• 2023-11-13 22:44:07
  • Bruno A.

Roteiro de 1 semana no Sri Lanka – Itinerário de 8 dias 🇱🇰

Itinerário completo com direito a roteiro de 1 semana no Sri Lanka. Inclui menção a cidades e pontos turísticos a visitar para quem procura o que fazer no Sri Lanka em 8 dias.

Este roteiro de 8 dias no Sri Lanka faz parte do nosso Guia Geral de Viagem do país. Consulta-o para saberes todas as dicas práticas e informações importantes sobre o Sri Lanka, incluindo transportes, hotéis, restaurantes e melhores praias.

Roteiro de 1 semana no Sri Lanka – O que ver e fazer em 8 dias

Tendo em conta a quantidade e variedade de locais merecedores de uma visita no Sri Lanka, juntamente com o tempo perdido em deslocações à conta das condições do terreno e dos transportes, confirmamos desde já que 8 dias é o mínimo dos mínimos para tirar o melhor partido da Pérola do Índico. Ainda assim, se 1 semana é tudo o que tens, queremos ajudar-te a aproveitar a experiência ao máximo. Para além da paragem clássica na capital Colombo, onde aterrarás, com 8 dias completos podes visitar Galle e passar 1 dia a descobrir as praias da costa sul do país, ver os elefantes e os leopardos no Parque Nacional Yala, completar a viagem de comboio mais bonita do mundo entre Ella e Kandy e subir à famosa Lion Rock em Sigiriya.

Posto isto, se estiveres à procura de itinerários um pouco mais completos e tiveres tempo de sobra, és sempre bem-vindo a dar uma vista de olhos no nosso roteiro de 2 semanas no Sri Lanka.

Ainda assim, e sem mais demoras, apresentamos-te as cidades e atracções que deves visitar num roteiro de 8 dias pelo Sri Lanka.

Roteiro de 8 dias no Sri Lanka: Dia 1 – Colombo

Inevitavelmente, a tua aventura cingalesa começará sempre por Colombo, principal ponto de entrada e saída do país. No entanto, a capital está longe de figurar entre os principais destaques da ilha, não sendo particularmente encantadora ou demonstrativa dos muitos charmes do glorioso Ceilão, a designação antiga colonial dada ao país precisamente pelos portugueses. Aliás, muitos viajantes nem sequer visitam a cidade, optando por zarpar imediatamente para outras paragens mais idílicas. Ainda assim, e já que aqui estamos, mais vale dedicar 1 dia ao que de melhor Colombo tem para oferecer. Posto isto, vais começar o teu périplo no Museu Nacional de Colombo (1500 LKR), a principal instituição cultural do país. Apesar da ilha apenas se ter tornado conhecida depois da colonização, a verdade é que o Sri Lanka foi lar de várias civilizações e impérios antigos, com uma diversidade étnica, cultural e religiosa (com cristãos, muçulmanos, hindus e budistas) que se mantém até aos dias de hoje. Neste museu, podes testemunhar esse legado histórico, sendo uma excelente paragem inaugural para saberes mais sobre o país antes do explorares a fundo. Bem ao lado do museu, vale a pena dar um passeio pelo Parque Viharamahadevi, o principal espaço verde da cidade, antes de passares no Templo Gangaramaya, um local de culto Budista que mistura elementos Indianos, Tailandeses, Chineses e até coloniais (Victorianos). O resultado final é um dos templos mais ecléticos de toda a Ásia, com uma localização privilegiada nas margens do Lago Beira.

De seguida, vais rumar a norte e explorar as principais atracções de Colombo, começando pela Lotus Tower ($20,00 – preço para estrangeiros em dólares), a maior estrutura de toda a Ásia do Sul. Construída propositadamente em 2022 para servir de atracção turística, do alto dos seus mais de 350 metros podes ter acesso à melhor vista de toda a capital Cingalesa! Daí, vais entrar no distrito de Pettah, conhecido pelos seus inúmeros bazares, com destaque para o Mercado Flutuante de Pettah, organizado num conjunto de passadiços sobre o lago. De resto, este é considerado o quarteirão mais autêntico e movimentado da cidade, com as lojinhas locais e banquinhas de rua a ocuparem praticamente todas as vias e becos. Para além disso, este é também considerado o bairro muçulmano de Colombo, razão pela qual também encontrarás a emblemática Mesquita Vermelha. Oficialmente designada de Mesquita Jami-Ul-Alfar, é provavelmente o edifício mais conhecido e fotografado da cidade. Já com o dia a caminhar para o final, terás ainda tempo de explorar o Colombo Fort, correspondente a uma espécie de Cidade Velha de Colombo. Na verdade, foi aqui que os portugueses desembarcaram no século XVI e acabaram por criar o seu entreposto e centro de operações, fortificando toda a área (daí o nome). Embora as muralhas tenham sido desmanteladas, é aqui que podes encontrar o que resta da arquitectura colonial da cidade, com destaque para o Edifício Cargills, o Farol de Colombo, a Torre do Relógio, o Antigo Parlamento, a Igreja de São Pedro ou o Antigo Hospital Neerlandês (convertido num centro comercial). Por fim, vais aproveitar para assistir ao pôr-do-sol com um passeio ao longo do Galle Face Green, um parque que também funciona como marginal e que se prolonga ao longo de 500 metros junto às águas do Índico.

Para sugestões de hotéis para a estadia em Colomboclica aqui.

Resumo do 1º dia:

  • Museu Nacional de Colombo
  • Parque Viharamahadevi
  • Templo Gangaramaya
  • Lotus Tower
  • Mercado Flutuante de Pettah
  • Mesquita Vermelha
  • Colombo Fort
    • Edifício Cargills
    • Farol de Colombo
    • Torre do Relógio
    • Antigo Parlamento
    • Igreja de São Pedro
    • Antigo Hospital Neerlandês
  • Galle Face Green

Onde comer no Sri Lanka – Melhores restaurantes em Colombo

Roteiro de 8 dias no Sri Lanka: Dia 2 – Galle

Da cidade onde se iniciou a colonização portuguesa, passamos agora ao local mais conhecido da ocupação neerlandesa: Galle, um dos locais mais pitorescos do Sri Lanka! Para aproveitares bem o dia, deverás apanhar o comboio ou autocarro bem cedo a partir de Colombo, tentando chegar ao destino ainda ao final da manhã. Galle é bastante bonita mas, à boa maneira cingalesa, é também extremamente compacta, permitindo-te explorar os seus pontos turísticos de forma rápida e eficiente. Assim, depois de chegares e pousares as trouxas no hotel, podes sair à rua e visitar o Forte de Galle, um quarteirão muralhado reconhecido pela UNESCO como Património da Humanidade. Uma vez mais, foram os tugas que erigiram este distrito na sua busca incessante pelo monopólio da rota das especiarias, embora os neerlandeses o tenham fortificado e feito verdadeiramente florescer, antes da entrega definitiva aos britânicos.  Na verdade, o forte é uma mini-cidade dentro da própria Galle, onde podes encontrar alguma da melhor arquitectura colonial de todo o Sri Lanka, com destaque para a Torre do Relógio, a Igreja Holandesa, a Igreja Anglicana de Todos os Santos (Britânica), o Templo Budista Sri Sudharmalaya, a Mesquita Meeran ou o Farol de Galle.

Seja como for, e ao invés de saltitar de sítio em sítio, o melhor mesmo é deambular pelas ruas estreitas e antigas do forte – especialmente a Church Street e a Pedlar Street – e eventualmente acabarás por tropeçar nos seus principais marcos turísticos. Quando terminares de explorar o interior do forte, podes aceder a um dos muitos bastiões e percorrer as Muralhas de Galle, apreciando o quarteirão histórico de um lado e a imensidão do Índico no outro. No total, este percurso é de cerca de 2 km. Curiosamente, quis o destino que as fortificações da cidade continuassem a cumprir o seu desígnio séculos após a construção, já que ajudaram a proteger e preservar o centro histórico do aterrador tsunami de 2004. Já fora do Forte, e se ainda tiveres tempo, recomendamos uma paragem rápida no Estádio Internacional de Cricket de Galle, considerado um dos mais singulares do planeta (é o desporto-rei no Sri Lanka), antes de acabares o dia no Templo Paramavichithrananda Maha Viharaya, um complexo bastante grande cujo ponto alto (bom, literalmente) é a estátua gigantesca e rosada de Buddha construída no topo de uma colina. Um sítio fora-da-caixa e que foge à esmagadora maioria dos roteiros turísticos de Galle.

Para sugestões de hotéis para a estadia em Galleclica aqui.

Resumo do 2º dia:

  • Forte de Galle
    • Torre do Relógio
    • Igreja Holandesa
    • Igreja Anglicana de Todos os Santos
    • Templo Budista Sri Sudharmalaya
    • Mesquita Meeran
    • Farol de Galle
    • Church Street
    • Pedlar Street
  • Muralhas de Galle
  • Estádio Internacional de Cricket de Galle
  • Templo Paramavichithrananda Maha Viharaya

Onde comer no Sri Lanka – Melhores restaurantes em Galle

Roteiro de 8 dias no Sri Lanka: Dia 3 – Unawatuna e Mirissa: Praias do Sul

Após 2 dias mais agitados e de maior pendor cultural, é finalmente tempo de relaxares e aproveitares a famosa costa sul do Sri Lanka. No entanto, e fruto da tua reduzida disponibilidade, teremos apenas 1 dia para desfrutar das maiores e mais famosas praias da nação cingalesa, pelo que esta será uma experiência acelerada e pouco condizente com os pergaminhos do turismo balnear. Para além disso, terás que carregar as tuas trouxas atrás, já que passarás a noite num local diferente. Com base nestas condicionantes, e a não ser que tenhas alugado um tuk-tuk, este é o único dia do roteiro onde recomendamos que contrates um motorista privado para te ajudar a transitar entre os diferentes pontos de passagem (mais informações na secção de transportes), evitando assim perdas de tempo. Aproveitando o lanço, o teu primeiro mergulho no Sri Lanka será dado na Praia Unawatuna, famosa pelas suas palmeiras e pelas zonas de corais, onde podes nadar e – com sorte – avistar tartarugas marinhas. Não é a melhor praia do país, mas não deixa de ser um excelente cartão de visita! Daí, seguirás mais uns quantos quilómetros para este até chegares à Praia Dalawella, considerada o lar do ultraconhecido Rope Swing, a corda gigante que baloiça sobre o mar e que se tornou viral nas redes sociais. Aliás, uma boa parte do turismo actual cingalês deve-se precisamente à popularidade dessa imagem, pelo que vale sempre a pena passar cá para ver do que se trata (e já agora tirar a chapa da praxe). Embora o baloiço fosse originalmente gratuito, actualmente são cobradas 500 LKR por pessoa que queira perder algum tempo na “atracção”.

Para uma experiência não menos turística, segue-se a Praia Koggala. Pesquisa algumas imagens do país, e é provável que te depares com fotografias dos icónicos pescadores cingaleses que pescam enquanto se equilibram em estacas de madeira (Stilt Fishermen). Apesar da tradição ser sustentada em grande parte pelo turismo e já ter pouco de genuíno, esta continua a ser uma das melhores praias para encontrares estes pescadores. Para a última praia do dia, reservamos a visita a Mirissa, outra estância balnear cingalesa extremamente popular! De resto, o segredo por detrás da Praia Mirissa é mesmo o facto de conseguir apelar a todo o tipo de público. Se um lado da praia é perfeito para nadar e fazer snorkeling, o outro é excelente para surfar e tentar apanhar umas ondas. Não há como errar! Pelo meio, podes interromper a tua sessão de dolce far niente para apreciar a Parrot Rock e subir à Coconut Tree Hill. Este miradouro, situado na beira de um precipício (não te preocupes, é baixinho e seguro) e polvilhado com uma barreira de palmeiras tornou-se o local mais emblemático para uma fotografia em Mirissa. Visto o magnífico areal, tens duas hipóteses para o final do dia: ou pernoitas por estas bandas e na manhã seguinte acordas com as galinhas e ficas obrigado a contratar outro motorista privado que te deixe em Tissamaharama antes das 06h00 (já te explicaremos porquê); ou fazes um último esforço e completas esse troço ainda hoje, dormindo já no destino. A escolha é tua!

Resumo do 3º dia:

  • Praia Unawatuna
  • Praia Dalawella
  • Rope Swing
  • Praia Koggala (Pescadores das Estacas – Stilt Fishermen)
  • Praia Mirissa
  • Parrot Rock
  • Coconut Tree Hill

Onde comer no Sri Lanka – Melhores restaurantes em Unawatuna e Mirissa

Roteiro de 8 dias no Sri Lanka: Dia 4 – Parque Nacional Yala

Independentemente da tua escolha do dia anterior, deves garantir que estás pronto para ser recolhido em Tissamaharama às 06h00, já que hoje terás pela frente uma das grandes actividades deste roteiro! Falamos – pois claro – do extraordinário Parque Nacional de Yala, um dos melhores locais do planeta para veres leopardos no seu habitat natural. Para além disso, o parque é também conhecido pela sua gigantesca população de elefantes, bem como pelo avistamento ocasional de crocodilos, veados, búfalos ou macacos, fazendo deste um sítio de eleição para os amantes de animais e natureza! Explorando a logística da visita em maior detalhe, começamos por explicar que os jipes estão oficialmente obrigados a entrar no parque em apenas duas janelas horárias: 06h00 (daí a urgência) ou 14h00, sendo que a janela da tarde já faria com que fosse difícil completar o trajecto até Ella (onde deverás pernoitar) ainda durante o dia de hoje. Como é evidente, e até por razões de segurança, não é possível visitar o parque de forma independente. Assim, a melhor forma de garantires a tua visita passa por pré-reservares o teu safari no site oficial do parque, sendo que os preços dependerão da zona do parque que queres visitar e da duração do tour. Relativamente a este tema, é importante notar que o parque está dividido em 5 zonas, mas que apenas três delas (zonas 1, 4 e 5) estão abertas ao público. Actualmente, estes são os valores para os safaris, por cada jipe com capacidade para 6 pessoas:

  • Zona 1 – Meio-Dia: 16.900 LKR
  • Zona 1 – Dia Inteiro: 28.100 LKR
  • Zonas 4 e 5 – Meio-Dia: 19.800 LKR
  • Zonas 4 e 5 – Dia Inteiro: 29.700 LKR

Uma vez que, conforme já referido, terás ainda pela frente a viagem até Ella, a nossa sugestão é que te fiques por um dos tours de meio-dia, que têm uma duração média que varia entre as 4/6 horas. Quanto aos blocos, a Zona 1 é normalmente a mais popular, uma vez que é onde a maioria dos leopardos vive. Todos os safaris incluem serviço de recolha e entrega em qualquer local de Tissamaharama. Para além dos preços acima por jipe (que, frisamos, podes dividir por um grupo de até 6 ocupantes), há ainda que contemplar o valor de entrada no parque por pessoa, que é actualmente de 11.000 LKR. Estas tarifas-base contemplam apenas a entrada, o jipe e o motorista, sendo necessário pagar extra se quiseres um guia que te acompanhe na visita e te vá explicando os comportamentos dos animais ou as particularidades do habitat. Quanto a normas e etiqueta, escusado será dizer que, no decorrer do tour, deverás seguir todas as instruções do condutor/guia/ranger, já que estarás cercado de animais selvagens. Nada de atiçar os bichos, tocar sons no telemóvel, alimentar os animais, comer, usar flash ou deixar lixo ou qualquer outro vestígio da tua passagem para trás. Por fim, resta mencionar que, embora aberto o ano inteiro à excepção de Setembro, a melhor altura do ano para visitar o Parque Nacional de Yala será de Janeiro a Junho, com os meses de Fevereiro e Março a oferecerem as maiores probabilidades de conseguires encontrar leopardos. Finalizada a visita, podes pedir para ser deixado no terminal de autocarros de Tissamaharama, onde deves apanhar o veículo seguinte até Ella.

NOTA: Se os leopardos não te disserem grande coisa e estiveres só mesmo interessado em ver os elefantes, podes optar por visitar o Parque Nacional Udawalawe. Uma vez que a popularidade não é tão grande, terás em teu redor menos turistas e confusão, tornando a experiência bastante mais agradável (para turistas e elefantes). No entanto, aqui é praticamente (não totalmente) impossível ter a sorte de encontrar leopardos.

Resumo do 4º dia:

  • Parque Nacional de Yala

Roteiro de 8 dias no Sri Lanka: Dia 5 – Ella: Nine Arch Bridge e o Little Adam’s Peak

Chegado a Ella, é impossível não notar as mudanças na tua experiência cingalesa. Se até aqui a paisagem era invariavelmente marcada pela faixa costeira, o interior traz-nos, enfim, os picos montanhosos, as colinas e as famosíssimas plantações de chá. Um Sri Lanka diferente, mas nem por isso menos encantador (bem pelo contrário!). É certo que esta zona do país já não é tão isolada, autêntica e rural como dantes, mas continua a ser o berço de muitas tradições cingalesas, bem como de um modo de vida mais vagaroso e ligado aos “outdoors”. Para além disso, e apesar de pequenina e aparentemente remota, Ella alberga algumas das maiores atracções da pequena nação, começando pela icónica Nine Arch Bridge. Traduzida como “Ponte dos Nove Arcos”, este é outro local que se tornou famoso à boleia das redes sociais, com incontáveis imagens desta ponte antiga em pedra, ocupada por uma linha de comboio do século XIX que ainda funciona, escondida por entre a paisagem verdejante de plantações de chá. Com mais de 90 metros de comprimento e a uma altura de 25 metros, existem vários pontos a partir de onde apreciar a construção britânica do início do século XX, sendo que o ideal é dedicar uma horas a percorrer as redondezas e a tentar coincidir a tua visita com a passagem do comboio (duas vezes durante a manhã – por volta das 09h30 e das 11h30).

Já depois de almoço, é chegada a altura de subir ao Little Adam’s Peak, o primeiro dos vários miradouros que irás visitar no interior do país. Na verdade, este trilho presta homenagem ao bem mais árduo e alto Adam’s Peak, porventura o miradouro mais famoso de todo o Sri Lanka mas que, por questões logísticas, optámos por deixar de fora deste roteiro. Seja como for, com a subida ao Little Adam’s Peak já conseguirás ter acesso a uma vista absolutamente fenomenal sobre a paisagem circundante, com destaque para a Ella Rock, o Passo de Ella e o Parque Nacional Udawalawe. Uma caminhada com um excelente rácio esforço-recompensa! De regresso ao centro de Ella, vale a pena explorar a pequena localidade durante a noite. Outrora uma vilazinha adormecida, o turismo transformou por completo este local, assemelhando-se agora ao ambiente animado (e ocidentalizado) que encontrarás em alguns sítios populares do Sudeste Asiático, com montes de restaurantes e bares, muito barulho e grandes grupos de mochileiros. Não é particularmente bonito, mas é uma boa zona para desfrutar de um jantar e/ou uma bebida. Chegado ao fim do teu tempo em Ella, resta dizer que poderias facilmente passar mais 2 ou 3 dias por estas bandas, tal é a quantidade de actividades para fazer. Apesar de teres ascendido a um miradouro e visto uma das pontes mais famosas da Ásia, com um merecido tempo extra poderias ainda encaixar uma visita a uma plantação de chá, o trilho da Ella Rock, um mergulho nas Cascatas Diyaluma ou nas Cascatas Ravana e a subida ao Lipton’s Seat (ou até mesmo a day trip mencionada abaixo até ao Adam’s Peak).

NOTA: Se fizeres mesmo questão de subir ao verdadeiro Adam’s Peak, será necessário tirar um dia inteiro para o efeito (provavelmente como day trip a partir de Colombo ou Ella). Para começar, é preciso apanhar um comboio até Hatton, seguido de um tuk-tuk até ao início do trilho, em Nallathanniya. A partir daí, segue-se uma exigente subida de 7 km com cerca de 5500 degraus até ao topo. Lá em cima, encontrarás um pequeno templo com uma pegada que os locais acreditam ser de Buddha. Por essa razão, o Adam’s Peak é um dos locais de peregrinação mais importantes do Sri Lanka, pelo que encontrarás muita gente a fazer a subida por razões religiosas.

Para sugestões de hotéis para a estadia em Ellaclica aqui.

Resumo do 5º dia:

  • Nine Arch Bridge
  • Little Adam’s Peak

Onde comer no Sri Lanka – Melhores restaurantes em Ella

Roteiro de 8 dias no Sri Lanka: Dia 6 – A Viagem de Comboio Mais Bonita do Mundo

Aclamada como a viagem de comboio mais bonita do mundo, completar o troço ferroviário entre Ella e Kandy é uma das grandes atracções turísticas do Sri Lanka. Apesar das longas e aparentemente desnecessárias 7 horas que demora a completar a deslocação, só um tolo ficaria desencorajado com a duração da viagem. Afinal, este é um dia de relaxamento e contemplação, onde o melhor que podes fazer é mesmo sentar-te na janela e ficar a apreciar a paisagem deslumbrante que ziguezagueia por colinas verdejantes, zonas montanhosas, cascatas e plantações de chá, ao mesmo tempo que convives e partilhas o espaço com uma interessante cacofonia de mochileiros e locais. Para além disso, as próprias carruagens são parte do encanto, já que o sistema ferroviário actual (mesmo com actualizações e modernizações) foi desenvolvido ainda pelos britânicos no século XIX. De resto, é nesta viagem que foram tiradas aquelas fotografias que estão sempre a aparecer nas redes sociais de casais de viajantes empoleirados num comboio azul em andamento – não há que enganar! Infelizmente, o turismo desenfreado despoletado por esse tipo de conteúdo tem vindo a afectar estas viagens, com muita gente a relatar comboios sobrelotados, travessias desconfortáveis e comportamentos selváticos de viajantes desesperados por tirar “aquela foto”. Assim, e uma vez que a maioria dos visitantes faz a viagem no sentido Kandy–Ella, achámos por bem desenhar o itinerário para que a faças no sentido contrário, evitando assim as maiores confusões.

Quanto à logística da coisa, e embora explicado em detalhe na secção de transportes do nosso guia geral, podes comprar o teu bilhete através da página oficial dos Caminhos-de-Ferro do Sri Lanka ou da 12GoAsia. Quando reservados online, os bilhetes terão sempre um assento garantido em primeira ou segunda classe. Neste caso, recomendamos que optes pela segunda classe, já que na primeira as janelas e portas não podem ser abertas e a experiência acaba por não ser tão cénica. Pelo bilhete, podes contar com o preço de 1200 LKR. Alternativamente, podes simplesmente aparecer na estação 1 horita antes da partida e comprar o bilhete nos guichets (nunca esgotam). No entanto, aí serás “atirado” para a terceira classe sem assento reservado, o que significa que arriscas ter que fazer a viagem toda de pé. Ao mesmo tempo, esta é a classe onde terás maior contacto com os locais e maior liberdade para deambular pela carruagem e tirar as fotografias que bem entenderes. O preço é também mais acessível: 300 LKR. Se quiseres um pequeno hack, podes apanhar um tuk-tuk até à Estação de Badulla, onde a linha tecnicamente começa, e comprar lá o bilhete de terceira classe. Dessa forma evitarás as enchentes que embarcam em Ella e quase de certeza que terás um lugar sentado.

Resumo do 6º dia:

  • Viagem de comboio entre Ella e Kandy

Roteiro de 8 dias no Sri Lanka: Dia 7 – Kandy

Após a longa viagem de comboio e uma boa noite de sono, estarás fresquinho e pronto a explorar Kandy, considerada a capital cultural e espiritual do Sri Lanka! Apesar do seu estatuto enquanto terceira maior metrópole do país e antigo assento da monarquia cingalesa, Kandy não poderia ser mais diferente da confusão e caos de Colombo, sendo um excelente sítio para relaxar durante alguns dias e apreciar as suas atracções reconhecidas pela UNESCO como Património da Humanidade. No entanto, e uma vez que terás apenas este dia para explorar a cidade, teremos que ser selectivos! Vista como a grande atracção de Kandy, se há local na “Cidade dos Reis” que não podes deixar de visitar é o Templo da Relíquia do Dente Sagrado (2000 LKR), o local de culto mais venerado do país. Finalizado em 1707 por ordem expressa do Rei do Ceilão, o templo alberga aquilo que se acredita ser um autêntico dente do Buddha, sendo por isso um local de peregrinação preferencial entre os cingaleses e outros visitantes Budistas. Para além da relíquia, o próprio templo é também lindíssimo, estando situado no interior do complexo do antigo Palácio Real. Por esta altura, será impossível não teres reparado no gigantesco Lago de Kandy, um vasto corpo de água em redor do qual a cidade foi erigida, e um local de eleição para um passeio informal ao longo das suas margens.

Ainda nos arredores do templo, explorar a Cidade Velha de Kandy é um “must”, já que este quarteirão histórico está repleto de arquitectura colonial britânica. Dada a localização mais remota da cidade e o seu estatuto enquanto assento oficial dos monarcas locais, Kandy resistiu às investidas portuguesas e neerlandesas durante praticamente dois séculos, acabando finalmente por cair às mãos dos britânicos. Um sinal desses tempos, podes também visitar a Igreja de São Paulo, antes de fazeres uma pausa do calor para um snack ou bebida no Mercado Municipal de Kandy, um dos melhores do Sri Lanka. De seguida, vais sair da Cidade Velha e iniciar a subida à Estátua Buddah Bahirawakanda Vihara. Situada no topo de uma colina, esta estátua com 27 metros de altura é verdadeiramente imponente. Para além disso, as vistas sobre a cidade são também um mimo, permitindo-te ganhar uma melhor perspectiva de Kandy e do seu lago. Para terminar o dia em beleza, vais parar um tuk-tuk e pedir para ser deixado nos Jardins Botânicos Reais de Peradeniya (3000 LKR), a cerca de 6km do centro da cidade. Outrora reservado apenas à nobreza cingalesa, o parque está agora aberto a toda a gente, e é um local que – caso estivesses com dúvidas – merece bem o desvio, com os seus milhares de plantas exóticas e jardins bem-mantidos que farão as maravilhas de qualquer lente fotográfica.

Para sugestões de hotéis para a estadia em Kandyclica aqui.

Resumo do 7º dia:

  • Templo da Relíquia do Dente Sagrado
  • Lago de Kandy
  • Cidade Velha de Kandy
  • Igreja de São Paulo
  • Mercado Municipal de Kandy
  • Estátua Buddah Bahirawakanda Vihara
  • Jardins Botânicos Reais de Peradeniya

Onde comer no Sri Lanka – Melhores restaurantes em Kandy

Roteiro de 8 dias no Sri Lanka: Dia 8 – Dambulla e Sigiriya

Chegados ao final do roteiro, o estágio final da nossa aventura promete-nos um dia em cheio e repleto de emoções fortes! Afinal, hoje farás uma day trip que te levará a Dambulla e Sigiriya, dois dos destinos mais aclamados do país! No que toca aos transportes, e começando pelo sítio mais distante, vais levantar-te ainda de madrugada e apanhar um autocarro de Kandy até Dambulla, onde terás que sair e encontrar um tuk-tuk para o troço final de 30 minutos até Sigiriya. A par da viagem de comboio entre Ella e Kandy, é nesta pequena localidade que poderás encontrar aquela que é a maior atracção turística de todo o Sri Lanka, sob a forma da mastodôntica Lion Rock, uma lendária fortaleza e local arqueológico espectacularmente erigida no topo de um rochedo com uns bons 200 metros de altura. Para lá chegares, terás que pagar a inflacionada taxa de $35,00 (os locais pagam o equivalente a $0,40) e subir 1200 degraus. Embora todos concordem que a Lion Rock seja um sítio impressionante, com as suas piscinas, frescos, ruínas palacianas, vistas da região e esculturas em pedra (com destaque para as enormes patas de leão – quando vires, perceberás), são também muitos os viajantes que consideram que a visita não vale o preço tão puxadote do bilhete. De qualquer das formas, é preciso passar pela experiência para formar uma opinião! Incluído no preço do ingresso está ainda o Museu de Sigiriya, onde podes saber mais sobre a fortaleza e a história da cidade e dos seus governantes.

Por outro lado, se não estiveres na disposição de pagar os $30,00 para estrangeiros, podes sempre optar por subir à Pidurangala Rock, outro enorme rochedo situado a apenas 1.5 km da Lion Rock e com um preço bem mais simpático (1000 LKR). Naturalmente, não terás acesso a qualquer local arqueológico, pelo que a substituição poderá não ser benéfica para os amantes de história. Não obstante, se quiseres apenas desfrutar da vista, a panorâmica é imbatível, até porque a própria Lion Rock fará parte do enquadramento! Independentemente da tua escolha, segue-se o tuk-tuk de regresso a Dambulla, onde irás parar por umas horas para almoçar e visitar o deslumbrante Templo da Caverna de Dambulla (2000 LKR), conhecido como o Templo Dourado. Na verdade, este é um complexo com cerca de 2000 anos composto por várias cavernas decoradas de forma magnífica com mais de uma centena de representações de Buddha, estátuas douradas, pinturas garridas e esculturas cravadas directamente na rocha. A própria localização dos templos não poderia ser mais dramática, uma vez que a entrada das cavernas fica situada no topo de um monte. Embora não goze da mesma fama internacional de muitos outros locais do país, este é um dos sítios mais impactantes que visitarás durante a tua viagem ao Sri Lanka. Se ainda fores a tempo, podes tirar 1 horita para visitar o Museu Budista (600 LKR) situado bem à entrada do templo. Ao final do dia deves apanhar o autocarro de volta a Kandy, onde passarás a última noite no Sri Lanka. Amanhã espera-te a viagem de comboio ou autocarro até Colombo, onde terás o voo de regresso à tua espera.

Resumo do 8º dia:

  • Lion Rock
  • Museu de Sigiriya
  • Pidurangala Rock
  • Templo da Caverna de Dambulla
  • Museu Budista

Onde comer no Sri Lanka – Melhores restaurantes em Dambulla

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