Segundo a companhia aérea irlandesa, as novas regras exigem que os preços divulgados incluam uma segunda bagagem de cabine. No entanto, a Ryanair afirma que mais de 50% dos seus passageiros optam por tarifas mais baratas sem essa bagagem adicional, o que significa que os valores apresentados poderão não refletir a escolha da maioria dos viajantes.
Num comunicado divulgado esta terça-feira, 16 de Junho, a empresa considera que esta medida representa mais “burocracia desnecessária” por parte das instituições europeias e acusa Bruxelas de ir contra o objetivo de tornar a Europa mais competitiva.
O CEO da Ryanair, Michael O’Leary, foi particularmente crítico, afirmando que as novas regras obrigam as companhias a “publicitar tarifas mais elevadas de forma enganadora”, em vez de promoverem os preços mais baixos que a maioria dos clientes realmente escolhe.

A companhia defende ainda que a União Europeia deveria focar-se em medidas que reduzam os custos da aviação, como a eliminação da taxa ambiental ETS para voos dentro da UE ou a reforma do sistema de controlo de tráfego aéreo (ATC), que, segundo a Ryanair, é responsável por mais de 90% dos atrasos.
Num contexto internacional marcado por conflitos e instabilidade, a empresa argumenta que a Europa deveria apostar no crescimento económico e na competitividade, em vez de introduzir novas regras que, na sua perspetiva, penalizam as companhias aéreas e os consumidores.
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