período máximo consecutivo de 90 dias. Para que te seja passada essa licença, deverás ter uma confirmação de reserva de alojamento e ainda uma prova de transporte de saída do arquipélago (como uma reserva de voo de regresso).

Relativamente a restrições pandémicas, e embora não seja obrigatório apresentar qualquer teste ou prova de vacinação, continua a ser necessário preencher um Formulário de Autorização de Viagem. Essa declaração tem o custo de 10€ e pode ser preenchida a partir de 10 dias antes da viagem, demorando cerca de 12 horas a ser processada electronicamente. Assim que seja validada, receberás um código QR que deverás apresentar no momento de embarque e de chegada ao país.

Descobre mais: Vais viajar e tens o Passaporte ou Cartão de Cidadão caducado ou perdido? Vê aqui o que podes fazer

Guia das Seychelles – Roaming em viagem

Estando o país situado fora da UE e sem nenhum tipo de acordo para a isenção de taxas de roaming nas telecomunicações, não poderás utilizar o teu tarifário português actual durante a tua viagem às Seychelles.

Aliás, a primeira coisa que deves fazer antes de levantares voo rumo ao país é mesmo desligar todos e quaisquer dados móveis que tenhas activos no teu telemóvel, sob pena de teres uma (muito) desagradável surpresa no final do mês. Ainda que os custos possam variar de acordo com a operadora, e apenas para ficares com uma noção do que esperar, a Vodafone cobra os seguintes valores para comunicações em território seichelense:

  • Chamadas efectuadas: 3,42€/min
  • Chamadas recebidas: 1,71€/min
  • SMS enviadas: 0,55€/sms
  • Dados Móveis: 0,668€/100Kb

Posto isto, a recomendação deste guia de viagem das Seychelles é que compres um cartão SIM ainda antes de chegares às Seychelles. Como? Ao preencheres o Formulário de Autorização de Viagem terás a opção de seleccionar a compra de um cartão SIM da Airtel com 5GB de internet pelo preço de 20€. Poderás depois levantar o cartão no quiosque da companhia no terminal de chegadas.

A título de exemplo, a compra de um cartão e de um pacote de dados de 3GB em pessoa numa das lojas da mesma companhia custar-te-ia o ridículo valor de 38€ (6,50€ pelo cartão + 31,50€ pelo pacote)! Na empresa concorrente – a Cable & Wireless Seychelles – a comparação não é melhor, com o mesmo pacote de 5GB ao preço de 54€!

Outra opção interessante é simplesmente comprares um cartão eSIM

Guia das Seychelles – Como levantar dinheiro: Taxas bancárias e orçamento de viagem

Nenhum guia de viagem das Seychelles está completo sem que este importante ponto seja abordado!

Tendo como moeda oficial a Rupia Seichelense (SCR), qualquer levantamento que faças nas Seychelles recorrendo a um cartão português incorrerá naturalmente no pagamento de várias taxas. Para além da taxa percentual sobre o valor do levantamento (relativa à conversão), a tua transacção estará também sujeita ao pagamento de um valor fixo, referente à taxa por levantamento de divisa fora da UE. Contas feitas, podes acabar a pagar ao teu banco bem acima de 6% do valor do teu levantamento. A alternativa passa por recorreres aos serviços de bancos online como o Revolut.

O Revolut permite-te efectuar levantamentos até um determinado limite mensal sem que te seja cobrada qualquer taxa. Para além disso, mesmo depois de atingido esse patamar, as comissões são residuais quando comparadas às dos bancos tradicionais. No entanto, e no caso específico das Seychelles, tem em atenção que a Revolut nada pode fazer relativamente às taxas cobradas pelas ATM’s locais por levantamentos com cartões estrangeiros. Por cada saque terás que pagar uma comissão fixa de cerca de 7€, pelo que deverás ser cuidadoso e procurar levantar a maior quantia possível de cada vez, mas sem correr o risco de ficares com divisa a mais no final das tuas férias.

Quanto ao Revolut, e tratando-se de um cartão recarregável, podes sempre carregar o teu cartão diariamente com apenas aquilo que precises para esse dia, mantendo um método de pagamento alternativo no cofre do hotel. Dessa forma, se tiveres a infelicidade de te roubarem o cartão, perderás apenas aquilo que tinhas previamente carregado no cartão.

No entanto, fica descansado(a): a maior parte dos locais nas Seychelles tem um terminal eletrónico de pagamento. No entanto é boa ideia teres sempre cash contigo se precisares de usar transportes públicos, se quiseres ir buscar comida a um take-away usado essencialmente pelos locais ou se quiseres alugar uma bicicleta em La Digue, logo que chegas ao porto.

Descobre mais: Dicas para viajantes: Tudo que precisas de saber sobre o Cartão Revolut

Guia das Seychelles – segurança e burlas para turistas

É com agrado que registamos que as Seychelles são um destino extremamente seguro para qualquer visitante. Afinal, o turismo é uma autêntica galinha de ovos d’ouro, pelo que as autoridades têm 0 interesse em manchar a imagem do país.

Seja como for, quererás evitar tornares-te um alvo, pelo que se devem aplicar as mesmas regras de senso-comum pelas quais te reges no teu país de origem. Assim, bastará teres o cuidado de não mostrar grandes quantias de dinheiro ou objectos de avultado valor em locais muito movimentados e evitarás grande parte de potenciais problemas.

No entanto, é importante ter em consideração que os principais riscos para um turista nas Seychelles não advêm da população local, mas sim da natureza. Num território com tantas praias, montanhas, animais endémicos e monções, é importante não correr riscos desnecessários quando não tens plena segurança do que estás a fazer. Posto isto, cuidado com as correntes na costa seichelense e não te aventures para zonas dos parques naturais que não estejam devidamente identificadas/marcadas. Em ambos os casos, podes acabar por apanhar um valente susto ou passar por algo ainda pior.

Num teor mais preventivo, segue as dicas da nossa dermatologista residente para protegeres a tua pele, usa e repelente de insectos e bebe MUITA água.

Onde dormir nas Seychelles – Hotéis e Alojamentos

Ok, hora de uma verdade um pouco ou nada inconveniente: as Seychelles são caras! Entre voos, alojamento e refeições, fazer férias por estas bandas está longe de ser económico. Isso reflecte-se especialmente nos preços dos hotéis, com o preço-médio por noite a poder chegar facilmente aos 150€.

No entanto, e se é para pagar, que fiquemos pelo menos satisfeitos com aquilo que nos toca em sorte! Assim, tomámos a liberdade neste guia de viagem das Seychelles de sugerir algumas opções de alojamento para cada umas das três ilhas mais populares das Seychelles.

Guia das Seychelles – Hotéis em Mahe

Guia das Seychelles – Hotéis em Praslin

Guia das Seychelles – Hotéis em La Digue

Nota: Se usares os links acima para fazer as reservas do teu alojamento, estás-nos a dar uma ajuda preciosa sem pagar mais por isso 🙂

Guia das Seychelles – Transporte entre o aeroporto e a capital Victoria

A forma mais económica de te deslocares do aeroporto até Victoria passa por utilizares o serviço de autocarros públicos. O preço do bilhete de autocarro é de 12SCR (cerca de 0,75€) e a viagem entre o aeroporto e Victoria tem a duração de 30 minutos. A paragem fica situada logo à saída do aeroporto, do lado contrário da rua.

Em alternativa, podes apanhar um táxi directamente para o porto ou para o teu destino em Mahé. Será certamente uma viagem bem mais prática, especialmente se tiveres muita bagagem. Contudo, o preço não é, naturalmente, comparável (30€ a 50€, dependendo do destino).

Se pretenderes ir directamente para as ilhas de La Digue ou Praslin, então podes apanhar um dos ferries no Porto de Victoria. 

Guia das Seychelles – Transportes internos e entre ilhas

Transporte entre ilhas nas Seychelles – Ferries

Tendo em conta que estamos a falar de um arquipélago e que este roteiro implica, pelo menos, uma visita a três ilhas diferentes, naturalmente que parte do teu itinerário será passado em navegação.

As liga̵̤es entre ilhas nas Seychelles ṣo maioritariamente asseguradas por uma companhia principal Рa Cat Cocos. Podes comprar os bilhetes diretamente no site deles.

Estas são as três ligações que poderás reservar:

  • Mahé – Praslin – a partir de 50€/ida, com duração de cerca de 1 hora
  • Praslin – La Digue – a partir de 14€/ida, com duração de cerca de 15 minutos
  • La Digue – Mahé – a partir de 60€/ida, com duração de cerca de 90 minutos

Transporte entre ilhas nas Seychelles – Voos

Se fores um autêntico masoquista e ainda não estiveres cansado de andar pelos ares assim que chegares às Seychelles, podes sempre percorrer a distância entre as ilhas principais de Mahé e Praslin de avião.

Essa ligação de apenas de apenas 20 minutos é assegurada pela Air Seychelles, sendo que os preços para não-residentes começam nos 75€.

Transportes intra-ilhas nas Seychelles – Autocarro

Conforme referido anteriormente neste guia de viagem das Seychelles, o autocarro é o meio de transporte público mais acessível das Seychelles, sendo uma das únicas coisas baratas em todo o arquipélago. Contudo, e como sempre acontece com este meio de transporte, a fiabilidade e flexibilidade poderão não ser as melhores. Tem ainda em atenção que o horário de operação dos autocarros da SPTC (curioso, portuenses, não é?) tem apenas lugar entre as 05h30 e as 19h00.

O serviço de autocarro está apenas disponível nas ilhas de Mahé e Praslin, com o preço do bilhete único a rondar as 12SCR. Podes consultar o horário específico de determinada rota aqui.

Transportes intra-ilhas nas Seychelles – Táxi

Em alternativa ao autocarro, podes ainda recorrer aos serviços locais de táxi. Estes veículos estão apenas disponíveis nas ilhas de Mahé e Praslin, e em número extremamente limitado na pequena La Digue.

Infelizmente, não existe nenhum serviço de transporte privado de estilo Uber ou Cabify nas Seychelles, pelo que ficarás à mercê do que os locais te pedirem. Em média, conta pagar entre 2,30€ a 2,70€ por quilómetro percorrido.

Transportes intra-ilhas nas Seychelles – Carro

Se estiveres à procura de máxima flexibilidade e autonomia, então poderás alugar o teu próprio veículo em Mahé ou Praslin. Quanto a La Digue, não existem empresas de rent-a-car (e, sinceramente, o serviço não seria necessário).

No caso da maior ilha do arquipélago – Mahé – podes recolher o teu carro imediatamente no aeroporto, assim que aterres. Para confirmares preços e disponibilidades, podes consultar Rentalcars.com!

Já no caso de Praslin, os agregadores e alocadoras mais famosos não dispõem de qualquer opção de aluguer nesta ilha secundária. Como tal, terás que recorrer directamente aos serviços de pequenas agências locais que o nosso guia de viagem das Seychelles conseguiu identificar, como é o caso da Papa Rental, da Elite Car Hire ou da Bliss Car Hire.

Transportes intra-ilhas nas Seychelles – Alugar bicicleta na ilha de La Digue

Por fim, resta-te a alternativa mais activa e agradável, e uma opção especialmente pertinente no caso da ilha de La Digue, consideravelmente mais pequena que as outras duas e, pessoalmente, a nossa definição de ilha tropical idílica.

Aliás, no que toca a La Digue, alugar uma bicicleta é mesmo a melhor opção de transporte (a segunda é mesmo caminhar), visto que de uma ponta à outra da ilha distam uns 7/8km e não existem autocarros, empresas de rent-a-car ou táxis. Cientes disso, os locais aproveitaram para integrar serviços de aluguer de biclas nos seus negócios já existentes. Em La Digue, estes veículos estão disponíveis a partir de 8€/dia.

Guia das Seychelles – gastronomia e pratos típicos

Um aspecto particularmente peculiar das Seychelles diz respeito ao facto de que, quando os europeus lá chegaram no século XVIII, o arquipélago não era habitado. Isto significa que, oficialmente, não existe população nativa do país, sendo que todos os seus habitantes vieram de algum outro ponto do mundo, com destaque para os descendentes de escravos provenientes de outras zonas de África (especialmente África Oriental), de colonizadores franceses e de imigrantes que há largas gerações vieram de Índia e Ásia Oriental.

Isto, naturalmente, tem também reflexo na gastronomia do país, que acaba por recolher o melhor da culinária africana, crioula (mistura franco-africana), tamil e até chinesa! Para além disso, dada a sua proximidade ao mar (err… é um arquipélago!), o peixe é também um dos ingredientes fundamentais!

Posto isto, e se estás de visita às Seychelles, não deixes de provar o peixe local, normalmente recheado com uma mistura de alho, malagueta e gengibre, e grelhado sobre brasas aromatizadas com casca de coco, para aquele toque mais exótico! Contudo, nenhum outro prato é tão apreciado pelos seichelenses quanto o Caril. Seja de vegetais, peixe ou frango, podes contar com duas certezas: a primeira é que estará delicioso; a segunda é que, para um local, o conceito de “demasiado picante” não existe! Se tiveres que provar apenas um destes pratos, que seja o Caril de Polvo.

Outros pratos típicos incluem o Sosis Rougay, uma salsicha local cozinhada em molho de tomate, ou o Satini, uma salada feita com frutas verdes, especiarias, malaguetas e – prepara-te – carne de tubarão (relaxa, também existem versões vegetarianas ou com peixe branco). Para terminar, prova absolutamente tudo o que conseguires e que contenha banana ou fruta-pão, dois dos frutos mais utilizados e apreciados do país. Aqui, destacam-se as chips de fruta-pão e o Ladobe, uma sobremesa de banana cozinhada em leite de coco, açúcar e extracto de baunilha.

Como nota final, resta ressalvar que os restaurantes nas Seychelles podem ser mesmo muito caros, especialmente nos resorts e zonas turísticas, onde irás passar 99% do teu tempo. Uma alternativa a que muitos locais e visitantes recorrem são os estabelecimentos de take-away, janelinhas à face da rua onde podes pedir uma dose individual de comida por valores a rondar os 5€-8€/pax.

Há também imensos bares de praia que vendem bebidas, snacks (usualmente fruta fresca), mas que tem, como esperado, preços inflacionados. Os supermercados, abundantes pelo arquipélago, são uma excelente opção para evitares gastos desnecessários e comprares “mantimentos” para um dia de praia. Os preços, embora mais altos em média que em Portugal, não são escandalosos e permitem-te poupar bastante dinheiro.

A já habitual recomendação de restaurantes seguirá junto com o roteiro, mais abaixo no nosso guia de viagem das Seychelles!

Guia das Seychelles – Tesouros Escondidos do país

Como de costume, queremos ajudar-te a explorar locais menos óbvios sempre que viajas, razão pela qual optámos por incluir algumas hidden gems neste nosso guia de viagem das Seychelles.

Dessa forma, e para além das paragens mais badaladas, deixamos-te uma lista de pontos alternativos que quererás conhecer no arquipélago:

  • Parque Nacional Vallée de Mai
  • Mercado Sir Selwyn Selwyn-Clarke
  • Plaisance Ward
  • Ruínas Missionárias de Venn’s Town
  • Atol de Aldabra
  • Ilha de Aride

O que fazer nas Seychelles – Guia de viagem de 7 dias

Tendo em conta que te vais meter numa lata metálica voadora durante umas boas horas, diríamos que, no mínimo, uma semana pode ser considerado o padrão-ouro para uma visita às Seychelles.

Com 7 dias, podes explorar as três principais ilhas do arquipélago a um ritmo relativamente relaxado, desfrutar das suas praias paradisíacas, fazer alguns trilhos nas reservas locais e ainda tirar umas horitas para conhecer uns ilhéus secundários.

Relaxado – sim – ma non troppo!

O que fazer nas Seychelles: Dia 1 – Mahé: Bem-vindo ao paraíso

Assim que aterres nas Seychelles e faças check-in no teu resort de Mahé, quererás apreciar imediatamente um gostinho do cenário paradisíaco que te trouxe a estas paragens do Índico. Para isso, podes começar a tua aventura na Anse Intendance, uma das melhores praias de ilha, especialmente para os apreciadores de surf e outros desportos aquáticos. Para além disso, é também um local de desova das tartarugas endémicas da ilha!

Segue-se uma visita Baie Lazare, uma pequena vila histórica onde poderás visitar a Igreja de São Francisco de Assis e desfrutar das vistas panorâmicas sobre as redondezas. Ainda na mesma vila, mas em plena costa seichelense, não percas a oportunidade de nadar na Petite Anse, outra das muitas praias paradisíacas do arquipélago – e uma das nossas favoritas. Ao contrário da anterior, esta praia é ideal para ir a banhos e fazer snorkeling, um dos principais atractivos da pequena nação africana.

Praias em resorts privados nas Seychelles – é possível aceder?

Não poderíamos falar da Petit Anse, acima, sem referir isto: Esta maravilhosa praia fica dentro do recinto do Four Seasons Seychelles. Isto poderia ser problemático para quem não quer dar mais de €1000 por uma noite, mesmo que fosse numa villa com piscina privada e vista de mar. No entanto, todas as praias – mesmo as dos melhores resorts – são públicas.

O que é que isto significa? Que, caso não exista acesso alternativo (como acontece com a Petit Anse), podes simplesmente estacionar o carro algures do lado de fora da entrada do resort e dizer à segurança que queres aceder à praia. No nosso caso foi-nos simplesmente pedido o nome e, depois de nos explicarem por onde ir, deram-nos duas pulseiras – presumivelmente para não sermos confundidos com os hóspedes – e lá fomos nós, felizes da vida, prontos para passar o dia numa das melhores praias de Mahe.

Resumo do 1º dia:

  • Anse Intendance
  • Vila de Baie Lazare
  • Igreja de São Francisco de Assis
  • Petit Anse

Guia de viagem das Seychelles РRestaurantes baratos em Mah̩

O que fazer nas Seychelles: Dia 2 – Mahé: Parque Nacional Morne Seychellois

Começando o teu primeiro dia completo nas Seychelles, quererás afastar-te da costa (embora aqui, nunca estejas propriamente longe do mar) e visitar o Parque Nacional Morne Seychellois, o maior de todo o arquipélago, ocupando cerca de um quinto do território da ilha de Mahé. Embora existam vários caminhos para percorrer e miradouros a visitar, recomendamos que faças o Trilho Morne Blanc, que tem início na Sans Souci Road e ascende até ao pico deste monte. Pelo caminho, encontrarás troços de floresta tropical e plantações de chá, até que te depararás finalmente com uma das vistas mais inacreditáveis de todo o país.

Durante a descida, pelo lado contrário rumo à capital Victoria, passa nas Ruínas de Venn’s Town, uma cidade abandonada do século XIX que costumava servir de sede a um grupo de missionários. Após a abolição da escravatura, a pequena vila, hoje em dia engolida pela densa vegetação tropical, recebia, alimentava e educava todos os antigos escravos e suas respectivas crianças/órfãos. Ainda hoje, permanece como um dos principais tesouros escondidos do país.

Por fim, antes de descenderes de volta à civilização, faz um desvio para completares o Copolia Trail, um percurso relativamente curto e acessível que tem a honra de ser o mais popular das Seychelles. Uma vez mais, a recompensa no final da trilha surge sob a forma de uma panorâmica espectacular. Depois de tanto esforço, chega a altura do merecido descanso com um mergulho refrescante nas águas da Beau Vallon Anse, uma das praias mais animadas de Mahé, com a pitoresca Ilha Silhouette a espreitar no horizonte.

Resumo do 2º dia:

  • Parque Nacional Morne Seychellois (Trilho Morne Blanc)
  • Ruínas Missionárias de Venn’s Town
  • Copolia Trail
  • Beau Vallon Anse

O que fazer nas Seychelles: Dia 3 – Mahé: A capital Victoria

Para o teu dia final em Mahé, irás tirar a manhã para conhecer a capital Victoria, tantas vezes ignorada em favor das maravilhas naturais do país. Erradamente! Embora não seja a cidade mais bela ou movimentada do mundo, Victoria tem um conjunto bastante interessante de locais que merecem uma visita!

Começamos então com o Jardim Botânico das Seychelles (250 SCR), um gigantesco parque com quase 300 espécies diferentes de flora e vários jardins semi-temáticos espalhados pela sua extensão de 15 hectares, com destaque para o Jardim Chinês de Guangzhou, o Jardim Tailandês ou o Jardim da Diversidade Indiana. Ah, existe também uma secção dedicada às tartarugas da ilha, onde poderás até alimentar alguns destes simpáticos animais.

Já no centro da cidade, faz uma paragem na Praça da Liberdade – considerada o coração de Victoria – e visita a Torre do Relógio ou a Catedral Anglicana de São Paulo. Quando a fome começar a apertar, podes sempre passar no Mercado Sir Selwyn Selwyn-Clarke e enganar o estômago com algo rápido para comer on-the-go.

Já no período da tarde, irás deslocar-te ao Porto de Victoria e procurar um barco que te leve até ao Parque Nacional Marinho de Sainte Anne, espalhado por 6 pequenas ilhas distintas, a cerca de 5km de distância. Embora seja possível fazer este trajecto de forma independente, terás que negociar individualmente o valor junto de um operador local e ainda pagar à parte o montante de 250SCR para poderes ancorar no Parque Nacional. Face ao exposto, será mais fácil contratares um tour em que todos os custos de transporte e actividades estejam já incluídos.

Tours recomendados:

Resumo do 3º dia:

  • Jardim Botânico das Seychelles
  • Praça da Liberdade
  • Torre do Relógio de Victoria
  • Catedral Anglicana de São Paulo
  • Mercado Sir Selwyn Selwyn-Clarke
  • Parque Nacional Marinho de Sainte Anne

O que fazer nas Seychelles: Dia 4 – Praslin: Reserva Natural do Vallée de Mai

Depois de completares a travessia de ferry de cerca de 1 hora entre Mahé e Praslin, é hora de partires à descoberta de uma nova ilha! Para isso, nada melhor que começar por um dos dois únicos locais do país distinguidos pela UNESCO como Património da Humanidade: a Reserva Natural do Vallée de Mai (350SCR).

Aqui, poderás percorrer vários trilhos e miradouros e ainda ficar a conhecer algumas das principais espécies endémicas da ilha, com destaque para a palmeira que produz o coco-do-mar, a maior semente do mundo e um dos principais símbolos das Seychelles. É impossível encontrar esta planta fora do país. Para o período da tarde, e para que a tua rotina não destoe em demasia do bom, velho dolce far niente, sugerimos uma visita à Costa do Ouro (Côte D’Or) e à sua fantástica praia Anse Volbert.

Resumo do 4º dia:

  • Reserva Natural do Vallée de Mai
  • Anse Volbert

Guia de viagem das Seychelles – Restaurantes baratos em Praslin:

O que fazer nas Seychelles: Dia 5 – Praslin: Um desvio à Ilha Cousin

Para a despedida de Praslin, e antes de rumares ao final do dia para La Digue, irás dar início ao teu dia com um tour da Ilha Cousin. Estas visitas guiadas são organizadas pelas próprias entidades locais e têm o custo de 600SCR, incluindo o transporte de barco e a visita guiada, na qual um guia devidamente licenciado te irá explicar todos os esforços de conservação levados a cabo neste autêntico paraíso natural. Podes marcar o teu tour nesta página. Outra opção é um tour à Ilha Curieuse que, para além de algumas praias maravilhosas, é habitada por imensas tartarugas gigantes.

Durante o resto do dia, aproveita para relaxar e contar as horas para o ferry na fabulosa Anse Lazio, considerada uma das melhores e mais pitorescas praias de todas as Seychelles. Completamente rodeada dos rochedos graníticos típicos do país, o acesso ao areal obriga a uma ligeira subida por uma pequena colina. Um pequeno preço a pagar por um dos cenários mais idílicos do mundo!

Resumo do 5º dia:

  • Ilha Cousin
  • Anse Lazio

O que fazer nas Seychelles: Dia 6 – La Digue: Entre o arvoredo e os areais

Logo que chegues a La Digue, aluga uma bicicleta. Para além do meio de transporte perfeito para te deslocares numa ilha tão pequena, o facto de a esmagadora maioria das pessoas usar bicicleta dá ao local um enquadramento ainda mais idílico e exótico.

Para poderes ficar desde logo com uma amostra do que La Digue tem para oferecer, recomendamos que a primeira paragem seja a Praia Grand Anse. Vais percorrer um caminho que atravessa zonas pantanosas e de floresta, passando por algumas construções coloniais francesas até a vista se abrir sobre o glorioso areal do final do trilho. Devido ao nível altíssimo de humidade e alguns declives, a viagem, mesmo que de bicicleta, pode tornar-se bastante cansativa. Leva muita água contigo (nós costumamos fazer uma estimativa e depois levamos o dobro dessa estimativa) e leva a bicicleta à mão quando necessário.

No final, refresca-te nas águas da Grand Anse, uma merecida recompensa pelo teu esforço na praia mais extensa da ilha. No entanto, será sol de pouca dura! Depois desta pausa e de um almoço revitalizante, irás voltar aos trilhos de vegetação densa e percorrer outras duas praias do sudeste de La Digue: a Petit Anse e a Anse Cocos. Esta última, em particular, tem uma zona específica onde é formada uma piscina natural, ideal para idas a banhos sem preocupações com a corrente marítima forte que habitualmente se faz sentir neste lado da ilha.

Tem atenção à sinalização do trilho, que por vezes vai ser um pouco “duvidosa”. Será também boa ideia levares umas sapatilhas para fazer o trilho, porque há zonas de alguns declives e com algumas pedras, que não são chinelo-friendly.

Guia das Seychelles

Resumo do 6º dia:

  • Grand Anse
  • Petite Anse
  • Anse Cocos

Guia de viagem das Seychelles – Restaurantes baratos em La Digue

O que fazer nas Seychelles: Dia 7 – La Digue: A melhor praia das Seychelles

Finalmente, chegámos ao teu último dia em terras seichelenses… no entanto, e para a despedida, guardamos-te aquela que consideramos ser a melhor praia de todo o arquipélago.

Para isso, terás que entrar no Parque Estatal L’Union (150 SCR), a reserva natural onde poderás então deliciar-te na Anse Source d’Argent. Num país repleto de praias que cobririam todo um catálogo de destinos de lua-de-mel, esta será provavelmente a que mais se destaca, fruto das suas águas cristalinas, blocos maciços de granito e piscinas naturais. Um verdadeiro paraíso!

Ainda dentro do parque, poderás visitar o cemitério mais antigo da ilha, uma plantação de baunilha e um museu dedicado à antiga produção de copra (polpa seca de coco), sediado num edifício colonial histórico. Pelo meio, podes ir dando de lanchar às muitas tartarugas que habitam a reserva!

Se ainda tiveres tempo e energia, sugerimos também uma visita à Reserva Natural Veuve (150 SCR), o habitat natural de várias espécies locais, incluindo o papa-moscas-negro-das-Seychelles, actualmente em risco de extinção.

Resumo do 7º dia:

  • Parque Estatal L’Union
  • Anse Source d’Argent
  • Reserva Natural Veuve

E damos assim por terminado o nosso guia de viagem das Seychelles! Esperemos que desfrutes em pleno do país e possas descobrir tudo o que ver e fazer nas Seychelles.

Tours & Atividades

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