10 das maiores, mais famosas e mais impressionantes estátuas do mundo 🗿⚒️
Uma pequena viagem por 10 das melhores e mais famosas estátuas do mundo, espalhadas por países tão diversos quanto Índia, China, EUA, França ou Egipto.
Seja para prestar homenagem a pessoas, eventos ou ideais, as estátuas são uma forma milenar de prestação de tributo que podes encontrar um pouco por todo o mundo. No entanto, alguns desses exemplares acabaram por transcender as fronteiras dos seus países, encontrando um lugar no imaginário colectivo da população global e acabando por virar autênticas atracções turísticas – seja pela sua importância histórica, identidade visual única ou, em alguns casos, simplesmente pelo seu tamanho mastodôntico.
Posto isto, é tempo de te mostrar algumas destas esculturas! Sem mais demoras, convidamos-te assim a acompanhar-nos nesta pequena viagem por 10 das maiores, mais famosas e/ou mais impressionantes estátuas do mundo.
NOTA: Como sempre, e para assegurar a maior diversidade possível, decidimos limitar as nossas selecções a uma escolha por país 🙂
10 estátuas que todos deveriam visitar uma vez na vida
Estátua da Liberdade, Nova York

Possivelmente a estátua mais famosa do mundo, são milhões de pessoas que todos os anos fazem questão de visitar Nova York para, entre muitas outras coisas, poder ver ao vivo a Estátua da Liberdade. Oferecida pela França por ocasião do centenário da Independência Americana e da abolição da escravatura no país, a Lady Liberty foi trazida de barco e “às prestações”, sendo depois montada no pedestal da Liberty Island, onde se mantém até aos dias de hoje.
Durante longas décadas, a Estátua da Liberdade era a primeira coisa que os milhões de imigrantes que chegavam de barco viam ao aproximar-se da vizinha Ellis Island, onde atracavam e eram inspeccionados e processados, antes de iniciarem as suas vidas do Novo Mundo. Por causa disso, a estátua tornou-se um ícone global associado à liberdade, à oportunidade e aos valores da democracia – um símbolo do cada vez mais longínquo American Dream.
Hoje em dia, tens que comprar um bilhete de ferry da State City Cruises para poderes visitar a Estátua da Liberdade e a Ellis Island, com os barcos a saírem do Battery Park. Alternativamente, podes andar gratuitamente no Staten Island Ferry, que embora não pare na Liberty Island, navega junto à Estátua da Liberdade, permitindo-te apreciar a construção de perto e tirar a fotografia da praxe com os arranha-céus de Manhattan em plano de fundo.
Numa nota final, referir que os EUA são prolíficos em estátuas mundialmente famosas. Para além da Estátua da Liberdade, no país podes ainda encontrar o Mount Rushmore e o Lincoln Memorial, dois exemplares inúmeras vezes mostrados em filmes, séries, peças noticiosas e documentários.
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The Motherland Calls, Volgogrado

Com todos os defeitos que lhe possam e devam ser apontados, não há como negar o esforço de guerra soviético sem o qual, em bom abono da verdade, dificilmente teria sido possível parar o Terceiro Reich. No total, estima-se que cerca de 27 milhões de cidadãos e militares soviéticos tenham morrido durante a Segunda Guerra Mundial, um sacrifício que as autoridades sempre fizeram questão de reforçar na memória colectiva do povo. Por causa disso, e ao contrário do resto do mundo, o conflito é conhecido na Rússia como “A Grande Guerra Patriótica”.
Posto isto, e de todas as mortíferas a sangrentas batalhas que opuseram Nazis e Soviéticos, nenhuma é mais importante que a Batalha de Estalinegrado, que decorreu na actual cidade de Volgogrado e que conta com a pouco honrosa estatística de ter sido a maior e mais cara batalha de toda a história, sendo também a que mais baixas causou na WWII. Para uma melhor noção da carnificina, cerca de 1/3 da população de Estalinegrado morreu na batalha, que durou 200 dias. Seja como for, o que é certo é que foi esta a batalha que marcou um ponto de viragem na Grande Guerra, com a Alemanha Nazi a sofrer fortes baixas e a capitular a partir deste momento, até à eventual tomada de Berlim pelos Soviéticos.
Feito o contexto histórico, e já depois do final do conflito, os soviéticos quiseram honrar o esforço patriótico – particularmente de Estalinegrado – com a construção da “The Motherland Calls”, uma gigantesca e intimidante estátua enquadrada num memorial de guerra. Nela, uma mulher com 85 metros (que representa a Mãe-Pátria) brande uma espada ao mesmo tempo que chama os seus “filhos” para a batalha, representando assim a urgência e magnitude da batalha para o futuro do país (e, em última instância, da Europa).
David, Florença

Considerando que as esculturas são também elas estátuas, não surpreende que Itália tenha um lugar de relevo nesta lista. Afinal, enquanto berço do Renascimento e assento da Santa Sé, algumas das maiores obras artísticas mundiais – da pintura à escultura – podem ser encontradas no país transalpino. O derradeiro legado da arte enquanto símbolo de estatuto, prestígio, riqueza e poder. Aqui, podíamos ter escolhido a escultura Pietà de Michelangelo, representando a Virgem Maria com o corpo de Jesus morto no colo; ou a Fontana di Trevi, uma das fontes mais famosas do mundo, e que conta com a estátua do titã Oceano a controlar uma carroça puxada por hipocampos.
No entanto, estamos em crer que nenhuma escultura/estátua Italiana é tão famosa quanto o lendário David, também ele criado por Michelangelo. Exposto na Galleria dell’Accademia, um dos museus mais reputados da magnífica Florença, esta obra-prima em mármore representa a famosa figura bíblica, aqui totalmente despida, conhecida por caçar-gigantes. Sim, é esta a personagem mitológica do David vs Golias. Para além disso, David tem uma longa tradição de servir como figura protectora de Florença e do seu povo, razão pela qual era muitas vezes retratado em obras de arte solicitadas para os palácios e piazzas da cidade.
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Cristo Redentor, Rio de Janeiro

Enquanto única estátua a ser nomeada como uma das Sete Maravilhas do Mundo, seria por demais evidente que, mais cedo ou mais tarde, fosses dar de caras com o Cristo Redentor – de longe o maior símbolo e cartão-postal do Rio de Janeiro. Apesar da sua dimensão imponente, este lugar vale sobretudo pelas vistas, permitindo-te ter a primeira prova de que esta é, sem sombra de dúvidas, uma das cidades mais estonteantes do planeta. Para lá chegares, o método mais pitoresco passa por utilizar o Trem do Corcovado, uma linha férrea bastante cénica que te levará pelo Corcovado acima, até à icónica estátua. Essa linha parte da Rua do Cosme Velho, situada bem ao lado do Largo do Boticário, uma das pracetas coloniais mais bonitas da Cidade Maravilhosa.
Quanto à estátua em si, foi terminada em 1931 e conta com 30 metros de altura (38, se incluirmos o pedestal). Curiosamente, e embora seja impossível imaginar este marco sem ser de braços abertos, no projecto original Jesus Cristo estaria a segurar um globo, com a alteração a ser feita já depois da aprovação. Nota ainda para a polémica na altura da sua construção, já que o Brasil é um país laico e secular e as autoridades não queriam associar-se a nenhuma religião específica. No entanto, o lobbying e financiamento de um grupo Católico acabou por levar a melhor, e a estátua continua a vigiar a Baía de Guanabara até aos dias de hoje.
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Moai, Ilha da Páscoa

Seguramente entre as estátuas mais famosas e místicas do planeta, os Moai tornaram-se sinónimo desta remota ilha do Pacífico que é actualmente parte do território do Chile. Aliás, é mesmo à conta das famosas cabeças gigantes esculpidas pelo povo nativo dos Rapanui que este é um dos destinos mais romantizados de toda a América. Infelizmente, parte desse romantismo advém do seu extremo isolamento, já que a pequena ilha polinésia fica a um voo de mais de 5 horas de Santiago do Chile, com a LATAM a operar a única ligação aérea com o continente.
Fruto do delicado equilíbrio do ecossistema da ilha, para viajares para a Ilha de Páscoa terás que apresentar uma reserva de alojamento e prova de voo de regresso a Santiago, bem como preencher o formulário oficial de entrada nas 48 horas anteriores ao voo. Para além disso, medidas recentes tornaram obrigatória a contratação de um guia privado (ou tour) para poderes visitar o Parque Nacional Rapa Nui, onde estão presentes praticamente todos os locais arqueológicos, petróglifos e estátuas Moai dignos de registo. Podes procurar guias em vários locais, mas o site oficial do Parque Nacional tem uma página dedicada a guias certificados.
Pela companhia (obrigatória) do especialista, conta pagar entre $50.000 e $75.000 por pessoa, por dia, aos quais se somam $95.000 do bilhete de entrada no parque e que é válido durante 10 dias. Um destino caríssimo, é certo, mas é o preço a pagar para poderes testemunhar um lugar único, com uma cultura que, aos poucos, vai desaparecendo e se assimilando ao modo de vida imposto pela maioria continental.
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Estátua da Unidade, Gujarat

Se há estátuas que se destacam pelo seu contexto histórico e cultural, pelo simbolismo ou pela mestria das técnicas de cultura utilizadas, outras impõem-se pela dimensão e imponência. É o caso da Estátua da Unidade, situada no vale do Rio Narmada, em pleno estado Indiano do Gujarat. Inaugurada apenas em 2018, a escultura conta com o recorde de estátua mais alta do mundo, medindo uns impressionantes 182 metros. A título de referência, o tamanho suficiente para – se fosse um edifício – poder ser enquadrado como arranha-céus! Em suma, uma obra megalómana que contou com o apoio e alto patrocínio do polémico Narendra Modi.
Quanto à estátua em si, é uma representação de Sardar Patel, um importante activista pela independência da Índia, que foi mais tarde eleito Deputy Prime Minister (um posto mais ou menos equivalente ao de Vice-Primeiro-Ministro) e Ministro da Administração Interna do país. No entanto, Patel foi sobretudo importante no processo de união dos mais de 500 principados que formavam o país durante a ocupação Britânica, convencendo todos os governantes locais (que na prática eram Reis e Príncipes) a unirem-se a um único estado da Índia. Daí o nome da estátua que agora lhe presta homenagem!
A Pequena Sereia, Copenhaga

Provavelmente a inclusão mais polémica da nossa lista, A Pequena Sereia representa todas as estátuas que, não sendo particularmente impressionantes, acabaram por ganhar um estatuto de atracção de culto entre locais e turistas. Neste caso, a estátua pode ser encontrada em Copenhaga, capital da Dinamarca, país natal do famoso escritor de contos infantis, Hans Christian Andersen. Como já deves ter inferido, Andersen foi o autor de “A Pequena Sereia”, a famosa história que acabou – como tantas outras – por dar origem a um dos clássicos da Disney. Com apenas 1 metro e 25 centímetros, a estátua retrata a sereia repousando num rochedo, no momento em que está prestes a tornar-se Humana.
Por alguma razão, a estátua acabou por se tornar uma famosa atracção da cidade, embora na última década seja recorrentemente incluída em listas de monumentos desapontantes e que não fazem jus à fama. Seja como for, é inegável o estatuto deste local, razão pela qual não havia forma de não o mencionar! Dentro da mesma linha, poderíamos igualmente incluir estátuas como o Manneken Pis, em Bruxelas, o Dragão de Wawel, em Cracóvia, ou a Coluna de Nelson, em Londres.
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Grande Esfinge de Gizé, Cairo

Seguramente outra das estátuas com maior presença nos ecrãs de todo o mundo, bem como uma das mais parodiadas em desenhos-animados, a Grande Esfinge conta com a honra de estar enquadrada no mesmo complexo das Pirâmides de Gizé, a única maravilha do mundo antigo que sobreviveu até aos dias de hoje! Aliás, a própria esfinge é a estátua monumental mais antiga de todo o Egipto, estimando-se que tenha cerca de 4600 anos!
Embora muitos associem a Esfinge à figura de um gato, esta criatura mitológica do Antigo Egipto é formada por uma cabeça humana num corpo de leão. A par disso, a particularidade mais conhecida da estátua é a ausência de um nariz, que estudos indicam ter sido destruído de forma propositada com varas e cinzeis. O motivo, contudo, e tal como grande parte da história associada a monumentos faraónicos, permanece um enorme e indecifrável mistério!
Quanto ao resto do Egipto, daria para fazer uma lista só com estátuas do país, tal é a riqueza e variedade da oferta. Dessas, vale ainda a pena destacar as estátuas do Templo de Abu Simbel, os Colossos de Memnon, em Luxor, e o Colosso Ozymandias, uma estátua do mais poderoso e temível Faraó da história, Ramsés II. Aliás, é essa a figura que inspirou o soneto “Ozymandias“, de Percy Bysshe Shelley, que por sua vez serviu de título ao melhor episódio da história das séries televisivas (Breaking Bad S05E14 – agradeçam-me depois).
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O Exército de Terracota, Xian

Caros leitores, eis a maior descoberta arqueológica do século XX! Provavelmente o terceiro destino mais popular da Mainland China a nível internacional, Xian está sobretudo ligada ao Mausoléu de Qin Shi Huang, mais comummente referido como o Exército de Terracota. Para os mais distraídos, este é o monumento composto por milhares de estatuetas em tamanho real de guerreiros que deveriam acompanhar o Imperador Qin Shi Huang até ao além após a sua morte. Espalhado ao longo de 3 fossos, o monumento é verdadeiramente impressionante, especialmente no Pit nº1, onde é exibido o maior número de estátuas já renovadas.
Na verdade, as escavações do exército são apenas uma ínfima parte do local, já que foi construído um palácio subterrâneo inteiro como parte do mausoléu, com jardins imperiais, gabinetes administrativos e até zonas de lazer, tudo isto acompanhado de estátuas de animais, acrobatas, oficiais, dançarinos e muito mais! Em suma, uma das maiores atracções de toda a China, e provavelmente a mais popular logo depois da muralha.
A par do exército, o Reino do Meio conta com várias outras estátuas que podiam muito bem ter sido escolhidas para esta selecção, nomeadamente o Buda Gigante de Leshan, a gigantesca Guanyin de Nanshan e ainda as milhares e milhares de gravuras e mini-esculturas que compõem os extraordinários Longmen Grottoes (em Luoyang) e os Yungang Grottoes (em Datong).
O Pensador, Paris

Finalmente, damos por terminada a nossa lista das melhores estátuas do mundo com uma incursão pela capital francesa. Ao passo que as outras regiões do globo tendem a privilegiar a simbologia e a dimensão, já deu para perceber que na Europa as estátuas e esculturas são sobretudo apreciadas pela técnica e mestria do autor. Depois de Itália e do Renascimento, é então hora de dedicar algumas linhas a França e ao seu Iluminismo, que também deu azo a algumas das melhores e mais conhecidas esculturas da história. Felizmente, há muito por onde escolher, já que só o Louvre alberga duas autênticas obras-primas da Grécia Antiga, sob a forma da Vénus de Milo e da Vitória de Samotrácia.
No entanto, para algo distintivamente Gaulês (e não importado), acabei por escolher O Pensador, de Auguste Rodin. Aliás, sabes que uma estátua atinge o estatuto de símbolo de culto quando os seus gestos se tornam sinónimo de uma acção. Estreada mesmo no início do século XX, a posição sentada com a mão fechada a segurar a zona do queixo continua a ser vista como representativa de pensamento, contemplação e – até certo ponto – de alguma dúvida e angústia existencial… mesmo 120 anos depois! Actualmente, é possível ver O Pensador no Museu Rodin, situado no 7º Arrondissement de Paris.
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