10 destinos europeus alternativos a cidades mais procuradas 🇪🇺🏛️🗼

  • 26.08.2025 18:00
  • Bruno A.

Para te ajudar a fugir do excesso de turismo, das multidões e dos preços caros, compilámos uma lista de 10 destinos europeus alternativos às cidades mais procuradas.

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O overtourism é um problema. Especialmente no Velho Continente, visitar os grandes destinos turísticos é cada vez menos apelativo e divertido, já que os viajantes são muitas vezes confrontados com preços extorsionários, multidões incomportáveis e um panorama geral que retirou toda a autenticidade aos centros históricos e os converteu num aglomerado homogéneo com as mesmas trupes, cafés e cadeias de lojas e restauração. Sim, claro que estes destinos continuam a ser bonitos (afinal, por algum motivo se tornaram massificados), mas se procuras algo mais profundo do que boas fotografias para as redes sociais, então poderás querer pesquisar outras paragens.

Felizmente, a Europa não se cinge às suas metrópoles mais populares, sendo inúmeras as opções alternativas que, partilhando da mesma arquitectura e legado dos vizinhos mais famosos, acabam por oferecer uma experiência muito mais imersiva. A pensar nisso, compilámos uma lista de 10 destinos europeus alternativos às cidades mais procuradas, para que possas desfrutar de uma viagem mais autêntica e amiga da carteira, sem comprometer o lado histórico ou cultural.

NOTA: Como parte do critério de selecção de destinos alternativos, contemplámos apenas cidades ou regiões enquadradas no mesmo país ou perto da fronteira de um país vizinho.

10 destinos alternativos na Europa

Siena, como alternativa a Florença

Começando na bella Itália, mais especificamente na extraordinária região da Toscana, trazemos-te a melhor das alternativas face à famosíssima Florença. Sim, o berço dos Médici é inegavelmente bonito e imperial, mas é também bastante caro e turístico. Para além disso, és sempre obrigado a perder imenso tempo em filas para visitar o que quer que seja, acabando por fazer com que seja difícil render uma visita em pouco tempo.

Posto isto, podes antes optar por montar base em Siena, outra cidade clássica Toscana, situada a pouco mais de 1 hora de distância. Com a sua arquitectura medieval, catedrais imponentes e uma das praças mais espectaculares do planeta – Piazza del Campo – não fica a dever nada à metrópole mais conhecida da região. Para uma experiência ainda mais completa, podes juntar Siena a outras cidades e vilas secundárias da Toscana, como San Gimignano, Lucca ou Pisa.

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Valência, como alternativa a Barcelona

Provavelmente a cidade que se tornou no maior símbolo do overtourism, Barcelona é cada vez mais hostil para com os turistas que a escolhem. Cansados de serem empurrados para fora da Cidade Condal, os cidadãos da capital Catalã têm cada vez menos paciência para com os forasteiros, o que, aliado a um custo de vida caro e um índice de crime mais alto que o habitual numa cidade desta popularidade (cuidado com os carteiristas), acaba por fazer de Barcelona um destino cada vez mais a evitar.

Em sentido contrário, Valência é uma cidade em crescendo, alegremente recebendo cada vez mais visitantes europeus. À semelhança de Barcelona, Valencia também conta com uma faixa costeira bastante agradável, a que se junta um centro histórico bem preservado e uma série de ícones de arquitectura moderna que ajudaram a colocar a cidade no mapa, com natural destaque para a Cidade das Ciências e das Artes.

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Edimburgo, como alternativa a Londres

Uma escolha sempre difícil, não há cidade britânica (ou europeia) que se possa comparar a Londres, especialmente no que toca a opções de entretenimento, apelo global e locais icónicos. No entanto, Londres sofre também dos mesmos problemas das cidades anteriores. Posto isto, se quiseres visitar as Terras de Sua Majestade, podes sempre optar pela cidade de Edimburgo, capital da Escócia.

O centro histórico de Edimburgo divide-se em duas partes: a Old Town, de traça medieval onde podes encontrar a Royal Mile, o Castelo de Edimburgo ou o Palácio de Holyroodhouse; e a New Town, que, com 200 anos, é conhecida pelos edifícios, mansões e ruas da era Georgiana. Para a derradeira experiência, tenta fazer coincidir a tua visita com o Fringe Festival, quando a cidade se enche de artistas de variedades que fazem valer a sua arte em todos os pubs, teatros e ruas.

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Utrecht, como alternativa a Amesterdão

Embora o ambiente não seja tão abertamente hostil quanto o de Barcelona, são já vários os sinais dados pelas autoridades de Amesterdão no sentido de diminuir (ou restringir) o fluxo de turistas. Ao longo dos últimos anos, muitas políticas foram aprovadas nesse sentido, com restrições à chegada de navios de cruzeiro, taxas de dormida mais altas, imposição de horários de funcionamento às coffee shops e proibição de abertura de novos hotéis e alojamentos.

Posto isto, existem vários outros destinos nos Países Baixos com o mesmo encanto de Amesterdão, e onde podes encontrar os tradicionais canais, bicicletas e edifícios estreitos que tanto associamos à realidade neerlandesa. Desses, optámos por destacar Utrecht, que por receber inúmeros eventos e ser uma cidade universitária, acaba por ter uma certa aura de cidade grande e movimentada, apesar do adorável centro histórico. Outras opções igualmente viáveis incluem as cidades de Leiden, Delft ou Haia.

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Dresden, como alternativa a Praga

Durante longos anos uma espécie de diamante escondido, após anos de negligência sob influência soviética, a extraordinária Praga floresceu como uma das cidades mais bonitas da Europa. Infelizmente, a balança acaba quase sempre por tombar para o lado oposto, e a capital Checa enfrenta agora os mesmos desafios que muitas das suas congéneres mais a oeste, destacando-se pela negativa como a cidade com maior taxa de pessoas em situação de sem-abrigo na Europa Central e de Leste.

Assim, se não quiseres activamente contribuir para o aumento dos preços da habitação e das rendas, o melhor é levares o teu dinheiro para outras paragens. Aí, sugerimos que atravesses a fronteira e visites a cidade Alemã de Dresden, também ela considerada uma autêntica maravilha da arquitectura gótica. Totalmente destruída pelos Aliados na Segunda Guerra Mundial, a principal cidade da Saxónia – um dos Estados Germânicos mais pobres – renasceu das cinzas e é agora um destino bastante surpreendente. Se te quiseres ficar pela Chéquia, recomendamos as cidades de Olomouc e Cesky Krumlov.

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Lyon, como alternativa a Paris

Um bocadinho à semelhança de Londres, apontar alternativas a Paris é um exercício bastante ingrato, já que nenhuma outra cidade é capaz de lhe fazer frente no que toca a dimensão, fama e variedade de locais e actividades. Felizmente, a Cidade Luz é a capital daquele que será muito provavelmente o país mais esteticamente bonito da Europa (a par de Itália, vá), pelo que não faltam opções de cidades francesas capazes de te oferecer uma excelente experiência.

Posto isto, se tivéssemos que seleccionar apenas uma, a escolha teria obrigatoriamente que recair sobre Lyon, terceira maior cidade de França. Para além do ambiente de cidade grande, Lyon tem distritos extremamente bonitos – como Croix-Rousse, Presq’ile ou Vieux Lyon – o melhor cenário gastronómico do país e várias particularidades que a ajudam a tornar absolutamente única, como os murais gigantes de arte urbana ou as passagens secretas (traboules). Para além disso, podes sempre combinar a visita a Lyon com uma day trip à pitoresca Annecy, uma das vilas gaulesas mais belas.

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Lviv, como alternativa a Cracóvia

Esta é uma daquelas opções que merece um disclaimer: como é evidente, não recomendamos a ninguém que visite a Ucrânia neste momento! No entanto, quando a guerra finalmente terminar, uma excelente forma de ajudar a apoiar economicamente o renascer Ucraniano passa por visitar Lviv, considerada a cidade mais bonita do pais e um dos seus principais polos culturais. Aliás, o oeste da Ucrânia sempre demonstrou uma certa resistência às sucessivas ocupações estrangeiras, sobressaindo igualmente como um dos principais bastões da língua e folclore Ucranianos.

Quanto às comparações com a cidade mais turística da Polónia, lembramos que Lviv fez historicamente parte de diferentes territórios polacos, tendo ainda – tal como Cracóvia – sido subjugada durante séculos ao império dos Habsburgos. Como resultado, Lviv tem mesmo muitas semelhanças com Cracóvia, com ambas as cidades a partilharem uma história e cultura comuns, bem patentes na (bela) arquitectura semelhante que encontrarás em ambas. No fundo, quem gosta de Cracóvia muito dificilmente não gostará de Lviv!

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Nuremberga, como alternativa a Munique

Também ela situada na Baviera, Nuremberga apresenta-se como a alternativa mais lógica à famosa Munique, permitindo-te até fazer uma day trip à capital do Estado sem que tenhas que pernoitar lá. Para além dos preços mais baixos, Nuremberga apresenta um centro histórico surpreendentemente agradável, dominado pela presença do castelo local. No entanto, o apelo de Nuremberga vai bem para lá das ruas bonitas e fachadas bem mantidas, oferecendo-te a possibilidade de visitar as salas onde foram julgados os criminosos de guerra durante os icónicos Julgamentos de Nuremberga, e ainda fazer um tour pelo Kongresshalle, o antigo centro de congressos do Partido Nazi, onde eram feitas as principais reuniões e paradas do III Reich.

Já para a secção “fofinha” da visita, e para além do centro histórico, a localização de Nuremberga permite-te ir passar o dia a algumas das cidades e vilas mais pitorescas da Baviera, como Wurzburgo, Bamberg, Regensburg ou Rothenburg ob der Tauber.

Recomendado: Guia de viagem de Munique e roteiro de 3 dias c/ day trip ao Castelo de Neuschwanstein

Puglia, como alternativa à Costa Amalfitana

Se é verdade que a Costa Amalfitana é um destino difícil de igualar, com as suas vilas coloridas erguidas sobre escarpas e vistas imbatíveis sobre o mar, é igualmente inegável que a região sofre – especialmente no Verão – com os efeitos do excesso de turismo, deixando os residentes locais que ainda resistem a braços com preços altos, engarrafamentos constantes e uma pressão brutal sofre toda a infraestrutura.

Assim sendo, se tivéssemos que recomendar outra região costeira Italiana, poucas hipóteses se equivaleriam à Puglia, um recanto Italiano que (por agora) resiste à pressão do turismo internacional. Aqui, poderás aproveitar as praias pristinas, vilas costeiras pitorescas e cidades históricas, com desvios até ao interior verdejante e às suas aldeias caiadas de branco. Uma troca da qual é difícil não sair a ganhar! Fora de Itália, o leque passa a ser mais abrangente, sendo que podes trocar a Costa Amalfitana pelas rivieras Albanesa, Turca ou Francesa.

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Split, como alternativa a Dubrovnik

Finalmente, damos esta lista por encerrada em território croata, onde qualquer paragem ao longo da costa Adriática acaba por ser um upgrade face a Dubrovnik, de longe o destino mais famoso da Dalmácia. Sim, vale a pena visitar Dubrovnik e perceber a razão por detrás da fama, mas nos últimos anos a cidade tornou-se um parque de diversões glorificado, não merecendo mais do que uma simples paragem de 1 dia para ficares a conhecer a Cidade Velha.

Por outro lado, se quiseres aproveitar as maravilhas do litoral croata sem perder contacto com a essência local, uma boa alternativa passa por visitar Split, a segunda maior cidade do país. Banhada pelo mesmo Adriático e com um centro histórico muralhado que outrora serviu de palácio imperial Romano, Split goza ainda de uma localização relativamente mais central e acessível para poderes visitar outros destinos populares próximos, como Zadar, as ilhas de Hvar e Korcula e ainda a cidade de Mostar, já na vizinha Bósnia e Herzegovina.

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