6 das fronteiras mais curiosas do mundo 🗺️

  • 08.06.2022 21:58
  • Paulo

Viajar é ir além-fronteiras para conhecer novos países e culturas. Mas algumas fronteiras são tão curiosas que merecem ser tratadas como uma atração turística por si só.

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Para quem viaja, as fronteiras são muitas vezes um aborrecimento. Se dentro da União Europeia mal as notamos, noutras partes do mundo podem significar uma grande perda de tempo a mostrar documentos e responder perguntas de funcionários com uma cara não muito simpática.

Mas se as fronteiras são na maior parte das vezes um obstáculo para chegar aos sítios que queremos visitar, para alguns locais, a peculiaridade das suas fronteiras é o que os torna interessantes.

Neste artigo damos-te a conhecer algumas curiosidades fronteiriças, incluindo uma casa com morada em dois países, um Estado que não deixa entrar mulheres e uma cerimónia de arrear de bandeira que junta dezenas de milhares de pessoas.

1. Baarle-Nassau, Países Baixos e Baarle-Hertog, Bélgica

A fronteira entre os municípios de Baarle-Nassau, nos Países Baixos, e Baarle-Hertog, Bélgica, é, no mínimo, complexa. Aqui, atravessar uma passadeira pode-se tornar numa viagem internacional e durante um pequeno passeio a pé é possível atravessar a fronteira dezenas de vezes.

Cada casa, para além do número da porta tem uma pequena bandeira para indicar o país em que se localiza. E como acontece várias vezes que uma casa seja atravessada pela fronteira, foi decidido que a nacionalidade do edifício fica definida pela localização da porta principal. Mas e quando a fronteira passa bem no meio desta? Simples, a casa passa a ter duas moradas, uma na Bélgica, outra nos Países Baixos.

A confusão começou no distante século XI, com o acordo entre os duques de Brabante e Nassau, e persistiu quando estes ducados foram absorvidos pela Bélgica e Países Baixos. Mas se esta fronteira confusa traz alguns problemas administrativos, estes são compensados pelo turismo que atraí, já que muitos são o que as visitam simplesmente para conhecer a realidade de uma vila dividida em duas.

2. Campione d’Italia, Itália

A pequena localidade de Campione d’Italia é um território italiano completamente rodeado pela Suíça.

Apesar de estar separada do resto de Itália por menos de um quilómetro, é necessário conduzir 14 km através da Suíça para chegar à cidade italiana mais próxima.

Localizada na costa do lago de Lugano, Campione d’Italia foi conhecida durante muitos anos por ser a casa do maior casino da Europa. Aproveitando a legislação mais favorável ao jogo, uma das consequências da sua geografia peculiar, durante décadas esta localidade gerou lucro suficiente com o casino para pagar todas as despesas públicas.

3. Attari, India e Wagah, Paquistão

No mapa, a fronteira entre estas duas localidades não aparente ter nada de especial. No entanto, esta está longe de ser uma fronteira normal, sendo palco de uma cerimónia muito curiosa.

Todos os dias, antes do pôr-do-sol, membros do exército da Índia e do Paquistão levam a cabo uma elaborada coreografia de movimentos bruscos, que se concluí com o arrear das bandeiras dos dois países e o passou-bem mais intenso que alguma vez verás. E ainda nem mencionamos os fabulosos bigodes dos soldados de ambos os lados, um requisito para ser parte desta guarda fronteiriça.

De cada lado da fronteira, milhares de pessoas assistem diariamente à cerimónia em bancadas especialmente contruídas para este efeito. A cerimónia procura representar a possibilidade de cooperação no contexto da intensa rivalidade entre os dois países.

4. Saint-Pierre-et-Miquelon

Da Polinésia Francesa no Oceano Pacífico à Guiana Francesa na América do Sul, passando pelas ilhas de Maiote no Índico e Guadalupe nas Caraíbas, a França parece ter um bocado de terra em todos os cantos do planeta.

Um destes territórios ultramarinos que mais surpreende pela sua localização é Saint-Pierre-et-Miquelon, ao largo da província canadiana de Terra Nova e Labrador.

Nestas pequenas ilhas, bem mais perto de Toronto e Nova Iorque do que de Paris, fala-se francês e a moeda é euro. Curiosamente, o francês aqui falado é mais semelhante ao de França do que aquele falado nas partes francófonas do Canadá.

Apesar de não estar nos roteiros turísticos mais populares, estas pequenas ilhas são reconhecidas pela sua tranquilidade, dada a sua localização remota, e por serem uma pequena amostra do estilo de vida francês em plena América do Norte, baguetes incluídas.

5. Monte Atos, Grécia

Oficialmente conhecido como Estado Monástico Autónomo da Montanha Sagrada, esta península com várias dezenas de mosteiros, é um estado autogovernado dentro da Grécia, com regras próprias no que toca ao controlo de movimento de pessoas pelo seu território.

Em particular, este estado autónomo não permite a entrada de mulheres no seu território. Isto porque o monte é consagrado à Virgem Maria, pelo que esta é a única mulher a que é permitido aceder. Esta regra já foi até contestada pelo Parlamento Europeu, mas sem sucesso.

Mesmo para os homens é complicado entrar em Monte Atos. Os visitantes têm de requerer vistos especiais do gabinete de peregrinos e apenas 100 crentes ortodoxos e 10 visitantes não ortodoxos são permitidos a cada dia.

Outra curiosidade sobre Monte Atos é que aqui ainda é utilizada a “hora bizantina”, ou seja, as 00:00 coincidem sempre com a hora do pôr-do-sol, pelo que é necessário acertar os relógios todos os dias.

6. Peñon de Vélez de la Gomera, Espanha

Talvez já saibas que é possível atravessar um Mediterrâneo sem sair de Espanha, isto porque este país controla vários pequenos territórios no Norte de África.

Destas possessões, Ceuta e Melilla são as mais relevantes, já que concentram uma população de cerca de 150,000 pessoas. No entanto, existem outros pequenos territórios ao longo da costa marroquina de que Espanha não abdica.

Um desses é Peñon de Vélez de la Gomera, uma pequeníssima península de dois hectares, ligada ao resto do continente por um trecho de areia. Esta fronteira entre Espanha e Marrocos, com apenas 85 metros de largura, é a fronteira internacional mais pequena do mundo.

Não contes visitar este local já que a península é exclusivamente utilizada para fins militares. No entanto, Ceuta e Melilla são acessíveis a partir do Sul de Espanha através de ferry.

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