7 Maravilhas do Mundo Alternativas 🏛️🏺
Uma vez que as Sete Maravilhas do Mundo foram nomeadas numa espécie de concurso de popularidade, decidimos fazer um exercício de criatividade e designar 7 Maravilhas do Mundo Alternativas para cada um dos felizes contemplados.
Em 2001, a New 7 Wonders Foundation lançou uma campanha que visava nomear as Novas Sete Maravilhas do Mundo. Antes do conceito de “viralidade” ser algo real, o concurso moveu massas numa dimensão nunca antes vista, atraindo a maior participação global em massa alguma vez registada até à data, com mais de 100 milhões de votos registados na contenda. No final, quando os resultados foram anunciados em 2007, estes foram os felizes contemplados:
- Grande Muralha da China
- Taj Mahal
- Petra
- Coliseu de Roma
- Machu Picchu
- Chichén Itzá
- Cristo Redentor
- Pirâmides de Gizé, incluídas como membro honorário, já que é a única das Sete Maravilhas do Mundo Antigo que resistiu à passagem do tempo e continua de pé até aos dias de hoje.
Posto isto, e embora visitar todas as Sete Maravilhas do Mundo fique bem no currículo de qualquer viajante, a verdade é que há muito a criticar na forma como estes locais foram nomeados. No fundo, e mais do que uma avaliação séria ao legado histórico, cultural ou paisagístico destes locais, a votação tornou-se um verdadeiro concurso de popularidade, com vários países a apelar à participação das suas populações e sem qualquer controlo que impedisse a mesma pessoa de votar quantas vezes entendesse – quer por telefone, quer pela internet. Certo é que, e ainda que instituições reputadas como a UNESCO se tenham demarcado da competição e recusado a contribuir, a verdade é que o selo de “maravilha do mundo” atrai milhões e milhões de visitantes anualmente, convertendo todos estes sítios em autênticas galinhas dos ovos de ouro.
Com base nesta premissa, propusemo-nos a fazer um exercício de criatividade e nomear as Sete Maravilhas do Mundo Alternativas, listando locais que poderiam muito bem ter sido designados por vez das escolhas oficiais. Evidentemente que não temos qualquer autoridade no tema, mas acreditamos que podemos pelo menos ajudar a trazer um bocadinho mais de atenção para locais que, se pertencessem a países mais populosos ou que tivessem feito campanhas de marketing mais agressivas, podiam muito bem ter ficado com o lugar!
NOTA: Para tornar tudo mais divertido e desafiante, procurei escolher sítios que tivessem algum ponto relacionado com a opção original equivalente, seja pela idade, por serem locais arqueológicos ou por advirem da mesma civilização (ou semelhante).
7 locais que poderiam ter sido nomeados como Maravilhas do Mundo (+ 1 honorário)
Baalbek, por vez do Coliseu de Roma

Começamos por uma escolha pouco óbvia, mas com uma ligação evidente. Apesar do Coliseu de Roma ser o vestígio romano mais popular e visitado da história da Humanidade, é verdade é que está longe de ser o único. Aliás, a baía mediterrânica está repleta de resquícios desta antiga e gloriosa civilização, com vestígios impressionantes espalhados por Europa, Norte de África e Levante.
Dos que já tive a oportunidade de visitar, nenhum me deixou mais impressionado que Baalbek, uma cidade arqueológica situada no Líbano, em pleno coração do território controlado pelo Hezbollah. Apesar da perspectiva poder assustar, a verdade é que a região é segura, valendo bem a pena a viagem só para se explorar estruturas como o Templo de Júpiter e, especialmente, o Templo de Baco. Para além disso, terás o lugar todo só para ti, em contraste com as filas intermináveis de turistas presentes na arena de Roma.
Outros locais que poderiam muito bem substituir o Coliseu incluem Leptis Magna (Líbia), o Anfiteatro de El Djem (Tunísia), Pompeia (Itália), Éfeso (Turquia), Jerash (Jordânia) ou Djemila (Argélia). Se incluímos ruínas Helénicas, a alternativa clássica é a Acrópole de Atenas.
Angkor Wat, por vez de Machu Picchu

Continuando na senda das ruínas, seria difícil encontrar outros locais Incas capazes de fazer sombra ao Machu Picchu, pelo que optei por alternativas de cidades arqueológicas pertencentes a impérios caídos por todo o mundo. E aí, teria sempre que arranjar um espacinho para Angkor Wat, um dos locais mais consensuais da Ásia. Aliás, se procurares por qualquer lista de maravilhas do mundo alternativas, este é provavelmente o nome com que te depararás mais vezes!
Antiga capital do Império Khmer, que controlou grande parte do Sudeste Asiático, Angkor era conhecida pelos seus templos megalómanos, que estão ainda hoje espalhados um pouco por todo o parque arqueológico encontrado junto à actual cidade Cambojana de Siem Reap. Depois da queda do império, os templos foram deixados ao abandono durante longos anos, com as árvores a crescerem pelo meio das estruturas e a reclamarem o espaço, dando-lhe um toque de comunhão com a natureza que também encontras em Machu Picchu.
Entre as menções honrosas para esta escolha, destacam-se Timbuktu (Mali), Bagan (Myanmar), Persépolis (Irão), Babilónia (Iraque), Sigiriya (Sri Lanka) e Hampi (Índia). Para algo mais próximo a nível cultural e geográfico da capital do Império Inca, a escolha poderia também caber à Ciudad Perdida (Colômbia).
Lalibela, por vez de Petra

Passando a Petra, uma cidade Nabateia conhecida pela forma sublime com que as suas estruturas foram esculpidas directamente em superfícies rochosas, foi preciso encontrar locais onde tenha sido aplicada a mesma técnica. Felizmente, não foi difícil, já que vários povos um pouco por todo o mundo foram conseguindo encontrar formas de criar verdadeiras obras-primas ao trabalhar a pedra.
No entanto, creio que nenhum outro local desta natureza consegue acompanhar a mística de Lalibela, uma cidade na Etiópia conhecida pelas igrejas cravadas no subsolo. A partir de um único bloco de pedra, foram esculpidas igrejas completas e um complexo sistema de túneis a servir como elo de ligação, garantindo que o local é usado ainda hoje em dia pela comunidade cristã ortodoxa da cidade. Tudo isto feito com ferramentas rudimentares!
Se quisermos mencionar outros locais com características semelhantes, podemos referir Hegra (Arábia Saudita), Matera (Itália), Uplistsikhe (Geórgia) ou a Capadócia (Turquia). Embora não se trate de uma cidade inteira, as Estátuas Moai (Ilha da Páscoa, Chile) são provavelmente as estruturas esculpidas em pedra mais famosas que existem.
Ópera de Sydney, por vez do Cristo Redentor

Por si só, o Cristo Redentor pode ser bastante decepcionante – afinal, é só uma estátua relativamente recente (1931) de uma figura religiosa. Comparada com outras Maravilhas do Mundo, que contam com muitos milhares de anos de histórica… sabe a poucochinho! No entanto, a grande valência deste local é mesmo o enquadramento paisagístico, com vista privilegiada para a Baía de Guanabara, uma das frentes marítimas mais bonitas do mundo.
Pois bem, há um sítio que reúne características semelhantes e que, na minha opinião, bate a representação de “Jesus Christ” aos pontos. Falo, pois claro, da emblemática Ópera de Sydney, que para além de também fazer parte de um dos portos mais pitorescos do planeta, conta ainda com a vantagem de ser um ex-libris da arquitectura moderna e um dos edifícios mais reconhecíveis que existem. A vista da Sydney Harbour Bridge é simplesmente sublime, e o grande cartão-postal da cidade Australiana.
De resto, não existem muitos outros locais com características semelhantes, sobrando talvez a Estátua da Liberdade e a Golden Gate Bridge (ambas nos EUA), ou um dos vários monumentos de Istambul com vista para o Bósforo.
Tikal, por vez de Chichén Itzá

De volta às ruínas arqueológicas, existem felizmente vários locais arqueológicos Meso-Americanos capazes de ombrear (ou até ultrapassar) a espectacularidade de Chichén Itzá, que é quase sempre retratado através de imagens da Pirâmide de Kukulkán, também conhecida por Il Castillo. Curiosamente, e apesar da fama e estatuto, parte da história deste local permanece um gigantesco mistério.
Felizmente, não é preciso ir longe para encontrar um substituto à altura, bastando atravessar a fronteira com a Guatemala e montar base na cidade de Flores, a localidade mais próxima do extraordinário Tikal. Um local que muitos defendem tratar-se das melhores ruínas Maias do planeta, tem a seu favor o facto de haver pesquisa relacionada com a sua história, ajudando assim a compreender melhor o antigo reino local, a sua forma de organização e a história dos vários edifícios das ruínas. Para além disso, a forma como estes edifícios imponentes estão meios escondidos e os vais descobrindo à medida que se erguem por entre o arvoredo irá fazer-te sentir um autêntico Indiana Jones!
Se quiseres explorar outras ruínas de civilizações da América Central, podes visitar Teotihuacan, Monte Alban e Palenque (todas no México), Copán (Honduras) ou Caracol (Belize).
Sha-i-Zinda, por vez do Taj Mahal

Começámos a entrar na categoria dos indiscutíveis, já que dificilmente encontrarás monumento mais bonito e que faça parte do imaginário de tanta gente quanto o Taj Mahal. Até a história tem um magnetismo muito próprio, com a construção do mausoléu pela ordem do Imperador em homenagem à sua adorada e falecida esposa. Convenhamos – é difícil competir!
Felizmente, o mundo não é propriamente parco em mausoléus, túmulos e santuários, e embora o Taj Mahal seja insubstituível, não é assim tão difícil conceber outras construções semelhantes que pudessem tomar o seu lugar enquanto Maravilha do Mundo. Se olharmos à arquitectura propriamente dita, a minha escolha recai sobre Sha-i-Zinda, uma colorida necrópole que – tal como a sua congénere Indiana – constitui um marco da arquitectura Islâmica. De resto, o Uzbequistão tem outros mausoléus dignos de registo, com exemplares como Gur-e-Amir e o Complexo de Pahlavon Mahmud a adornarem a Rota da Seda.
Já no que toca a Star Power puro e duro, ninguém consegue tocar nos Guerreiros de Xian (China). Embora a maioria só se lembre do Exército de Terracota, a verdade é que o objectivo das figuras passava por guardar e proteger o Imperador na sua passagem para o “além”, pelo que este é tecnicamente um mausoléu… provavelmente o único que se aproxima da fama do Taj Mahal, a par dos túmulos dos faraós no Vale dos Reis de Luxor (Egipto)!
Canal do Panamá, por vez da Grande Muralha da China

Provavelmente a única Maravilha do Mundo que considero insubstituível. Pode discutir-se ou não a sua inclusão a título individual, mas não restam dúvidas de que não existe muro, fortaleza ou fortificação como a Grande Muralha da China! Afinal, são de mais de 20.000 km daquela que é possivelmente a maior empreitada alguma vez perpetrada pela mão do Homem, pelo que arranjar alternativa é uma verdadeira missão impossível.
Posto isto, e para encontrar um possível e tímido substituto, procurei focar-me noutras construções que requereram engenho, arte e vontade no sentido de alcançar um objectivo e propósito. E aí, poucos projectos impactaram mais a Humanidade que a construção do Canal do Panamá. Uma verdadeira epopeia que demorou 33 anos a ser completada, matou 25.000 pessoas e envolveu a construção de inúmeras barragens e lagos artificiais, o Canal do Panamá mudou e acelerou os fluxos de comércio de todo o mundo, ligando de forma muito mais rápida os oceanos Atlântico e Pacífico, sem necessidade de contornar a costa sul da Argentina e Chile. Ok, não é tão histórico quanto a muralha… mas daqui a 500 anos será!
Se encontrar uma alternativa era difícil, deixar menções honrosas é ainda pior. Ainda assim, deve dar-se crédito à Muralha de Adriano, construída ao longo de toda a fronteira inglesa-escocesa (117 km) para deter a entrada nos vikings selvagens vindos da Escandinávia.
Templos Megalíticos de Malta, por vez das Pirâmides de Gizé

Finalmente, fechamos a nossa lista de Maravilhas do Mundo Alternativas com um possível substituto das Pirâmides de Gizé. Também aqui, a tarefa é difícil e ingrata, já que existe muito pouca moral para encontrar uma alternativa à única das 7 maravilhas originais que resta até aos dias de hoje. 4500 anos de história & counting, a assistirem impávidas e serenas à passagem do tempo.
Assim, está dado o mote para a pesquisa, que passa por locais de idade semelhante ou superior e que ainda cá estejam para serem testemunhados pelos olhos de quem vive no século XXI. Ali escondidinha junto à bota transalpina, a pequena e insuspeita nação de Malta esconde um conjunto bastante interessante de túmulos megalíticos antiquíssimos. É evidente que não são nem de perto nem de longe tão impressionantes quanto as pirâmides, mas têm uma longevidade que impõe igual respeito.
Locais como os Templos Tarxien e o Hipogeu Hal Saflieni (5000 anos para os dois), os Templos Ggantija e os Templos Hagar Qim (ambos 5500 anos) são mais velhos que as Pirâmides, assim como o local arqueológico Göbekli Tepe (Turquia), que conta com uns inacreditáveis 11.500 anos. Bem mais famoso é o Stonehenge (Reino Unido) também com mais de 5000 Primaveras.
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