Experiência a bordo: Bruxelas – Lisboa – Rio de Janeiro – Lisboa com a TAP (Airbus A321neo; Airbus A330-900neo)!

  • 14.01.2020 22:20
  • João
tap trip report

Na nossa mais recente viagem, voámos numa das mais populares rotas de longo curso oferecidas pela TAP. Aqui vamos descrever a nossa experiência no voos voos Bruxelas – Lisboa – Rio de Janeiro – Lisboa, nos novíssimo Airbus A321neo e A330-900neo!

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Bruxelas – Lisboa (Partida prevista: 19h15; Chegada prevista: 21h05; Duração prevista: 2h50h; Modelo: Airbus A321neo)

Check-in em Bruxelas:
Como não tinha mala de porão para despachar, fiz o check in online e fui direto para a segurança. O Aeroporto de Bruxelas funciona de forma rápida e eficiente, sendo possível estar na porta, em aproximadamente 10/15 minutos.

Embarque:
O embarque para Lisboa teve início por volta das 19h00 na Porta A66. Passageiros com estatuto Premium ou em Classe Executiva embarcaram em primeiro lugar, seguidos por aqueles que transportavam um item de bagagem de mão, que pudesse ser colocado por baixo do banco da frente. Os restantes passageiros, nos quais eu me incluía, embarcaram posteriormente, de acordo com a zona a que foram alocados (“A” ou “B”), dependendo do número do seu assento. Assim, aqueles com assentos na traseira do avião embarcaram primeiro, seguindo-se os restantes. Como estava no 16F, fui dos últimos a embarcar. Embora pareça mais complicado do que o embarque “típico”, este sistema permite uma maior rapidez e organização, reduzindo possíveis atrasos.

Voo TP649:
O Airbus a 321neo estava dividido em duas classes. A Classe Executiva estava organizada numa configuração de 2-2, enquanto a económica apresentava uma configuração 3-3. Como já tinha voado num modelo semelhante para São Tomé e Príncipe, já sabia mais ou menos o que esperar. O assento, desta vez das fileiras de “Economy Xtra” era confortável, moderno e tinha um ângulo de inclinação satisfatório, para além de um bom apoio para a cabeça. Uma porta USB e uma tomada elétrica estava também disponível para cada passageiro. Uma melhoria significativa, relativamente aos modelos “ceo” da companhia.

Consciente de que existiria a possibilidade de não haver direito a serviço de snacks, fiquei surpreendido quando, num voo de pouco mais de 2h30 minutos, foi servido um jantar quente, a todos os passageiros, neste caso, raviolis de espinafres recheados com queijo, acompanhado por uma bebida e uma mini-tarte de maçã. Muito bem, TAP!

Lisboa – Rio de Janeiro (Partida: 23h30; Chegada prevista: 06h30; Duração prevista: 10 horas; Modelo: Airbus A330-900neo)

Embarque em Lisboa:
Depois da aterragem, estiquei um pouco as pernas e fui-me dirigindo para a área não-Schengen do Aeroporto de Lisboa. Após o controlo de passaportes, dirigi-me à porta N45. O embarque teve início por volta das 22h50 e seguiu o procedimento habitual já descrito acima.

Voo TP75:
O Airbus A330neo estava dividido em duas classes. A Classe Executiva, organizada numa configuração de 1-2-1, enquanto a económica (tanto a “Xtra” como a tradicional) apresentava um layout 2-4-2, cada vez mais raro nos dias de hoje, e que eu prefiro particularmente. Foi-me atribuído, aleatoriamente, o lugar 38K (a escolha de lugares, nos voos de longo curso da TAP, é paga, nas tarifas mais baixas).

Foram disponibilizados auriculares, um cobertor confortável e uma almofada, a todos os passageiros.

Para quem leu a nossa experiência a bordo do A321LR no voo São Tomé-Lisboa, os bancos são exatamente iguais.

Cadeiras confortáveis, espaço para as pernas, decente (não fantástico), encosto de cabeça ajustável, tomada elétrica, porta USB e – a característica mais distintiva em relação à maior parte da concorrência – um enorme ecrã de alta definição do sistema de entretenimento a bordo.

A cabine é muito ampla e mais confortável, quando comparada ao A330ceo ou ao Boeing 777. Notei também que o barulho e a vibração dos motores foram reduzidos, permitindo uma viagem mais confortável, ou pelo menos, mais silenciosa.

O ecrã em si é fantástico, não só pelo tamanho, mas pela resolução e responsividade. A seleção de filmes (110 no total) e séries (78) era enorme e muito recente. O único detalhe menos positivo que posso apontar é que por vezes o elemento estético faz com que se perca alguma funcionalidade. Outro pormenor muito positivo deste sistema é a existência de WiFi a bordo e da oferta de um pacote que permite aos passageiros a utilização de aplicações de mensagens como o iMessage, WhatsApp e Facebook Messenger, de forma totalmente grátis. Ao contrário do que aconteceu no voo de São Tomé, este sistema esteve funcional desde a descolagem em Lisboa, até à aterragem no Rio de Janeiro.

O A330neo da TAP descolou do Aeroporto Humberto Delgado por volta das 23h40,10 minutos depois do tempo previsto para a partida. Aproximadamente 1h30 depois, a ceia foi servida. Os passageiros podiam escolher uma de duas opções:

–  Frango com arroz.

– Bacalhau com natas (e couve?)

A refeição era acompanhada de uma salada, bebida, um pão, manteiga e sobremesa, neste caso, um creme de baunilha com bolacha. Optei pelo bacalhau (mais por curiosidade) e gostei bastante. Aliás, talvez o ponto mais consistente/constante em todos os voos que fiz na TAP, seja a qualidade do catering. Nunca é excecional, mas também nunca desilude.

Após a refeição foi oferecido aos passageiros café, chá, ou outra bebida.

Como o voo era durante a noite, aproximadamente 15 minutos depois de recolher os tabuleiros do jantar, a tripulação diminuiu a luminosidade. Aproveitei, primeiro para ver um filme e depois para dormir um pouco.

Cerca de 1h antes da aterragem no Aeroporto do Galeão, foi oferecido o pequeno almoço a todos os passageiros, que consistia num pão brioche, duas fatias de laranja, cortes frios de peito de peru, queijo, ovo, compota e um mini-pacote de manteiga.

Relativamente à tripulação, nenhuma queixa a registar, totalmente profissionais.

O voo TP75 aterrou no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro por volta das 6h00, hora local, 30 minutos antes da hora prevista para a chegada.

Rio de Janeiro – Lisboa (Partida prevista:17h10; Chegada prevista a Lisboa 05h40 +1; Duração prevista: 8 horas e 30 minutos; Modelo: Airbus A330-900neo)

Check-in no Aeroporto Tom Jobim:
Tendo chegado cerca de 3 horas antes do voo, dirigi-me ao balcão de check in, de forma a tentar despachar a minha mala de cabine, gratuitamente, coisa que a TAP muitas vezes permite de forma a facilitar o embarque. Ao chegar ao balcão G16, foi-me dito que me despachariam a bagagem sem problemas, e até agradeciam que assim fosse. Como cheguei bastante cedo e a TAP tinha 6 balcões abertos, em 10 minutos estava a passar na segurança, processo que foi bastante rápido.

Embarque no Rio de Janeiro:
O embarque começou por volta das 16h35 na porta C66 e seguiu o mesmo método já relatado. Tudo correu de forma rápida e eficiente.

Voo TP74:
Como fiz o check in online apenas quando estava a ir de Uber para o Aeroporto, acabei por ter sorte e foi-me atribuído o 20K, um dos assentos da “Economy “Xtra”. Os dois principais fatores que distinguem esta subclasse da classe económica tradicional são o maior espaço para as pernas e o maior ângulo de reclinação do assento.

Excetuando isto e a diferença de cor, as cadeiras são exatamente iguais, incluindo o sistema de entretenimento. Embora não considere que valha a pena pagar os €60 extra que a TAP pede pelo upgrade, essencialmente por considerar que os outros assentos são confortáveis o suficiente, para alguns passageiros pode resultar numa diferença significativa.

Mais uma vez, foram disponibilizados auriculares, um cobertor confortável e uma almofada a todos os passageiros.

O voo TAP75 descolou do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) por volta das 17h20, 10 minutos após a hora prevista.

Aproximadamente 1h30 depois, foi servido o jantar. Os passageiros podiam escolher uma de duas opções:

–  Frango com arroz (outra vez).

– Raviolis recheados com queijo e molho pesto.

A refeição foi acompanhada de uma salada, bebida, um pão, manteiga e sobremesa, neste caso, bolo de chocolate. Optei pelos raviolis e, sem estarem extraordinários, constituíram uma refeição de avião perfeitamente aceitável.

Após o jantar foi tempo para ver um filme, aproveitar para testar a reclinação do assento e dormir um pouco.

Cerca de 40 minutos antes da aterragem no Aeroporto Humberto Delgado foi oferecido o pequeno almoço a todos os passageiros, muito semelhante ao do voo de ida. Consistia num pão brioche, uma salada de fruta, cortes frios de peito de peru, queijo, ovo, compota e um mini-pacote de manteiga.

Mais uma vez, nada a apontar à tripulação, sempre simpática, disponível e profissional.

Conclusão:
Depois de ter voado no A321LR, as minhas expectativas para o A330neo eram elevadas e foram cumpridas. Os únicos voos de longo curso com a TAP que tinha feito foram na rota Lisboa-Luanda, no antigo (mas mítico) A340-300, e a diferença é abismal. Com este modelo, a TAP apresenta um hard product extremamente competitivo, quer ao nível da cabine, quer ao nível do entretenimento. A oferta de um pacote de WiFi, gratuito para aplicações de mensagens, merece também uma menção especial. Tal como afirmei, relativamente ao A321LR, o 330neo tem potencial para ser um game-changer para a companhia. Agora é preciso continuar a melhorar (e muito) em fatores operacionais e de apoio ao cliente para se poder afirmar como uma companhia de topo na Europa.

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