6 fronteiras curiosas pelo mundo, parte 2 🗺️

  • 20.07.2022 19:18
  • Paulo
mapa antigo

Para os fãs de geografia, e depois do sucesso da primeira lista, trazemos uma nova compilação de fronteiras curiosas espalhadas por vários continentes

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Com mais de 200 países e estados independentes à volta do mundo, não falta potencial para fronteiras estranhas. É por isso que decidimos fazer uma nova lista de curiosidades fronteiriças

Nesta lista reunimos mais seis fronteiras peculiares, incluindo zonas bastante tensas, um pedaço de terra que ninguém quer e uma curiosidade sobre a fronteira entre Espanha e Portugal que poucos conhecem.

Podes ver a parte 1, aqui!

Zona Desmilitarizada da Coreia, Coreia do Sul e Coreia do Norte

DMZ

Com o fim da guerra entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte, em 1953, foi estabelecida, ao longo dos 250 quilómetros que separam os dois países, uma área de quatro quilómetros de largura conhecida como a Zona Desmilitarizada.

O objetivo era evitar o conflito armado entre as duas Coreias, que nunca chegaram a assinar um tratado de paz. No entanto, esta zona é ainda uma das mais tensas do mundo e qualquer movimento em falso pode ter péssimos resultados. É disso exemplo o incidente de 1976, quando dois soldados americanos, aliados com a Coreia do Sul, acabaram mortos enquanto cortavam uma árvore na área.

A área é também conhecida pela intensa guerra de propaganda entre os dois países. Cada lado usa megafones para tentar passar mensagens políticas para os soldados da outra Coreia. Por entre críticas ao regime norte-coreano e boletins noticiosos, a Coreia do Sul difunde também músicas de K-Pop para inspirarem os soldados opostos a desertar – não sabemos o quão eficaz é esta técnica.

Dada a hostilidade da região, seria de esperar que não existisse aqui turismo. No entanto, existem várias empresas a oferecer tours à região desde Seul, que incluem visitas aos túneis escavados pela Coreia do Norte para tentar penetrar no vizinho do Sul ou um miradouro de onde se avista o outro lado da fronteira.

Bir Tawil, ????

Bir Tawil

Não, não foi um erro dos nossos editores! Bir Tawil é mesmo um território sem país, encaixado entre as fronteiras do Egipto e do Sudão. Este estranho fenómeno tem origem na era colonial, quando foram estabelecidas duas fronteiras entre os dois países: uma política e uma administrativa.

O Egito insiste na fronteira política, que faz de Bir Tawil parte do Sudão, deixado para si outro território conhecido como Triângulo de Hala’ib. Já o Sudão reclama a validade da fronteira administrativa, segundo a qual Bir Tawil é egípcio e Hala’ib pertence ao Sudão.

Na prática, nenhum dos países quer ficar com Bir Tawil já que isso significaria abdicar de Hala’ib, uma área mais vasta e com maior valor estratégico. E enquanto os dois países vão arrastando a questão, Bir Tawil vai continuando a ser terra de ninguém.

Ilhas Diomede, Estados Unidos e Rússia

Diomede

No mar de Bering existem duas ilhas, a Diomede Grande e a Diomede Pequena, que fazem o dia de quem gosta de curiosidades geográficas. No ponto mais próximo, estas ilhas são separadas apenas por 3.8 quilómetros. Mas poucos sítios tão perto estão ao mesmo tempo tão separados.

Politicamente, as duas ilhas estão bem distantes já que a Diomede Grande pertence à Rússia e a Diomede Pequena aos Estados Unidos. Para além disso, as águas entre as duas ilhas são atravessadas pela Linha Internacional de Mudança de Data, pelo que as Diomede estão normalmente em dias diferentes do calendário.

A Diomede Grande é, desde o fim da 2ª Guerra Mundial, uma base militar. Já a Diomede Pequena é a casa de uma pequena comunidade nativa de Inupiats que não vai além das 115 pessoas.

Durante o inverno, surge por vezes uma ponte de gelo entre as duas ilhas, fazendo com que seja tecnicamente possivelmente andar entre a Rússia e os Estados Unidos, bem como viajar para trás no tempo apenas caminhando. Esta travessia é quase sempre proibida pelos dois países, mas em 1987 a nadadora americana Lynne Cox conseguiu a autorização dos Estados Unidos e da União Soviética para atravessar a nado o estreito entre as ilhas.

Ilha de Chipre

Chipre Fronteiras

À partida, sendo uma nação numa ilha, deveriam existir poucos motivos para incluir o Chipre nesta lista. No entanto, esta é se calhar uma das entradas com as fronteiras mais complexas e que exigem uma pequena aula de história.

Em 1960, a República do Chipre tornou-se independente do Reino Unido. Mas dada a posição estratégica da ilha, o Reino Unido recusou-se a abdicar de duas bases militares no território, Akrotiri e Dhekelia, criando-se assim uma fronteira intrincada, incluindo áreas em que uma estrada britânica é rodeada por ambos os lados por território cipriota.

Mais tarde, em 1974, a tensão entre cipriotas gregos e turcos levou à invasão da ilha pela Turquia, receosa da anexação da ilha pela Grécia. Isto levou à criação da República Turca do Norte do Chipre, um país reconhecido apenas pela Turquia.

Este conflicto armado levou à criação de uma zona de divisão conhecida como Linha Verde, ainda hoje administrada pelas Nações Unidas. Esta linha divide inclusive a capital Nicósia, à imagem de Berlin antes da queda do muro.

El Marco, Espanha e Várzea Grande, Portugal

Ponte Internacional do Marco

Diz-se da fronteira de Portugal com Espanha que é a mais antiga do mundo, estabelecida em 1297 pelo o Tratado de Alcanizes. Mas há outra curiosidade sobre a fronteira entre os dois países que menos pessoas conhecem: é possível cruzá-la através da ponte internacional mais curta do mundo.

Sobre a ribeira de Abrilongo, estende-se uma pequena ponte de madeira, ligando El Marco, no município espanhol de La Codosera com a localidade de Várzea Grande, na freguesia portuguesa de Esperança. A ponte, inaugurada em 2008, tem uns estonteantes seis metros de comprimento e serve apenas pedestres e veículos de duas rodas. Qualquer atleta olímpico de salto em comprimento podia dispensar a ponte, já que a marca habitual nesta modalidade é acima dos sete metros, mas para a população local a ponte facilita muito a vida.

Sendo relativamente recente, esta pequena ponte ainda luta por reconhecimento do seu estatuto, já que muitas fontes atribuem o título de ponte internacional mais curta do mundo à ponte entre as ilhas Zakivon, no lago Ontário, que cruza a fronteira entre o Canadá e os Estados Unidos, apesar desta ter uns vastíssimos 10 metros.

Saint-Martin, França e Sint Marteen, Países Baixos

Ilha de São Martinho

A França faz fronteira com os Países Baixos? Quem tem a geografia europeia bem presente responderia certamente que não, já que os dois países são separados pela Bélgica. E estaria redondamente enganado.

Apesar de não fazerem fronteira na Europa, os dois países partilham uma ilha nas Caraíbas. A parte francesa da ilha, a norte, é conhecida como Saint-Martin enquanto a parte holandesa, a sul, é chamada de Sint Marteen. Uma curiosidade é que o lado francês da ilha utiliza o Euro como moeda, mas o lado holandês mantem o florim das Antilhas Holandesas.

Apesar de ter uma população relativamente pequena, com apenas 70,000 habitantes se contarmos ambas as partes, a ilha tem uma grande variedade linguística.

Em Sint Marteen, o holandês e o inglês são ambas línguas oficiais, mas muitas famílias falam Papiamento, uma língua crioula baseada no português e espanhol, entre outras. Juntam-se ainda o francês, a língua oficial de Saint-Martin, e as línguas trazidas por comunidades de emigrantes como o espanhol ou o crioulo do Haiti.

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