• 2024-05-13 15:45:54
  • Bruno A.

Reclinar ou não o banco do avião? O que dizem os especialistas? 💺💺

airplane seat banco

É uma questão que polariza a sociedade: é ou não má ideia reclinar o assento do avião? Há vários argumentos a favor e contra mas parece que os especialistas se recostam no “depende”

Com a corrida para oferecer preços mais baixos, as companhias áreas têm vindo a reduzir o espaço entre as filas de bancos. Não, não é impressão tua, já que, de acordo com dados oficiais analisados pela TIME, os assentos dos aviões têm-se tornado cada vez mais “aconchegantes”, com o espaço médio entre filas em classe económica, que rondava os 86cm em 2000, a encolher até aos 76cm nos 20 anos seguintes. Aliás, se cingirmos a nossa análise a voos de curta duração, esse espaço para as pernas é, em média, ainda mais pequeno, chegando mesmo aos 71cm.

Assim, numa era em que o espaço para as pernas é cada vez mais reduzido e os céus nunca estiveram tão lotados, reclinar o assento do avião virou um verdadeiro campo de batalha no que toca a direitos, etiqueta e considerações. Afinal, deve-se ou não reclinar o assento do avião? Uns acham que é uma falta de empatia pelo vizinho, tão apertado quanto nós. Outros são rápidos a responder que, se não era suposto reclinar o banco, então porque fizeram com que fosse possível recliná-lo?

Será que é possível chegarmos a uma resposta objetiva? Bom, a famosa revista de viagens Travel + Leisure bem tentou, ao qual se juntou Chris Elliott, que trabalha na área dos direitos do consumidor, num ensaio para o Seattle Times. Para a posteridade, ficam os pareceres de vários especialistas na defesa do consumidor, da indústria aeronáutica e dos bons costumes.

Começando por este último artigo, Chris Elliott argumenta que quem reclina o seu assento sem saber o que se passa atrás de si está a por essa pessoa em risco, podendo entornar bebidas ou assertar em cheio nos joelhos. O especialista afirma conhecer casos de quem tenha ficado com o computador portátil danificado porque o passageiro da frente decidiu reclinar o seu assento. No entanto, Elliott atribui a culpa não tanto a quem reclina os assentos mas às companhias aéreas, principais instigadoras deste conflito. Opinião semelhante parece ter o Congresso Norte-Americano, que entretanto já estabeleceu que a Associação Federal de Aviação deverá estipular medidas mínimas para o espaço entre assentos em aviões comerciais.

A Travel+Leisure entrevistou também Henry Harteveldt, especialista na industria da aviação. Tal como Elliott, Harteveldt aponta o dedo às companhias aéreas para dizer que estas devem reconsiderar o número de assentos reclináveis nos seus aviões. Cabe a elas, Harteveldt acredita, definir um espaço razoável para que o passageiro da frente possa reclinar o seu assento sem ferir ou incomodar o passageiro atrás. Ao coros de vozes críticas do comportamento das transportadoras junta-se ainda Eric Finkel. De acordo com o consultor empresarial, estas empresas sabem que estão a vender o mesmo espaço duas vezes – uma ao passageiro da frente e outra ao de trás – e que por isso existe sempre a possibilidade de disrupções no que toca à luta pelo cada vez mais parco espaço.

No entanto, Harteveldt deixa uma palavra para os passageiros. Enquanto as companhias aéreas não fazem a sua parte, cabe a estes usar o senso comum para evitar conflitos: Ele aconselha que os passageiros, pelo menos, tenham o cuidado de olhar para trás antes de reclinar os assentos. Para Harteveldt, isto é um pequeno ato de empatia que pode evitar tensões desnecessárias.

Diane Gottsman é bem mais perentória na sua análise. Para a especialista em etiqueta, reclinar o assento nunca é aceitável, a não ser que tenhas pago por um assento com maior espaço para pernas ou viajes em primeira classe. No entanto, alerta, a esmagadora maioria dos viajantes não parece estar ciente desta norma básica de bons costumes, já que, de acordo com uma sondagem para a empresa de estudos de mercado YouGov, 50% dos viajantes considera-se no direito de reclinar o seu assento.

Embora tenha uma opinião semelhante, Adeodata Czink, outra especialista em etiqueta, deixa pelo menos espaço a algumas excepções, defendendo que é aceitável reclinar o banco para voos longos que tenham lugar pela noite dentro. Para além disso, passageiros com comprovados problemas de costas/coluna também são abrangidos por esta pequena excepção. No entanto, e nisto ambas estão de acordo, é fundamental perguntar ao passageiro do banco atrás se é aceitável reclinar o assento, ou, quanto muito, informá-lo de que o vai fazer, afim de evitar surpresas desagradáveis.

Por outro lado, Czink fez ainda questão de listar as situações nas quais reclinar o banco é totalmente inaceitável. Destas, inclui-se o período de serviço de refeições, quando o passageiro atrás está a utilizar um computador ou quando o assento traseiro é ocupado por crianças, portadores de deficiência ou por indivíduos muito altos. Se te deparares com qualquer destas situações, e voltando ao ensaio de Elliott, podes sempre pedir ajuda a um membro da tripulação de bordo afim de encontrar uma solução, ou, em caso de conflito, mediação. Essa solução poderá passar por mudar para outro assento ou por encontrar um compromisso que agrade a ambas as partes. Pode não ser possível reclinar o banco totalmente, mas se o puderes fazer até meio sempre consegues viajar mais confortável (e sem melindrar o vizinho).

E já que falamos de membros da tripulação, resta finalmente ouvir quem tem mais contacto com os passageiros: os assistentes de bordo. Sara Nelson, presidente da norte-americana Associação Nacional de Assistentes de Bordo, é quase impossível reclinar o banco sem incomodar o passageiro atrás de nós. No final, acabam por ser os assistentes de bordo a ter que resolver conflitos entre passageiros, uma responsabilidade extra que estes certamente dispensam. Num sentido ligeiramente diferente ao recomendado pelas especialistas de etiqueta, a presidente da associação deixa um conselho – em vez de perguntar, basta anunciar que se vai reclinar o banco. Isto já é suficiente para evitar muitos acidentes com bebidas, computadores e joelhos.

Em última análise, e embora o modo de proceder possa não ser unânime, parece haver consenso no que toca à consideração de que reclinar o assento é pouco aceitável, especialmente em voos de curta e média duração. No entanto, se os passageiros insistirem em fazê-lo, deverão apresentar moderação e, acima de tudo, consideração pela pessoa que ocupa o banco de trás. No entanto, e até que as companhias aéreas abordem a raiz do problema – a falta de um espaço de pernas adequado – é improvável que o debate esmoreça.

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