• 2026-05-06 15:43:08
  • João

10 medidas para te protegeres do roubo de telemóveis em viagem (e o que fazer se te acontecer) 🧤📱

Um guia que te explicará o que deves fazer para protegeres o teu telemóvel em viagem, com dicas práticas sobre como salvaguardares o teu dispositivo e como deves actuar no imediato caso sejas vítima de roubo.

Ser roubado ou assaltado em viagem é horrível – falo por experiência própria! A sensação de impotência ao perderes os teus pertences estando tão longe de casa é suficiente deixar algumas pessoas reticentes no que toca a marcar a sua próxima viagem. Infelizmente, os telemóveis são um dos itens mais procurados por assaltantes e carteiristas, algo que ganha ainda maior preponderância no contexto actual, em que estes dispositivos já não servem só para comunicar, mas viraram autênticos computadores, formas audiovisuais de entretenimento, meios de acesso e gestão de finanças, instrumentos de trabalho e muito mais! No fundo, perder o telemóvel é ficar desconectado do mundo e da nossa bolha digital.

No entanto, e mesmo nos países considerados mais perigosos, os assaltos e roubos a turistas continuam a ser uma improbabilidade estatística, e basta utilizar o bom senso e meia dúzia de estratégias de prevenção para que as hipóteses de ficares sem telemóvel sejam diminutas. Posto isto, decidimos criar um artigo com 10 medidas que deves tomar para evitar que te roubem o telemóvel em viagem, acrescentando ainda um capítulo dedicado ao que deves fazer no imediato caso sejas vítimas de roubo/assalto.

Como proteger o telemóvel enquanto viajas

Não chames a atenção de forma desnecessária

A malta da América Latina tem uma expressão muito própria para isto: “no dar papaya”! De forma muito resumida, não te destaques de uma forma que chame atenções indesejadas. Seja por usares joalharia, relógios caros, roupa de marca ou qualquer outro símbolo de estatuto que possa evidenciar algum conforto financeiro, este tipo de acções pode acabar por contribuir para que alguém com intenções duvidosas faça de ti um alvo.

Ora, significa isto que não possas levar o teu iPhone ou Samsung topo de gama? Nada disso, mas deves ter bastante cuidado com a forma como te expões a ti e ao teu dispositivo. Fica sempre atento ao ambiente em teu redor e tenta ler cada situação antes que a mesma aconteça. Por exemplo, se estás numa zona muito movimentada e particularmente pobre do teu destino, então talvez andar com um telemóvel na mão que custa múltiplos salários mínimos locais possa não ser a melhor ideia. Mantém o dispositivo no bolso e abstém-te de fazer grandes demonstrações de riqueza. Caso contrário, estarás a dar azo às tentações de quem passa – la está, estarás a dar papaya!

Atenção aos transportes públicos e zonas movimentadas

Embora uns destinos sejam mais infames do que outros, todas as cidades têm a sua insalubre população de carteiristas. Normalmente, estes indivíduos operam em zonas altamente movimentadas e onde se formem multidões, como nos transportes públicos ou em eventos como paradas, festas, concertos, jogos de futebol (já percebeste a ideia). Sem surpresa, telemóveis estão entre os itens mais apetecíveis para os carteiristas, já que a maioria das pessoas tende a levá-los despreocupadamente no bolso.

Em viagem, é então uma excelente ideia encontrar diferentes formas de tornares o trabalho destes criminosos o mais difícil possível. Embora possa parecer óbvio, não utilizar o telemóvel no bolso de trás ou numa mochila posta às costas já é uma grande ajuda. Ainda assim, se quiseres jogar pelo seguro e manter o teu telemóvel longe de mãos alheias, podes sempre optar por utilizar um money belt ou um bolsa “anti-roubo”. Estas últimas são especificamente desenhadas para dificultar o acesso dos carteiristas e ladrões aos pertences do utilizador. Uma das marcas especializadas neste tipo de produto é a PacSafe. A PacSafe equipa as suas bolsas com bloqueio ou travão de fecho, materiais resistentes a cortes e tecido com bloqueio RFID que impede o roubo electrónico das informações de cartão de crédito por via contactless.

Nós temos os modelos Lunar, Crossbody e Sling e podemos pessoalmente atestar pela qualidade dos materiais especialmente pelas tecnologias de bloqueio / travão de fecho, que praticamente impossibilita abrirem-te a bolsa sem te aperceberes.

Usa um telefone secundário

É um dos truques mais antigos, mas que continua a resultar! Afinal, se tiveres a infelicidade de ser vítima de um assalto, não teres nada para dar ao assaltante é a forma mais rápida de escalares a tensão e maximizares a hipótese de que algo verdadeiramente mau aconteça. Escusado será dizer, armares-te em herói é uma solução ainda pior, já que nenhum telemóvel vale os potenciais riscos físicos.

Posto isto, o que podes fazer é andar com dois telemóveis por uma questão de precaução, sendo um deles o teu telemóvel de uso habitual, e o outro um dispositivo mais antigo que tenhas parado lá por casa. Assim, se fores interpelado por um assaltante, podes sempre descartar o telemóvel antigo. Tal como muitos fazem com as carteiras de engodo, onde mantêm alguns cartões desactivados e meia dúzia de trocos em dinheiro, usar um telemóvel de engodo é igualmente uma alternativa muito válida.

Pesquisa antecipadamente as zonas mais sensíveis do teu destino

Conhecimento é poder! Um factor muitas vezes desconsiderado, fazer uma pesquisa intensiva de antemão pode poupar-te a bastantes dissabores no que toca a roubos e assaltos. Normalmente, muitos viajantes tendem a tratar todo um destino sob a mesma lógica de segurança, considerando que a cidade inteira é segura ou não segura, e agindo em concordância com essa avaliação supérflua. Pois bem, todas as cidades têm nuances e zonas boas e más. E da mesma maneira que nem todo o Rio de Janeiro é inseguro, também não podemos partir do pressuposto que toda a Londres é perfeitamente segura.

Assim, não custa nada verificar antecipadamente quais são as zonas consideradas mais e menos seguras do teu destino, perceber se vais passar em alguma delas e, a partir daí, planear a melhor forma de protegeres o teu telemóvel. Escusado será dizer, é de evitar as no-go zones (os bairros mais perigosos da cidade). Isto é igualmente válido para as zonas de diversão nocturna, que embora possam ser policiadas e relativamente seguras, têm quase sempre índices de criminalidade acima da média. Mesmo nas áreas consideradas seguras, é de bom tom manteres-te pelas avenidas principais e por vias iluminadas, evitando ruas secundárias, escuras e menos movimentadas – quer de dia, quer de noite!

Curiosamente, esta é uma dica especialmente relevante para o continente Americano, onde no mesmo distrito podes ter ruas onde é perfeitamente ok andar despreocupadamente de telemóvel na mão, e outras onde o melhor é nem passar. Por vezes, estas ruas podem ficar literalmente uma ao lado da outra. Como descobrir? Lá está: pesquisa, pesquisa, pesquisa!

Não deixes o telemóvel sem vigia em locais públicos

Embora entre um bocadinho na mesma temática de não chamar a atenção por razões indesejadas, deixar o telemóvel sem vigia ou desacompanhado é um dos caminhos mais rápidos para ficares sem ele. E aqui, nem é preciso um erro assim tão flagrante quanto isso, já que basta pousares o dispositivo em cima da mesa enquanto jantas para, num abrir e fechar de olhos, alguém meter a foice em seara alheia e rapidamente desaparecer pela multidão (especialmente em esplanadas). Aliás, durante anos, Barcelona foi muito conhecida (e continua a ser) por este tipo de ocorrências, apesar de ser um destino relativamente seguro.

De resto, esta desatenção não se fica pelas mesas de café, já que existem relatos de muita boa gente que ficou sem o telemóvel por levá-lo na mão junto à berma de estradas (roubo por esticão), ou por se deixar distrair por algum tipo de burla/esquema no sítio errado e à hora errada. Uma vez mais, o truque é ficar atento e não baixar totalmente a guarda. Isto não significa que tenhas que estar em alerta o tempo todo (caso contrário, nem desfrutas da experiência), mas a descontracção e confiança excessivas podem trazer-te alguns problemas.

Garante que todas as tuas contas e passwords estão protegidas

Agora que já abordámos as formas físicas de protegeres os teus dispositivos, é tempo de explicar como deverás salvaguardar as tuas informações pessoais e financeiras antes da viagem. Pensa nisto como medidas de precaução que te permitirão estar preparado em caso de furto! Evidentemente, o primeiro passo passa por garantir que todas as tuas contas estão devidamente protegidas. Isto passa por implementar a autenticação de dois factores em todas as contas importantes (com recurso a apps de autenticação como a Microsoft Authenticator ou a Google Authenticator) e utilizar dados biométricos (reconhecimento facial e/ou impressão digital) para acesso a apps bancárias e carteiras digitais.

Alternativamente, podes utilizar um PIN para acesso a estas apps financeiras, mas deves assegurar-te de que esse é um código único, diferente de qualquer outro que uses noutras plataformas, e especialmente diferente do código de desbloqueio do telemóvel, que podes ser coagido a dar sob ameaça durante um assalto. Escusado será dizer, códigos de estilo “1234” ou que remetam para a tua data ou ano de nascimento são um atestado de estupidez.

Instala e configura o Find My Phone ou Find My Device antes da viagem (e outras funcionalidades úteis)

Em caso de roubo ou perda de telemóvel, as apps de rastreamento Find My Phone (iPhone) e Find My Device (através da tua conta Google) serão fundamentais na contenção de danos. Por essa mesma razão, deves assegurar-te de que instalas e configuras estas aplicações antes da tua partida!

Em ambos os casos, e no azar de seres vítima de roubo, poderás recorrer a estas apps através de outros dispositivos (telemóveis, computadores, tablets, etc.) para localizares o teu telemóvel, suspenderes pagamentos (no caso da Apple Wallet), apagares todos os dados do telemóvel roubado, fazeres log-out automático de todas as contas e até mesmo bloqueares o dispositivo para que o ladrão perca todo o acesso aos teus dados. Caso uses especificamente um telemóvel da marca Samsung, podes ainda recorrer ao SmartThings Find, que tem funcionalidades semelhantes.

Adicionalmente, se tiveres um iPhone, deves accionar o Screentime PIN, que te permite – por exemplo – estabelecer um PIN diferente para poderes aceder às “Definições”. Desta forma, se o ladrão souber o teu PIN de desbloqueio de ecrã, não poderá aceder aos settings para desactivar/alterar os mecanismos de protecção. Para além disso, o iPhone permite ainda activar a opção “Protecção de Dispositivo Roubado“, que pode ser encontrada nas definições dentro da aba “Face ID e Código”. Com esta feature, passa a ser sempre necessário o reconhecimento facial, mesmo que o ladrão esteja na possa do teu código, para que o utilizador possa aceder as apps ocultas, alterar senhas/códigos e entrar no iCloud.

Já para os telemóveis Android, a solução pode passar por criar diferentes utilizadores dentro do mesmo telemóvel, cada um com o seu ambiente de trabalho diferente. Assim, podes activar um utilizador sem apps e/ou informações sensíveis para utilizares quando estiveres na rua, e outro (esse sim, o teu verdadeiro utilizador) para acederes quando estiveres em espaços seguros. Adicionalmente, podes ainda activar o Bloqueio de Detecção de Roubo, que bloqueia automaticamente o teu ecrã caso os sensores de movimento detectem algum tipo de movimento rápido tipicamente associado a um roubo por esticão.

Toma nota do IMEI do teu telemóvel

Seguramente que, após mudares de operadora e pedires portabilidade do serviço, já te foi solicitado o IMEI do teu dispositivo. Isso é porque o IMEI – acrónimo para International Mobile Station Equipment Identity – é um código único que todos os dispositivos têm, sendo utilizado pelas operadoras para detectar se um telemóvel é válido e está associado à sua rede.

Pois bem, com o IMEI do teu telemóvel podes ir à polícia para reportar o roubo e até mesmo contactar a tua operadora para solicitar que o dispositivo seja bloqueado e não se possa conectar a mais nenhuma rede telefónica. Se o teu telemóvel for encontrado ou confiscado pelas autoridades, através do IMEI será muito mais fácil que to seja devolvido.

Para descobrires o teu IMEI, basta digitares *#06#, ou podes ir a Definições, e premir a opção “sobre o telefone”.

Faz backup de todas as informações e fotos importantes

Actualmente, os telemóveis são autênticos álbuns de memórias que guardam alguns dos momentos mais bonitos e importantes das nossas vidas. Para muitos, ficar sem essas memórias pode até ser mais doloroso que o custo do próprio dispositivo. Como tal, e para não correres o risco de perder fotografias, vídeos, notas ou qualquer outro tipo de ficheiro que contenha informações importantes do ponto de vista logístico, financeiro, laboral ou afectivo, é absolutamente fundamental que faças um backup de todos os teus dados.

Aqui, podes optar por colocar tudo numa pen ou num disco rígido antes da tua partida, ou, se quiseres ir guardando as tuas memórias à medidas que viajas, ir armazenando tudo na cloud. Podes fazer isto através de serviços como Microsoft OneDrive, Proton Drive, Google Drive, IDrive, Sync, Apple iCloud Drive, Box ou Dropbox. Muitos destes serviços são gratuitos até um determinado limite de dados, mas mesmo que precises de uma subscrição os valores costumam ser em conta.

Faz um seguro que cubra roubos/perdas de dispositivos electrónicos

Finalmente, é altamente recomendado que o teu seguro de viagem inclua algum tipo de cobertura contra roubo, dano ou perdas de dispositivos electrónicos. Embora ter um seguro não implique (de todo) que possas desconsiderar os conselhos dados até aqui, pelo menos sempre ficas com alguma paz de espírito com a perspectiva de poderes recuperar parte do valor do teu telemóvel.

Para poderes accionar o seguro, e como é habitual nestes casos, é obrigatório reportar a ocorrência numa esquadra policial, guardando o relatório como prova. Depois, terás que reportar o sucedido junto da seguradora, seja através do formulário ou de uma app. Em resposta, ser-te-á solicitada cópia da apólice, cópia de documento de identificação, o relatório policial, o descritivo do episódio, a factura da compra do telemóvel, cartões de embarque, lista de objectos roubados e extracto da conta bancária. Num prazo de cerca de 40 dias após o roubo, é feita a deliberação do montante a reembolsar.

Habitualmente, há uma depreciação de 20% por ano face à data e ao valor de aquisição do dispositivo (exemplo: se comprares um telemóvel por 1000€ em 2026 e sofreres um roubo em 2028, o valor reembolsado será de €600). Após a deliberação, o valor será creditado na tua conta num prazo de 1 a 2 semanas.

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O que devo fazer se me roubarem o telemóvel em viagem?

Numa nota distinta, se mesmo com estas dicas acabares por ver o teu telemóvel ser levado por algum ladrão ou carteirista, é importante manter a calma e saber o que fazer no imediato para minimizar o impacto da ocorrência.

Posto isto, e uma vez que tiveste a inteligência de seguir todas as preparações recomendadas acima, é altura de pôr as mãos à obra a utilizar os recursos instalados, começando por entrar em qualquer uma das tuas apps de rastreamento para poderes bloquear o teu telemóvel remotamente e formatar toda a informação. Desta forma, o ladrão não poderá aceder ao conteúdo do dispositivo! Para além disso, vais poder ainda ver em tempo real a localização do teu telemóvel.

De seguida, irás então reportar a ocorrência junto de uma esquadra da polícia, sendo que todo o processo será mais fácil e expedito se estiveres na posse do teu IMEI. Ao mesmo tempo, vale a pena jogar pelo seguro e contactar a tua instituição bancária, relatando os acontecimentos e solicitando que quaisquer contas que tenhas linkadas ao teu telemóvel sejam congeladas até que a situação esteja resolvida. Podes igualmente desactivar cartões e carteiras digitais. Antes disso, levanta algum montante em dinheiro para teres como fazer pagamentos.

Escusado será dizer, é altamente recomendado que procedas à alteração das passwords de todas as contas que estivessem ligadas no teu dispositivo, independentemente da natureza do serviço e de já teres bloqueado o telemóvel – mais vale prevenir que remediar! A fechar, resta apenas a abertura de um caso junto da tua companhia de seguros (de acordo com os trâmites e procedimentos explicados acima) para que possas receber um reembolso do valor do teu telemóvel. Reforço apenas que esses reembolsos sofrerão os devidos descontos de depreciação de acordo com as condições do teu seguro de viagem.

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