10 destinos que o DeFérias.pt acha que devias visitar uma vez na vida ✍️🌍
5 destinos do João; 5 destinos do Bruno. Uma selecção dos lugares favoritos da equipa do DeFérias.pt, ao fim de praticamente uma centena de países visitados entre os dois.
Parecendo que não, a equipa do DeFérias.pt já apresenta uma rodagem bem interessante nestas andanças das viagens. Embora nunca tenhamos feito contas certas, estima-se que, contabilizando as experiências dos 2, já tenhamos visitado uns 100 países diferentes! Com tanta milha acumulada, achámos pertinente fazer um top 10 dos destinos favoritos da equipa – uma missão hercúlea já que a selecção nos deixa limitados a 5 escolhas cada um!
Curioso com os resultados finais? Então acompanha-nos neste périplo e aproveita para tirar umas notas. Quem sabe não encontras aqui uma ideia bem gira para a tua próxima aventura!
Os destinos favoritos do João
Japão

Se há destino que me fascina é o Japão. Não aquele fascínio de “wow, isto mudou a minha vida” – nunca tive em viagem – mas um fascínio do “podia estar aqui um ano facilmente e, quando voltasse a Portugal, iria ficar sempre a pensar que poderia ter visto e feito mais”.
Lembro-me da primeira vez que aterrei em Tóquio, em 2023: o choque cultural foi imediato, no melhor sentido possível. Estações de comboio que parecem cidades inteiras, luzes de néon por todo o lado, e uma ordem que contrasta com o caos vibrante da capital. Mas o que mais me marcou foi a gentileza das pessoas e o…silêncio. O maior choque cultural quando visitei Tokyo a primeira vez, e uma coisa que continuo a admirar cada vez que volto (4 vezes no total) é o paradoxal silêncio da mais populosa área metropolitana do mundo. É como se o caos organizado fosse colocado em “mute”.
Mas paremos de falar de Tokyo: Kyoto com os seus templos e florestas de bambu, Nara com os cervos a vaguear livremente e, claro, o Monte Fuji a espreitar em dias claros. O Japão é, ao mesmo tempo, contemplativo e futurista – e essa dualidade é o que me faria voltar amanhã, se pudesse.
É impossível falar do Japão sem falar da comida. Sushi, ramen, wagyu, uma sucessão infinita de pratos virais, uns mais exóticos que outros, e das surpreendentemente deliciosas e baratas opções que existem nas Combinis (lojas de conveniência como 7-Eleven, FamilyMart ou Lawson), como as sandwiches de saladas de ovo, o gelado de creme brulé ou os humildes onigiris.
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Parques Nacionais do Oeste dos EUA

Há viagens que ficam gravadas na memória pela imensidão – e poucas conseguem igualar a sensação de liberdade que se sente ao percorrer os Parques Nacionais do Oeste dos Estados Unidos. É aquele tipo de aventura que nos faz sentir pequenos perante a natureza…e também nos faz, até ao final dos vossos dias dizer a todos os vossos amigos num tom desesperado: “Por tudo que seja mais sagrado, se fores aos EUA, esquece as cidades, e vai mas é visitar os Parques”
O Oeste americano é também um roteiro de contrastes – entre o deserto esculpido do Arches National Park, as formações impossíveis do Bryce Canyon e os lagos coloridos do Yellowstone, onde a terra literalmente respira e borbulha sob os nossos pés, e que está literalmente colado ao Grand Teton – uma absoluta surpresa. Mais a norte de ambos, encontra-se o meu favorito pessoal, o estonteante Glacier National Park, bem junto ao Canadá.
Depois há o clássico Grand Canyon, uma das maravilhas do mundo que nenhuma fotografia consegue realmente capturar, o subvalorizado Death Valley National Park, com um dos melhores por do sol que já vimos e o famoso Yosemite, com as suas quedas de água, trekkings infinitos, falésias de granito e o vale coberto de pinheiros criam uma paisagem que parece saída de um filme.
E isto nem incluíndo os parques que visitámos no selvagem Alaska, como o Denali e o Kenai Fjords.
Os Americanos são uns sortudos do caraças.
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Namíbia

Namíbia é, muito provavelmente o destino mais incomum desta lista mas é um dos que mais me fascina. Deixou-me uma marca imensa da primeira vez que visitei, tanta, que voltei anos depois. Já tinha feito algumas roadtrips, mas a Namíbia é a mais marcante, no que toca ao sentimento de aventura e imensidão, numa África que, por vezes, parece que se torna Marte, com paisagens absolutamente estonteantes como o Deadvlei ou Spitzkoppe. Juntemos a isto um dos melhores parques do mundo para fazer um Safari Self-Drive – Etosha – e onde é possível ver os Big Five e temos, provavelmente, um dos destinos mais subvalorizados do mundo, para quem gosta de explorar.
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Rio de Janeiro

Rio de Janeiro tem a alcunha mais certeira de todas as cidades do mundo. Quando André Filho compôs o hino da “Cidade Maravilhosa”, não estava com contemplações. Foi curto, implacável e, mais importante que tudo. Não acrescentaria mais nada. O Rio de Janeiro é A Cidade Maravilhosa, um mix abençoado de uma sua geografia ímpar, com montanha, lagoa, mar e floresta, uma localização que lhe permite um tempo agradável todo o ano e, para unir isto tudo no topo do triângulo, é habitada pelos Cariocas. Podia o Rio, com a sua geografia única e clima tropical, ser bom, sendo habitada, sei lá, pelos alemães? Poder podia, mas não era a mesma coisa, mané. Aqueles pores do sol no Arpoador – para mim, os mais bonitos do mundo – estão bem entregues.
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Patagónia Argentina e Chilena

Há lugares que te fazem sentir no fim do mundo – e depois há a Patagónia, que é literalmente isso. É o tipo de destino que te faz redefinir a palavra “remoto”. Da Ilha dos Pinguins, junto a Ushuaia, passando pelo Glaciar Perito Moreno e fazendo os trekkings da Laguna de Los Tres (Fitz Roy) e do Mirador Base das Torres del Paine, o cenário parece montado num estúdio com orçamento ilimitado: montanhas serradas, glaciar azul a correr para lagos turquesa, e aquele silêncio absoluto que só é quebrado quando o vento decide que tu já estás calmo demais. A Patagónia é aventura pura, mas não daquelas em que precisas de ser alpinista – basta querer sentir-te pequeno perante a natureza e grande por estares ali.
Profundo, hein?
10 Menções Honrosas do João
- Botswana
- Edimburgo
- Costa Amalfitana
- Toscana
- Nova Zelândia
- Londres
- Açores
- Seychelles
- São Tomé e Príncipe
- Ilhas Cook
Os destinos favoritos do Bruno
China

No que toca a viagens, a China é a minha mais recente obsessão. Só em 2025, passei lá uns 75 dias em duas visitas diferentes, explorando mais de 20 cidades e destinos. Escusado será dizer, acabei completamente apaixonado pelo país, pela cultura, pelas pessoas e pela paisagem. Para mim, também há claramente um a.C. e um d.C. – no sentido em que tudo mudou depois da China! É um destino enorme, complexo, capaz de apelar a todo o tipo de público. E sim, o planeamento pode assustar dado o facto de que o país vive no seu próprio ecossistema digital, mas depois de perceberes como funcionam os pagamentos e a internet, verás que é um dos sítios mais fáceis e convenientes do planeta.
Dos palácios imperiais de Beijing à influência islâmica de Xian, passando pelos arranha-céus de Shanghai, pelos canais de Suzhou, pelo curso do Rio Li, pelos pilares cársticos de Zhangjiajie ou pelas cidades antigas da Província de Yunnan (e isto apenas roçando a superfície), simplesmente não há como errar. Aliás, a diversidade é tão grande, que dificilmente encontrarás um país com um valor de “re-visita” tão alto, já que podes perfeitamente visitar a China uma mão-cheia de vezes e ficares maravilhado com o que vês sem que repitas uma única cidade, região ou parque nacional.
Em resumo: o meu país favorito no mundo!
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Buenos Aires

Se a China é o meu país predilecto, no que toca a cidades esse título vai direitinho para Buenos Aires! Há algo de extremamente apelativo numa cidade desesperada por se agarrar com unhas e dentes a todo e qualquer resquício da glória de um passado que já não volta. No século XIX e princípios do século XX, a capital Argentina era uma das cidades mais grandiosas do planeta. Um sítio que se inspirava na cultura e arquitectura das grandes cidades europeias (especialmente Paris), para projectar a imagem de um bastião iluminado do Novo Mundo. E durante algumas décadas chegou mesmo a sê-lo, atraindo uma gigantesca vaga de imigrantes do Velho Continente que, assim, ia propagando, replicando e adaptando o melhor da sua cultura nativa.
Infelizmente, esse estado de graça não durou muito. Entre ditaduras militares, ingerência estrangeira e um conjunto duvidoso e negligente de políticas económicas, Buenos Aires foi empobrecendo, embrutecendo e perdendo relevância. No entanto, os Porteños sempre se esforçaram para manter acesa essa luz de outrora. Como o nobre caído em desgraça que continua a viver num palácio grandioso e que saca da melhor porcelana sempre que recebe convidados, apesar de toda a gente saber que o dinheiro se esfumou.
Sim, há um lado triste e complexo por trás da fachada que as fachadas imperais de Buenos Aires escondem. Mas é inegavelmente bela a forma como até a realidade parece viver em negação. Uma dissonância que se revela nas confeitarias clássicas onde ainda se serve de farda, nas livrarias de rua, nos cinemas antigos e nos palacetes que, aqui e ali, vão pontuando a paisagem da cidade. Buenos Aires é poesia e tango. É um livro em segunda mão pousado junto de duas medias lunas e de um café con leche. É o som açucarado do castelhano com cadência italiana. É o mundo numa cidade.
Iraque Federal

O Iraque é uma escolha sensível. Depois de um período prolongado no Médio Oriente, fui-me apercebendo de que os países desta região muito raramente fazem jus aos estereótipos maioritariamente negativos de que são alvo. Com a honrosa excepção da Síria, que passou por uma devastadora Guerra Civil recentemente (e que mesmo assim poupou a capital), os países da Península Arábica são modernos, organizados, extremamente limpos e hospitaleiros. Sim, são altamente conservadores, mas muito raramente se impõem.
Bom, o Iraque é provavelmente o destino do Médio Oriente que mais se encaixa nestas concepções. Um país algo caótico, poeirento e bastante tradicional, que aos poucos ainda se está a tentar reerguer de um início de século XXI duríssimo. O tipo de país onde ainda tens que passar por inúmeros checkpoints militares para poderes viajar entre cidades (ou até dentro da própria Baghdad). No entanto, é essa crueza que faz do Iraque um destino fascinante. Um lugar onde, para viajares, vais ter que recorrer a blogs e à palavra de boca, e onde as reservas de hotéis são feitas através de mensagens no Whatsapp. Verdade seja dita, a minha afinidade com o Iraque é ligeiramente mais pessoal, já que o meu avô imigrou para lá nos anos 80 e tenho algumas fotografias e documentos antigos do país.
Ainda assim, a realidade no terreno foi igualmente impactante. Baghdad é inebriante, e locais como a Babilónia, o Palácio Abandonado de Saddam ou o Zigurate de Ur são obrigatórios em qualquer roteiro. Para além disso, Karbala e Najaf albergam santuários que constam entre os locais de peregrinação religiosa mais concorridos do planeta. E ainda assim, o sítio mais especial que visitei no Iraque foram os Pantanais da Mesopotâmia, onde a tribo dos Marsh Arabs ainda vive em ilhotas de palha erguidas no meio da água, sobrevivendo da agricultura, da criação de búfalos e da venda de têxteis.
Até ao dia de hoje, se pensar no termo “viagem”, a primeira imagem que me vem à cabeça é a destes pantanais. Provavelmente a minha memória de viagem mais querida.
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Região do Cáucaso

O Cáucaso é o meu happy place. Entre Geórgia (o meu número 1), Arménia e Azerbaijão, já dediquei uns bons 4 meses e meio da minha vida a explorar esta desconhecida região da Eurásia! Curiosamente, quem me conhece sabe que nem sou o maior apreciador de turismo de natureza, mas não há como não ficar abismado com o cenário das montanhas do Cáucaso. E depois? Bem, depois há tudo o resto!
Apesar de serem 3 países vizinhos, cada um tem a sua própria língua, cultura e alfabeto. Aliás, mesmo dentro de cada nação, existem localidades que historicamente viviam tão isoladas nas montanhas que acabaram por desenvolver o seu próprio idioma e código genético. Para atirar mais achas para a fogueira, ainda tens um passado ligado ao Zoroastrismo, uma influência soviética notória e pelo menos 2 repúblicas separatistas que autoproclamaram independência e que – tecnicamente – se regem pelas suas próprias regras (Abkhazia e Ossétia do Sul).
Tudo somado, o Cáucaso é um sítio fascinante do ponto de vista natural, cultural, histórico, geopolítico e até enológico (sabias que foi aqui que foi produzido o primeiro vinho?). Sinceramente, podia ficar horas a escrever sobre o Cáucaso, mas é muito mais fácil se lá fores e experienciares estes países por ti próprio!
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Guia de viagem da Geórgia – Roteiro de 7, 10 e 15 dias 🇬🇪
Egipto

As únicas certezas que tinha para esta lista eram os quatro primeiros lugares, uma vez que a minha escolha final dependeria sempre muito do meu estado de espírito. Se tivesse que escrever este artigo em qualquer outro dia, talvez escolhesse Japão, Arábia Saudita, Líbano ou Uzbequistão. Na verdade, podia perfeitamente ser um toss-up entre qualquer uma das minhas menções honrosas abaixo. Mas hoje… bom, hoje estou virado para o Egipto! Acima de tudo porque fui para o país com uma expectativa tão baixa e à espera de ficar de tal forma agastado com os burlões e vendedores, que no fim de contas só poderia mesmo ter ficado surpreendido pela positiva!
Adorei o Egipto. Mais – adorei as pessoas no Egipto! Sim, 99% das interacções serão feitas na expectativa de uma contrapartida financeira, mas isso não significa que não os consigas desarmar e sacar um sorriso ou conversa genuína (mesmo sem gastar um único cêntimo). Não os culpo, já que num país onde tanta gente vive em condições deploráveis, o turismo acaba por ser um escape rápido da fome e da pobreza extrema. E felizmente para os gajos, não faltam motivos para promover o país! Aliás, desconfio que se alguém der um chuto numa pedra com mais força, ainda acaba a descobrir um vestígio arqueológico com 3000 anos – yap, a riqueza cultural no Egipto é uma coisa do outro mundo, como qualquer um pode testemunhar nas Pirâmides de Gizé, no Vale dos Reis ou em qualquer um dos 12456413 templos históricos espalhados pela Nação dos Faraós.
No entanto, o que me fez escolher o Egipto para esta lista não foi só isso. Há quem viaje pelas pessoas, pela natureza, pela cultura ou pela comida. Tudo importante, é certo! No entanto, pessoalmente, eu viajo pela História e pelas histórias. Para perceber a forma como a História molda a mentalidade de um povo e – no fim de contas – para ter histórias para contar. Não necessariamente aos outros, mas para trocar memórias com a minha esposa enquanto bebemos um chá debaixo de uma manta num dia de chuva como o de hoje. Se um país me der histórias para contar, tem o meu coração.
E podem ter a certeza que o Egipto me deu histórias! Contos que envolvem fugas a scammers, jantares em casa de locais e pedidos de boleia no meio da estrada. Histórias de viagens de barco improvisadas, armas em comboios, centenas de fotos com estranhos e aquele que é até hoje o maior choque cultural que senti (em Manshiyat Naser, conhecida como “A Cidade do Lixo”). Uma verdadeira performance de variedades que culminou com um teste de covid positivo, uma quarentena improvisada nos arredores do Cairo e um teste falsificado por uma entidade governamental.
Quando chegou a Portugal em 2022, Roger Schmidt disse de forma algo pomposa que “se amas o futebol, amas o Benfica”. Um tiro ao lado, mas se me permitem roubar a inspiração ao treinador alemão para dizer algo com sentido, escrevo que “quem não gosta do Egipto, não gosta de viajar”. Agora imprimam isto em cachecóis.
Recomendado:
Guia de viagem do Egipto + Roteiro de 7, 10 e 14 dias 😀
10 Menções Honrosas do Bruno
- Japão
- Arábia Saudita
- Balcãs
- Istambul
- Taipei
- Uzbequistão
- Líbano
- Sydney
- Vietname
- Transilvânia
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