Porque somos obrigados a ativar o modo de voo nas viagens de avião? 📱✈️

  • 13.08.2022 16:24
  • Paulo
Airplane Phone

Os assistentes de bordo nunca se esquecem de avisar os passageiros de ativar o modo avião antes da descolagem. Mas quais são os verdadeiros motivos para esta regra?

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Uma viagem de avião começa sempre com a mesma rotina. Entre outras coisas, os assistentes de bordo fazem a demostração para casos de emergência, confirmam que todos os passageiros têm o cinto posto e pedem a todos os passageiros que coloquem os dispositivos eletrónicos em modo avião.

A utilidade das duas primeiras ações é bastante óbvia; já a necessidade de utilizar o modo avião, talvez não tanto. A sabedoria comum diz que é “por causa das interferências”, mas poucos são os que verdadeiramente sabem que tipo de interferências estamos a falar. Neste artigo vamos tentar ir um pouco mais ao fundo da questão!

Para que serve ao certo o modo de voo e porquê a obrigação de o ativar?

Ao selecionar o modo avião no teu telemóvel, estás a desligar, com um só toque, todas as formas que este tem de comunicar com as redes móveis. O senso comum de que o problema são as interferências não está longe da verdade. Afinal de contas, tanto os instrumentos que os pilotos utilizam para pilotar o avião e comunicar com o solo e as redes de telemóvel  funcionam dentro do espectro das ondas rádios. Acontece também que os telemóveis, quando não encontram nenhuma torre, aumentam a força do sinal, aumentando, teoricamente, a probabilidade de interferência.

O receio é que se as frequências forem demasiado próximas, os instrumentos acabem por captar o sinal errado, tal como quando estás a sintonizar o teu rádio, e nas frequências intermédias acabas a ouvir a Anitta misturada com o relato do FC Porto – Sporting.

Mas isso significa que existem provas concretas de que os telemóveis e outros dispositivos afetam os instrumentos do avião? Bem, mais ou menos. Existem de facto relatórios que mencionam interferências, como por exemplo este relatório da Administração Federal de Aviação, dos Estados Unidos, que observou interferências em certos equipamentos de alguns modelos da Boeing. E há vários relatos de pilotos que acreditam terem sido obrigados a lidar com interferências causadas por dispositivos eletrónicos.

O debate persiste. Na internet, são muitos os artigos que dizem que o verdadeiro motivo para impor o modo avião está no solo e não no ar. Isto porque um telemóvel a bordo de um avião vai tentar conectar-se a um grande número de torres celulares, potencialmente causado uma sobrecarga da rede. E há até quem conspire que estas regras são apenas uma forma de manter os passageiros dóceis e obedientes

No entanto, a explicação mais provável é também a mais óbvia. A evolução tecnológica significa que hoje em dia a possibilidade interferências é bastante pequena, mas sem provas definitivas de que estas interferências são impossíveis ninguém quer ser responsável por acabar com esta regra, só para depois ser culpado por um acidente..

Permitir Wi-Fi ou Bluetooth a bordo não é uma contradição?

Hoje em dia é extremamente comum a utilização de WiFi ou Bluetooth a bordo. Parece uma contradição, sim. Mas é? Na realidade, não. O uso destes protocolos de comunicação durante o voo está autorizado quer pela FAA (Agência de Segurança Aérea dos Estados Unidos) e EASA (Agência de Segurança Aérea da União Europeia). É por isso que, por exemplo os telefones mais recentes, ao ligares o modo de voo, apenas desativam o acesso à rede móvel, mas mantém o WiFI e Bluetooth ligados (experimenta no teu).

Onde é que estas agências não estão de acordo? No uso da rede celular. Ao contrário da EASA, que permite o uso sem restrições dos equipamentos móveis a bordo, a FAA mantém sua proibição. Mas não vás já a correr dizer à assistente de bordo que estás no teu direito de telefonar à tua mãe a enquanto estás a aterrar. A EASA explica que, embora o permita, deixa às companhias aéreas decidir se aplicam esta permissão ou não. E a esmagadora maioria opta por seguir a recomendação mais conservadora da FAA. Afinal de contas mais vale prevenir do que remediar – e remediar é um verbo que ninguém quer conjugar a 30,000 pés de altitude.

O que devo então fazer?

O melhor é seguir sempre as recomendações dos assistentes de bordo. Como já referimos acima, não vais querer ser a primeira pessoa a aparecer na série Mayday: Desastres Aéreos por um problema causado pelo teu mais recente gadget. Mas se esse argumento não te convence, talvez o facto do modo avião te poder poupar uma quantia significativa seja um motivo mais forte. Isto porque acima dos 20,000 pés o teu telemóvel pode conectar-se ao serviço de roaming. Nos aviões, o roaming é particularmente caro e não está abrangido pelo limite de 50€ imposto pela União Europeia para roaming fora do seu território (Se quiseres saber mais sobre roaming, lê o nosso artigo sobre este serviço).

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