• 2022-12-21 20:02:10
  • Paulo

Guia de viagem de Berlim + Roteiro de 3 dias 🇩🇪

Fernestrum, Berlin

Guia de viagem de Berlim com toda a informação de que precisas para preparares a tua visita à capital da Alemanha. Inclui roteiro de 3 dias em Berlim com todas as principais atracções da cidade, bem como recomendações de hotéis, restaurantes e transportes entre o aeroporto e o centro de Berlim.

Berlim é uma capital peculiar. Para encontrares o centro económico da Alemanha terias de viajar mais de 400 quilómetros, para a outra ponta do país, até Frankfurt. E Alexanderplatz, a praça principal da cidade, é bem mais modesta do que a Concórdia em Paris ou Trafalgar em Londres.

Berlim é mesmo uma sucessão de improváveis. Já não bastava ter sido fundada num local sem vantagens defensivas do ponto de vista militar, a cidade ficou também em cima de um pântano e são precisos grandes tubos para escoar a água do subsolo da cidade. Ao invés de os esconder, a opção foi pintá-los de rosa, tornando-os o mais visível possível.

Mas, apesar de todas estas particularidades, a cidade atraí milhões de turistas todos os anos graças à sua fama de centro urbano jovem e multicultural, cheia de vida tanto de dia como de noite. Segue o nosso guia para ficares a saber como aproveitar Berlim da melhor forma:

Guia de viagem de Berlim, Alemanha

Como chegar a Berlim – Voos desde Portugal

Berlim é servida exclusivamente pelo Aeroporto de Berlim-Brandemburgo, inaugurado em 2020, depois de um atraso de mais de nove anos na construção.

voos directos a partir do Porto (Easyjet, Eurowings e Ryanair), Lisboa (Eurowings, Ryanair e TAP), Faro (Eurowings e Ryanair) e Funchal (Easyjet).

Quantos dias são necessários para visitar Berlim?

Berlim é uma cidade simplesmente gigantesca. Afinal, antes da queda do muro homónimo, era uma espécie de duas metrópoles numa só, com parte da população a viver na República Federal da Alemanha, influenciada pelo Ocidente, e a outra na República Democrática da Alemanha, sob esfera Soviética. Como tal, não surpreende que este não seja propriamente um destino que consigas ver em apenas 1 ou 2 dias, já que as atracções e zonas de interesse estão bastante espalhadas pela cidade.

Posto isto, para uma experiência minimamente decente e diversificada, recomendamos uma estadia de pelo menos 3 dias em Berlim, sendo que ainda assim terás que “correr” e/ou deixar algumas coisas de fora. Por outro lado, se quiseres levar as coisas com calma, visitar os muitos museus locais e ver alguns pontos de interesse extra (incluindo a day trip à adorável Potsdam) podes prolongar a tua estadia até 5 dias.

Melhor altura para visitar Berlim

As estações em Berlim são bastante vincadas: o Verão é quente, com alguns dias de calor tórrido, e o Inverno é frio, com queda de neve entre Dezembro e Março. Por esse motivo, a vida na cidade muda bastante de estação para estação e a melhor altura para a visitar vai depender do ambiente que procuras.

Se estiveres com mais vontade de passar o dia em museus ou a noite em clubs, então talvez o estado do tempo não te faça tanta diferença. Mas se quiseres ficar a conhecer os parques e lagos da cidade o melhor é mesmo escolher o verão. A primavera e o outono são também são ideias para quem quer fazer um pouco de tudo, e sendo Berlim uma cidade com bastantes árvores, não só nos parques mas também nas ruas e avenidas, estas estações dão sempre um colorido diferente à cidade.

Quem opta por visitar a cidade no inverno vai poder encontrar mercados de Natal e ringues de patinagem no gelo bastante com preços bem acessíveis. Em particular, a noite de Ano Novo é particularmente agitada, com fogo-de-artifício lançado a partir de praticamente todos os pontos da cidade.

Documentos necessários para visitar Berlim

Uma vez que continuarás dentro da União Europeia, não te é exigida a apresentação de passaporte para poderes viajar, bastando apenas que estejas na posse de cartão de cidadão válido.

Descobre mais: Vais viajar e tens o Passaporte ou Cartão de Cidadão caducado ou perdido? Vê aqui o que podes fazer

Cartões SIM em Berlim – Roaming em viagem

Estando o país vinculado às regras de roaming da UE, não te será cobrada qualquer taxa de roaming durante a tua visita a Berlim.

Assim sendo, poderás simplesmente utilizar o teu cartão (quase) como se estivesses em Portugal (os dados das apps que as operadoras portuguesas contam num plafond separado, passam a contar para o teu plafond principal de dados. Isto significa que se tiveres 5GB de dados + 15GB para apps, enquanto estiveres em Berlim esses dados vão ser retirados aos 5GB e não aos 15GB).

Dinheiro em Berlim – Taxas bancárias e orçamento de viagem

Uma vez que a Alemanha faz parte da Zona Euro, o conjunto de países onde é utilizada a moeda única, poderás utilizar o teu cartão de crédito/débito português para fazer levantamentos e pagamentos no destino sem que te seja cobrada qualquer taxa de conversão.

Assim sendo, terás apenas que ter em atenção potenciais taxas cobradas pelo banco emissor da própria caixa automática onde fizeres o levantamento. Contudo, e sempre que haja lugar ao pagamento de qualquer comissão deste tipo, essa informação é descortinada antes de confirmares o levantamento, o que significa que podes sempre cancelá-lo e procurar outra caixa. Tem especial atenção às caixas da Euronet, que cobram uma comissão fixa por levantamento com cartão estrangeiro.

Por outro lado, se precisas de ajuda a manter o orçamento de viagem sob controlo, recomendamos neste guia de viagem de Berlim a utilização do cartão Revolut. Ainda que neste país não possas usufruir da principal vantagem deste produto – levantamentos em moeda estrangeira sem taxas de conversão – continua ainda assim a ser uma ferramenta útil.

Através da aplicação do banco online, terás acesso imediato a todos os gastos e ao saldo da tua conta, monitorizando assim os teus gastos diários. Para além disso, poderás carregar o cartão apenas com o valor que esperas gastar (por dia ou na viagem), evitando assim que gastes mais do que aquilo que esperavas e limitando também o valor que podes perder em caso de roubo ou fraude.

Descobre mais: Dicas para viajantes: Tudo que precisas de saber sobre o Cartão Revolut

Melhor seguro de viagem para Berlim

Já diz o velho ditado que “os acidentes acontecem”. Especialmente num meio que nos é estranho ou pouco familiar, é importante estar devidamente preparado para qualquer contratempo que possa aparecer. Mesmo em destinos dentro da UE, onde podes estar munido do Cartão Europeu de Seguro de Doença, fazer um seguro de viagem não deixa de ser altamente recomendado.

Para começar, com um seguro de viagem não estarás circunscrito unicamente à rede pública, sendo que poderás recorrer a qualquer prestador privado de cuidados de saúde. Para além disso, os seguros de saúde incluem outras cláusulas e cobertura que estão fora do raio de acção do CESD. Por exemplo, um seguro de viagem poderá cobrir-te face a eventuais atrasos/cancelamentos de voos; necessidade de repatriamento; roubo, dano e perda de documentos e dispositivos electrónicos; extravio de bagagem e muito mais! E aí, recomendamos os seguros de viagem da Heymondo.

A título pessoal, posso confirmar que já me vi obrigado a activar o seguro da Heymondo mais do que uma vez (inclusive para um bebé pequeno) e a resposta dada pela equipa foi sempre bastante boa, colocando-me em contacto directo com um médico no espaço de 1 ou 2 horas.

Se compararmos com o maior player do mercado português de seguros de viagem, e desde já salvaguardando a potencial existência de diferenças mínimas nas coberturas e limites, os preços da Heymondo são mais baixos que os da concorrência (comparando os mesmos destinos e mesmas datas). Para além disso, as apólices da Heymondo têm limites mais generosos de assistência médica, cobertura de bagagem, despesas odontológicas e equipamentos electrónicos. Se assim o pretenderes, podes ainda adicionar cobertura contra o cancelamento da viagem, permitindo recuperar o dinheiro caso não seja possível viajar (42 motivos para o cancelamento incluídos).

Compra já o teu seguro de viagem na Heymondo e podes desfrutar de um desconto especial de 5% ao utilizares o nosso link. Não só estarás a poupar algum dinheiro como contribuirás para a sustentabilidade desde projecto 🙂

Segurança em Berlim – esquemas, burlas e vida nocturna

A grande quantidade pessoas na rua, mesmo durante a noite, dá uma grande sensação de segurança a quem caminha nas ruas de Berlim. Basta por isso ter atenção aos teus pertences no caso de haverem carteiristas por perto, tal como na maior das cidades deste tamanho e evitar andar com objetos de valor à mostra ou deixar a carteira ou telemóvel esquecidos em cima de uma mesa.

Algumas zonas da cidade podem parecer um pouco menos cuidadas, com bastantes graffitis e prédios menos bem preservados, mas não é motivo para te preocupares. A maior parte destas áreas são seguras e, por norma, estas zonas acabam por ter mais atividade cultural e comida mais barata de igual qualidade. Na verdade, os sítios onde deves ter mais cuidados é nos mais turísticos como Alexanderplatz ou nas ruas de comércio de Charlottenburg.

Os esquemas em Berlim não são propriamente originais. Podem-te pedir para assinar uma petição e fazer uma doação para uma qualquer causa que na verdade não existe, ou atraírem-te para um daqueles jogos com três copos e uma bola. Obviamente, no final a bola não vai estar no copo que escolheste e vais ficar sem o dinheiro da aposta.

Onde dormir em Berlim – Hotéis e Alojamentos

Berlim é uma cidade em rápido crescimento populacional, o que significa problemas tanto para moradores como para visitantes no que toca a habitação ou estadia. No entanto, Berlim ainda consegue ser mais barata do que outras capitais europeias da mesma dimensão no que toca ao preço da estadia.

Deixamos aqui algumas sugestões de hotéis com preço abaixo da média e com boa localização na cidade:

Nota: Se usares os links acima para fazer as reservas do teu alojamento, estás-nos a dar uma ajuda preciosa sem pagar mais por isso 🙂

Como ir do Aeroporto de Berlim para o centro da cidade

Situado a cerca de 25 km do coração da cidade, a melhor forma de viajar entre o Aeroporto de Berlim e o centro passa por recorrer ao comboio Airport Express (FEX), uma linha ferroviária que liga o aeródromo à Estação Central (Hauptbahnhof), passando pelo caminho nas estações de Sudkreuz e da Potsdamer Platz. A estação fica situada nos pisos subterrâneos do Terminal 1, bastando apenas seguir as placas para a encontrares. Este comboio opera 24/7, saindo em média a cada 15 minutos, e a viagem até à Hauptbahnhof tem uma duração de 23 minutos. Quanto ao bilhete, pode ser comprado nas máquinas da estação e tem o custo de €5,00, valor referente a um bilhete de transportes públicos que englobe as zonas ABC da cidade de Berlim (mais informações abaixo). Para além do FEX, existem ainda outras rotas de comboio que também te permitem viajar entre o aeroporto e o centro, com destaque para o serviço RE20 (mesmo preço).

Alternativamente, podes recorrer ao S-Bahn, um tipo de metro de superfície bastante popular no mundo germânico. O aeroporto é servido pelas linhas S9 e S85, que podes utilizar para chegar a qualquer zona da cidade. Neste caso, é provável que te seja mais útil a linha S9, já que passa em várias das estações mais centrais e populares de Berlim, incluindo a Hauptbahnhof. Seja como for, a viagem será mais demorada do que se utilizares o comboio e o tipo de bilhete (ABC) e preço serão exactamente os mesmos.

Transportes públicos em Berlim – S-Bahn, U-Bahn e o Tram

Tram Berlin

A rede de metro e elétrico em Berlim cobre a maior parte da cidade e tem uma ótima frequência, mesmo durante a noite. Existem dois sistemas de metro na cidade, o S-Bahn e o U-Bahn. Na teoria, o S-Bahn funciona à superfície e o U-Bahn ao nível subterrâneo, mas isto nem sempre é verdade. Para além disso, existem ainda os trams, ou elétricos, e os autocarros

O que interessa é que todos estes transportes são partes da rede BVG, o que significa que utilizam todos o mesmo sistema de bilhetes. Esses bilhetes podem ser adquiridos pela app Tickets disponível para Android e Apple ou nas máquinas na plataforma.

Podes também comprar um bilhete físico nas máquinas amarelas da BVG, ou, se estiveres numa plataforma do S-Bahn, nas máquinas vermelhas da VBB. Novamente, os bilhetes são válidos para toda a rede e as diferenças no visual das máquinas são uma mera questão de marketing (uma vez que o S-Bahn é tecnicamente parte de outra empresa).

Os bilhetes físicos vão ter sempre que ser validados antes de entrares no S-Bahn ou no U-Bahn nas máquinas que se encontram na plataforma, ou imediatamente depois de entrares num tram ou autocarro, nas máquinas no interior da viatura.

A sinalética nas estações de metro e comboio é um pouco complicada. Por vezes, parece que o S-Bahn e o U-Bahn não gostam muito um do outro e não querem que saibas onde podes trocar de linha. Mas a informação está lá, mesmo que em tamanho reduzido. Procura o S de S-Bahn dentro de um círculo verde ou o U de U-Bahn dentro de um quadrado azul nas placas informativas.

Zonas e Preços

Em Berlim existem apenas três zonas, um sistema relativamente simples comparado com outras grandes cidades. Os bilhetes podem ser AB ou ABC. Por regra, os bilhetes AB são suficientes para cobrir todas as principais atracções, à excepção da cidade vizinha de Potsdam e da zona do aeroporto, para as quais vais precisar de um bilhete ABC. De forma muito resumida, a Zona A diz respeito ao centro da cidade englobado pelo S-bahn Ring, o anel formado pelas linhas de S-Bahn 41 e 42. Por outro lado, a Zona B vai do S-Bahn Ring até aos limites administrativos da cidade, e a Zona C diz respeito a toda a parte da rede que está fora desses mesmos limites administrativos.

Os bilhetes simples permitem-te, durante 2 horas, entrar e sair de vários transportes em direção ao teu destino. Segundo a BVG, não podes usar estes bilhetes para viagens de ida e volta para o mesmo local. Como é que isto é de facto controlado? Ninguém faz bem ideia. Quanto a preços, um bilhete AB tem o custo de €4,00, ao passo que o ABC custa €5,00. Para além disso, existe ainda um “Short trip Ticket”, que custa €2,80 e é válido para 3 paragens de U-Bahn e S-bahn ou 6 paragens de eléctrico ou autocarro em qualquer zona. Se vai utilizar os transportes com alguma frequência, mas não o suficiente que se justifique a compra de um passe diário ou multi-diário, podes comprar um bilhete que inclua 4 viagens simples (€12,40) ou 4 viagens curtas/short trip tickets (€7,80).

Para fechar, deixamos-te abaixo os bilhetes diários actualmente disponíveis nos transportes públicos de Berlim:

  • 24 horas
    • AB: €11,20
    • ABC: €12,90
  • 24 horas – válido para grupos de até 5 pessoas
    • AB: €35,30
    • ABC: €37,70

Os bairros de Berlim

Orienta-te por Berlim como se fosses um habitante local com o nosso guia aprofundado onde te falamos dos bairros da cidade, e das formas como podes aproveitar o teu tempo, quer seja a fazer compras, sair à noite, relaxar nos parques ou a visitar um dos muitos museus da cidade.

Berlim é uma cidade com uma geografia atípica. Tendo passado tantos anos dividida fez com que não exista propriamente um centro da cidade. Ao invés disso, cada distrito tem a sua própria vida e dinâmica, pelo que vale a pena ficares a conhecer um pouco das áreas mais conhecidas:

Mitte

Mitte

A única parte da cidade que pode de facto reclamar o título de centro (até porque Mitte significa centro em alemão). Aqui estão alguns dos pontos mais emblemáticos da cidade como as portas de Brandemburgo, a Ilha dos Museus ou a Alexanderplatz. Mas não realidade não é aqui que vais experienciar a vida de Berlim, até porque muitos dos edifícios no Mitte são de empresas e instituições estatais.

Kreuzberg

Kreuzberg

Há vários anos que Kreuzberg é conhecida como a zona mais alternativa da cidade. Desde os anos 70, quando era uma das áreas mais pobres de Berlim Ocidental, que a área é um ponto de encontro para várias subculturas, bem como uma área de acolhimento para os muitos imigrantes que chegaram à cidade desde então.

Neukölln

Neukolln

Com os preços a subir em Kreuzberg, a vizinha Neukölln tem vindo a roubar a sua reputação enquanto zona alternativa. A área continua a ser mais modesta que o resto da cidade e é também uma das mais multiculturais.

KarlMarxAlle Berlin

Parte do que foi Berlin Leste, Friedrichschain é rasgada por duas avenidas ostensivas, Karl-Marx-Allee e Frankfurter Allee. Estas foram construídas pela Alemanha de Leste, que quis fazer desta zona um modelo para o desenvolvimento urbano da república. Desde então que Friedrichschain é um centro de cultura, sendo hoje também a zona onde ficam alguns dos mais conhecidos clubs da cidade.

Prenzlauer Berg

Prenzlauer Berlin

Esta é uma das zonas que melhor sobreviveu à segunda guerra mundial e por isso aqui se pode ver alguns dos exemplos da arquitetura do início do século. Bairro de artistas e intelectuais, esta é uma zona da cidade bem jovem, e não estou a exagerar: Prenzlauer Berg tem uma taxa de nascimentos bem acima do resto da Alemanha. Kastanienallee é uma das ruas mais dinâmicas da zona.

Charlottenburg

Talvez a área mais rica da cidade, é em Charlottenburg que se encontram alguns dos edifícios mais modernos e de maior altura na cidade. Aqui ficam também maior ópera de Berlim, Kurfürstendamm, a rua onde se encontram as boutiques das marcas de alta-costura, e ainda o Palácio de Charlottenburg, residência real dos monarcas da Prússia.

Wedding

Wedding

Um pouco como Neukölln, Wedding é uma parte de Berlim mais pobre mas que muitos vêm como uma zona vibrante. Com uma população mesmo muito diversa (por volta de 30% dos habitantes terão nascido fora da Alemanha), Wedding tem muito para explorar no que toca à comida de rua, mas também à cervejas artesanais e biergartens.

A cidade vizinha de Potsdam

Alexandrowka Potsdam

Potsdam foi durante muitos anos a residência da realeza prussa, que preferia manter-se afastada de Berlim na sua versão de Versalhes. Esta cidade está hoje bem integrada na área metropolitana de Berlim, e basta apanhar um comboio regional ou um S-Bahn para aí chegar em cerca de 1 hora.

Vais por isso encontrar aí vários palácios, dos quais o Sanssouci é o mais prominente, mandado construir por Frederico o Grande ao estilo rococó.  Não muito longe podes encontrar o Orangerieschloss, o Neues Palais e o Schloss Charlettenhof. Outra curiosa atração da cidade é Alexandrowka, um conjunto de casas de madeira que pretendiam imitar a arquitetura rural russa, uma ideia do Rei Frederico Guilherme III da Prússia para comemorar a vitória (em conjunto com a Rússia) contra os exércitos de Napoleão.

Onde comer em Berlim – Melhores restaurantes

Berlim tem uma enorme cultura de comida de rua. Aqui podes encontrar gastronomia de todas as partes do mundo, preparada para ser convenientemente degustada no passeio. Se ainda não tens uma bebida, procura o späti mais próximo – os spätis são lojas de conveniência que ficam abertas noite dentro e que vendem um pouco de tudo, mas principalmente cerveja. Os restaurantes de rua não se vão importar que tragas bebidas de fora para as suas mesas de merenda.

O döner kebab, a sandes de carne assado no espeto, salada e vários molhos, é a especialidade da cidade. Este prato popularizou-se graças à grande comunidade turca que começou a chegar a Berlim nos anos 50 e 60, como parte do programa de gastarbeteirer (literalmente “trabalhadores convidados”). Ficam aqui algumas sugestões espalhadas pela cidade:

Mustafa Gemüse Kebab (Kebab turco – estação de metro U Mehringdamm – a fila pode ser bastante grande!)

Rüyam Gemüse Kebab 2 (Kebab turco – Prenzlauer Berg)

Saray – Döner Kebab (Kebab turco – S Warschauer Str., Friedrichshain)

DonerKebab

Mas a comida de rua não se esgota com os kebabs:

Marafina (Wraps sudaneses – em Friedrichshain em Prenzlauer Berg)

Berlin Sarajevo (Bósnia-Herzegovina – experimenta o börek, folhado de carne, queijo ou batata – perto da estação S-Bahn Wedding)

Azzam Restaurant (Médio Oriente – Perto do metro de U Hermannplatz)

Maroush (Falafel libanês – Kreuzberg, junto à estação U Kottbusser Tor)

Magic John’s (Pizza à fatia – Mitte, perto da estação Oranienburger Tor)

Para continuares a tua volta ao mundo gastronómica, espreita também os restaurantes mais tradicionais que te deixamos aqui:

Umami (Asiático – várias localizações)

Miss Saigon (Vietnamita – do outro lado do rio da East Side Gallery, atravessando a ponte Oberbaum)

TZOM Berlin (Eritreia – Kreuzberg, perto da Admiralbrücke)

Persepolis (Irão – em Kurfürstenstraße, a sul do Tiergarten)

KOKIO (Frango assado coreano – em Prenzlauer Berg, estação U Eberswalder Str.)

ASIA Deli (China – em Wedding, perto da estação U Seestrasse)

Fes (Churrasco turco – junto a Tempelhofer Feld e à estação U Südstern)

Portofino (Italiano – junto à Ostbanhof)

Flamingo Fresh Food Bar (Variado – Junto à Ilha dos Museus)

Como já viste, o forte da gastronomia de Berlim é a comida das comunidades imigrantes. Mas podes também provar pratos mais típicos da cidade e da Alemanha.

Schnitzelei Mitte (Panados à moda alemã ou austríaca ­­– junto à U Oranienburger Tor)

Konnopke Imbiß (Currywurst, salsicha alemã temperada com caril – por baixa do estação Eberswalder Str.)

Curry 36 (Currywurst– estação de metro U Mehringdamm)

Zeit für Brot (Padaria  / Pastelaria – Várias localizações, por exemplo, perto da Alexanderplatz e do Jardim Zoológico)
SammyS Berliner Donuts (Donuts Berlinenses – junto ao metro da U Rosenthaler Platz, perto da Alexanderplatz)

Berlim é também um paraíso para quem segue uma dieta vegetariana ou vegana. E mesmo que não seja o teu caso, tem em conta que a comida vegan foi tão aprimorada que já não se trata só de uma “alternativa”, mas sim de uma experiência gastronómica por direito próprio:

Li:ke (Tailandês – junto à Boxhagener Platz, em Friedrichshain)

Feel Seoul Good (Coreano – em Prenzlauer Berg, junto à Kollwitzplatz)

Lia’s Kitchen (Hamburgers – bastante perto do Feel Seoul Good)

Por fim, com tantas escolhas é difícil pensar em cadeias de fast-food, mas se procuras uma refeição rápida podes contar com uma destas cadeias que, de certa forma, também são experiências locais:

Burgermeister (Hamburgers – em localizações como Alexanderplatz ou Potsdamer Platz)

Risa Chicken (Frango frito – cinco localizações um pouco mais afastadas do centro)

A famosa vida noturna de Berlim – bares, clubes e discotecas

Berghain

Para muitos a cidade de Berlim é sinónimo de vida noturna e discotecas. A cidade é a casa de alguns dos clubs de techno mais conhecidos do mundo, como o Berghain, onde muitos esperam horas na fila só para serem rejeitados pelo todo-poderoso Sven, o porteiro mais famoso de Berlim.

Não é tão difícil entrar nos outros clubs da cidade, mas conta sempre com uma fila. O melhor é comprares o bilhete online (experimenta aplicações como a Resident Advisor) e assim pelo menos saltas a fila da bilheteira… para poderes ir directamente para a fila de entrada. Os bilhetes são por volta de 15 a 25 euros.

Beber uma cerveja na rua é também uma boa forma de passar a noite em Berlim. Segue até Admiralbrücke, em Kreuzberg para beberes uma cerveja do späti local.

Para aproveitares o fim da tarde, podes sempre seguir até aos bares nas margens do Rio Spree. O Holzmarkt e o YAAM são dois complexos com vários bares, restaurantes, lojas de rua e até uma praia artificial onde podes passar um fim de tarde bem agradável.

Se preferes um rooftop, podes optar pelo Klunkerkranich, em Neukölln. Este bar no topo do centro comercial Arcaden Berlin é um pouco difícil de encontrar (apanha um elevador para o 5º andar do parque de estacionamento e atravessa o piso até encontrares uma rampa) mas a vista compensa.

Tesouros escondidos de Berlim

Berlim é uma cidade que acomoda imensas subculturas. Por isso, se tens um interesse especial, quer seja por um desporto, um estilo de música, cinema ou arte é bem provável que encontres aí um espaço perfeito para ti! E é por isso também que se torna díficil fazer um roteiro para a cidade.

Por isso, antes de te sugerirmos um roteira para conhecer a cidade em três dias, deixamos-te alguns tesouros escondidos, que são também exemplos de como Berlim tem um muito a oferecer quaisquer que sejam os teus gostos.

  • Hackesche Höfe
  • Praia artificial do YAAM
  • Stasimuseum
  • Urban Nation –Museu de arte de rua
  • Thai Park – mercado de comida tailandesa
  • Space Meduza Bar
  • KÖNIG Galerie
  • Deutsche Kinemathek – museu sobre o cinema alemão
  • Aeroporto abandonado de Tempelhof
  • Visitar um bunker da guerra fria

Roteiro de 3 dias por Berlim

Berlim é uma cidade que, mais do que ser visitada, deve ser vivida. Por isso, três dias nunca será suficiente para ficares a conhecer verdadeiramente a cidade, principalmente quando esta tem tanta oferta de sítios para visitar, relaxar, festejar ou comer.

Além disso, os diferentes bairros de Berlim são bastante diferentes entre si, e se calhar podes até optar por escolher um deles e explorá-lo ao máximo.

Deixamos-te no entanto um roteiro de 3 dias com uma amostra representativa do que é a cidade, das zonas mais movimentadas aos surpreendentes espaços verdes, e do centro mais turístico até aos bairros mais cheios de vida.

Guia de viagem de Berlim: Dia 1 – De Alexanderplatz até ao Tiergarten

Sugerimos que comeces pela zonas mais conhecidas, e de certa forma mais turísticas, da cidade de Berlim. Começa o teu dia em Alexanderplatz, a caótica praça central. Aqui encontras um dos peculiares símboles de Berlim, o Weitzeiturh, ou relógio do mundo, que indica o tempo em todos os fusos horários. Daqui vês já a Fernsehturm (€25,50), a torre-antena que domina paisagem da cidade e que podes subir para uma vista imbatível da capital Alemã.

A poucos passos de Alexanderplatz fica a Neptunbrunnen, uma intricada fonte em honra ao deus grego Neptuno, no centro da praça ladeada pela Igreja de Santa Maria de Berlim (ou Marienkirche) e pela Rotes Rathaus, a câmara municipal de Berlim que pode ser visitada gratuitamente.

Ruma então para o Nikolaiviertel, uma pequeno quarteirão que, apesar ser já uma reconstrução moderna, dá uma impressão do que seria a Berlim antiga, antes da guerra. Daqui vais entrar na Ilha dos Museus, onde fica a Catedral de Berlim (€15,00) e – tal como o nome indica – vários dos museus mais reputados da cidade, como o Altes Museum, o Neues Museum, a Alte Nationalgalerie ou o Bode-Museum. No entanto, nenhuma das instituições é tão popular quanto o Museu Pergamon, conhecido por albergar o Portão de Ischtar, retirado da lendária cidade da Babilónia. Infelizmente, o Pergamon está actualmente fechado para renovações, estando prevista a abertura parcial para 2027 e a total apenas para 2037!

Daqui parte a Unter den Linden, a avenida mais nobre da cidade, que só vai acabar nas Portas de Brandemburgo. Pelo caminho podes ver vários palácios, tais como os que serve de instalações à universidade de Humboldt. A meio da avenida – e antes das famosas portas – não te esqueças de fazer um desvio para visitares a Gendarmenmarkt e o Checkpoint Charlie – o mais famoso posto militar fronteiriço entre a RFA e RDA. Depois de (finalmente) chegares às Portas de Brandemburgo, segue caminho até te deparares com um dos edifícios mais icónicos de Berlim e de toda Alemanha: o Reichstag, edifício onde se localiza o Parlamento Alemão. É possível visitar gratuitamente e inclusive subir ao telhado e caminhar sobre a sua icónica cúpula de vidro e metal. No entanto, precisas de fazer um pré registo, de preferência com alguma antecedência, visto que costuma esgotar. Apenas visitantes que tenham feito o pré-registo conseguirão acesso ao Reichstag.

Depois do Reichstag, segue para Memorial aos Judeus Mortos da Europa, um local de reflexão e contemplação (as esculturas não são para fazer parkour nem sessões fotográficas, ok?). Daqui basta atravessar a rua para chegares ao Tiergarten, o mais famoso dos muitos jardins da cidade. Um bom local para dar por terminada a tua caminhada pelo parque é o Siegesäulle, uma coluna em honra da vitória prussa contra as forças dinamarquesas.

Resumo do 1º dia:

  • Alexanderplatz
  • Fernsehtrum
  • Neptunbrunnen
  • Marienkirche
  • Rotes Rathaus
  • Nikolaiviertel
  • Ilha dos Museus (Altes Museum, Neues Museum, Alte Nationalgalerie, Bode-Museum, Museu Pergamon)
  • Catedral de Berlim
  • Unter den linden
  • Gendarmenmarkt
  • Checkpoint Charlie
  • Portão de Brandemburgo
  • Reichstag
  • Memorial aos Judeus Mortos da Europa
  • Tiergarten
  • Siegesäulle

Guia de viagem de Berlim: Dia 2 – De Karl-Marx Allee a Treptower Park

Dia 2 Berlim

O segundo dia é altura de começar a conhecer os locais onde a vida de Berlim realmente acontece. Deixamos o Mitte nas nossas caminhando pela Karl-Marx Allee, a avenida-modelo construída pela Alemanha de Leste durante a reconstrução da cidade.

Eventualmente chegarás ao coração de Friedrichshain, uma zona com muita vida, cheia de restaurantes e feiras de rua ao fim-de-semana. É uma boa área para te perderes um pouco antes de desceres até às margens do Rio Spree e à zona onde encontras a East Side Gallery. Esta galeria a céu aberto que usa partes do antigo muro que dividia a cidade como tela, conta com dezenas de contributos de artistas de todo o mundo.

Para chegares à outra margem do rio, atravessa a ponte Oberbaum, que por si só é uma atração de zona. Daqui é possível chegar a pé até Treptower Park, que, apesar de ser bem mais pequeno que o Tiergarten, tem a vantagem de estar completamente voltado para o rio. Aqui vais encontrar a Insel der Jugend, ou Ilha da Juventude, um dos locais mais relaxados da cidade.

Daqui o melhor será apanhar o autocarro. Se o sol ainda se estiver a pôr, podes seguir até ao bar Klunkerkranich, em Neukölln. Aqui tens uma vista fantástica da cidade.

Resumo do 2º dia:

  • Karl-Marx Allee
  • Friedrichshain
  • East Side Gallery
  • Ponte Oberbaum
  • Treptower Park
  • Insel der Jugend
  • Kunkerkranich

Guia de viagem de Berlim: Dia 3 – O Grunewald e Charlottenburg

Dia 3.1 Berlim

No terceiro dia é altura de saíres um pouco da zona urbana, isto se estiver bom tempo claro! Segue de S-Bahn até à estação S Grunewald e faz uso do GPS para chegares até ao Teufelssee, um lago em que muitos se juntam para nadar no verão. Daqui tens ainda uma excelente vista da cidade. Não muito longe fica a Teufelsberg, uma antiga torre de espionagem do tempo da guerra fria, hoje transformada num museu improvisado de arte urbana.

Dia 3.2 Berlim

Retorna à mesma estação do S-Bahn para seguires daí até Charlottenburg. Da estação S Charlottenburg, podes subir para uma visita ao Palácio de Charlottenburg (€19,00), antes de desceres à descer até à Kurfürstendamm, a avenida de compras mais cara da cidade, e caminhar até à Kaiser Wilhelm Gedächtniskirche, uma igreja semidestruída que contrasta com os edifícios modernos que a rodeiam, mais um testemunho da transformações, por vezes bastante violentas, pelas quais a cidade pessoa.

Aqui já não estás longe do Zoo de Berlim, na parte ocidental do Tiergarten. No primeiro dia, o nosso roteiro tinha já coberto a parte oriental deste parque que ocupa uma generosa parte da cidade.

Resumo do 3º dia:

  • Teufelssee
  • Teufelsberg
  • Palácio de Charlottenburg
  • Kurfürstendamm
  • Kaiser Wilhelm Gedächtniskirche
  • Zoo de Berlim
  • De volta ao Tiergarten

Vais ficar mais tempo em Berlim? Então podes considerar alguma das seguintes day trips

  • Potsdam e Sanssouci
  • Hamburgo
  • Leipzig
  • Dresden
  • Campo de Concentração de Sachsenhausen
  • Spreewald
  • Parque Saxon Switzerland
  • Wannsee
  • Beelitz
  • Bad Muskau
  • Devil’s Bridge em Kromlau
  • Müggelsee
  • Wittenberg
  • Pfaueninsel
  • Spandau

Leituras recomendadas:

10 coisas grátis para fazer em Berlim 🇩🇪

O que levar na mochila para um fim de semana prolongado num destino frio 🧥🎒🥶

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